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40 e tantos!
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E-book95 páginas42 minutos

40 e tantos!

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Sobre este e-book

Aos quarenta e tantos, eu decidi desmobilizar a vida. Não porque ela estivesse ruim, mas porque ela estava confortável demais. E eu queria o desconforto do novo, abraçar de vez o não saber.

Essa é uma coleção de notas de campo. Impressões, tropeços, descobertas, aprendizados.É também um retrato de uma mulher que se permitiu mudar de país, de idioma, de fuso, e de pele, mas não de essência.

Escrevo para lembrar que recomeçar depois dos 40 não é recomeçar apesar da idade, é recomeçar a partir dela.

IdiomaPortuguês
EditoraRoberta Ramos
Data de lançamento10 de jan. de 2026
ISBN9786501821153
40 e tantos!

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    40 e tantos! - Roberta Ramos

    Capa

    PARA TODAS AS MULHERES QUE,

    EM ALGUM MOMENTO,

    ACREDITARAM QUE O TEMPO DE RECOMEÇAR

    JÁ TINHA PASSADO.

    Autora: Roberta Ramos

    Projeto gráfico e diagramação: Roberta Ramos

    Revisão: Sara Luiza Hoff

    © 2025 Roberta Ramos

    Todos os direitos reservados.

    Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, armazenada em sistema de recuperação ou transmitida, por qualquer meio ou formato, eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou outro, sem autorização prévia e por escrito da autora.

    Registro de Direito Autoral

    Câmara Brasileira do Livro – CBL

    Título: 40 e tantos! Notas de campo de uma mulher em movimento.

    Data do registro: 26/11/2025

    Primeira edição: 2025

    Proibida a reprodução comercial. Você pode citar trechos do livro, desde que com referência à autora.

    Ficha catalográfica

    Não sou feita de sonhos audaciosos,

    mas de passos.

    Um. Depois o outro.

    Se não há trilha, faça.

    Faço.

    Aos 40 e tantos, eu decidi desmobilizar a vida.

    Não porque ela estivesse ruim, mas porque ela estava confortável demais.

    E eu queria o desconforto do novo, abraçar de vez o não saber.

    Essa é uma coleção de notas de campo.

    Impressões, tropeços, descobertas, aprendizados.

    É também um retrato de uma mulher que se permitiu mudar de país, de idioma, de fuso e de pele, mas não de essência.

    Escrevo para lembrar que recomeçar depois dos 40 não é recomeçar apesar da idade, é recomeçar a partir dela.

    Índice

    Versão 4.4: Vivendo a eterna versão Beta de mim

    Terapia: O pilar invisível

    Taekwondo: O reencontro com o corpo, com a força e com a casa

    Mestrado internacional: Quando a inquietação pede passagem

    Erasmus Mundus: O sim que virou travessia

    Relações significativas: Quando o vínculo vira casa

    Lisboa: Entre o choque inicial e a cidade que meu coração escolheu

    Dublin: A cidade que me ensinou a partir

    Poznań: Aprender a manter o verão aceso no meio do inverno

    Viena: O verão espiritual e a finitude

    Aprender outra vez: Desaprender para continuar

    A arte de estar longe: Quando o amor precisa resistir à ausência

    Organização financeira: Quanto custa a liberdade

    Minha tese: Gênero, presença e o direito de existir no centro

    Depois dos 40: Aprendendo outra gramática do prazer

    Perimenopausa: O corpo em transição

    Design Justice: Quem tem permissão de existir no mundo

    Não caber mais no Brasil: O amor permanece, o endereço muda

    Espanha: Um novo começo

    Confiar no invisível: A arte de prestar atenção

    Epílogo: Depois dos 40, ninguém me tira do centro de mim

    Poesias do caminho: Lições que aprendi em movimento

    Versão 4.4

    Versão 4.4

    VIVENDO A ETERNA VERSÃO BETA DE MIM

    44 anos.

    26 de outubro de 2025.

    Quem imaginaria que, aos 44, eu estaria aqui, nesse momento, em Portugal, depois de uma superaventura de dois anos morando em quatro países, dez mudanças de casa, muitas viagens e um novo horizonte que se abriu para mim?

    Muita gente acredita que, depois dos 40, a gente já viveu tudo o que tinha para viver em termos de aventuras. Que o tempo de ousar, de experimentar, já passou. Que isso são coisas de adolescente.

    Talvez eu me sinta uma eterna adolescente. Mas talvez não.

    A adolescência é um período de dúvidas, descobertas e inseguranças.

    E, embora a dúvida nunca vá embora, depois dos 40, ela muda de lugar. As incertezas não são mais sobre quem eu sou, e sim sobre tudo o que ainda posso ser.

    Porque a verdade é que, quanto mais amadureço, menos certezas tenho. E aprendi que isso é bom. Porque ser adulto é aprender a dançar com as incertezas.

    Hoje, sinto que vivo de forma unapologetic. Não sei traduzir perfeitamente essa palavra para o português, talvez "sem

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