Sobre este e-book
Aos quarenta e tantos, eu decidi desmobilizar a vida. Não porque ela estivesse ruim, mas porque ela estava confortável demais. E eu queria o desconforto do novo, abraçar de vez o não saber.
Essa é uma coleção de notas de campo. Impressões, tropeços, descobertas, aprendizados.É também um retrato de uma mulher que se permitiu mudar de país, de idioma, de fuso, e de pele, mas não de essência.
Escrevo para lembrar que recomeçar depois dos 40 não é recomeçar apesar da idade, é recomeçar a partir dela.
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40 e tantos! - Roberta Ramos
PARA TODAS AS MULHERES QUE,
EM ALGUM MOMENTO,
ACREDITARAM QUE O TEMPO DE RECOMEÇAR
JÁ TINHA PASSADO.
Autora: Roberta Ramos
Projeto gráfico e diagramação: Roberta Ramos
Revisão: Sara Luiza Hoff
© 2025 Roberta Ramos
Todos os direitos reservados.
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Registro de Direito Autoral
Câmara Brasileira do Livro – CBL
Título: 40 e tantos! Notas de campo de uma mulher em movimento.
Data do registro: 26/11/2025
Primeira edição: 2025
Proibida a reprodução comercial. Você pode citar trechos do livro, desde que com referência à autora.
Ficha catalográficaNão sou feita de sonhos audaciosos,
mas de passos.
Um. Depois o outro.
Se não há trilha, faça.
Faço.
Aos 40 e tantos, eu decidi desmobilizar a vida.
Não porque ela estivesse ruim, mas porque ela estava confortável demais.
E eu queria o desconforto do novo, abraçar de vez o não saber.
Essa é uma coleção de notas de campo.
Impressões, tropeços, descobertas, aprendizados.
É também um retrato de uma mulher que se permitiu mudar de país, de idioma, de fuso e de pele, mas não de essência.
Escrevo para lembrar que recomeçar depois dos 40 não é recomeçar apesar da idade, é recomeçar a partir dela.
Índice
Versão 4.4: Vivendo a eterna versão Beta de mim
Terapia: O pilar invisível
Taekwondo: O reencontro com o corpo, com a força e com a casa
Mestrado internacional: Quando a inquietação pede passagem
Erasmus Mundus: O sim que virou travessia
Relações significativas: Quando o vínculo vira casa
Lisboa: Entre o choque inicial e a cidade que meu coração escolheu
Dublin: A cidade que me ensinou a partir
Poznań: Aprender a manter o verão aceso no meio do inverno
Viena: O verão espiritual e a finitude
Aprender outra vez: Desaprender para continuar
A arte de estar longe: Quando o amor precisa resistir à ausência
Organização financeira: Quanto custa a liberdade
Minha tese: Gênero, presença e o direito de existir no centro
Depois dos 40: Aprendendo outra gramática do prazer
Perimenopausa: O corpo em transição
Design Justice: Quem tem permissão de existir no mundo
Não caber mais no Brasil: O amor permanece, o endereço muda
Espanha: Um novo começo
Confiar no invisível: A arte de prestar atenção
Epílogo: Depois dos 40, ninguém me tira do centro de mim
Poesias do caminho: Lições que aprendi em movimento
Versão 4.4Versão 4.4
VIVENDO A ETERNA VERSÃO BETA DE MIM
44 anos.
26 de outubro de 2025.
Quem imaginaria que, aos 44, eu estaria aqui, nesse momento, em Portugal, depois de uma superaventura de dois anos morando em quatro países, dez mudanças de casa, muitas viagens e um novo horizonte que se abriu para mim?
Muita gente acredita que, depois dos 40, a gente já viveu tudo o que tinha para viver em termos de aventuras. Que o tempo de ousar, de experimentar, já passou. Que isso são coisas de adolescente.
Talvez eu me sinta uma eterna adolescente. Mas talvez não.
A adolescência é um período de dúvidas, descobertas e inseguranças.
E, embora a dúvida nunca vá embora, depois dos 40, ela muda de lugar. As incertezas não são mais sobre quem eu sou, e sim sobre tudo o que ainda posso ser.
Porque a verdade é que, quanto mais amadureço, menos certezas tenho. E aprendi que isso é bom. Porque ser adulto é aprender a dançar com as incertezas.
Hoje, sinto que vivo de forma unapologetic. Não sei traduzir perfeitamente essa palavra para o português, talvez "sem
