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Enquanto Você Toca: Guia Comentado e Biografia Coletiva do Showbusiness
Enquanto Você Toca: Guia Comentado e Biografia Coletiva do Showbusiness
Enquanto Você Toca: Guia Comentado e Biografia Coletiva do Showbusiness
E-book654 páginas6 horas

Enquanto Você Toca: Guia Comentado e Biografia Coletiva do Showbusiness

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Sobre este e-book

A indústria de shows de nível internacional no Brasil vem se desenvolvendo rapidamente desde os anos 2000. A On Stage Exp foi um atalho para muitos profissionais que não tinham mais o tempo de aprender fazendo errado. Neste livro didático comentado e autobiografia coletiva, temos um conteúdo panorâmico do Showbusiness. Trouxemos especialistas em

IdiomaPortuguês
EditoraPlataforma9
Data de lançamento19 de abr. de 2025
ISBN9798349296611
Enquanto Você Toca: Guia Comentado e Biografia Coletiva do Showbusiness

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    Enquanto Você Toca - Fabiana Lian

    Enquanto Você Toca

    Guia Comentado e Biografia Coletiva  do Showbusiness

    On Stage Exp, Vários autores

    Plataforma9

    Aline Duda

    Ana Garcia

    André Bourgeois

    Camila Takemoto

    Chris Kansy

    Ciça Pereira

    Dani Ribas

    Dash Rowe

    Evandro Fióti

    Fabiana Lian

    Facundo Guerra

    Felipe Simas

    Greg Graffin

    Horácio Brandão

    Ingrid Berger

    Juliana Negri de Mello

    Katia Abreu

    Leticia Frungillo

    Marcelo Beraldo

    Mariana Ribeiro

    Mauricio Soares

    Mirna Wabi-Sabi

    Pablo Fantoni

    Paola Wescher

    Paulo Dalle

    Pena Schmidt

    Phil Guiliano

    Phil Rodriguez

    Renato da Silva

    Ricardo Rodrigues

    Ricardo Vieira Ferreira

    Rogerio Souza

    Capa

    A indústria de shows de nível internacional no Brasil vem se desenvolvendo rapidamente desde os anos 2000.  A On Stage Exp foi um atalho para muitos profissionais que não tinham mais o tempo de aprender fazendo errado. Neste livro didático comentado e autobiografia coletiva, temos um conteúdo panorâmico do Showbusiness.  Trouxemos especialistas em entrevistas e textos que colocaram na roda suas visões, seus modi operandi,  construídos em muitas horas de trabalho em uma vida na estrada.

    Como tudo tocado por seres humanos, a indústria da música é imperfeita, é um lugar onde o capitalismo é selvagem. Mesmo assim, esse universo é apaixonante, magnético, e impossível de abandonar. Este livro é para essas pessoas apaixonadas, e passa a seguinte mensagem: você merece ocupar o seu espaço no mundo da música, e você pertence aqui.

    Entrevistas com Greg Graffin, Evandro Fióti, Paola Wescher, Phil Rodriguez, Facundo Guerra, Renato Silva, Phil Guiliano, Pablo Fantoni.

    E textos originais de convidados como Felipe Simas, André Bourgeois, Ciça Pereira, Ricardo Rodrigues, Letícia Frungillo, Mariana Ribeiro, Ingrid Berger, Dash Rowe, Rogerio Souza, Aline Duda, Christopher Kansy, Camila Takemoto, Marcelo Beraldo, Ricardo Ferreira, Paulo Dalle, Mauricio Soares, Katia Abreu, Dani Ribas, Horácio Brandão e Ana Garcia.

    Orelha

    Dizem que as coisas mais valiosas não são aprendidas da escola. Pode ser. Mas e se alguém te passasse dicas práticas para encurtar caminhos e poupar cabeçadas no seu métier, você diria não?

    Se você tem este livro em mãos, então é porque está querendo se engendrar no mundo do entretenimento, o chamado showbusiness, o universo de sonhos que tanto encanta o público e que faz a gente, trabalhadores da indústria, ganhar mais fios de cabelo branco por minuto do que a média dos seres humanos que tiveram a sorte (ou seria o azar) de passar longe desse ofício.

    E o que este livro, Enquanto Você Toca, tem de especial? Eu vou revelar logo, dar spoiler, tirar a surpresa. Aqui você encontra, sim, maravilhosos atalhos e verdadeiras almofadas para pelo menos deixar as suas cabeçadas empíricas (necessárias) menos doloridas.

    Idealizado e organizado pela On Stage Exp (que até um passado recente se chamava On Stage Lab), a primeira escola de showbusiness do Brasil, criada em 2014 por Fabiana Lian e Bianca Freitas (1982-2016), este livro está mais para um mapa da mina.

    Com textos que trazem sem frescura e sem filtros a experiência de gente graúda do mercado do entretenimento no Brasil, o livro traz em 16 capítulos os segredos de profissionais que ajudaram a pavimentar os caminhos do showbusiness quando tudo ainda era campo minado – e, apesar dos esforços desses e de outros pioneiros desse mercado, ainda tem muitos trechos minados por aí, portanto, qualquer mapa já seria valioso, um com dicas quentes como este que você tem agora em mãos. Aí é pra levar pra cabeceira da cama e agradecer.

    Para quem quer entender como funciona a engrenagem mesmo antes de abri-la e fuçar lá dentro, eu diria que este é o manual. Nos vemos no backstage.

    Claudia Assef, jornalista, dj, curadora. Cocriadora do Women’s music event e Publisher do site Music Non Stop.

    Dedicatória

    Fabiana Lian

    Este livro é dedicado a todos os soldados da música, que sofrem da síndrome do primeiro acorde, e que são as piores companhias de show.

    O tempo inteiro notando problemas e, em um senso patológico de pertencimento, se preocupam com o Técnico de som, que deixou a microfonia passar, com o pessoal de comunicação e de produção que teve que lidar com um show atrasado, ou com o artista que teve uma questão de saúde.

    É dedicado a todos os que fizeram essa indústria se transformar na potência que ela tem hoje, e a quem se dedicou a estudá-la, e a escrever sobre ela.

    É dedicado a quem cria arte e música e consegue entregar ao fã que vai vivê-las de novo em seu dia a dia, com memórias e transformações.

    Prefácio

    Showbusiness, um planeta de teimosos

    Fabiana Lian

    Olha, você tem um livro aqui. Esse material é bom, tá pronto. Por que você não junta uns especialistas para comentar?

    Quando o Pena, que sempre gosta do nosso material didático criado pela Ju Negri, saiu de uma aula que demos juntos na Fundação Getúlio Vargas e me provocou, fiz aquela cara de seraaaá?

    Construímos a On Stage Exp nesses últimos anos ouvindo aulas, lendo o que tinha disponível, conversando com todos os profissionais que pudemos. E no alto destes dez anos, mais de 3000 pessoas passaram por aqui e muitas – 58,2% – estão hoje no mercado, de acordo com nossa pesquisa interna de 2024.

    Pena Schmidt, o da frase ali no início, é uma espécie de tarô da música. Você liga e ele te conta um bastidor inédito, dá opinião sobre um assunto ou faz umas previsões sobre o futuro. Ouvi o conselho do oráculo, e quando apareceu o edital 45/23 do ProAC, me vi colocando o nosso material didático na plataforma e fazendo os convites, com recortes importantes que cada tema traz.

    A indústria de shows de nível internacional no Brasil vem se desenvolvendo rapidamente desde os anos 2000. A On Stage Exp foi um atalho para muitos profissionais que não tinham mais o tempo de aprender fazendo errado, e depois certo, como eu e muitos fizemos.

    Na pandemia, o número de shows e consequentemente a demanda por profissionais e fornecedores aumentaram exponencialmente, e ali começamos a ver nossas fragilidades, como o número reduzido de fornecedores para algumas áreas, a informalidade e a invisibilidade para o poder público enquanto indústria. E falamos de uma indústria que movimentou mais de 26 bilhões de dólares em 2022![1]

    E como é nosso livro didático comentado e autobiografia coletiva?

    Temos um livro de consulta. É denso como um conteúdo panorâmico do Showbusiness pode ser.

    E dos autores, queria intimidade, relatos pessoais. É importante humanizar quem acende a luz do palco ou coloca a divulgação do show no ar. Esta humanização, em algum momento, pode nos trazer a visibilidade, parâmetros e regulamentação de que ainda precisamos.

    Ainda nos convites, escancarou-se o retrato da indústria:

    Eu, uma mulher que dirige uma empresa só de mulheres, enxergava no meu primeiro raio de visão, homens. Muitos. E brancos. Tive vergonha, por ser uma tradução da nossa realidade. E por eu ter ainda um olhar viciado.

    Especialmente o mercado de onde vim – o de shows internacionais – é muito elitista. E quem construiu muita coisa até aqui foram indivíduos ou empresas masculinas. Muitos, sejamos justos, estão fazendo a lição de casa e colocando mulheres no poder, e não temos mais a paisagem de exclusivamente homens dando entrevistas em veículos especializados ou comandando espetáculos e festivais.

    A próxima lição de casa ainda está incompleta. Vemos poucas pessoas pretas no backstage, e pouca variação de estrato social na indústria como um todo. Estamos até agora na era em que temos os heróis periféricos que chegaram aqui. Espero estar viva para ver o herói se tornar apenas um de nós. E que sejam vários.

    Como boa observadora da indústria, tenho mania de gostar mais do processo do que do show em si. Gosto de como soa a passagem de som, ver a montagem e as pessoas circulando, barulho de ferramenta e maquinário, as conversas gritadas à distância.

    Neste livro, pessoas autoras que fazem parte desse processo no seu dia a dia passaram por um outro agora, mais difícil: o da escrita. Muitos aqui já tinham feito esse mergulho de contar sobre si em sala de aula. Mas contar em um texto, afinal, quem você é na fila do pão, e se colocar em posição de mentoria ou guia para quem quer saber sobre esse mundo fechado, ganha contornos quase psicanalíticos.

    Trouxemos especialistas em entrevistas e textos que colocaram na roda suas visões, seus modi operandi, construídos em muitas horas de trabalho em uma vida na estrada.

    O mais interessante foi ler os textos e conseguir ouvir a voz das pessoas dizendo aquilo. Creio que conseguimos a façanha de trazer as paixões, desejos e algumas vulnerabilidades de maneira honesta e sutil dentro dos relatos profissionais.

    Foram dias intensos, com a edição precisa da Mirna Wabi-Sabi, que assina também alguns textos e traduções, um trabalho meticuloso da Juliana Negri de Mello no material didático e conversas com esses personagens instigantes, habituados a ser invisíveis, enquanto você toca.

    Enquanto Você Toca

    Guia Comentado e Biografia Coletiva do Showbusiness

    On Stage Exp

    Projeto financiado pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas – ProAC contemplado no edital 45/2023.

    Publicado pela Plataforma9

    Direção e produção gráfica por Mirna Wabi-Sabi

    Niterói, Brasil.

    14 de dezembro, 2024

    ISBN: 979-8-3492-9661-1 (Versão digital)

    plataforma9p9.com

    plataforma9p9@pm.me

    Concepção e organização: Fabiana Lian

    Conteúdo didático: Juliana Negri de Mello

    Edição e tradução: Mirna Wabi-Sabi

    Revisão: Nina Lian Leite e Jotapê Martins

    Contribuição: Equipe On Stage EXP e convidados

    Arte e capa: Beto Nejme

    Assistente de projeto: Gabriela Prado

    Administrativo Financeiro: Debora Campos Cadi

    Assessoria de imprensa: Agência Taga

    Comunicação digital: Agência O Raio e Verttice – Agência de Marketing Musical

    Assessoria jurídica: Falcão de Andrade e Batista sociedade de advogados

    Assessoria contábil e fiscal: CSC Contabilidade

    Prestação de contas: Gustavo Valezzi

    A white paper with black text Description automatically generated

    Nota editorial

    Selvagem e loucamente amado

    Mirna Wabi-Sabi, Plataforma9

    Embora diversos seres vivos experienciem música, ela é uma característica fundamental da experiência humana. Como tudo que é tocado por seres humanos, a indústria da música é imperfeita. É um lugar onde o capitalismo é ‘selvagem’, há escassez de diversidade, direitos trabalhistas já foram infringidos, e a corrupção já esteve presente. Mesmo assim, esse universo é apaixonante, magnético, e impossível de abandonar. Este livro é para essas pessoas apaixonadas, e passa a seguinte mensagem:

    Você merece ocupar o seu espaço no mundo da música, e você pertence aqui.

    Índice

    Nota editorial

    Selvagem e loucamente amado

    Mirna Wabi-Sabi, Plataforma9

    Dedicatória

    Prefácio

    Showbusiness, um planeta de teimosos

    Fabiana Lian

    Capítulo 1 – A Estrutura da Indústria

    Introdução

    Fabiana Lian

    O Entretenimento

    Linha Do Tempo

    Entretenimento Ao Vivo No Brasil

    Década de 1980

    O Rock in Rio

    Década de 1990

    A virada do milênio e os anos 2000

    Década de 2010

    A pandemia de COVID-19

    O entretenimento ao vivo no Brasil pós-pandemia

    O mundo está em ‘modo beta’

    Phil Rodriguez – Entrevista

    Um Negócio em Movimento

    Fan-centric business

    Stakeholders

    Quem É Quem na Indústria do Entretenimento ao Vivo

    Se recusando a fazer mais do mesmo

    Fabiana Lian

    A fórmula do sucesso é entender que o sucesso não tem fórmula?

    Felipe Simas

    Capítulo 2 – Artista e Empresário

    Introdução

    Levanta a mão quem ficou arrasado após a morte da Rita Lee? E a do Bowie?

    Fabiana Lian

    Artista e Empresário

    O Caminho Ideal

    1. Concepção Criativa e Desenvolvimento Artístico

    2. Lançamento e Promoção Inicial

    3. Construção de Base de Fãs e Expansão da Audiência

    4. Consolidação e Crescimento

    5. Expansão Internacional e Turnês de Grande Porte

    6. Pós-venda e Gestão da Carreira

    Processos Criativos

    Exemplos de Processos Criativos

    Taylor Swift

    Luiza Lian

    O Processo de Produção

    Ensaios

    A Escolha Do Profissional De Produção Musical

    A Função Do Profissional De Produção Musical

    Publishing

    Quem São As Gravadoras

    O Que A Gravadora Faz?

    E o Que São Selos?

    Selos Independentes

    A Ascensão da Mídia Digital

    Inteligência Artificial

    A Música Digital no Brasil

    Certificações Digitais

    O Papel do Empresário

    Como Tudo Mudou

    Empresários Versáteis

    Empresários Artistas

    Estar em Todas as Frentes Do Negócio

    Aspectos Comerciais / Artísticos

    Aspectos Promocionais

    Aspectos Jurídicos/Administrativos

    A Relação Entre Artistas e Empresários

    Esse Profissional Cuidador de Carreira

    Fabiana Lian

    ‘Empresário’ ou Manager?

    André Bourgeois

    Um Olhar Sobre a Saúde Mental de Artistas

    Desafios Contemporâneos de Managers

    Tempo de Tela e Exposição Constante

    Hate e Críticas Excessivas Online

    Pressão Para Sucesso Comercial e Perfeição de Imagem

    Equilíbrio Entre Vida Pessoal e Vida Profissional

    Promoção da Cultura de Uma Boa Saúde Mental

    A Equipe Ideal

    Foco no Acordo 360º

    Casos de Sucesso

    Casos da nova geração

    Anitta

    Emicida

    Ludimilla

    Jão

    Nossa Melhor Arma Contra a Desigualdade

    Fabiana Lian

    A Maior Força do Artista Sem Recursos é Comunidade

    Ciça Pereira

    Capítulo 3 – Contratando a atração

    Credibilidade e Redes

    Fabiana Lian

    Linha do Tempo

    O Caminho do Booking

    O Planejamento

    Rider Contratual

    Manager e Agente – É Tudo a Mesma Coisa?

    Produtor Não é Canivete

    Fabiana Lian

    Carreira internacional – quem banca?

    Ricardo Rodrigues

    Crescimento profissional e cultural

    Demandas e oportunidades visíveis

    A visão estrutural de internacionalização

    Quem é a Empresa Promotora ou Contratante

    Capacidade de Análise

    Os Tipos de Proposta de Booking

    Bid Sheet e os Principais Itens de Uma Planilha de Oferta

    Os Principais Mercados de Shows

    América Latina

    Brasil

    Mercados emergentes

    Curadoria e lineup

    Tornando Um Festival de Música Atraente

    Capítulo 4 – Produção Executiva

    Gestão de gente, processos e crises

    Fabiana Lian

    Produção Executiva

    Planejamento de Produção

    Checklist da Produção Executiva

    A Abelha Rainha

    Fabiana Lian

    Produção executiva, Do Zero ao Bis

    Letícia Frungillo

    A Escolha dos Perfis Profissionais

    O Organograma Interno de Produção

    Profissionais envolvidos

    Acompanhamento Jurídico

    Relação com Fornecedores

    Cronograma de Produção

    Taxas e Impostos

    Dicas Para Produzir Um Show de Sucesso

    Inventora

    Fabiana Lian

    Como ser uma Storymaker

    Mariana Ribeiro

    Capítulo 5 – Backstage

    Como em Casa

    Fabiana Lian

    Privacidade e conforto para quê?

    Backstage

    Equipe e organograma

    Como organizar a casa do artista

    Especificação de orçamentos de backstage

    Gestão de montagem do backstage

    Principais expressões e materiais utilizados

    Desmontagem

    Custos nos Trilhos

    Comandando o Templo Sagrado

    Fabiana Lian

    O Coração do Show

    Ingrid Berger

    Capítulo 6 – Stage Management

    Precisão e Arte

    Fabiana Lian

    Stage Manager e Produção Técnica

    Organograma de produção técnica

    A equipe da produção técnica

    Elementos da Técnica

    Energia elétrica

    Rigging

    Meditando nas Alturas

    Fabiana Lian

    O Presente da Produção

    Dash Rowe

    Setores da Produção Técnica

    Iluminação

    Sonorização

    Audiovisual

    Backline

    Efeitos especiais

    Tecnologia

    Estruturas e carga

    A técnica e os tipos de eventos/shows

    A produção técnica em outros tipos de eventos

    Um Passo a Passo do Processo de Técnica

    Passo 1 – Concepção e pré-produção

    Passo 2 – Montagem

    Passo 3 – Checagens

    Passo 4 – Evento

    Passo 5 – Desmontagem

    Passo 6 – Pós-produção

    O Ás de Espadas na Manga

    Mirna Wabi-Sabi

    Entrei no Mercado da Música ao Vivo

    Rogerio Souza

    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres da Técnica

    Fabiana Lian

    A Coreografia Invisível

    Aline Duda

    Capítulo 7 – Casas de show

    Fogo primordial de um artista: o primeiro palco

    Fabiana Lian

    Casas de Show

    O hardware do show

    Configurações de venues

    Modelos de Negócio

    Modelos de negócios internos

    Naming Rights

    Locais de nicho ou genéricos?

    Facundo Guerra – Entrevista

    Apenas mostrei que era possível

    Capítulo 8 – Venda de Ingressos

    O Intermediário Fundamental

    Christopher Kansy

    O Grande Negócio da Indústria

    Entendendo o Público

    O Processo de Vendas

    Desafios e Debates

    Mobile Ticketing

    Dinheiro em Caixa

    Taxa de conveniência

    RFID e as novas tecnologias

    Transformando os desafios do ticketing em inovação

    Fabiana Lian

    Trabalhar em ticketing é escolher a parte difícil, e isso não é necessariamente ruim

    Camila Takemoto

    Capítulo 9 – Planilhas Aplicadas

    Afogando em Números

    A personalização de planilhas

    Faço Planilha para ver se a minha ideia é boa

    Fabiana Lian

    Planilhas como fôrmas para as ideias

    Marcelo Beraldo

    Capítulo 10 – Pela Sua Segurança

    Cuida de Mim

    Fabiana Lian

    Pela sua Segurança

    Estruturas e locais de atenção

    Credenciamento

    Um Homem na Contramão

    Fabiana Lian

    Me Retirei Do Showbusiness Antes Dos 50

    Ricardo Ferreira

    Gestão de Multidões

    Monitoramento e situações de crise

    Segurança Artística

    Renato Silva – Entrevista

    Crescendo com o Mercado

    Capítulo 11 – Fluxo Operacional

    Trazer o melhor possível para além do palco

    Fabiana Lian

    Passo a passo da operação

    O Fluxo Operacional

    Planejamento e estudo

    Credenciamento e níveis de acesso

    Equipe de frente e o ritmo da fila

    Montagem: sincronicidade com demais equipes

    O que acontece antes, durante e depois da fila

    Desenhando Para Multidões

    Fabiana Lian

    O que as tragédias nos ensinam?

    Paulo Dalle

    Live Marketing

    Operação externa

    O lado jurídico de órgãos públicos

    Mas... o que esse executivo veio fazer aqui?

    Fabiana Lian

    Estratégia e mágica: A chegada do Tomorrowland ao Brasil

    Mauricio Soares

    Capítulo 12 – Tour Management

    O funcionamento humano da turnê sob seu comando

    Fabiana Lian

    Organizando para cair na estrada

    Linha do tempo – planejamento de turnê

    Mantendo o time alinhado, saudável e feliz

    Greg Graffin – Entrevista

    Astro do Rock com Vida Real

    Organograma

    Tour Manager

    A equipe básica de turnê

    Autorizações de trabalho

    Logística: aéreo, terrestre, hotéis

    Contra riders de hospitalidade e logística

    Agenda de Compromissos

    A Última Turnê

    Fabiana Lian

    Evandro Fióti – Entrevista

    Ubuntu e a força da coletividade

    Katia Abreu

    Capítulo 13 – Diretor de Produção

    Se a turnê fosse uma empresa tradicional,

    o Production Manager seria o COO

    Fabiana Lian

    Diretor de produção, production manager

    Planejamento e coordenação logística

    Responsabilidades e escolhas

    Criando o Time Perfeito

    Transformar Ideias Geniais em Realidade

    Impávido Diante de Problemas

    Fabiana Lian

    Sem dar sossego para o ‘bom o suficiente’

    Christopher Kansy

    Adequação de Orçamentos

    Produção: Sua Língua na Estrada

    Lidando com Várias Culturas

    Equipe da Direção de Produção

    Phil Guiliano – Entrevista

    Uma longa e estranha viagem, de fato

    Capítulo 14 – Live Marketing

    Para além de um grande showroom de marcas

    Fabiana Lian

    Marketing – O relacionamento com marcas

    O que a experiência faz pelo festival

    O que os fãs fazem pela marca

    A evolução do Live Marketing

    O marketing digital no entretenimento ao vivo

    Antes do evento

    Durante

    Depois

    Briefing preliminar

    Pablo Fantoni – Entrevista

    Um Festival Como Uma Obra de Arte

    Capítulo 15 – Comunicação Para Shows

    Comunicar Também é Calar

    Fabiana Lian

    Comunicação é Evolução

    A comunicação no Entretenimento

    As mudanças nos paradigmas da comunicação

    Relações públicas

    Uma Cientista a Serviço da Música

    Fabiana Lian

    Conhecendo os Algoritmos

    Dani Ribas

    Redes sociais

    Assessoria de imprensa

    Ferramentas de Comunicação

    Algumas dicas extras

    Comunicação com Propósito de Prosperidade

    Fabiana Lian (e Horácio Brandão)

    A Culpa é da Madonna!?

    Horácio Brandão

    Capítulo 16 – Festivais

    A importância de um público aberto a descobrir

    Fabiana Lian

    O Show Cresce

    O Conceito do Festival

    Os três pilares do festival: Curadoria, Live Marketing, Produção

    Estudo de Viabilidade

    Contratação de equipe

    História dos Festivais pelo Mundo e pelo Brasil

    Quem encarou o desafio de produzir festivais no Nordeste

    Fabiana Lian

    Coquetel Molotov: Como Chegamos Aqui

    Ana Garcia

    Ajustando Expectativas

    Paola Wescher – Entrevista

    Muitas Vidas na Música

    Epílogo

    Com a palavra, O Oráculo

    Fabiana Lian

    Dicas de ouro

    Pena Schmidt

    Agradecimentos

    Fabiana Lian

    Juliana Negri de Mello

    Glossário

    Capítulo 1 – A Estrutura da Indústria

    Conteúdo didático: Juliana Negri de Mello

    Assessoria de conteúdo: Fabiana Lian

    Introdução

    Fabiana Lian

    O que você sente quando ouve o primeiro acorde? Me vi fazendo esta pergunta repetidas vezes em uma série de entrevistas que fiz com profissionais de backstage. Percebi ali, o quanto esta pergunta era minha, enquanto profissional do Showbusiness. E o quanto a resposta é o motivo de termos profissionais persistentes em uma indústria que nem sempre nos trata bem.

    O primeiro acorde é o momento em que temos certeza de que tudo está no lugar. O público está acomodado, os equipamentos funcionando, toda a parte de técnica, negócios e logística trabalharam até aqui, para dar espaço ao intangível que a arte é capaz de proporcionar.

    Se o público está ali, seguro e respirando fundo para mergulhar em um show, é resultado de uma cadeia de relacionamentos: promotores, artistas, empresários, advogados, tiqueteiras, diretores de produção, fornecedores de som e luz, equipes e ferramentas de marketing e uma lista extensa de posições e stakeholders colocam este avião no ar.

    No ecossistema do entretenimento, cabem quase todas as expertises. Seja você especialista em TI, nutricionista ou engenheiro, há um caminho nesse mercado monumental. Em nosso primeiro capítulo, vamos entender a estrutura da indústria ao vivo. Será nosso Norte para seguirmos esmiuçando nosso negócio.

    O Entretenimento

    As pessoas acham engraçado que eu gosto tanto de sonhar. Eu só uso isso como uma forma de entretenimento. (...) Quer dizer, metade do tempo estou andando por aí sonhando de qualquer maneira. (Robert Smith)[2]

    Nos últimos anos, o mercado de entretenimento no Brasil tem crescido de forma notável, tanto que, de acordo com relatório do IPFI,[3] voltou para o ranking dos dez maiores mercados de música no mundo.[4] No entanto, para analisarmos essa indústria emocionante, é essencial primeiro definir o que entendemos por indústria do entretenimento.

    A indústria do entretenimento abrange todas as empresas que contribuem para a cadeia de valor de produtos ou serviços de entretenimento. Estes podem ser definidos como qualquer atividade destinada a divertir e/ou entreter as pessoas em seu tempo livre.

    Assim, podemos dividir o mercado de entretenimento em sub-indústrias. Embora todas se encaixem na definição do que é a indústria do entretenimento, elas apresentam grandes diferenças tanto nos meios pelos quais são consumidas quanto nas peculiaridades de cada mercado.

    Linha Do Tempo

    Entretenimento Ao Vivo No Brasil

    Década de 1980

    Antes dos anos 1980, durante a ditadura militar, o Brasil começou a receber seus primeiros grandes shows internacionais. Um exemplo disso foi a primeira apresentação de rock internacional: Alice Cooper levou mais de 150 mil fãs ao Anhembi (São Paulo)[5] durante a vigência do AI-5[6].
O primeiro grande marco no universo dos shows internacionais no Brasil, no entanto, foi o Rock in Rio 1985. Pela primeira vez, o país viu um festival de proporções internacionais, com artistas de todo o mundo ansiosos para sua primeira apresentação na terra de Tom Jobim. Antes disso, o empreendedor Roberto Medina foi um dos principais responsáveis por abrir o mercado de entretenimento ao vivo para shows internacionais. Ele trouxe Frank Sinatra ao país em 1980, que tocou para um público de 175 mil pessoas no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

    Naquela década, a precariedade no Brasil em grandes produções era evidente: infraestrutura ruim, equipamentos decadentes, falta de credibilidade e ausência de profissionalização. Foi a partir desse ponto que o entretenimento ao vivo no Brasil começou a ser levado a sério pelos profissionais de produção.

    O Rock in Rio

    É impossível contar a história de como o Brasil foi colocado no mapa pelos maiores artistas do mundo sem uma pausa para falar sobre o Rock in Rio. No meio da década de 80, era difícil pensar em uma fórmula de sucesso pronta para o entretenimento em terras brasileiras. Mas o empresário Roberto Medina, arriscou e cunhou sua própria receita de sucesso.

    Em 1985, com o país ainda engatinhando rumo à volta da democracia, nascia o Rock in Rio – e, pela primeira vez, um país da América do Sul abrigou um evento musical de tamanha magnitude. A primeira edição aconteceu no que hoje conhecemos como Cidade do Rock, construída ao longo de 250 mil metros quadrados no bairro de Jacarepaguá. Na época, foram 10 dias de festival, com um público que já começou quebrando recordes: quase um milhão e meio de pessoas puderam ver grandes atrações como Queen, AC/DC, James Taylor, George Benson, Rod Stewart, Yes, Ozzy Osbourne e Iron Maiden. Isso sem falar em algumas das principais estrelas nacionais, como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Rita Lee e toda uma geração do rock nacional que emergia como Paralamas do Sucesso, Blitz, Kid Abelha e Barão Vermelho. Foi na primeira edição do festival que aconteceu o icônico momento entre Freddie Mercury e os fãs durante Love of My Life. Algumas pessoas ainda discordam, mas é possível concluir que foi a partir de 1985 que o país de fato entrou na rota dos grandes shows internacionais.

    Em 1991, a segunda edição foi realizada no Maracanã e reuniu 700 mil fãs. Os destaques foram a estreia do Guns N' Roses no Brasil, a apresentação de Santana com Djavan e Gilberto Gil, e o A-ha, que atingiu um recorde de público com 198 mil pessoas.

    Dez anos depois, em 2001, a Cidade do Rock foi reaberta para receber 250 mil pessoas por dia. Na terceira edição do Rock in Rio, além da música, o festival apresentou discussões socioambientais, com foco em educação e cidadania. A abertura contou com um movimento de comunicação que silenciou mais de 3.500 emissoras de rádio e TV por 3 minutos; uma manifestação para incentivar a reflexão sobre como transformar o planeta. Esse ano também consolidou o Rock in Rio como marca.

    Em 2004, o Rock in Rio embarcou para a Europa em sua primeira edição fora do país, em Portugal. Com um lineup que incluía nomes como Paul McCartney, Metallica, Peter Gabriel, Alicia Keys, Black Eyed Peas, Britney Spears, Foo Fighters e Kings of Leon, o festival foi um verdadeiro sucesso e ganhou outras edições, passando a ser realizado a cada dois anos.

    Em 2008, o Rock in Rio continuou com sua expansão pela Europa: além de Portugal, onde originalmente nasceu o conceito do palco Sunset,[7] o festival chegou a Espanha. Já em 2015, o festival teve uma edição em Las Vegas. O lineup foi bastante comentado pela imprensa e pelos fãs, com apresentações de Taylor Swift, Bruno Mars, Linkin Park, No Doubt, John Legend, Jessie J e Foster The People.

    Alguns números do Rock in Rio:[8]

    22 EDIÇÕES desde 1985

    3816 artistas escalados

    11.2 MILHÕES de pessoas na plateia

    73MILHÕES de árvores garantidas à Amazônia

    130 DIAS de festival desde 1985

    28 MIL empregos gerados em 2022

    + 122MILHÕES de fãs online

    + 64 MILHÕES de pessoas alcançadas nas redes em 2022

    Década de 1990

    Os primeiros grandes festivais começaram a surgir e consolidar sua presença no mercado brasileiro beneficiados pelas primeiras edições do Rock in Rio.

    Eventos patrocinados por grandes marcas marcaram essa década: Hollywood Rock, Skol Rock, Phillips Monsters of Rock e Close Up Planet, além do Free Jazz Festival, passaram a integrar o calendário anual do Rio de Janeiro e de São Paulo, que buscava se posicionar no mercado como a capital anfitriã dos grandes shows internacionais.

    Foi a partir de São Paulo que promotores locais começaram a arriscar e levar alguns dos headliners[9]desses festivais para outras cidades. No Sul e Sudeste, Curitiba e Porto Alegre passaram a ter uma maior frequência de shows. Timidamente, algumas poucas cidades do Nordeste também começaram a receber alguns artistas.

    Nessa mesma época, as gravadoras e seus grandes lançamentos dominavam o mercado e controlavam a indústria de entretenimento com a comercialização de CDs, uma mídia física que deixou sua assinatura tecnológica, com valores mais acessíveis ao público.

    A virada do milênio e os anos 2000

    O entretenimento ao vivo passa a ser visto como um grande negócio. Junto com ele chegam os grandes competidores do mercado que, mais tarde, abriram espaço na cauda longa da música para promotores menores. Um novo nicho de mercado, profissionalizado e gerando cada vez mais empregos, passa a ganhar força no Brasil.

    Essa época coincide com a explosão do fenômeno da internet com as constantes brigas e questionamentos sobre a música digital e pirataria, o que popularizou artistas e estilos musicais que até então tinham menos exposição na mídia. O boom das gravadoras é substituído por uma queda em vendas por conta da disponibilização de músicas na internet e então, a indústria fonográfica passa a tentar entender seu momento e a pensar em soluções para sair da queda livre nas vendas em que se encontrava.

    Década de 2010

    É nessa década que os serviços de streaming ganham força e chegam como uma alternativa à pirataria de músicas, revolucionando o mercado.

    Os shows passam a ter uma importância ainda maior no mundo inteiro. No Brasil, isso se refletiu no volume de apresentações. Artistas que deixavam o Brasil de lado no momento de fechar suas rotas compreenderam que as dimensões e gostos do consumidor de música brasileiro permitem turnês de portes diferentes.

    A partir de 2011, a América do Sul finalmente entra na sazonalidade oficial dos artistas, que atualmente comportam-se como passarinhos: voam para onde o sol bate mais forte. O primeiro semestre recebe alguns artistas, mas o segundo semestre, especialmente nos antigos anos ímpares (anos de Rock in Rio) os shows internacionais passam a invadir as grandes capitais, expandindo seus horizontes para cidades que recebiam apresentações com menos frequência como Brasília e Fortaleza.

    Desde 2014, porém, o mercado de entretenimento foi ameaçado por uma série de crises políticas e econômicas, e o país experimentou a incerteza dos promotores: nomes que poderiam ser sucessos de vendas acabaram se tornando shows fracassados em termos de lucro; investimento em cotas de shows e festivais tornaram-se opções atraentes para as marcas e, de certa maneira, acabam salvando parte desse mercado. A partir daí, casos de live marketing[10]de grandes marcas ganharam força.

    O ano de 2017 acabou por surpreender todo o mercado: recordes de público no festival Lollapalooza,[11] vendas de quatro shows do U2 esgotam-se em tempo recorde[12] e um segundo semestre carregado de shows bem-sucedidos, num ano em que o Brasil buscava a saída para a recessão em que mergulhou. Nesse mesmo ano, a Live Nation, que cumpria um contrato de parceria de 10 anos com a Time For Fun, abre oficialmente operações no país e em 2018, adquire parte do Rock In Rio,[13] mantendo, no entanto, a família Medina à frente do negócio.

    A pandemia de COVID-19

    Em 2015, o Brasil ficou em primeiro lugar no ranking dos maiores mercados de entretenimento e música da América Latina. Como vimos anteriormente, a década de 2010 trouxe avanços e bons números para o nosso entretenimento ao vivo. No ranking global, o país ocupava a oitava[14] posição e, em 2020, esperava-se que subisse um degrau no ranking.

    É inegável que a pandemia de COVID-19 teve impactos econômicos significativos e transformou radicalmente o entretenimento ao vivo no mundo. Esse setor da economia foi o primeiro a interromper suas atividades após a declaração de pandemia global pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em março de 2020. Junto com as indústrias de turismo, hotelaria e serviços, o entretenimento ao vivo foi o mais atingido pelo cancelamento repentino de shows, feiras, exposições, espetáculos e musicais, resultando em prejuízos quase incalculáveis.

    O efeito cascata de cancelamentos foi devastador no mercado mundial. No início de abril de 2020, uma pesquisa do Data Sim[15] revelou que o Brasil teve prejuízos de mais de 480 milhões de reais em cerca de um mês de pandemia. Na Alemanha, um dos quatro maiores atores no mercado musical global, o gasto mensal total do consumidor com música diminuiu mais de 45% em comparação com a pré-pandemia.[16] Já a indústria musical estadunidense, a maior do mundo, perderia no mínimo 10 bilhões de dólares só nos primeiros 6 meses de cancelamentos de shows por conta do COVID-19.[17]

    Todos os setores sofreram: artistas dispensaram seus funcionários e usaram ‘lives’ em plataformas digitais para seguirem próximos de suas bases de fãs. Essa foi a maneira encontrada para manter o mercado aquecido. As lives foram a transformação do palco do mundo físico para os pixels da tela dos dispositivos eletrônicos.

    Profissionais desse mercado saíram de cena prematuramente, o que deixou uma lacuna para uma nova geração de produtores; a transformação tecnológica avançou de forma acelerada para atender aos anseios do público, que ficou sem opções de lazer por quase dois anos.

    Com isso, artistas, seus músicos, parte dos funcionários e uma parcela reduzida da cadeia produtiva do entretenimento ao vivo sobreviveram no primeiro ano da pandemia, que, sem dúvida, foi o mais desafiador para a economia. Marcas também conseguiram comunicar suas mensagens patrocinando esses eventos remotos, com resultados surpreendentes.

    Aos poucos, a indústria do entretenimento

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