Sawabona - A Jornada Espiritual De Um Engenheiro
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Sawabona - A Jornada Espiritual De Um Engenheiro - Antonio C M De La Rosa
Sobre o autor
Antonio C M de la Rosa é Engenheiro Naval formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, fez curso de administração na Fundação Getúlio Vargas e pós-graduação no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que não completou, pois aquilo o levaria
necessariamente a uma carreira de pesquisador ou professor de faculdade de engenharia, que não estava em seus planos. Já engenheiro, projetou aviões e navios, e ensinou outros engenheiros a projetarem carros, plataformas marítimas de petróleo,
eletrodomésticos e vários outros produtos usando modernas técnicas de computação gráfica tridimensional. Atualmente é consultor em Engenharia Naval. É muito grato a essa fase profissional de sua vida, mas os melhores cursos vieram depois, a partir de 2011. Formado reikiano nível III, atua em áreas de cura de festivais de música
eletrônica e de cultura de paz. Completou um curso de
desenvolvimento mediúnico e faz trabalho voluntário em um terreiro de Umbanda e em um Ashram que proporciona rituais de medicinas de floresta, notadamente ayahuasca e rapé.
Sawabona
a jornada espiritual de um engenheiro
1ª edição
Antonio C Mde la Rosa
1
Sawabona: a jornada espiritual de um engenheiro
Copyright © 2024 by Antonio C Mde la Rosa 1ª edição / março de 2024
Capa: Victor Leal de la Rosa Revisão de texto: Arlete Genari Ilustração: Giovanna Salinas Coelho
Ficha Catalográfica
Reservados todos os direitos de publicação total ou parcial pelo autor. É proibida a sua reprodução parcial ou total através de qualquer
forma, meio ou processo eletrônico, digital, fotocópia, microfilme, internet, cdrom, dvd, entre outros, sem prévia e expressa autorização
do autor, nos termos da Lei 9.610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
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Agradecimentos
Se a sua única oração fosse apenas ‘obrigado’, seria o suficiente.
Meister Eckhart
Sou muito grato as minhas famílias (biológica e espiritual), as egrégoras espirituais e todes os seres encarnados que encontrei, em algum momento, no Colégio Agostiniano São José (educação católica), na Associação Templo Escola Universalista Clã do Sol (SP), no Terreiro de Umbanda União (MG), no Templo de Umbanda Caboclo da Mata/Aldeia da Mata (SP), na Associação Espaço Curumim (SP), na Arcas – Associação Ramatis Caridade Amor e Sabedoria (SP), e todes que cruzaram meu caminho nesta jornada fantástica.
3
4
Índice
Introdução ................................................………………...… 7
Minha vida até os 50 anos .........................………………...... 13
Minha vida depois dos 50 anos ......................………………. 15
O Livro dos Espíritos .................................…………………. 25
Comunicações com o Plano Espiritual ..……………………. 31 Histórico de comunicações com o Plano Espiritual ………… 33
Conclusões ....................................................……………….. 199
As grandes lições .......................................…………………. 209
Aresposta para a pergunta na introdução ......………………. 211 5
Tudo aquilo que a pessoa ignora, não existe para ela. Por isso, o universo de cada um se resume ao tamanho de seu saber.
Albert Einstein
6
Int rodução
Estamos em setembro de 2023. Em tempos mais materiais de minha vida, quando eu comprava bastante badulaque, a primeira coisa que eu
perguntava para a pessoa que vendia era se tinha manual. Podia ser celular ou uma panela de pressão. Tinha de ter manual, porque eu não me contentava em fazer o uso que todes faziam. Eu sempre ficava procurando aquelas funcionalidades escondidas nas letras pequenas. Queria aproveitar tudo o que aquele produto oferecia. De repente, seria possível produzir ouro numa panela de pressão a partir de uma mistura de cúrcuma com pimenta-do-reino. Já pensou nisso?
E com a vida não seria diferente. Será que existe um Manual da Vida
perdido por aí?
Será que tem muito mais coisa para sabermos a respeito da vida? Será que já conhecemos 90% do que potencialmente poderíamos conhecer, ou seria apenas mero 1%?
Fico com a segunda opção.
Sei que, se eu quiser, poderei estar aprendendo coisas até um minuto antes de morrer, e é o que tentarei fazer, para talvez atingir uns 3% de
tudo que poderia ter aprendido por aqui.
A busca pelo Manual da Vida
começou após os meus 50 anos. Queria saber como a vida funcionava
. Por onde poderia começar?
A maioria das pessoas já rezou para alguém em algum momento. Para alguém que elas não podem ver. Então, aparentemente, reconhecem que existe um mundo invisível
, e se comunicam unilateralmente com esse mundo ao fazer alguns pedidos para essas pessoas invisíveis
por meio de uma oração.
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Fiz isso por muito tempo, rezava praticamente no automático para as entidades da Igreja Católica. Creio que foi em 2014 que comecei a pensar onde poderiam estar esses seres para os quais todes rezavam.
Meus pais haviam falecido, com um relativamente pequeno intervalo de tempo entre um e outro, e a questão da morte apresentou-se na minha frente. Tive alguns sentimentos estranhos na época, não fiquei
profundamente triste, talvez como seria de se esperar (apesar de amá - los muito), e isso chamou a minha atenção. Explicarei nas conclusões deste livro essa situação. Com as dificuldades de precisar cuidar das documentações legais deles após a morte, recebi a sugestão de pedir ajuda num terreiro de Umbanda.
Fui, pela primeira vez, naquele ambiente e fiquei impressionado ao conversar com um médium que estava incorporado por um espírito desencarnado, e essa entidade parecia saber muito sobre mim. Segui as orientações que me foram dadas na ocasião e, num tempo razoável, os problemas decorrentes da morte de meus pais de fato foram resolvidos.
Como foi isso então? Como assim? Eu segui as orientações de
pessoas invisíveis
e deu certo? A comunicação com essas pessoas
pode ser, tipo, uma conversa? Não é apenas unilateral, como em uma oração?
Começou então uma revolução em minha vida, quando decidi estudar esses assuntos mais a fundo.
É sobre como se desenvolveu esse processo que vou falar neste livro, e de que forma isso me beneficiou profundamente.
Não esperem revelações muito detalhadas. Sou um grande adepto do resumo. Não gosto e não tenho tempo para análises muito complexas das coisas. Prefiro saber um pouco sobre mais coisas do que muito sobre poucas coisas. Sim, precisamos de quem saiba muito dos vários
assuntos, mas eu não sou essa pessoa. Sou daqueles que pensam que 8
todes necessitam ter certos conhecimentos básicos, que não são muito numerosos, para se viver uma vida tranquila.
Então o que encontrei foi um conhecimento básico sobre certas coisas e que pretendo compartilhar nesta (resumida) obra. Como disse o Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 1908, entidade invisível
e incorporada por Zélio Fernandino de Moraes: A Umbanda será uma religião que falará aos humildes
. Sou um médium umbandista, então
preciso transmitir esses conhecimentos básicos de forma mais simples, compreensíveis para a maioria.
Antes de começar, quero explicar algumas coisas.
1) Este não é um livro sobre religião. É uma obra sobre ciência.
2) Peço para que, durante toda a leitura, procure sentir no coração se essa informação que estou trazendo é válida ou não para você. Se este texto ressoar com o seu coração, pegue-o para si; caso contrário, descarte-o. Não desejo que acredite em tudo o que falo, desejo que você sempre questione, aprenda a discernir toda e qualquer informação, vinda da Internet ou de qualquer outro meio de
comunicaçã o.
3) O uso da assim chamada linguagem neutra neste texto significa o meu declarado suporte à agenda LGBTQIA+. As pessoas têm o direito de serem o que verdadeiramente são, e ninguém tem nada com isso. Nos meus estudos da espiritualidade, uma das primeiras informações que encontrei é de que o espírito é universal (não somos, necessariamente, originários deste planeta) e não tem gênero. Como veremos adiante, temos várias vidas como encarnados, em vários planetas, e experimentamos diversas situações, ora como homem, ora como mulher, ora dentro das variações LGBTQIA+ (neste planeta). Estou como homem nesta encarnação, mas espiritualmente não possuo um gênero definido, então tenho uma boa razão para usar uma linguagem neutra aqui. Como a linguagem neutra ainda não está
formalmente estabelecida, vou aplicá-la parcialmente, por meio do uso 9
de apenas uma palavra, todes
, no lugar de todos
. Apropósito, sou declaradamente contra qualquer tipo de preconceito.
4) Quando comecei a desenvolver minha mediunidade, uma das primeiras palavras que chegou a mim foi relembrar
. Entendi depois que já temos muitos conhecimentos adquiridos em outras vidas, e esses saberes nos são relembrados
em momentos apropriados de
nossa vida atual. Como esta obra foi desenvolvida com a ajuda das pessoas invisíveis
(tecnicamente falando, esta obra foi psicografada) e vai refletir cronologicamente as várias comunicações por mim recebidas, alguns conceitos poderão ser mencionados mais de uma vez ao longo deste livro. Essa é uma característica das comunicações com espíritos desencarnados, e a minha interpretação atual dessa situação é que isso normalmente se refere às lições mais relevantes que temos de assimilar nesta existência. Por isso a insistência
por parte dessas pessoas invisíveis
, ao repetir várias vezes as mesmas lições.
5) A menção ao engenheiro que se espiritualizou
do subtítulo é válida porque, para essas pessoinhas, a grande verdade da vida é que 1 + 1 = 2. É difícil explicar o mundo invisível para elas. Bom, alguém teve a paciência de tentar isso comigo, e conseguiu. Então, decidi
fazer o mesmo, por meio deste livro.
6) Sobre o título principal desta obra, vou usar o belo texto publicado pelo jornalista Sergiovanne Amaral, fundador da Agência Black Naza:
"Quando alguém comete um erro que prejudica um grupo, seja ele pessoal ou profissional, o que, geralmente, costuma acontecer com o ‘culpado’? Quando alguém dá aquela pisada no tomate que espirra na equipe toda dentro da empresa, como gestores e colegas de mesmo nível reagem?
O povo da tribo Zulu, na África do Sul, tem uma forma muito diferente e inspiradora de resolver suas ‘tretas’ (intencionais ou não) e colocar os ‘treteiros’ em seus devidos lugares.
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O procedimento é o seguinte: durante um tempo (alguns dizem que são dois dias) a pessoa que fez algo errado é colocada em um local de fácil acesso, grande exposição, e é cercada pelos outros membros da tribo, que se revezam para dizer umas poucas e boas. Quando digo poucas e boas, atenham-se ao ‘boas’, porque o que o restante da tribo faz é dizer à pessoa que vacilou todas as coisas boas que ela já fez, todas suas
qualidades, todas as características positivas que ela tem e como ela é importante para o grupo.
Durante o tempo de ‘castigo’, as pessoas cumprimentam quem errou com a palavra ‘SAWABONA!’, que quer dizer ‘'Eu te respeito e eu te valorizo. Você é importante para mim!’. A
resposta para este cumprimento, usado neste tipo de situação (e também corriqueiramente) é ‘SHIKOBA’. Esse termo significa ‘Então eu existo para você’.
Isso é feito para resgatar o bem que há dentro daquela pessoa que errou, para aliviar sua culpa. Também é feito para tentar impedir que fique cega, se convença de que é alguém ruim e nocivo para o grupo e crie mais problemas. Perdão, amor, dignidade, respeito. A intenção deste ritual é trazer de volta a harmonia, para que o culpado e os outros membros, inclusive os que foram lesados, consigam enxergar além dos sentimentos ruins vindos do erro. Para essa tribo, nenhum erro é irreparável. Ninguém é eternamente condenável e o amor é o maior corretor de todos.
Essa atitude coletiva também apazígua os ânimos para que uma explicação seja encontrada para o erro cometido, soluções sejam encontradas pacificamente e facilita até uma confissão
sincera, se for o caso.
Excelente ação de gestão de crises, não é mesmo?!"
Meu comentário: Sawabona sintetiza uma das grandes lições que podemos aprender aqui neste planeta-escola, que é o perdão. É
também um dos aprendizados mais difíceis. A forma como a tribo Zulu aplica essa lição foi, para mim, motivadora o suficiente para
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inspirar o nome deste livro, pois, demonstra uma enorme elevação moral manifestada por uma sociedade considerada muito atrasada tecnologicamente.
Sociedades muito avançadas tecnologicamente contra sociedades muito avançadas moralmente: qual delas chegará melhor no futuro? A primeira, a segunda, ou seria um equilíbrio entre as duas?
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Minha vida até os 50 anos
Nasci em 1959, em São Paulo, e meus pais eram um engenheiro e uma professora, que formavam uma família de classe média.
Minha infância foi tranquila, brincava bastante na rua, e aos seis anos fui matriculado num colégio de padres, onde fiquei até entrar para a faculdade.
Na adolescência, tomei conhecimento que meu avô materno era
espírita e meu pai era maçom, muito embora na época eu não entendesse o que essas atividades significavam, pois ambos praticamente não falavam sobre elas em casa.
Desde muito cedo me interessei por esportes, algo que preservo até os dias atuais, mas agora praticando atividades físicas não só pelo prazer, mas principalmente para manter minha saúde física e mental.
Não tinha muita certeza sobre o que gostaria de fazer na vida, então decidi cursar engenharia, motivado pelos trabalhos realizados por m eu pai e por meu padrinho de batismo, ambos engenheiros. Posso dizer que tive uma carreira como funcionário de grandes empresas, o que foi bastante interessante, até me aposentar com 35 anos de trabalho.
Casei, tive filhos, e minha relação com toda a nossa família sempre foi muito prazerosa. Claro que tivemos bons e maus momentos, mas a quantidade de bons momentos foi muito maior e os maus momentos sempre puderam ser superados de alguma forma.
Mantenho até hoje contato com amigos de infância, do colégio, da faculdade, do trabalho, dos esportes que pratiquei e do motociclismo, proporcionado pelas modernas ferramentas da tecnologia de informação.
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Minha família seguiu o catolicismo, e desde cedo eu frequentava as missas dominicais. Já adolescente, afastei-me um pouco, mas ainda assim rezava antes de dormir, como falei antes.
Até 2011, completamente concentrado no mundo corporativo, não tinha interesse em buscar outros conhecimentos que não fossem técnicos, para ajudar no desenvolvimento de meu trabalho. Quan do
deixei o trabalho nas empresas, nessa época, sobrou um pouco mais de tempo na minha vida, e eu sabia que precisava preencher esse tempo de alguma forma, pois o ambiente sofá/televisão não me atraía nem um pouco.
Foi a primeira e única vez que acabei demitido numa empresa, neste caso por causa da idade e do salário acima da média, e eu nunca me preocupei em buscar uma nova posição depois, porque sabia que o mercado iria oferecer trabalhos em que seria esperado que eu trabalhasse muito mais do que o normal e o salário oferecido seria 1/3 do valor anterior, e isso não me interessava. Depois entendi o que aconteceu realmente nesse processo de saída do mundo corporativo, e isso eu também explico nas conclusões.
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Minha vida depois dos 50 anos
Depois que saí do mundo corporativo do trabalho, em 2011, e com a pressão exercida pela dupla sofá/televisão, que ficava lançando olhares acolhedores o tempo inteiro para mim, eu sabia que teria de fazer alguma coisa, e já havia decidido que não iria voltar a trabalhar em empresas. Comecei a analisar tudo que tinha acontecido até então.
Seria só isso? Será que era só nascer, ir para a escola, se formar, ganhar dinheiro, se divertir, comprar coisas, envelhecer e morrer?
Considero que tive uma boa vida, e poderia pensar, como muitos pensam, que foi tudo mérito meu. Ora, fui eu que me esforcei na escola para aprender a matéria, fui eu que me saí bem nas entrevistas de emprego, fui eu que desenvolvi bons trabalhos nas empresas e,
consequentemente, subi em minha carreira. Isso tudo é inegável.
Tudo isso foi possível porque nasci em uma boa família, estruturada, que desde muito cedo, ainda na barriga de minha mãe, cuidou muito
bem de mim. Bom atendimento médico, boa alimentação, boa moradia, bons colégios, muito amor envolvido.
E se eu tivesse nascido numa comunidade carente de todos esses recursos? Será que eu teria chegado onde cheguei? E se a minha maior preocupação, desde muito pequeno, fosse não saber se conseguiria me alimentar na hora do almoço? Eu conseguiria ter me desenvolvido tanto?
Penso que seria tudo muito mais difícil. Alguns dirão: "existem casos
de pessoas que nasceram em comunidades e prosperaram". Sim, existem, mas estão longe de se mostrar como uma regra. São pessoas muito especiais, e que, mesmo assim, tiveram oportunidades. Alguém acreditou nelas em algum momento. Sem oportunidades, ninguém
prospera.
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Considerei inicialmente que não tive nenhuma participação na escolha da família em que nasci. Não tive mérito algum, nisso que foi a ch ave para a boa vida que veio na sequência. Então comecei a achar que oportunidade, sim, era uma palavra- chave.
Ora, por que alguns têm esse tipo de oportunidades que eu tive e (muitos) outros não? Por que parece que esses que tiveram essa boa
oportunidade inicial (nascer numa família com recursos) continuaram tendo outras oportunidades, e os que não tiveram (essa boa oportunidade inicial) tiveram muito menos oportunidades ou mesmo nenhuma? Será que ter essa vantagem inicial inquestionável implica em algum tipo de responsabilidade?
Fui em busca das respostas para essas questões. Intuitivamente, tive uma curiosidade sobre a existência de um mundo invisível e sua influência em nossa vida.
Como havia falado antes, vivenciei aquele episódio no terreiro de Umbanda em 2014, quando conversei com um médium (espírito) que sabia de algumas coisas muito íntimas a meu respeito.
Comecei então a pesquisar na Internet o que seriam essas supostas comunicações com pessoas que não podíamos visualizar, e encontrei a história do assim chamado espiritismo conforme descrito por Allan Kardec.
Kardec era o pseudônimo de um francês, pedagogo, professor e tradutor, que em 1854 ouviu falar pela primeira vez de um fenômeno paranormal caracterizado por mesas que giravam sem nenhuma intervenção física. Algum tempo depois, teve contato com uma psicografia realizada por um médium que falava de uma vida passada dele. Passou a se interessar pelo assunto e, em 1857, codificou as primeiras mensagens recebidas, que seriam a base de sua extensa obra. Li e recomendo O Livro dos Espíritos, que considero uma espécie de manual da vida, pois, com muito bom senso, explica como
supostamente se deveria viver aqui neste planeta, moralmente falando.
16
De uma forma bastante resumida, Kardec explica que somos espíritos universais em desenvolvimento, que, de tempos em tempos, precisamos acoplar
em um corpo físico e viver em um planeta - escola como a Terra, onde teremos a oportunidade de aprender diversas lições necessárias a nossa evolução. Temos um tempo de vida no planeta mais ou menos predeterminado, depois desencarnamos
(morremos, abandonamos o corpo físico) e aguardamos, até que um novo ciclo de aprendizado seja programado.
Aobra de Kardec foi apenas o começo de um período de muita leitura. Em algum momento, senti a necessidade de ver essas coisas acontecendo (olha aí o tal do ver para crer
, do meu sistema de crenças naquela ocasião, tentando sabotar o que viria a seguir).
Com tempo sobrando, ouvi falar de Física Quântica pela primeira vez e fui estudar um pouco esse assunto. Tinha ouvido falar de uma metodologia de Ressonância Harmônica, que ajudaria as pessoas a quebrar sistemas de crenças (coisas em que acreditamos), e um grande
amigo e o Google
me indicaram o caminho das pedras.
Quando pensamos em desenvolvimento, isso quase
