Na Cova Dos Leões (Livro de Apoio Jovens): O exemplo de fé e coragem de Daniel para o testemunho cristão em nossos dias
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Na Cova Dos Leões (Livro de Apoio Jovens) - Valmir Nascimento
Capítulo 1
Daniel: Uma Inspiradora Jornada de Fidelidade
Iniciamos o estudo do livro de Daniel, um dos livros mais instigantes e desafiadores das Escrituras Sagradas.
John Lennox observou muito bem ao afirmar que A história de Daniel é uma história de fé extraordinária depositada em Deus e vivida no auge do poder executivo no pleno resplendor da vida pública
.¹ Juntamente com os seus companheiros de Judá — Hananias, Misael e Azarias —, forma-se um lindo quarteto de jovens crentes e destemidos que nos estimulam a servir ao Senhor com excelência, integridade e devoção em todas as áreas da vida. Mesmo advindos da nobreza judaica e após alcançarem o topo da carreira pública babilônica, não abandonaram o temor e a humildade características dos servos de Deus.
Vivendo no coração da Babilônia, nos dias tumultuosos do exílio do povo israelita, esses jovens hebreus destemidos levantam-se como figuras emblemáticas de coragem fiel diante das vicissitudes da vida, das pressões culturais e das influências religiosas espúrias.
Além do exemplo de vida, Daniel também nos ensina por meio das revelações que lhe foram dadas por Deus. Ele foi um homem com os pés na Babilônia, mas com o coração em Jerusalém. Vivia no mundo, mas a sua mente estava no Céu. Por isso, Deus deu a ele revelações extraordinárias sobre os eventos futuros do povo de Israel e do mundo, incluindo os últimos dias.
O livro que o Espírito Santo inspirou Daniel a registrar contém profecias, sonhos e visões que descortinam o porvir e mostram as dimensões apocalípticas do plano divino ao longo dos anos. Embora algumas dessas revelações sejam tenebrosas, quando devidamente interpretadas, trazem esperança ao povo de Deus, na certeza de que o Senhor domina o mundo e conduz o fio da história humana.
I. Conhecendo o Livro de Daniel
Antes de percorrermos o seu conteúdo capítulo por capítulo, vale a pena termos uma visão preliminar e panorâmica do livro.
Panorama geral
O livro de Daniel é composto de 12 capítulos. Eles percorrem um longo período histórico que começa com a primeira invasão babilônica ao Reino de Judá (605 a.C.) até a queda da Babilônia diante de Ciro da Pérsia (536 a.C.).
O escrito bíblico narra a trajetória de Daniel e dos seus amigos advindos de Israel, destacando os desafios culturais, políticos, morais e espirituais que suportaram em terra estrangeira. Ao longo de todo esse tempo, o profeta viveu e serviu com fidelidade a Deus perante as cortes imperiais, da juventude ao fim dos seus dias.
Escrito no período pós-exílio, o livro reflete não apenas eventos históricos, como também revela visões proféticas que têm inspirado incontáveis gerações ao longo dos séculos. Daniel também registra as mensagens proféticas que o Senhor revelou a ele, inclusive interpretações de sonhos, visões de animais simbólicos e uma visão detalhada dos eventos escatológicos. Por isso, é chamado de Apocalipse do Antigo Testamento
,² guardando um grande paralelo com a revelação ao apóstolo João no Novo Testamento.
Autoria e mensagem
Quem escreveu o livro de Daniel?
Algumas correntes acadêmicas argumentam que o livro pode ter sido escrito por múltiplos autores³ em diferentes períodos, com algumas partes sendo compostas durante o período do exílio babilônico e outras mais tardiamente.
Outra razão para esse entendimento é a presença de diferentes línguas ao longo do texto. O livro contém partes escritas em hebraico, que é a língua tradicional dos textos bíblicos do Antigo Testamento, mas também inclui seções em aramaico.
Não obstante, é entendimento majoritário entre estudiosos judeus e cristãos que o autor deste livro é o próprio Daniel. Em primeiro lugar, temos evidências internas que mostram a sua autenticidade (Dn 8.15,27; 9.2; 10.2). Em segundo lugar, o livro exibe uma unidade, uma mensagem teológica coesa, enfatizando a soberania de Deus sobre os reinos terrenos e a importância da fidelidade ainda que em meio à adversidade. Essa coesão é uma clara evidência de uma visão teológica única e consistente. Em terceiro lugar, como argumento cumulativo, temos o próprio testemunho de Jesus, no Novo Testamento, referendando a autenticidade da mensagem do profeta (Mt 24.15; Mc 13.14). Jesus de Nazaré claramente dá endosso à legitimidade de Daniel como profeta e para a veracidade da sua mensagem.⁴
Diante desse importante testemunho interno da Bíblia, devemos concluir que Daniel foi uma pessoal real, e não uma figura ficcional criada pela tradição judaica posterior, com a suposta intenção de abrigar as profecias do livro aos fatos históricos ocorridos (vaticinium ex eventu), como sugerem teólogos liberais e críticos da Bíblia. Os detalhes geográficos e históricos, bem como o estilo linguístico evidenciam que o livro foi composto na época do exílio babilônico, no século VI a.C.
Stuart Olyott foi categórico ao declarar que
o livro de Daniel é uma peça literária fantástica em que a História foi escrita antes de se realizar! Não pode haver outra explicação além desta: sua origem é sobrenatural.⁵
Qual seria a mensagem principal presente neste importante livro?
Sem dúvida, o tema teológico dominante em Daniel é a soberania de Deus:⁶ Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens
(5.21). As revelações apocalípticas dadas a Daniel desvendam os mistérios divinos e os acontecimentos futuros e servem para mostrar que Jeová é o Senhor de todas as coisas e que a história do mundo está nas suas mãos. Enquanto os reinos humanos são passageiros, o governo divino é eterno.
Na medida em que lemos o livro, temos a nítida impressão de que o Senhor inspirou Daniel a registrar as suas experiências e a relatar as visões proféticas recebidas para que o povo de Deus mantivesse a esperança viva, aguardando o cumprimento das promessas. Mesmo que os hebreus tivessem sido levados cativos e os governos do mundo tivessem recebido poder para tomar a Terra Prometida e dominá-la por algum tempo, o Deus Altíssimo conduz todas as coisas.
Dessa mensagem teológica central, irradia-se uma mensagem subjacente para a vida prática: a fidelidade dos servos de Deus. A dramática vida de Daniel na Babilônia tem como pano de fundo a soberania divina. Mas, enquanto os homens dominam essa terra, aquele que serve ao Senhor mantém a sua fidelidade e integridade. Mesmo exilados em terra estrangeira, passando provações e perseguições, podemos proteger nosso coração e manter o compromisso de fé incontaminável.
A mensagem prática que ressai do livro de Daniel é a busca por uma vida autêntica de excelência e bravura. Esse fragmento das Escrituras destaca a necessidade de o crente manter a fé inabalável em momentos de adversidades e recorda-nos que podemos ser íntegros em qualquer ambiente, lembrando que Deus é soberano e Senhor da história, pois o reino, o domínio e a majestade dos reinos pertencem a Ele (ver Dn 7.27).
Em essência, Daniel é o protagonista do seu livro, mas Deus é o protagonista de todas as coisas. Durante nossa jornada nesse mundo, buscamos a fidelidade inabalável até o fim.
Estrutura e peculiaridades
Por tratar-se de um documento histórico e profético ao mesmo tempo, é possível dividir o livro em duas seções que formam um todo perfeito.
Na primeira parte (capítulos 1 a 6), narram-se os fatos e as experiências importantes na vida de Daniel dentro da Babilônia. Na segunda (capítulos 7 a 12), estão as visões e as mensagens proféticas, que revelam acontecimentos dos séculos seguintes e até o tempo do fim.
Uma das peculiaridades do livro de Daniel é que, embora seja considerado um profeta, ele não profetizou diretamente ao povo, como outros profetas do Antigo Testamento. Em vez disso, ele serviu como um conselheiro e intérprete de sonhos e visões para reis e governantes da Babilônia. Na Bíblia Hebraica, Daniel não aparece, por isso, entre os Profetas (Nebhiim), mas entre os Escritos (Kethubhiim).
Daniel foi um estadista, um homem público levantado por Deus para servir nas cortes babilônicas. A sua função profética era diferente de outros profetas do Antigo Testamento. Embora não fosse um profeta itinerante, foi poderosamente usado por Deus para fazer saber o sentido de sonhos e visões que afetariam Israel e os reinos humanos. Isso mostra que a função profética também possui um caráter público.
Outra característica notável do livro é o uso de duas línguas diferentes. A maior parte, do capítulo 2 ao capítulo 7, está escrita em aramaico. Os capítulos 1 e 8 até o fim do livro são escritos em hebraico. Essa mudança de língua reflete a natureza do livro, que abrange eventos ocorridos na Babilônia e profecias relacionadas a Israel.
II. Compreendendo o Contexto
O contexto histórico
No pano de fundo histórico dos primeiros capítulos do livro de Daniel, há um cenário de agitação e instabilidade, decorrente da disputa pelo predomínio político na região. No século VII a.C., o Império Assírio estava no auge do seu poder. Liderados por reis como Assurbanípal e Assaradão, os assírios tinham conquistado vastas extensões de território, incluindo o Reino do Norte de Israel e muitas regiões do Oriente Médio.
Durante esse período, o Egito, liderado pelo faraó Neco II, buscava expandir a sua influência na região. Os seus esforços, no entanto, frequentemente colidiam com os interesses assírios. A Batalha de Megido em 609 a.C. é um exemplo notável, em que as forças egípcias tentaram intervir no conflito entre a Assíria e a Babilônia, mas foram derrotadas pelos assírios.
Enquanto isso, a Babilônia, liderada por Nabucodonosor II, emergia como uma potência em ascensão. Havia-se libertado do domínio assírio e começava a afirmar a sua autoridade na região. A Batalha de Carquemis, em 605 a.C., foi um momento crucial nessa disputa. Nabucodonosor II derrotou as forças egípcias de Neco II, consolidando ainda mais o domínio babilônio. Esse conflito é mencionado na Bíblia em Jeremias 46.2.
Liderada por Nabucodonosor, o exército babilônico invadiu e sitiou Jerusalém no terceiro ano do reinado de Jeoaquim (2 Rs 24.1-6; 2 Cr 36.5-7). Era o início das invasões babilônicas ao Reino de Judá e a sua capital. Posteriormente, em duas outras oportunidades a cidade voltou a ser invadida: em 597 a.C. (2 Rs 24.10-14), e a terceira, a maior de todas elas, em 586 a.C., ocasião em que a cidade foi arrasada, e o Templo, destruído.
Deus castiga o seu povo
Jeoaquim era filho de Josias e sucedeu o seu pai como rei de Judá aos 25 anos de idade (2 Rs 23.36). Foi um rei ímpio que não andou nos caminhos do Senhor.
O profeta Jeremias proclamou a mensagem de Deus, alertando Jeoaquim e o povo de Judá sobre a vinda do juízo divino devido à idolatria e injustiça. Ele exortou o rei e o povo a arrependerem-se e voltarem-se para o Senhor. Jeoaquim não apenas rejeitou as palavras do profeta, como também queimou o rolo em que a Palavra de Deus estava escrita (Jr 36.20-26). Infelizmente, muitas vezes aqueles que deveriam zelar pela Palavra de Deus acabam menosprezando-a.
Jeoaquim era um oportunista político. Depois de ser tributário da Babilônia por três anos, levantou-se contra o seu suserano numa tentativa de rebelião, embora Jeremias houvesse profetizado sobre os resultados dessa política (Jr 22.18). Em consequência, Nabucodonosor invade Jerusalém em 597 a.C. Jeoaquim morre naquele ano.⁷
No início do livro, Daniel é enfático ao escrever:
E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da Casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus. (Dn 1.2)
Não foi Nabucodonosor que a conquistou, mas o Senhor que a entregou.
Israel virara as costas para Deus. Os profetas advertiram repetidamente o povo de Israel sobre as consequências da sua infidelidade a Deus. A desobediência persistente, a idolatria e a injustiça social foram citadas como razões para o juízo divino.
Em vez de arrependimento, os líderes e a nação endureceram o coração para não seguirem os seus estatutos. As Escrituras registram que:
[...] todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a Casa do SENHOR, que ele tinha santificado em Jerusalém. (2 Cr 36.14)
Por essa razão, o Senhor estava disciplinando o povo da promessa quando permitiu o seu cativeiro e a destruição da cidade. A Bíblia diz que o Senhor corrige a quem ama (Hb 12.6).
É preciso concordar com David Helm quando afirma que essa expressão E o Senhor entregou [...]
— em algumas traduções: E o Senhor deu [...]
— é para que saibamos que quem estava fazendo a roda da história girar era Deus, para realizar os seus propósitos eternos.⁸
Essa afirmação evoca um sentimento de conforto para dar ânimo aos leitores que estão esperando pela chegada das promessas de Deus; um bálsamo em meio às circunstâncias preocupantes. Segundo o autor, quando tudo parecia perdido, e quando parecia que a vida não valia a pena, Deus ainda assim estava realizando seus propósitos
.⁹
III. A Relevância do Livro de Daniel para os nossos Dias
Um livro para todas as épocas
O livro de Daniel é para todas as épocas. Retirado à força da sua casa, quando tinha entre 14 e 18 anos, Daniel é conduzido até uma terra estrangeira. Dentro de uma cultura hostil, cercado por inimigos, enfrentou diversos ataques e desafios ao longo da vida; esteve exilado mais de 70 anos até o fim da vida; enfrentou conspirações, mudanças culturais e políticas; foi pressionado de diversas formas, mas não negou a sua fé.
Segundo Stuart Olyott, Daniel mostra-nos como
