Deus e o debate sobre transgêneros: O que a Bíblia realmente diz sobre a identidade de gênero?
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Sobre este e-book
Em Deus e o debate sobre transgêneros, Andrew Walker discute o que significa ser um homem ou uma mulher e sugere como cada um de nós pode analisar as várias maneiras de entender o gênero. Ele examina o que Jesus disse — o Jesus que debateu assuntos controversos, mas, muito mais do que isso, amou as pessoas — e revela por que o ensino de Jesus é uma boa notícia para todos.
Este livro ajudará os cristãos a se envolverem de forma amorosa, ponderada e bíblica em discussões sobre identidade de gênero.
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Deus e o debate sobre transgêneros - Andrew T. Walker
1
ELE TEVE COMPAIXÃO
Jesus debatia vários assuntos. Muito mais do que isso, porém, ele amava as pessoas.
Todos os tipos de pessoas iam falar com ele durante seu tempo na terra: os que faziam parte da elite religiosa, os excluídos da sociedade, os deficientes, os indesejáveis, os ricos, os pobres, os jovens, os velhos. Era abordado por pessoas cuja vida tinha sido arruinada por outros e também por aquelas que tinham arruinado sua própria vida.
Jesus amava todos, reservava tempo para todos e respeitava todos. Jesus nem sempre concordava com eles (e discordou dos membros da elite religiosa mais do que de quaisquer outras pessoas). Mas ele sempre os amou, especialmente os aflitos que iam até ele. Em uma frase maravilhosa, extraída do livro do profeta Isaías e que Jesus aplicou a si mesmo, lemos como ele via essas pessoas:
Não esmagará o caniço quebrado, nem apagará o pavio que fumega (Mt 12.20).
A imagem que Jesus usa é importante de se lembrar e bela de se ver. Jesus não permitirá que pessoas frágeis desmoronem ou desabem sob o peso de suas lutas. Jesus quer pegar aqueles que sentem sua chama se apagando e ajudá-los a recuperar o brilho e a alegria. Jesus é terno e gentil com os que pensam não terem mais condições de ir em frente.
Ele descreveu a vida com ele como descanso
e convidou os sobrecarregados a desfrutá-la:
Venham a mim todos os que sofrem e estão sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e acharão descanso para a alma. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11.28-30).
Portanto, se você sente que está perto do seu limite, sente que a sua centelha está muito, muito fraca ou que está muito quebrado para ficar de pé — ou se conhece alguém nessa situação — Jesus diz: Eu entendo isso. Estou vendo a situação. Eu amo você e quero ajudar. Posso nem sempre concordar com você, mas só faço isso porque quero o seu melhor. Eu vim para fortalecer você, não para quebrá-lo. Eu não apago velas que estão com a chama fraca. Meu desejo é fazer com que brilhem mais
.
Jesus amava as pessoas. É importante que, ao escrever um livro com a palavra debate
no título, eu me lembre disso. E é bom que, ao ler um livro com a palavra transgênero
no título, você também se lembre dessa verdade. Porque, no fundo, o importante aqui não é o debate, mas as pessoas: pessoas preciosas, feitas à imagem de Deus, que estão sofrendo, confusas, com raiva, com medo e que podem ter ouvido sua família dizer que sua presença agora é incômoda. A questão envolve algumas pessoas que estão encantadas com a forma com que a cultura mudou em relação à identidade de gênero, e outras que estão preocupadas com essa mudança.
O que Jesus faria? Ele nos ouviria e nos amaria, e, ao discordar de nós, seria sempre movido por compaixão, nunca por opressão. Ele nunca ridicularizaria, evitaria, insultaria ou desprezaria alguma pessoa ferida. Ele está tão determinado a buscar o melhor para todos nós, que morreu — excluído, ridicularizado e rejeitado — para garantir isso.
Se esse não é o Jesus de quem você ouviu falar, sinto muito. Esse é o Jesus com quem e para quem eu procuro viver. E é o Jesus cujas palavras você ouvirá neste livro enquanto examinarmos cuidadosamente o que a Bíblia realmente diz sobre identidade de gênero e o que isso significa para as pessoas que enfrentam incerteza ou lutas com sua identidade de gênero; para os que amam aqueles que enfrentam essas lutas e para as igrejas que estão (ou deveriam estar) buscando apoiar os que estão às voltas com conflitos de identidade de gênero.
Por que escrevi este livro?
Escrevo este livro porque uma revolução na cultura ocidental está explodindo nossos pressupostos e nossas tradições acerca do que significa ser um homem ou uma mulher. É uma revolução que chega à própria essência do que significa ser humano.
Essa revolução está abalando normas seculares — e há algo de bom que pode resultar disso. Por exemplo, é bom que pessoas angustiadas em relação à sua identidade de gênero consigam falar mais aberta e honestamente sobre suas lutas e sentimentos sem que a sociedade pense que são uma aberração. A sociedade agora está tentando ajudar aqueles que têm dúvidas e lutam com sua identidade de gênero, em vez de marginalizá-los.
Com essa revolução vem um debate — um debate sobre o que significa ser um homem ou uma mulher, se é que significa alguma coisa. Nesse debate, há muitas vozes. Algumas são ruidosas; muitas são discretas. Algumas, por várias razões, são injustas e estridentes. Outras, também por várias razões, são comedidas e gentis. Algumas têm grande destaque na mídia e outras lutam para serem ouvidas.
Acho importante que a voz de Deus seja ouvida nesse debate. Por quê? Porque, como está escrito em Salmos 100.3: Foi ele quem nos fez, e nós somos dele; somos o seu povo e as ovelhas do seu pasto
. Este livro fala sobre isso. Não consiste em um estudo médico ou psicológico, nem em uma análise estatística ou um manifesto político. O objetivo é fazer com que a voz de Deus seja ouvida a respeito de quem somos como suas criaturas, da forma mais clara possível.
Este é um livro para pessoas ocupadas, mas cuidadosas, que querem considerar o ensino da Bíblia sobre a transgeneridade e como ele se aplica a situações que provavelmente enfrentarão e, possivelmente, o que isso significa para as lutas que eles ou seus entes queridos estão enfrentando agora. Estou escrevendo para você que deseja aprender mais, amar melhor e que está aberto a considerar o que Deus tem a dizer sobre sexo e gênero em sua Palavra.
O único pressuposto deste livro é que a Bíblia é a Palavra de Deus, ao que eu pediria que você estivesse aberto, se essa ainda não é a sua posição. Talvez você aceite essa verdade, talvez não. Mas vale a pena dar uma olhada em todos os recursos disponíveis para uma questão tão difícil, dolorosa e que incita tantas emoções. Portanto, o único favor que peço é que você leia este livro do início ao fim e o veja como um todo. Esse é um assunto difícil e complexo. Cada capítulo depende dos outros de muitas maneiras, e nenhum deles diz tudo o que eu acho que precisa ser dito.
Aqui está o que vamos ver. Logo a seguir, passaremos por três breves capítulos introdutórios para entender como chegamos a este ponto como cultura, o que significa ser transgênero e por que e como as pessoas assumem posições tão diferentes nesse debate.
Nos capítulos 5 a 7, examinaremos o que a Bíblia diz sobre a humanidade e, portanto, sobre gênero.
Os capítulos 8 a 11 aplicam esses fundamentos à vida real de pessoas comuns:
• o que isso significa para quem deseja amar pessoas transgêneros;
• o que Jesus diz àqueles que apresentam disforia de gênero ou que se identificam como transgêneros;
• como Jesus desafia as igrejas locais a mostrar compaixão por todas as pessoas que entram por suas portas, independentemente de quem sejam e do que pensem, mantendo, ao mesmo tempo, a fidelidade à verdade da Palavra de Deus;
• como os pais podem conversar com seus filhos sobre identidade de gênero.
No final, há um capítulo de respostas a perguntas importantes que os capítulos anteriores não abordaram e um capítulo que faz algumas perguntas sobre o movimento transgênero
.
Há mais uma razão pela qual escrevi este livro: eu adoraria que a igreja não estivesse sempre atrasada em relação ao que está acontecendo no cenário cultural. Não deveríamos deixar que ela esteja sempre a reboque da cultura na abordagem das questões, fazendo isso só depois que a sociedade já está amplamente envolvida com elas. Os cristãos demoraram, por exemplo, a apresentar uma resposta compassiva de graça e verdade à homossexualidade. Alguns de nós se esqueceram da verdade, enquanto a maioria se esqueceu da graça.
Oro para que isso não aconteça novamente em relação à identidade de gênero. Quando se trata de falar a verdade, mostrar compaixão e buscar justiça, a igreja deve estar na dianteira, não na retaguarda. Espero que este livro contribua para essa causa.
Este livro não é a última palavra sobre o assunto nem o ponto final nesse debate. Ele não satisfará todas as objeções, nem responderá a todas as perguntas. É um começo, não um fim.
No Evangelho de Mateus, lemos o seguinte sobre Jesus:
Quando viu as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor (Mt 9.36).
Usando Jesus como meu exemplo e meu guia, espero apresentar neste livro uma forma compassiva de seguir em frente; uma forma que, além de diferente, oferece, creio eu, maior esperança do que muitas das outras vozes nesse debate. Espero que seja útil para você que me lê, ainda que seja provocativo. Acima de tudo, minha oração é que, se ler algo difícil de aceitar, lembre-se de que o Deus que fala com você na Bíblia é o mesmo Deus que o ama tanto, que veio, viveu e até morreu para fortalecer caniços quebrados e pavios que estão quase se apagando.
2
COMO CHEGAMOS A ESTE PONTO
Em 2015, Bruce Jenner — um campeão olímpico, herói americano e padrasto das famosas irmãs Kardashians — foi entrevistado pela jornalista Diane Sawyer sobre sua experiência como um homem que há muito vivia com um segredo profundo. Durante toda a sua vida, embora reverenciado como um exemplo de atletismo e masculinidade, Bruce Jenner acreditava que era, na verdade, uma mulher. Ele se definiu como transgênero.
Quem assiste à entrevista, vê alguém profundamente magoado, ferido e incapaz de encontrar paz — alguém que ainda busca a autoaceitação, apesar de sua riqueza e celebridade. Sentindo uma tristeza profunda por uma pessoa que eu jamais havia encontrado, assisti com um aperto no coração à entrevista dolorosa em que Jenner desnudava sua alma.
Alguns meses depois, Bruce Jenner fez uma aparição chocante na capa da revista Vanity Fair. De lingerie e fazendo uma pose provocativa, sentado em uma banqueta com as mãos atrás das costas, Jenner copiou a hiperfeminilidade e a sensualidade exagerada que estamos acostumados a ver nas capas das revistas masculinas. A capa foi um ato de autorrevelação, pois a aparência de Jenner sinalizava sua transição para se identificar plenamente como mulher e viver de acordo com essa identidade. Me chame de Caitlyn
, dizia a capa. Hoje a imagem é mundialmente famosa.
Nascia Caitlyn Jenner, uma supercelebridade e ícone cultural. A mensagem para o mundo era clara: homens podem se tornar mulheres, desde que se sintam ou se percebam mulheres, e vice-versa.
A mídia não se cansava da transformação de Jenner. Chegou rapidamente a notícia de que Jenner iria estrelar um reality show documentando a transformação histórica. A conta de Jenner no Twitter com essa nova identidade quebrou recordes na rapidez com que ganhou milhões de novos seguidores.
Parece que essa questão de ser transgênero
foi catapultada para a linha de frente da cultura com uma velocidade vertiginosa. Antes, a transgeneridade era um tema que mal se registrava nos radares da maioria das pessoas. De repente, a identidade de gênero se transformou na última moda da justiça social da atualidade.
Perguntas que precisam de respostas
O ano de 2015 parece ter sido há muito tempo. Hoje, o Facebook oferece mais de cinquenta opções de gênero aos seus membros. Debates sobre uso de banheiros públicos enchem as redes sociais. Estados como Nova York estão multando pessoas que não usam o pronome de preferência dos cidadãos transgêneros.¹
E tudo isso está acontecendo muito depressa — tão depressa que é difícil se manter a par dessa transformação, e muito menos entender o debate, como chegamos a este ponto e o que gostaríamos de dizer. Mas todos nós precisamos de uma resposta para perguntas como:
• Um homem pode se tornar mulher? Uma mulher pode se tornar homem?
• Como e quando as crianças devem ser informadas sobre os debates a respeito de gênero?
• O que devemos fazer com crianças que são de um determinado sexo biológico, mas se sentem como se tivessem nascido no corpo errado?
• O que dizemos a alguém que tem esses sentimentos e desejos?
• Como podemos amar e ajudar aqueles que estão sofren- do amargamente?
Essas perguntas são mais profundas do que simplesmente o que entendemos por gênero
. Elas alcançam nossa compreensão de humanidade
: quem somos, como chegamos aqui, o que significa ser um ser humano e que papel Deus desempenha (se desempenha) nisso tudo. Por baixo das histórias que vemos nas notícias e das lutas pessoalmente enfrentadas por muitos está a necessidade de saber por qual história viveremos, como vamos entender a nossa vida e o que nos dará nossa identidade e confiança.
Chegaremos a tudo isso mais adiante neste livro. Mas primeiro precisamos perguntar: Como chegamos a este ponto? A tentação em relação a essa pergunta é dar uma resposta simples. Mas não há respostas simples. Muitos fatores nos trouxeram até onde estamos hoje. Muitos rios deságuam no debate sobre transgêneros.
Relativismo
O relativismo é a forma de abordar a verdade em que todos nós estamos nadando na cultura ocidental, talvez sem perceber. O relativismo diz: significado e verdade são relativos, de modo que o que é certo para uma pessoa pode ser errado para outra. Você já deve ter ouvido alguém dizer, ou talvez até mesmo tenha pensado: Você não pode me dizer o que fazer
, ou Não existe verdade absoluta
, ou Isso é bom para você, mas não para mim
. Frases muito conhecidas, como Viva a sua verdade
e Você é você
, indicam que o relativismo é uma ética muito popular e dominante. Elas mostram uma ética de não julgamento e são exemplos de como o relativismo influencia nosso pensamento hoje.
O relativismo nega que haja uma maneira certa
de entender o mundo. Existem apenas histórias, não uma grande História. Portanto, defende-se que existe o islamismo, o cristianismo e o judaísmo, e muitas e muitas outras religiões, e nenhuma é verdadeira o tempo todo e em todos os lugares e para todas as pessoas. Uma religião é apenas um exemplo de como alguém pode escolher viver sua vida, mas não tem autoridade para todos. Qualquer tentativa de afirmar o contrário é apenas um ardil para ganhar poder sobre outra pessoa.
Pós-cristianismo
Segundo praticamente todos os relatórios e estatísticas, o cristianismo está em declínio no Ocidente. É difícil medir esse declínio, mas, de modo geral, a influência cultural do cristianismo está diminuindo. Isso significa que as verdades morais ensinadas pelo cristianismo têm cada vez menos impacto a cada ano e geração que passa. Menos indivíduos estão frequentando a igreja, o que significa que a devoção que as pessoas outrora tinham em relação ao cristianismo parece estar diminuindo. Um crescente analfabetismo bíblico significa que as pessoas estão cada vez menos familiarizadas com a narrativa bíblica e as categorias da Bíblia consideradas por tantos no Ocidente simplesmente como de conhecimento geral. Com o declínio da influência, surgem maiores oportunidades para que diferentes valores ou sistemas éticos substituam a moral cristã como a norma amplamente aceita.
O modo como você vê essa rápida mudança depende do que pensa do cristianismo, mas é indiscutível que essa mudança se percebe especialmente em questões relacionadas à ética sexual. Ao longo da última geração, tem havido uma crescente aceitação de relacionamentos gays e lésbicos, um declínio no número de casamentos e um aumento das taxas de divórcio, além de haver mais pessoas vivendo juntas antes (ou
