As Promessas de Deus (Livro de Apoio Adulto): Confie e viva as bênçãos de Senhor porque Fiel é o que Prometeu
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As Promessas de Deus (Livro de Apoio Adulto) - Elinaldo Renovato de Lima
CAPÍTULO 1
AS PROMESSAS DE DEUS
Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei
(Is 55.10,11).
INTRODUÇÃO
A Bíblia Sagrada é o livro da revelação de Deus. Ao criar o homem, o Senhor, na sua infinita bondade e compreensão para com ele, desejava comunicar-se com a sua maior criação. Ainda que a humanidade, na sua maioria absoluta, não desejasse aproximar-se de Deus e da sua Palavra, o Senhor permanece desejando transmitir as suas vontades e os seus propósitos a todos os que nEle creem.
Nessa comunicação especial, Deus revela ao homem as suas promessas divinas, as quais têm por finalidade não só demonstrar a sua vontade e poder, como também mostrar ao homem que o ama e que quer o seu bem em todos os aspectos da vida, especialmente no que concerne ao lado espiritual. Por isso, em muitas das suas mensagens, Deus fez grandes e maravilhosas promessas, em primeiro lugar, ao povo eleito, Israel, a nação escolhida para ser a sua representante humana na face da Terra, e também, por amar o mundo (Jo 3.16), Deus fez promessas maravilhosas para toda a humanidade.
As promessas de Deus para Israel tiveram início quando da chamada de Abrão por Deus para que fosse Pai da grande nação israelita. As promessas de Deus para Israel tiveram início quando Deus chama a Abrão e faz-lhe promessas. Em Gênesis, lemos: Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra
(Gn 12.1-3).
Ao longo do Antigo Testamento, Deus sempre se comunicou com Israel e fez-lhe inúmeras promessas com o propósito de atender ao seu plano especial para com aquele povo, condicionadas à sua obediência. Diz o texto: Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel
(Êx 19.5,6).
Além das promessas a Israel, Deus também fez promessas extraordinárias para todos os homens por Ele criados. A primeira grande promessa de Deus através de Cristo aos seus discípulos para os que nEle crerem foi de salvação e de poder extraordinário, mas de condenação aos que nEle não crerem: E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão
(Mc 16.15-20).
Desse modo, podemos entender pela Palavra de Deus que as suas promessas visam atender aos seus desígnios divinos, mas também são condicionadas a vários fatores que devem ser observados por todos a quem se destinam as promessas divinas. Os sinais maravilhosos de Deus para demonstrar o seu poder, prometidos por Cristo, são condicionados à fé plena no seu nome e na sua Palavra. Em primeiro lugar, vemos a fé; depois, há várias condições para que o homem seja beneficiado pelas promessas de Deus. A obediência, o amor, o zelo e, acima de tudo isso, a santidade são condições indispensáveis para que Deus cumpra a sua palavra aos que são alvo das suas promessas.
I – O QUE SÃO PROMESSAS?
1. Significado de promessa
Encontramos vários significados da palavra promessa no dicionário. 1. Ato ou efeito de prometer; prometimento, promissão. 2. Declaração em que se anuncia a outrem ou a si mesmo uma ação futura ou intenção de dar, cumprir, fazer ou dizer algo
.¹
2. Promessas de homens
A definição de promessa, no subitem 1, refere-se à promessa no sentido humano. Como se observa, ao longo da vida, as promessas humanas são incertas e questionáveis. O Ato ou efeito de prometer
nem sempre é respeitado ou honrado. Segundo o caráter de quem promete ou das circunstâncias e o contexto vivenciados pela pessoa que promete algo, a promessa poderá ser cumprida ou não. Normalmente, quando promessas são feitas por homens políticos, com honrosas exceções, elas tornam-se realidade. Quantos ficam decepcionados por terem acreditado em promessas feitas por homens em quem depositaram a sua confiança; quantos se frustraram depois de anos ou meses de casamento ao verem que tudo o que foi prometido na cerimônia, seja no cartório, seja na igreja, não foi cumprido.
Por isso, está escrito: Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!
(Jr 17.5). Aqui, cabe uma orientação. Deus considera maldito o homem
que confia no homem carnal, que faz da carne o seu braço
. Não se aplica ao que confia nos pais ou em quem confia nos seus pastores e amigos que não se portam de modo carnal.
Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações
(Jr 17.9,10). Este é o motivo por que as promessas humanas falham: o coração, ou seja, o interior do ser humano, é enganoso, falho e até perverso, como diz a Palavra de Deus.
II – AS PROMESSAS E OS SEUS FUNDAMENTOS
As promessas de Deus, que foram reveladas na sua santa Palavra, são bem diferentes das promessas dos homens. Nas suas fragilidades espirituais e emocionais, bem como no seu caráter, os homens nem sempre cumprem ou podem cumprir o que prometem. Deus, porém, é infinitamente diferente dos seres humanos, por razões bem evidentes sobre a sua pessoa divina.
1. Deus é infalível
Deus não falha nas suas promessas, porque Ele tem atributos próprios, ou naturais, da sua divindade que ninguém mais pode ter. Ele é onipotente, onisciente e onipresente. São também chamados por Strong (ibidem, p. 370), de Atributos Absolutos ou Imanentes, que se referem ao ser interior de Deus, envolvidos nas relações de Deus consigo mesmo e pertencentes à sua natureza independentemente de sua conexão com o universo
. Grudem chama esses atributos de atributos incomunicáveis de Deus (isto é, os atributos que Deus não compartilha ou ‘comunica’ a outros)
.²
Deus não falha nas suas promessas, porque Ele não muda: Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação
(Tg 1.17). Quando o Senhor promete alguma coisa a uma pessoa, a um povo, ou à sua Igreja, Ele realiza de modo real e inevitável por causa da sua onipotência. Ele disse pelo profeta Isaías: Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?
(Is 43.13). Nessa pergunta, o Senhor usa a sua dialética para comunicar-se com os seus servos e com a humanidade. Ele quis dizer de outra forma: Quando eu quero operar, ninguém pode impedir
!
2. A Palavra de Deus não falha
Ao despedir-se do povo de Israel, Josué disse: E eis aqui eu vou, hoje, pelo caminho de toda a terra; e vós bem sabeis, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma que nem uma só palavra caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem delas caiu uma só palavra
(Js 23.14).
O Senhor falou ao profeta Isaías sobre a infalibilidade da sua santa Palavra com uma argumentação incontestável: Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei
(Is 55.10,11).
Na inauguração do Templo, em Jerusalém, o rei Salomão fez uma eloquente oração ao Senhor, em gratidão por ter-lhe concedido assumir o lugar do seu pai no reino, conforme o Senhor prometera. Na sua oração, ele assim se expressou: E pôs-se em pé, e abençoou a toda a congregação de Israel em alta voz, dizendo: Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo
(1 Rs 8.55,56).
3. Deus zela pela sua palavra
Na sua fidelidade, o Senhor garante o cumprimento das constantes promessas da sua Palavra. A Jeremias, o profeta, Ele fez uma declaração solene sobre como cumpre a sua palavra. Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem; por que eu velo sobre a minha palavra para a cumprir
(Jr 1.11,12); ou seja, Deus cuida, zela e vigia sobre o que diz, sobre as suas promessas, para cumpri-las.
III – TIPOS E PROPÓSITOS DAS PROMESSAS DE DEUS
1. Promessas incondicionais
São promessas definidas por Deus que independem de circunstâncias, de tempo ou de respostas daqueles a quem elas são destinadas. Alguns exemplos desse tipo de promessas são encontrados na Bíblia: a promessa do nascimento de Jesus, nascido de uma virgem (Is 9.6), 740 anos a.C.; o local do nascimento de Jesus, em Belém da Judeia, predito 710 anos a.C. (Mq 5.2); que Jesus seria chamado Emanuel, Deus conosco
, 760 anos a.C. (Is 7.14); a matança dos bebês de Belém pelo rei Herodes, após este ser enganado pelos magos, 740 anos a.C. (Mt 2.16); a volta de Israel a sua terra, com a sua restauração nacional num só dia
(maio de 1948), 698 anos a.C. (Is 66.8). Todas são profecias constatadas pela História.
Há, no entanto, profecias que ainda não se cumpriram, mas que certamente se cumprirão, creiam ou não os ímpios, queiram ou não os poderosos da Terra, porque Deus vela pela sua palavra para cumpri-la, assim como Ele disse a Jeremias (Jr 1.12), e ninguém o impedirá (Is 43.13b). Exemplos dessa categoria são: a promessa da ressurreição dos salvos em Cristo e a transformação dos vivos no arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.13-17); o juízo implacável de Deus sobre os ímpios e os que se esquecem de Deus
(Sl 9.17; Jd 14-16); a vinda de Jesus em glória, com todos os seus santos, com a sua Igreja, após o Tribunal de Cristo (2 Co 5.10) e as bodas do Cordeiro (Ap 19.7); e outras profecias de caráter escatológico que haverão de ser cumpridas, pois Deus é fiel.
2. Promessas condicionais
São promessas de Deus a pessoas, ao seu povo Israel ou à Igreja do Senhor, que dependem de atitudes e comportamentos daqueles a quem Ele refere-se. Há muitos exemplos dessa categoria de promessas. Promessas de saúde plena: E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor, que te sara
(Êx 15.26).
Em Deuteronômio, Deus fez preciosas promessas ao povo de Israel, condicionadas à sua obediência, dando ouvidos à sua voz: E será que, se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra
(Dt 28.1). Em seguida, nos versículos 2 a 13, após essa declaração de condicionalidade, o Senhor promete nada menos do que dezesseis bênçãos extraordinárias diante de todas as nações, desde que o seu povo escute e obedeça aos seus mandamentos. E o Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e fazer. E não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, para andares após outros deuses, para os servires.
(Dt 28.13,14).
Outro texto de grande importância quanto às promessas de Deus ao seu povo é visto em 1 Crônicas, após a oração de Salomão na inauguração do Templo, quando o Senhor disse: E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra
(2 Cr 7.14). Deus prometeu três grandes bênçãos sobre o povo diante do Templo se (condição indispensável) eles atendessem as condições postas para cumprirem: humilhassem-se, e orassem, e buscassem a face do Senhor e convertessem-se dos seus maus caminhos, ou más ações e pecados.
3. O propósito das promessas de Deus
Em grande parte das promessas de Deus contidas na Bíblia, frequentemente encontramos propósitos bem definidos em cada uma delas. Para efeito de focalizar o assunto trazendo mais objetividade, mostraremos os propósitos divinos nos pactos ou nas alianças de Deus com homens chamados por Ele ou com o seu povo. Deus criou o homem com os mais elevados propósitos, e Paulo entendeu esse propósito de maneira profunda (ver Ef 1.3-7).
O pacto de Deus com Adão
O primeiro pacto que o Senhor fez com o homem foi com Adão e Eva, no Éden, também chamado Pacto Edênico ou adâmico. Ali, Deus fez dos dois à sua imagem, conforme a sua semelhança e deu-lhes a vida eterna; domínio sobre a natureza, sobre os animais; abençoou-os, garantindo-lhe paz, segurança, alimento saudável; e deu-lhes a determinação de que deveriam crescer e multiplicar-se na Terra, mas estabeleceu responsabilidade e condições para ser abençoado e protegido por Deus. Adão e Eva, os primeiros seres humanos na Terra, poderiam comer do fruto de todas as árvores do Jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal
. Cumprindo essa ordem divina, o propósito de Deus para com o casal era assegurar-lhes a vida eterna, sem velhice, doenças ou morte. Se comessem da árvore proibida (um meio de prova da sua fidelidade), haveriam de morrer. Infelizmente, Adão e Eva desobedeceram a voz de Deus e preferiram ouvir a voz do Diabo. As consequências foram trágicas. Conheceram a primeira doença: doença nervosa, emocional. Adão teve medo quando ouviu a voz de Deus soar no Jardim. Ele
