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Avaliação escolar: Vários enfoques e uma só finalidade: melhorar a aprendizagem
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Avaliação escolar: Vários enfoques e uma só finalidade: melhorar a aprendizagem
E-book310 páginas3 horas

Avaliação escolar: Vários enfoques e uma só finalidade: melhorar a aprendizagem

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Sobre este e-book

A avaliação de aprendizagem é uma atividade que abrange todas as esferas da educação no país e se tornou o núcleo das políticas governamentais para o setor nas últimas décadas. Apesar da importância da avaliação para o sistema de ensino e para a prática docente essa é uma área pouco trabalhada nos cursos de formação de educadores. Este livro, ao trazer parte da produção acadêmica sobre o tema, vem contribuir para o preenchimento dessa lacuna na formação docente.
IdiomaPortuguês
EditoraPaco e Littera
Data de lançamento31 de jan. de 2017
ISBN9788546202911
Avaliação escolar: Vários enfoques e uma só finalidade: melhorar a aprendizagem

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    Avaliação escolar - Adriana Patrício Delgado

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    Copyright © 2017 by Paco Editorial

    Direitos desta edição reservados à Paco Editorial. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação, etc., sem a permissão da editora e/ou autor.

    Revisão: Stephanie Andreossi

    Capa: Renato Arantes Santana de Carvalho

    Diagramação: Renato Arantes Santana de Carvalho

    Edição em Versão Impressa: 2015

    Edição em Versão Digital: 2017

    Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

    Conselho Editorial

    Profa. Dra. Andrea Domingues (UNIVAS/MG) (Lattes)

    Prof. Dr. Antonio Cesar Galhardi (FATEC-SP) (Lattes)

    Profa. Dra. Benedita Cássia Sant’anna (UNESP/ASSIS/SP) (Lattes)

    Prof. Dr. Carlos Bauer (UNINOVE/SP) (Lattes)

    Profa. Dra. Cristianne Famer Rocha (UFRGS/RS) (Lattes)

    Prof. Dr. José Ricardo Caetano Costa (FURG/RS) (Lattes)

    Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes (UNISO/SP) (Lattes)

    Profa. Dra. Milena Fernandes Oliveira (UNICAMP/SP) (Lattes)

    Prof. Dr. Ricardo André Ferreira Martins (UNICENTRO-PR) (Lattes)

    Prof. Dr. Romualdo Dias (UNESP/RIO CLARO/SP) (Lattes)

    Profa. Dra. Thelma Lessa (UFSCAR/SP) (Lattes)

    Prof. Dr. Victor Hugo Veppo Burgardt (UNIPAMPA/RS) (Lattes)

    Prof. Dr. Eraldo Leme Batista (UNIOESTE-PR) (Lattes)

    Prof. Dr. Antonio Carlos Giuliani (UNIMEP-Piracicaba-SP) (Lattes)

    Paco Editorial

    Av. Carlos Salles Bloch, 658

    Ed. Altos do Anhangabaú, 2º Andar, Salas 11, 12 e 21

    Anhangabaú - Jundiaí-SP - 13208-100

    Telefones: 55 11 4521.6315

    atendimento@editorialpaco.com.br

    www.pacoeditorial.com.br

    Sumário

    Apresentação

    CAPÍTULO 1

    A educomunicação e a avaliação nos novos cenários do ensino-aprendizagem

    Profª Nádia Conceição Lauriti

    CAPÍTULO 2

    Um panorama sobre ciclos, promoção automática e progressão continuada: história e concepção sob a perspectiva da avaliação de aprendizagem

    Adriana Patrício Delgado

    Regina Célia Montefusco Florindo Pessoa

    CAPÍTULO 3

    Refletindo sobre avaliação: da educação básica ao ensino superior

    Marie Rose Dabul

    Niuza Barone Peres

    CAPÍTULO 4

    Avaliar na educação infantil: o que é e como fazer isso?

    Kézia Costa de Oliveira Rocha Carvalho

    CAPÍTULO 5

    Avaliação: mudança dos instrumentos ou o do olhar?

    CAPÍTULO 6

    A avaliação da aprendizagem e as técnicas de si

    Rosiley Teixeira

    CAPÍTULO 7

    Avaliação institucional e de sistemas: questões relevantes

    Sandra da Costa Lacerda

    CAPÍTULO 8

    SARESP: O sistema de avaliação da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo

    Simone Santoro Romano

    CAPÍTULO 9

    A Prova Escrita na Avaliação da Aprendizagem

    Maria do Socorro Taurino

    APRESENTAÇÃO

    A avaliação formativa cruza o trabalho pedagógico desde seu planejamento até a sua execução, coletando dados para melhor compreensão da relação entre ensino e aprendizagem, possibilitando, assim, orientar a intervenção didática para que seja qualitativa e pedagógica.

    Léa Depresbiteris, 2011

    A avaliação, [...] é uma forma de autoconhecimento da própria sociedade que procura conhecer a si mesma através da identificação do que prevalece em uma de suas principais instituições a -escola-, que é responsável por sua continuidade.

    O fracasso refletido em uma avaliação representa, na realidade, o próprio fracasso da sociedade em concretizar seus objetivos.

    Heraldo Marelim Viana, 2005

    Começamos a apresentação deste volume, o 14 da Coletânea Pedagogia de A a Z, lembrando a contribuição de dois apaixonados pelas questões de avaliação educacional, mencionados em epígrafe, conhecidos nacional e internacionalmente, no meio acadêmico, e entre os estudiosos desta instigante e polêmica área de conhecimento. A professora Léa seria autora de um dos capítulos, sob o título O significado da avaliação para o aluno e o professor Heraldo, certamente escreveria esta apresentação, considerando não apenas as nossas relações de amizade mas, pela admiração e respeito mútuos que pautaram as nossas trajetórias. Os dois nos deixaram nos primeiros anos desta década de 2010. A eles, a nossa carinhosa e saudosa homenagem.

    As citações acima foram selecionadas para mostrar a avaliação no seu sentido técnico e também no sentido social e político. Assim, a Professora Léa assumidamente humanista, aparece defendendo a questão dos instrumentos de coleta de dados. Por outro lado, o Professor Heraldo reconhecido pelas competências técnicas de analista de instrumentos e de dados estatísticos, aparece preocupado com questões sociais.

    O resumo, ainda um esboço, do capítulo que completaria este volume, chegou a nos ser enviado, pela professora Léa, conforme segue:

    Muito se tem falado da importância do significado para a aprendizagem do aluno, qualquer que seja o nível de escolaridade. Ausubel (1963, p.58) diz que a aprendizagem significativa é o processo através do qual uma nova informação (um novo conhecimento) se relaciona de maneira não arbitrária e substantiva (não-literal) à estrutura cognitiva do aprendiz. É no curso da aprendizagem significativa que o significado lógico do material de aprendizagem se transforma em significado psicológico para o sujeito. Qual é o significado psicológico mais comum que os alunos têm sobre a avaliação? Alguns sentem medo, outros, indiferença, outros pensam em julgamentos, notas. Mas e se, nós educadores, tentássemos mudar essa representação social dos educandos? É uma ação viável? Creio que sim, e pretendo nesse artigo indicar algumas estratégias com potencial para transformar significados restritos ou pejorativos em outros que mostrem a avaliação como meio de melhoria de uma pessoa e da coletividade. Descreverei algumas estratégias como as de: mediação, metacognição e autorregulação, avaliação participativa e avaliação democrática, que em minha experiência como educadora, me têm sido de enorme valia. O artigo busca, igualmente, despertar no professor a vontade de ousar na elaboração dos instrumentos de avaliação da aprendizagem. Evidentemente essa ousadia não pode ser aleatória. A elaboração e aplicação de instrumentos de avaliação é um momento crucial do processo de ensino e aprendizagem, porque possibilita a coleta indicadores para analisar e interpretar os desempenhos dos alunos. Trata-se de pensar em instrumentos mais criativos, mais desafiadores, com maior significado para os alunos. (Depresbiteris, Fevereiro de 2012)

    Neste volume, o primeiro capítulo trata da Educomunicação e a Avaliação nos Novos Cenários do Ensino-Aprendizagem, de autoria da Professora Nádia Conceição Lauriti que aponta a comunicação, a educação e a avaliação como áreas absolutamente interligadas pelo fato de pedirem constante negociação de significados e ressignificações de sentidos.

    O segundo capítulo intitula-se Um Panorama Sobre Ciclos, Promoção Automática e Progressão Continuada: História e Concepção sob a Perspectiva da Avaliação de Aprendizagem, cujas autoras Adriana Patrício Delgado e Regina Célia Montefusco Florindo Pessoa discutem como estas reformas educacionais colocam em evidência o tema avaliação, propondo novos modos de concebê-la e praticá-la no dia a dia da escola com implicações no currículo, na didática e na formação de professores.

    No terceiro capítulo, Refletindo Sobre Avaliação: da Educação Básica ao Ensino Superior as autoras Marie Rose Dabul e Niuza Barone Peres apresentam diferentes formas de avaliação bem como instrumentos e técnicas utilizadas, considerando as faixas etárias e os níveis de escolarização dos alunos, as tendências educacionais e os avanços tecnológicos na sociedade contemporânea.

    No quarto capítulo, Kézia Costa de Oliveira Rocha Carvalho apresenta o tema Avaliar na Educação Infantil: o Que é e Como Fazer Isso? A avaliação na educação infantil, requer da parte do educador muito compromisso e ética, por entender a necessidade de um olhar cuidadoso, sensível e reflexivo para a criança desta faixa etária e que o compromisso e a ética não serão apenas direcionados ao objeto que avaliamos, mas acima de tudo a nós mesmos.

    Neuza Abbud, no capítulo cinco discute Avaliação: Mudança dos Instrumentos ou do Olhar? A autora considera o processo avaliativo como a manifestação de juízos de valores, em que se supõem uma tomada de decisão por parte do professor e uma resposta do aluno frente ao seu próprio desempenho e indaga se os instrumentos utilizados estão efetivamente cumprindo sua função em termos dos critérios, enquanto praticados.

    O sexto capítulo intitula-se A Avaliação da Aprendizagem e as Técnicas de Si. Nele, a autora Rosiley Teixeira analisa a avaliação como prática pedagógica que visa constituir sujeitos de um certo tipo e acrescenta que estão em pauta a relação reflexiva do educando, em busca do autoconhecimento, da autoconsciência e do autogoverno.

    Sandra da Costa Lacerda, no sétimo capítulo, apresenta Avaliação Institucional e de Sistemas: Questões Relevantes. A autora discute como o acompanhamento dos desempenhos obtidos pelas redes ou sistemas de ensino podem, mediante seu tratamento, possibilitar a verificação do que ocorre e permitir, que políticas públicas sejam reorientadas para o alcance das metas almejadas.

    No oitavo capítulo, Simone Santoro Romano discute o SARESP: O Sistema de Avaliação da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, analisando o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP), o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP) e o Programa de Qualidade da Escola (PQE). A autora ressalta a importância da utilização dos dados apresentados, nestas avaliações externas, para o desenvolvimento do trabalho na escola, tendo como foco a aprendizagem dos alunos e a melhoria da qualidade do ensino.

    Por fim, Maria do Socorro Taurino, no nono capítulo, analisa A Prova na Avaliação da Aprendizagem, tendo em vista construir uma base de sustentação que permita planejar a elaboração da prova, tornando-a capaz de mostrar os resultados obtidos pelos alunos, bem como realizar uma análise que forneça subsídios para a compreensão do que acontece com a turma, em geral, e com cada aluno em particular, em vista de detectar problemas e buscar soluções para eles.

    A partir do exposto, depreende-se o significado e o contexto do presente volume, tentando mostrar a avaliação por diversos ângulos e pontos de vista, mas firme na ideia de que o seu valor se encontra no potencial de melhorar processos e resultados educacionais.

    São Paulo, março de 2015

    Maria do Socorro Taurino

    CAPÍTULO 1

    A educomunicação e a avaliação nos novos cenários do ensino-aprendizagem

    Profª Nádia Conceição Lauriti

    Introdução

    O conceito de educomunicação vem se firmando há algumas décadas no Brasil (Soares, 1995; 1999; 2000) para designar um novo campo de conhecimento e de intervenção social que se delineia na interface entre a Comunicação e a Educação.

    Soares (2000) circunscreve essa nova área emergente no campo do planejamento e da execução das políticas de comunicação educativa, tendo como objetivo a criação e o desenvolvimento de ecossistemas comunicativos mediados pelos processos de comunicação e por suas tecnologias.

    O autor define a educomunicação como

    (...) o conjunto das ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos presenciais ou virtuais (tais como escolas, centros culturais, emissoras de TV e rádio educativos, centros produtores de materiais educativos analógicos e digitais, centros coordenadores de educação a distância ou ‘e-learning’, e outros...), assim como o coeficiente comunicativo das ações educativas, incluindo as relacionadas ao uso dos recursos da informação no processo de aprendizagem. (Soares, 2000, p. 63)

    O educomunicador é visto como um profissional que deve estar preparado para enfrentar as contradições inerentes a um campo ainda em formação e atuar em todas as atividades em que se faz necessária a utilização dos processos e recursos da comunicação, a partir de uma perspectiva pedagógica adequada ao momento histórico.

    Em sua abordagem, o autor identifica algumas áreas que não se excluem, nem se sobrepõem, mas aglutinam diferentes ações possíveis de serem exercidas pelo educomunicador. São elas:

    a) Área da gestão comunicativa nos espaços educativos, voltada para o planejamento, execução e avaliação de projetos, programas, processos e procedimentos que se articulam no âmbito da Comunicação, da Cultura ou da Educação;

    b) Área da mediação tecnológica nos processos educativos, que abrange os procedimentos em torno dos múltiplos usos das tecnologias da informação e da comunicação na educação a distância;

    c) Área da educação para a comunicação (Media Education ou Media Literacy) que é a mais antiga área que aproxima a Comunicação da Educação e refere-se ao estudo da relação entre os polos vivos do processo de comunicação (estudos de recepção), assim como, no campo pedagógico, à formação de receptores autônomos e críticos frente aos meios de comunicação;

    d) Área da expressão artística mediada pela produção midiática;

    e) Área da pesquisa e reflexão epistemológica sobre a inter-relação Comunicação/Educação como fenômeno cultural emergente que corresponde tanto aos estudos voltados para o entendimento e para a legitimação desse novo campo, quanto para todos os projetos de pesquisa voltados para cada uma das vertentes arroladas acima.

    É a aproximação dessas quatro áreas que delineia o desenho do campo da educomunicação, a partir de um substrato comum que é a ação comunicativa nos espaços educativos, contemplando a comunicação interpessoal, a grupal, a organizacional e a massiva, utilizadas com o objetivo de produzir e desenvolver ecossistemas comunicativos por meio de ações educativas e formativas.

    Assim, este artigo insere-se na área de pesquisa e reflexão epistemológica sobre o campo da educomunicação, tendo por hipótese que a análise e a discussão das interações educomunicativas em qualquer uma das suas dimensões não podem afastar-se das metanarrativas da avaliação. Comunicação, educação e avaliação estão visceralmente interligadas por serem áreas que sempre pedem constante negociação de significados e ressignificações de sentidos, além do exercício permanente dos movimentos avaliativos (Lauriti, 2001, p.57).

    Nos tempos-espaços atuais da educação, a necessidade dessa inter-relação vem se consolidando cada vez mais intensamente, em consequência do vertiginoso crescimento dos novos cenários educativos criados pelos ambientes virtuais de ensino-aprendizagem.

    Considerando-se essa perspectiva, para contribuir com essa discussão, centramos esta reflexão em dois eixos: na necessidade de avaliação e validação do material educativo que é utilizado nos ambientes virtuais de ensino-aprendizagem e no papel da educomunicação nos processos avaliativos do ensino-aprendizagem, ressaltando-se a importância do feedback dos resultados nesse contexto.

    1. A gestão educomunicativa e a necessidade de validação de material instrucional em ambientes virtuais de

    aprendizagem

    Conforme delineada acima, a educomunicação pode revelar-se como uma perspectiva produtiva para que se analisem os processos avaliativos associados ao ambiente virtual de aprendizagem que os cercam e podem condicionar a sua eficácia. Por essa razão a perspectiva ampliada proposta, que aproxima Educação, Comunicação e Avaliação, estaria inscrita tanto na área de reflexão epistemológica, quanto na área de gestão da comunicação nos espaços educativos. Esta última constitui o componente pragmático do processo, explicado teoricamente pela reflexão epistemológica e talvez seja essa a área que, operacionalmente, mais necessite dessa aproximação com os processos avaliativos, considerando-se a sua importância e utilidade nos ambientes voltados tanto para as ações educativas formais (presenciais ou a distância), quanto para os dedicados ao desenvolvimento de ações não formais de educação (como as emissoras de rádio e televisão educativas, as editoras e centros produtores de material didático, as instituições que trabalham programas de educação a distância, os centros culturais que desenvolvem programas educacionais, entre outros).

    É necessário que sejam criados instrumentos e procedimentos avaliativos com indicadores precisos de qualidade que possam levar ao aperfeiçoamento de cada um desses processos.

    Considerando-se que a gestão educomunicativa é definida como

    (...) todo processo articulado e orgânico voltado, a partir de uma intencionalidade educativa, para o planejamento, execução e avaliação de atividades destinadas a criar e a manter ecossistemas comunicacionais, entendidos como ambientes regidos pelo princípio da ação e do diálogo comunicativo. (Soares, 2000, p. 38)

    É de se esperar que o educomunicador desenvolva-se também como avaliador, sendo técnica e teoricamente preparado, para analisar a natureza e o grau da efetividade educativa das ações comunicativas que ele planeja, executa ou analisa.

    Por essa perspectiva estaria entre as funções do profissional da educomunicação orientar o processo de validação de material educativo, seja ele instrucional (como em um curso a distância) ou não, (como um produto, um programa de rádio ou de televisão), com a finalidade de detectar deficiências, falhas e fragilidades desse material, para tornar possível a sua revisão e aprimoramento, de forma a assegurar a sua eficiência e eficácia.

    Diante da necessidade de utilização de um determinado material educativo, em uma determinada situação, é importante sua prévia avaliação para que se decida, de acordo com os resultados obtidos, se o material é adequado ou não e se identifique quais são os aspectos que precisam ser aprimorados para assegurar sua qualidade.

    Uma importante contribuição para essa discussão é dada por Chadwick (1974 e 1980) que sugere e descreve etapas, modalidades e procedimentos para a validação de material educativo, focando tanto a avaliação formativa, cujo propósito é de aprimoramento da qualidade do material ou do funcionamento do produto, quanto a avaliação somativa, realizada com o objetivo de validar o material após ter sido testado e revisado nas três primeiras etapas, cujos procedimentos seguem sintetizados no quadro abaixo:

    Quadro 1. Etapas de avaliação

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