Em defesa da escola
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Sobre este e-book
Rosely Sayão - (...) quero deixar claro que, como vamos construir um diálogo com a preocupação de estimular o pensamento crítico de quem se relaciona com a escola, várias vezes abordaremos o que há de problemático no espaço escolar. E, reconheçamos, é difícil mesmo se deixar incomodar e questionar. Mas desassossegar o leitor em defesa da escola é nossa maneira de convidá-lo a participar desse debate.
Julio Groppa Aquino - (...) Ensinar, para mim, significa recriar a possibilidade de observar a vida a partir da narrativa dos antepassados, na forma de legado cultural. E a instituição em que se outorga a alguns essa tarefa de recriação do olhar sobre a experiência humana é hoje, por excelência, a escola.
O calor das ideias em debate aqui nos contagia de tal modo que somos naturalmente levados a nos questionar sobre algumas práticas. É absolutamente tentador entrar na discussão. Por isso, não se omita. Venha conhecer os pontos de vista de Rosely Sayão e Julio Groppa Aquino. Venha participar deste momento vibrante da educação em nosso país. - Papirus Editora
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Em defesa da escola - Rosely Sayão
EM DEFESA DA ESCOLA
Rosely Sayão
Julio Groppa Aquino
Papirus 7 Mares>>
N.B. Na edição do texto foram incluídas notas explicativas. Além disso, as palavras em destaque remetem para um glossário ao final do livro, com dados complementares sobre pessoas e escolas citadas.
Rosely Sayão por Julio Groppa Aquino
Rosely é uma mulher livre e apaixonada, no auge da carreira, do pensamento e da vida. Fez filho, plantou árvore e escreveu livro – tudo no plural. Mas ainda quer mais.
Uma criatura à frente de seu tempo.
Qualificações: psicóloga inquieta, educadora perspicaz, escritora de mão cheia, interlocutora de todas as horas, presença inconteste. Predileções: bons amigos, boa literatura, culinária árabe e italiana, a contemplação das sutilezas do mundo, a serenidade dos que pouco temem.
Uma criatura embebida de seu tempo.
Projeto de vida atual: a travessia da Escola da Ponte à E.M.E.F. Desembargador Amorim Lima. Ídolo: Clarice Lispector. Com ela, um atributo em comum, um desígnio talvez – Não é que eu queira o sublime, nem as coisas que foram se tornando as palavras que me fazem dormir tranquila, mistura de perdão, de caridade vaga, nós que nos refugiamos no abstrato. O que eu quero é muito mais áspero e mais difícil: quero o terreno
(C.L.).
Uma criatura esculpindo seu tempo.
Julio Groppa Aquino por Rosely Sayão
Julio é professor. Respeita os que, com competência e ética, se deixam comover pelo exercício da docência. A esses, dedica admiração e distribui, com generosidade, as ideias que constrói arduamente. Aos outros, nada além de sua implacável inquirição. Tem o dom de expressar os dois polos na mesma forma: palavras, cuidadosa e carinhosamente organizadas em seus livros, aulas, colunas, palestras.
Julio é escritor. Vive em constante tensão com as ideias que o assaltam sem interrupção, frutos de dedicada e permanente reflexão. Domina a arte da leitura dramática e, assim, arrebata muitos que ainda não foram fisgados pelas letras. É com palavras lidas, escritas e ditas que ele afogueia o mundo
, diria Clarice.
Julio é amigo. Em todas as horas. Dedicado, enfrenta o inusitado que o convívio com a diferença produz. Corajoso, vive com intensidade extrema. Brigão, não tolera a intolerância. Brincalhão, provoca sempre aqueles que ama muito, muito, muito. Apressado, está constantemente indo, mas fica sempre.
Julio é fogo.
Sumário
PRÓLOGO VIRTUAL
A causa escolar
Quase professores
Autoridade: Em obras
Oh! Eles não têm limites!
A escola, a família e suas fronteiras
Benditos professores...
Combinados que são caros
O aluno como ele é
O engano de uma geração
Democracia: Abre as asas sobre nós
Glossário
Sobre os autores
Outros livros dos autores
Redes sociais
Créditos
PRÓLOGO VIRTUAL
Caro Julio,
Já faz muito tempo que não nos encontramos. Tenho corrido com tanto trabalho. Além do regular, tem o lançamento de meu último livro ainda este mês e a viagem para conhecer a Escola da Ponte, em Portugal. Que pena que você não vai. Imagino que seu tempo não deve estar muito diferente do meu. Mas tenho um bom motivo – excelente, para falar a verdade – para mais um daqueles nossos papos sobre educação. A Beatriz Marchesini, da Papirus, convidou-me para participar de uma coleção de livros com diálogos sobre temas relacionados à educação. Eles estão lançando agora o primeiro livro: Fomos maus alunos, do Gilberto Dimenstein e do Rubem Alves. Pensei em você imediatamente, é claro. Que tal? Pense com carinho na proposta. Saudade, Rosely.
Querida Rosely,
Quanto tempo! Também ando abarrotado de trabalho. Orientações, aulas, palestras e, para variar, a redação de um livro. Desta vez, será sobre indisciplina. Acho que vai ser legal retomar esse tema. Legal também saber que seu livro está pronto. Estarei no lançamento sem falta. Mas adorei mesmo a ideia de escrevermos algo juntos. Até que enfim! Sempre que nos encontramos, prometemos fazer mais coisas juntos, mas nunca dá certo. Eis nossa chance. Beijo, Julio.
Julio, querido.
A Beatriz pede que retomemos o projeto do livro e sugere que comecemos a desenhar o tema de nosso diálogo. Fiquei bem animada com algumas ideias que podem fazer parte de nossa conversa. Depois de conhecer a Escola da Ponte, fico ansiosa para discutir a democratização, na prática, de nossas escolas. Lá, percebi que praticar as ideias que defendemos a respeito do cotidiano escolar é absolutamente viável e não apenas teorização, como me dizem muito. Aguardo seu ok com sugestões iniciais de como organizar nosso trabalho. Você faz isso bem melhor do que eu. Como sempre, saudades. Até mais, Rosely.
Rosely,
Depois do que você me contou sobre Portugal, fiquei chateado de não ter conseguido ir pra lá com você. Pena. Vou começar a pensar nas linhas gerais do roteiro do livro e envio pra você tão logo quanto possível. Pode ser? Julio.
Julio,
Quando acertamos fazer esse livro, achei que seria um processo mais rápido. Não é. O fato de gravarmos uma conversa não elimina toda a reelaboração do texto, a organização das ideias, a concepção etc. Bem, ao trabalho! Até agora, temos uma ideia a defender: a escola. Como faremos isso? Beijos, Rosely.
Rosely,
Fiquei matutando sobre um eixo argumentativo oportuno para nosso livro. Penso que nossa abordagem deveria enfatizar a experiência escolar como um acontecimento paradoxal (inevitável e, ao mesmo tempo, crucial) na vida dos homens deste tempo. A ideia básica é a da vida escolar como iniciação na vida pública e nos mistérios do mundo, o que comporta também rotinas, repetições, regularidades. Trocando em miúdos, quando se fala de escola, deve-se ter em mente que não se trata apenas de obsolescência e inocuidade, mas de incessante novidade. Quero crer, portanto, que a escola oferece a dupla possibilidade – e no mesmo golpe, aliás – da ordem e da transgressão, do conhecimento cumulativo e do pasmo intelectual, e assim por diante. Entretanto, não quero que pareça uma visão romanceada da vida nas escolas. Não é. Apenas optei por pensá-la numa perspectiva menos maniqueísta e/ou acusatória do que a habitual. Por que não arriscar o inverso, sem ser ingênuo? Eis o pulo do gato
argumentativo, a meu ver. O que você acha disso? Fico no aguardo. Julio.
Fico sempre atônita com suas elaborações. O que posso dizer além de: É isso aí!
? A escola não está agonizando. Ponto. Agora, Julio, que tal traduzir essas ideias num roteiro que possa, minimamente, nos servir de guia durante a conversa? Bom trabalho. Rosely.
Caríssima,
Segue um roteiro geral de temas para o livro. Tomara que você goste.
1) De onde falamos: nossas referências escolares e culturais; 2) a aproximação de ambos ao campo da educação; 3) nossas concepções sobre o trabalho escolar; 4) as questões institucionais da escola contemporânea, 5) as tensões entre o mundo escolar e seu entorno próximo: família, mídia etc.; 6) o foco na relação professor-aluno e na sala de aula; 7) professores e alunos: as atribuições e prerrogativas de cada qual; 8) o trabalho escolar entre o passado e o futuro. Eu bem sei que abordar questões genéricas como essas pode soar como algo gigantesco. Mas talvez valha a pena tentar. Que tal? Beijo, Julio.
Julio,
Gostei muito de iniciar com as referências de nossa formação. Desde aí já podemos defender nossa tese. No geral, creio que você conseguiu resumir e agrupar bem os temas de nossa conversa habitual. Inicialmente pode parecer gigantesco, concordo. Mas não é assim o trabalho do professor? Abordaremos o possível para uma conversa que caiba – em todos os sentidos – no livro, ok? Rosely.
Então, vamos colocar esse bloco na rua. Tem tudo pra tirar boa nota em samba-enredo, evolução, ala das baianas etc. Pode marcar com a Papirus. Minha agenda está apertada, como sempre. Você decide a data para a gravação, que eu me arranjo, ok? Julio.
Julio
Está tudo certo, o aparato está preparado para o dia 21. Na sexta à tarde, vem a Beatriz acompanhada de um colega da editora, o técnico da gravação e um fotógrafo. Para mim, a parte mais
