Pollyanna moça: Pollyanna grows up
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Pollyanna moça - Eleonor H. Porter
Edição bilíngue
Eleanor H. Porter
titlePollyanna Grows Up
Adaptação de Telma Guimarães
Ilustrações de Jefferson Galdino
logo Editora do BrasilPara Marilisa Bertolone Mendes,
amiga querida de tantos anos,
com quem sempre compartilho
doses de Pollyanna.
Pollyanna moça
A visita de Della
Alguns velhos amigos
Um remédio chamado Pollyanna
A senhora Carew começa a jogar
O passeio de Pollyanna
Pollyanna e Jerry
Mais um amigo
Jamie
Pollyanna faz planos
Na casa dos Murphy
Pequenas e grandes mudanças
Pollyanna reencontra a moça do parque
Ciúmes
O retorno de Pollyanna
Recomeçar
Os três hóspedes
Um coração machucado
Amigos
Um segredo bem guardado
Pollyanna e o jogo do contente
Pollyanna e John Pendleton
Um grande mal-entendido
Mais uma vez, o amor!
Pollyanna Grows Up
Glossary
Um fenômeno que atravessa gerações
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ImagemImagemA visita de Della
Della Wetherby tocou a campainha da casa da irmã, Ruth Carew, na Avenida Commonwealth.
– Bom dia, Mary. Minha irmã está? – Della perguntou para a empregada.
– Sim, senhora… Está na sala. Mas disse que não quer ver ninguém.
– Como acho que não sou ninguém
, ela me verá! – Della sorriu, dirigindo-se à sala.
– Della! – Ruth exclamou ao ver a irmã. – De onde você veio? – ela não pôde deixar de sorrir.
– Passei o domingo na praia com duas amigas enfermeiras, mas preciso voltar ao hospital, por isso a visita é rápida – e beijou a irmã.
– Eu já devia saber. Você nunca fica aqui mesmo… – Ruth retrucou, mal-humorada.
– Com esse dia lindo e você trancada em casa. Ruth, você só tem 33 anos! Tem boa saúde, tempo de sobra, dinheiro… E tudo o que faz é ficar em casa, de mau humor! O que mais quer da vida?
– Não quero ver ninguém. Eu não sou como você, Della! E se sou assim é porque não consigo esquecer o nosso Jamie.
– Eu também não o esqueço, querida… Mas não é ficando em casa que vamos encontrá-lo! – Della respondeu.
– Faz oito anos que tento encontrá-lo… Já estou desanimada, Della! – os olhos de Ruth encheram-se de lágrimas.
– Eu sei. E compreendo. Mas me ouça, Ruth… Você precisa reagir. Casou-se cedo com um homem muito mais velho, que logo veio a falecer… Não é por causa disso que você precisa ficar infeliz o resto da vida.
– Se eu pudesse pelo menos encontrar Jamie, tudo seria diferente... – Ruth suspirou.
– Não há nada além de Jamie que possa fazer você feliz? – Della quis saber.
– Penso que não – Ruth suspirou tristemente.
– Acho que precisa de uma boa dose de Pollyanna! – Della deu um salto. – É isso!
– Não sou um de seus pacientes do hospital a quem receita remédios – Ruth respondeu rispidamente.
– Pollyanna é o nome de uma menina e não de um remédio – Della sorriu. – Ela tem uns 13 anos e ficou internada por alguns meses no hospital. O pouco que a conheci foi o suficiente para aprender o jogo de Pollyanna, que é melhor do que muito remédio. Não se fala em outra coisa no hospital desde que ela saiu de lá.
– Jogo? Que tipo de jogo é esse? – Ruth quis saber.
– É o jogo do contente
. Apesar de ter passado por um tratamento bastante doloroso, Pollyanna nunca desanimou. Ao contrário, era só sorrisos. A cada curativo, uma alegria. Pollyanna me recebia com um sorriso todas as manhãs e nunca ficou se lamentando ou triste.
– Pois eu ainda não consegui entender o tal jogo do contente
. Você pode explicar melhor?
– Sim, é claro. A menina era filha de pais muito pobres, perdeu a mãe e foi criada pelo pai, um pastor, e por uma Sociedade Beneficente. Essa entidade também se encarregava de enviar provisões ao pastor. Certa vez, Pollyanna pediu uma boneca de presente e recebeu um par de muletas. Então, o pai ensinou-lhe que podia encontrar felicidade onde pensasse nada encontrar. Pollyanna chorou, é claro, mas o pai disse à filha que devia ficar feliz com as muletas, pois não precisava delas. Foi a partir daí que começou o jogo do contente
. A menina percebeu que o jogo era muito bom e que, quanto mais difícil fosse encontrar a alegria, mais bonito e extraordinário o jogo ficava.
– Como assim, extraordinário? – Ruth Carew indagou, pois ainda não havia compreendido muito bem.
– Você não tem ideia de como esse jogo trouxe resultados no hospital! Dr. Ames disse que a garota revolucionou até a cidade onde morava! Ele conhece o Dr. Chilton, que se casou com a tia de Pollyanna. Depois que o pai de Pollyanna faleceu, ela foi viver com sua tia Polly. A tia era uma pessoa sozinha e amargurada. Foi Pollyanna quem ajudou a reatar o relacionamento dela com o Dr. Chilton. Eles tinham sido namorados no passado. Em outubro, a menina sofreu um acidente e ficou internada no hospital por quase um ano. Foi o Dr. Chilton quem a levou para lá. Mas não adianta só falar sobre ela, você precisa conhecê-la! Receber uma dose
de Pollyanna! – Della finalizou, empolgada.
– Não quero que ninguém tente me mudar – Ruth respondeu secamente. – Nem quero passar por uma revolução
… – ela continuou. – Uma menina aqui em casa fazendo um sermão de como devo ser agradecida e tudo o mais! Eu não suportaria!
– Será que nada mesmo pode ser feito em relação a você? Por que não tenta arrumar uma distração, Ruth… ajudar as pessoas, por exemplo?
– Por que eu deveria? Você sabe que faço boas doações e isso para mim é o suficiente.
– Mas você podia ao menos se interessar por algo que não fosse sua própria vida, Ruth. Isso a ajudaria muito!
– Eu amo você, minha irmã, e gosto que venha me ver. Tudo bem se você se transformou num anjo que pensa no sofrimento dos doentes… Talvez consiga esquecer Jamie, assim, desse modo. Eu, não. Isso só me faria pensar mais ainda nele… Imaginando se ele tem alguém que cuide dele. Além do mais, misturar-me a outras pessoas… Deve ser desagradável!
Della decidiu que não discutiria mais com a irmã. Como estava atrasada para o trabalho, despediu-se de Ruth:
– Devo ir, querida. Combinei encontrar com minhas amigas na estação às doze e trinta – deu um beijo em Ruth e atravessou os salões silenciosos e sombrios, descendo as escadas em direção à rua.
Nem Pollyanna conseguiria modificar a minha irmã!
, suspirou, desanimada.
Na manhã seguinte, uma notícia fez com que Della tomasse novamente o trem para Boston.
– Achei um jeito de trazer Pollyanna para cá, Ruth! Não me interrompa até que eu explique tudo. O Dr. Ames, médico do nosso hospital, recebeu uma carta do Dr. Chilton, marido da tia de Pollyanna. Ele quer fazer uma viagem à Alemanha, mas a esposa não quer acompanhá-lo, pois tem receio de deixar a sobrinha num colégio interno. Ela mudará de ideia se você se oferecer para receber a garota aqui. Pode matriculá-la num colégio das redondezas e pronto! – disse tudo de uma só vez, quase sem respirar.
– Que ideia absurda, Della! – Ruth levou o maior susto.
– Ela não vai dar o menor trabalho. Pollyanna deve ter quase 13 anos!
– Eu não gosto de crianças precoces! – Ruth retrucou, rindo.
Não se sabe se foi a rapidez do apelo ou a história triste da jovem… Mas algo tocou o coração de Ruth naquele momento. Seja o que for, ao sair dali, Della carregava a tarefa de escrever uma carta aos tios da garota, fazendo o pedido.
– Mas, lembre-se – finalizou Ruth –, se essa criança começar a fazer sermões para mim, eu a devolvo na mesma hora!
– Vou me lembrar! – Della despediu-se da irmã, estalando-lhe dois beijos, cheia de entusiasmo.
Metade do meu trabalho está pronto. Resta a outra metade: trazer Pollyanna!
, pensou, enquanto se afastava da casa.
Alguns velhos amigos
Em Beldingsville, naquela noite de agosto, Polly Chilton aguardou até que Pollyanna dormisse e foi falar com o marido sobre a carta que Della lhe enviara. Polly considerou aquele pedido um completo absurdo. A enfermeira se referia a Pollyanna como se ela fosse um remédio que curasse uma doença.
– Vou ler uma carta que recebi de Della Wetherby, do hospital do Dr. Ames.
– Hum… Lá vem problema! – Thomas Chilton jogou-se no sofá.
Antes de começar a leitura da carta, Polly cobriu as pernas do esposo com um cobertor… Tinham se casado há um ano apenas… Ela, aos 41 anos; ele, aos 45.
O tempo em que viveram em solidão já não existia mais!
, ela abriu um sorriso ao receber um carinho de volta.
Cara Senhora Chilton,
Comecei a carta seis vezes e não consegui me decidir como fazer esse pedido. Até que resolvi falar de uma só vez: Quero Pollyanna. Posso?
Conheci seu marido no mês de março, no hospital… Mas presumo que ele não se lembre de mim. Soube que pretende ir para a Alemanha, então meu pedido é que deixe que Pollyanna fique com minha irmã, Ruth. Ela é uma pessoa bastante solitária, de bom coração, mas descontente e infeliz. Pollyanna pode trazer a luz do sol para a vida de minha irmã, curar essa ferida que tem no coração. Eu sei o que ela pode fazer pela vida das pessoas… como tem o poder de transformá-las. Acompanhei tudo no hospital! Só o que ela tem de fazer é permanecer ao lado de Ruth. É claro que ela frequentaria a escola, não se preocupe quanto a isso.
Não sei como terminar esta carta. Não gostaria de ouvir um ‘não’ como resposta. Fico receosa de parar de escrever e ouvir esse ‘não’. Não diga isso, eu peço. Precisamos de Pollyanna. Muito!
Com esperança,
Della Wetherby
– Não acho absurdo querer Pollyanna… – Thomas Chilton sorriu.
– Pollyanna não é um remédio. É uma menina! – Polly estranhou o comentário do marido.
– Pois eu mesmo sempre disse que, se
