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Uma história de amor: um tratado sobre Lucas 15
Uma história de amor: um tratado sobre Lucas 15
Uma história de amor: um tratado sobre Lucas 15
E-book187 páginas2 horas

Uma história de amor: um tratado sobre Lucas 15

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Sobre este e-book

Uma história de amor, é uma reflexão acerca das Parábolas do Amor, narradas no Evangelho de Lucas, capítulo 15. Trata-se de um texto rico, que nos proporciona a compreensão da relevância de cada personagem contido na narrativa de Lucas. É um convite a imersão no complexo e indescritível amor de Deus, bem como um chamado a vislumbrar sua criação sob a ótica incrivelmente doce do amor de Jesus. Entrelaçadas com experiências em que vivenciei a revelação deste amor em minha vida.
IdiomaPortuguês
EditoraEditora Dialética
Data de lançamento1 de dez. de 2020
ISBN9786586897975
Uma história de amor: um tratado sobre Lucas 15

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    Uma história de amor - Renata Cavalcante Moraes

    1. Falando de Lucas 15

    No capítulo 15 do Evangelho de Lucas, são contadas três parábolas, a saber: A Parábola da Ovelha Perdida, a Parábola da Dracma Perdida e a Parábola do Filho Pródigo.

    A Parábola da Ovelha Perdida, conta a história de um pastor cuja ovelhinha se perdeu no deserto.

    A Parábola da Dracma Perdida, fala a respeito de uma dona de casa que perdeu sua dracma tão valiosa.

    A Parábola do Filho Pródigo, conta a história de um filho, que ansiava por aventuras, de um irmão cheio de ressentimentos e de um pai, cujo coração estava cheio de amor. O mais novo, pede sua parte na herança do pai e sai para explorar o mundo. No entanto sua aventura acaba dando muito errado!

    São parábolas que nos falam de cuidado, de atenção, de valorização da vida. É incrível pensar, como Jesus usou situações tão corriqueiras, do dia a dia das pessoas, para nos lembrar que ele se importa.

    É isso mesmo, Jesus se importa conosco, se importa em onde estamos e como estamos. Estas parábolas foram escritas em resposta a crítica dos fariseus, para demonstrar a imensidão deste amor e nos lembrar que amar nos leva a trilhar um caminho que o apóstolo Paulo chama de muito mais excelente. Em I Cor.13, 1 a 13, está escrito:

    "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia, saiba todos os mistérios e tenha todo o conhecimento e tenha uma fé de mover montanhas, se não tiver amor nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo que eu possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor nada disso me valerá. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo suporta.

    O amor nunca perece, mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos, quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei plenamente, da mesma forma que sou plenamente conhecido.

    Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor" (Bíblia da Mulher de Fé-Nova Versão Internacional).

    Este capítulo tão lindo das Escrituras Sagradas, conhecido como Hino ao Amor, nos permite perceber que o verdadeiro amor não se preocupa com o que é verdadeiramente seu, mas, com o que é do outro, com o bem-estar do outro. Não pode ser feliz, sem tornar feliz o objeto de seu amor.

    Temos o exemplo perfeito disso no livro de Ruth.

    Ruth e Orfa eram mulheres moabitas que se casaram com os filhos de Elimeleque e Noemi. Malon e Quilion eram os nomes deles. Elimeleque morreu, posteriormente morreram seus dois filhos. Diante disso aquelas três mulheres se tornam viúvas. Noemi não possuía outros filhos que pudessem desposá-las, como era costume em Israel, e ambas não tiveram filhos com seus respectivos maridos, não restando assim qualquer laço que as unisse a Noemi. Por ter ficado sozinha, no meio de um povo que não era o seu, e por saber que havia pão outra vez em Belém; Noemi decide voltar para sua terra. Porém em sua decisão de voltar, ela também decide, abrir mão da companhia de suas noras e as instrui a voltar para suas respectivas famílias e para os deuses de seus pais. Neste momento de profunda tristeza, gerado pela separação e pelo luto, Ruth e Orfa se agarraram a sua sogra, ambas desejaram permanecer com ela. Penso que Noemi, era uma grande mulher, caso contrário, não conseguiria despertar em suas noras um amor tão profundo. Mas ao decidir voltar à Belém, Noemi tenta despertá-las à consciência de que nada tinha para oferece-las, sendo assim nada podia fazer por elas. Noemi as orientou a retornar à casa de seus pais. Orfa então beijou sua sogra e tomou uma decisão humana, natural. Despediu-se, voltou à casa de seus pais. Isto era seu direito, ela precisava refazer a vida, casar-se, ter filhos. Existem situações em nossas vidas, que receberemos o aval de Deus para tomar decisões sem que isto nos traga peso. Mas Ruth nutria um amor diferenciado por Noemi. Um amor acima de seus próprios interesses. Um amor que não consegue ser feliz se não souber que o outro está bem. Um amor que abre mão do seu próprio bem-estar, em razão do bem-estar do outro. O amor de Ruth por Noemi, é um tipo do amor de Jesus por nós. Um amor que se doou, que abriu mão da própria vida para que o outro pudesse viver. Como aquela velha senhora se sustentaria sozinha? O que ela faria para sobreviver? Noemi havia perdido tudo. E mesmo não tendo mais nada que receber daquela mulher, Ruth se deu. Permaneceu, cuidou, trabalhou para sustentar sua sogra. Não está escrito na Bíblia, mas penso que isso agradou tanto a Deus que Ruth entrou para a genealogia de Jesus! Foi agraciada com a mais alta honra que alguém poderia imaginar. Aquela mulher, estrangeira, foi resgatada por Boaz, dentre tantas em Israel. Aleluia! Hoje quando lemos a genealogia do rei Davi, ela está lá, pois foi a sua bisavó, quando lemos a genealogia do Cristo, Filho de Deus, lá está o nome dela, para nos fazer lembrar que o amor é o maior de todos os mandamentos. O Senhor nos amou antes da fundação do mundo, o Senhor nos amou quando ainda éramos apenas um projeto, e como ele nos amou? Com amor de Pai. Amor perfeito! A Bíblia não nos revela o que aconteceu com Orfa, talvez ela tenha refeito a vida e tenha tido um destino comum a todo ser humano. Um destino baseado em sua escolha natural. Podemos pensar que ela casou, teve filhos. Isso eu não posso afirmar, mas imaginar que seja assim. Mas Ruth! Tem um livro nas Escrituras Sagradas só para contar a sua história! Escolheu o que ninguém escolheria, viveu o que ninguém viveria! Viveu o sobrenatural!

    E aí fica o meu conselho à você meu amado leitor: Se você deseja viver uma vida dentro do padrão da normalidade, amém. Tome decisões naturais e faça o que todo mundo faz. Viva uma vida dentro da média e seja feliz. Mas se você deseja viver o sobrenatural de Deus, ter uma vida acima do padrão, chegar aonde poucos chegaram, ser alguém diferente. A receita é: Faça o que ninguém faz e aí você vai viver o que ninguém vive, ou seja, o que poucos vivem. Este foi o segrego da vitória de Ruth. Anos e anos antes de Jesus nascer, ela amou com amor de Jesus!

    Vale a pena amar, vale a pena se doar. Mais uma vez eu tenho que dizer: Aleluia!

    E este é o amor que eu encontro no capítulo 15 do Evangelho de Lucas, um amor que se doa, um amor que não se conforma em perder. Um amor que perdoa. Falaremos mais sobre cada uma das parábolas adiante. Porque nos próximos capítulos encontraremos outros personagens, muito interessantes, diga-se de passagem, os quais vale a pena conhecer mais a fundo:

    Os publicanos, os pecadores, os fariseus e os mestres da lei. Vamos falar um pouco deles também.

    Vamos construir esta história como um quadro pintado. Cada personagem sendo representado na gravura, para que possamos entender o drama por trás da narrativa de Lucas 15.

    Espero que você meu amado leitor, embarque comigo nesta aventura! E melhor ainda, espero que goste, e mais ainda, espero que nunca mais você seja o mesmo! Como dizem os jovens no Facebook: Aha! (Emoticon - Carinha de sorriso).

     2. Alguns personagens muito interessantes!

    Todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo. Mas os fariseus e os mestres da Lei o criticavam. Este homem recebe pecadores e come com eles". (Lc 15.1 e 2)

    Este versículo é riquíssimo para mim, porque é como um quadro, pintado para ilustrar a natureza do ministério de Jesus, e ao mesmo tempo as situações pelas quais ele teve que passar.

    De um lado os publicanos e pecadores que se reuniram para ouvi-lo e do outro lado os fariseus e os mestres da Lei o criticavam. Ao estudarmos os Evangelhos, podemos notar que durante todo seu ministério, as coisas foram assim. Aqueles que eram doutores da Lei, ou seja, da Palavra, perderam a oportunidade de beber na fonte, de aprender com aquele que é o Verbo, o Logus, a Palavra encarnada. Mas os publicanos, os pecadores, precisavam de cura, de perdão, de salvação e eles jamais perderiam esta oportunidade. Porque só precisa de médico, aquele que sabe que está

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