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Missões: a Hora chegou
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E-book247 páginas4 horas

Missões: a Hora chegou

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Sobre este e-book

Fazendo uso de suas experiências pessoais bem como de diversas passagens bíblicas o autor procura motivar o leitor a refletir em maneiras criativas e inovadoras para fazer avançar a obra missionária, mesmo em sua cidade. No final de cada capítulo há textos adicionais e recursos para pequenos grupos de estudo.
IdiomaPortuguês
EditoraCPAD
Data de lançamento1 de dez. de 2020
ISBN9786586146141
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    Pré-visualização do livro

    Missões - Olinto de Oliveira

    Portanto, meus amados irmãos, mantenha-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados a obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil (1 Co 15.58, NVI).

    É verdade que a grande maioria dos cristãos, por motivos vários como, geográficos, saúde ou financeiros, nunca visitará um Campo Missionário. Mas isso não deve deter-nos ou nos entristecer porque podemos manter uma presença bem mais acentuada e constante fazendo visitas regulares através da oração [...].

    Um Amigo Leal

    Era uma batalha decisiva em uma dessas guerras registradas na História Moderna. O pelotão, que tinha como ordem prioritária defender e manter a sua posição contendo o avanço do inimigo, estava sofrendo baixas enormes. Durante uma das investidas decisivas, tanto os oficiais como os comandados estavam fazendo o possível para manter pelo menos o status quo, buscando, ao mesmo tempo, preservar as suas vidas.

    Em um momento intenso durante a batalha, um dos soldados falava alto para o seu superior na intenção que a sua voz alta abafasse o barulho da artilharia que repercutia bem perto deles:

    — Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor! Solicito permissão para buscá-lo! — disse o soldado ao seu tenente.

    — Permissão negada! — replicou o oficial. — Não quero que arrisque sua vida por um homem que provavelmente está morto!

    O soldado, ignorando a proibição, saiu e, uma hora mais tarde, regressou mortalmente ferido, transportando o cadáver do seu amigo. O oficial estava furioso:

    — Eu não já tinha te dito que ele estava morto?! Agora eu perdi dois homens! Diga-me: valeu a pena ter ido lá para trazer um cadáver?!

    E o soldado respondeu tentando abafar a dor que sentia devido aos ferimentos que tinha recebido:

    — Claro que sim, senhor. Pois, quando eu o encontrei, ele ainda estava vivo e pôde me dizer: Tinha certeza de que você viria!.

    O verdadeiro amigo é aquele que vem quando todos vão embora!

    Um pensador cristão disse certa vez: Muitos crentes consagrados jamais alcançarão os campos missionários com os seus próprios pés, mas todos poderão fazê-lo com os seus joelhos. Um pensamento muito importante!

    O propósito deste livro é apresentar experiências e informações que venham motivá-lo a refletir em maneiras criativas e inovadoras para fazer avançar a obra missionária. Por exemplo: Você já pensou em si mesmo como um missionário? (Missionário não necessariamente no sentido tradicional, como aquele que está em um país estrangeiro, mas na posição de alguém comissionado pelo Senhor no trabalho de ganhar almas).

    Temos uma Ordem a Cumprir

    No Evangelho escrito por Mateus no capítulo 28, a ordem dada pelo Mestre aos discípulos — e, consequentemente, à sua Igreja — é a de ir e conquistar as nações.

    Isso é o que o Senhor espera que façamos além do exercício de qualquer outro ministério. Anunciar o evangelho é a função do povo de Deus. Nosso dever é buscar as almas perdidas, estejam elas em solo brasileiro, estejam em outro continente. Cada cristão tem a obrigação de ser um evangelista, exercitando com sabedoria e diligência os talentos que o Senhor da seara tem dado a cada um.

    Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. (Mt 25.14-30, ARA).

    Infelizmente, generalizou-se a ideia de que, para alguém pregar o evangelho, precisa de uma formação bíblica qualificada. É por isso que muitos se acham inadequados e buscam estudos formais em Teologia focando principalmente numa graduação, entendendo que, potencialmente, tal qualificação dará melhor habilidades para o testemunho cristão.

    Com toda certeza, o estudo teológico é muito válido para a vida cristã e até indispensável para o desenvolvimento de um ministério eclesiástico. Todavia, o ato de pregar o evangelho é, na sua essência básica, compartilhar o que Deus fez e está fazendo principalmente na vida de quem está pregando. O conhecimento bíblico formal é válido e essencial — até quando este compartilhamento deixa de ser evangelístico e torna-se doutrinário. Nesta fase, o ensino formal e metódico das disciplinas teológicas tornam-se indispensáveis.

    Quando o Senhor Jesus comissionou os seus discípulos, a intenção era que, ao saírem, pudessem vibrantemente compartilhar aquilo que viram e experimentaram durante os dias em que estiveram com o Mestre, ou seja, o que vivenciaram nos seus dias gastos na companhia do Senhor Jesus. É isso que o Senhor espera que você e eu façamos hoje. Complicamos as coisas quando teologizamos a mensagem simples do evangelho.

    Em certa ocasião, eu conversava com uma cristã que apresentava as suas desculpas e frustrações por não se achar capaz de compartilhar o evangelho com outras pessoas. Basicamente, ela defendia a posição de que não tinha o preparo necessário e, portanto, não se achava capacitada. Ela ia adiante defendendo a postura de que, por ser o evangelho coisa santa, apenas pessoas com treinamento apropriado e portadoras do devido credenciamento ministerial expedido por uma igreja ou denominação deveriam pregar o evangelho. Com isso, segundo ela, seria evitado uma série de problemas e de mal-entendidos.

    Entendi o que ela quis dizer e até concordo em parte por que o exercício formal de um ministério realmente exige não só um chamado vocacional da parte de Deus, como também um preparo formal técnico-teológico para a execução deste trabalho.

    Mas o que Jesus pede que os seus seguidores façam é anunciar. Esse anúncio, na realidade, torna-se bem mais eficaz quando a experiência pessoal com a fé é compartilhada. Para isso, o que precisamos é ter uma experiência de vida com Jesus.

    Numa outra ocasião, um jovem disse para mim:

    — Missionário, eu gostaria tanto de pregar o evangelho, mas não sei como fazer.

    Novamente, a questão do treinamento formal estava nublando a razão daquele jovem. Então, eu disse para ele:

    — Vamos fazer uma experiência. Se eu te perguntasse agora: Olha, eu preciso achar um bom médico, porque não estou me sentindo bem e preciso ser medicado. Você já foi a um médico que gostou? Poderia me dizer o nome e onde fica o consultório?.

    O rapaz respondeu:

    — Sim, conheço. Isso é muito fácil porque é o médico da minha família. Gostamos e confiamos muito nele.

    Então, eu disse para ele:

    — Você viu? Ficou tão fácil para você falar e indicar alguém que você conhece. Agora, pense na questão espiritual. O que você precisa fazer com o evangelho é a mesma coisa, ou seja, é falar para as pessoas que você conhece Jesus e que Ele é o Todo-Poderoso. Que não apenas resolve situações de ordem física e emocional, mas também, e principalmente, aquelas de ordem espiritual. O que precisamos apresentar as pessoas é o que o próprio Jesus dispôs-se a fazer:

    Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mt 11.28-30)

    Pregar o evangelho é, principalmente, apresentar a afirmativa de que Jesus é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém pode chegar a Deus se não for por Ele (Jo 14.6).

    Um Testemunho Eficaz

    Ele [Jesus] chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou menos meio-dia quando Jesus, cansado da viagem, sentou-se perto do poço.

    Uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse:

    — Por favor, me dê um pouco de água.

    (Os discípulos de Jesus tinham ido até a cidade comprar comida.)

    A mulher respondeu:

    — O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água?

    (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.)

    Então Jesus disse:

    — Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida.

    Ela respondeu:

    — O senhor não tem balde para tirar água, e o poço é fundo. Como é que vai conseguir essa água da vida? Nosso antepassado Jacó nos deu este poço. Ele, os seus filhos e os seus animais beberam água daqui. Será que o senhor é mais importante do que Jacó?

    Então Jesus disse:

    — Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.

    Então a mulher pediu:

    — Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.

    — Vá chamar o seu marido e volte aqui! — ordenou Jesus.

    — Eu não tenho marido! — respondeu a mulher.

    Então Jesus disse:

    — Você está certa ao dizer que não tem marido, pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim, você falou a verdade.

    A mulher respondeu:

    — Agora eu sei que o senhor é um profeta! Os nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo.

    Jesus disse:

    — Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus.  Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.

    A mulher respondeu:

    — Eu sei que o Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para nós.

    Então Jesus afirmou:

    — Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias.

    Naquele momento chegaram os seus discípulos e ficaram admirados, pois ele estava conversando com uma mulher. Mas nenhum deles perguntou à mulher o que ela queria. E também não perguntaram a Jesus por que motivo ele estava falando com ela.

    Em seguida, a mulher deixou ali o seu pote, voltou até a cidade e disse a todas as pessoas:

    Venham ver o homem que disse tudo o que eu tenho feito. Será que ele é o Messias?

    Muitas pessoas saíram da cidade e foram para o lugar onde Jesus estava.

    Enquanto isso, os discípulos pediam a Jesus:

    — Mestre, coma alguma coisa!

    Jesus respondeu:

    — Eu tenho para comer uma comida que vocês não conhecem.

    Então os discípulos começaram a perguntar uns aos outros:

    — Será que alguém já trouxe comida para ele?

    — A minha comida — disse Jesus — é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer.  Vocês costumam dizer: Daqui a quatro meses teremos a colheita. Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita. Quem colhe recebe o seu salário, e o resultado do seu trabalho é a vida eterna para as pessoas. E assim tanto o que semeia como o que colhe se alegrarão juntos. Porque é verdade o que dizem: Um semeia, e outro colhe.  Eu mandei vocês colherem onde não trabalharam; outros trabalharam ali, e vocês aproveitaram o trabalho deles.

    Muitos samaritanos daquela cidade creram em Jesus porque a mulher tinha dito: Ele me disse tudo o que eu tenho feito.  Quando os samaritanos chegaram ao lugar onde Jesus estava, pediram a ele que ficasse com eles, e Jesus ficou ali dois dias.

    E muitos outros creram por causa da mensagem dele. Eles diziam à mulher:

    Agora não é mais por causa do que você disse que nós cremos, mas porque nós mesmos o ouvimos falar. E sabemos que ele é, de fato, o Salvador do mundo. (Jo 4.5-41 NTLH, sem ênfase no original).

    Essa é uma história muito conhecida para aqueles que leem o Novo Testamento. Preciso de sua atenção para alguns pontos que fazem desse episódio acontecido entre Jesus e uma senhora algo muito relevante quando também visto na ótica da prática da pregação do evangelho.

    Em primeiro lugar, temos que observar a atitude de Jesus no compartilhar as Boas Novas. Ele quebrou propositalmente uma barreira cultural e social ao abordar aquela senhora para pedir água. O texto é bem claro e, creio eu, autoexplicativo. Por isso, gostaria de prender-me apenas a alguns pontos para salientar o

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