O piano
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O piano - Edgar J. Hyde
Capítulo 1
Cramlington
Roger Houston olhou o espelho, sinalizou à esquerda e guiou o carro para uma vaga na lateral da rua. Sua esposa, ao seu lado, bocejou e se espreguiçou.
– Onde estamos? – ela perguntou sonolenta.
– Num lugar conhecido como Cramlington. Não é mesmo bonito? – ele falou. – Acho que vou acabar dormindo no volante se não parar um pouco para esticar as pernas. É melhor acordar as crianças.
A família Houston voltava do feriado de Páscoa e estava na estrada desde o início da manhã. O senhor Houston sentia os olhos doerem por causa do esforço de dirigir por tanto tempo e precisava descansar um pouco.
Cramlington
– pensou o senhor Houston – parece o lugar perfeito para parar e almoçar
.
As crianças, acordadas pela mãe, esfregaram os olhos, esticaram-se preguiçosamente e estavam prontas para sair do carro.
– Não esqueça a malha, Victoria. Provavelmente está mais frio do que você imagina – disse a mãe.
– Você também, Darryn. Onde está o seu casaco?
Enquanto a senhora Houston estava ocupada arrumando as crianças, o marido se debruçou para fora do carro, para sentir o frescor do ar marítimo.
– Belo lugar este, realmente pitoresco – ele disse, sem se dirigir a ninguém em particular. – Estranho nunca termos passado por aqui antes.
Seus pensamentos foram interrompidos pela família, que ruidosamente se espalhava pela calçada. Como de costume, o cabelo de Roger esvoaçou em todas as direções, enquanto ele via a filha quase adolescente se olhar no espelho lateral do carro para ajeitar a franja, antes de conferir se as unhas pintadas de azul metálico não estavam lascadas.
– Pai, mãe, podemos ir a uma loja de brinquedos? Podemos? Por favor, por favor! – Darryn dava pulos a olhava ansiosamente para seus pais, esperando deles alguma resposta. O pai balançou a cabeça com a cara feia.
– Ouça, filho – ele disse ao filho de 6 anos de idade –, já temos brinquedos novos em excesso guardados no porta-malas do carro. Não vamos comprar mais nenhum. Estou surpreso que o carro consiga se mover com todo esse peso na traseira.
Darryn ficou momentaneamente cabisbaixo. Em seguida, animado, pegou na mão do pai e perguntou: – Posso comprar umas balas, então, pai, posso? Por favor, tenho dinheiro sobrando no bolso, por favor…
Segurando a mãozinha grudenta do filho (o que será que essa criança andou comendo?
– pensou consigo mesmo), o pai virou à esquerda em uma pequena rua antes de murmurar distraidamente: – Vai depender de você comer ou não o almoço, meu garoto.
A mãe e Victoria caminhavam atrás, em um ritmo mais lento. A mãe admirava os belos canteiros nas janelas, que enfeitavam as fachadas das pequenas casas caiadas de branco. Victoria esperava encontrar alguma loja de esportes ou de beleza. Quando viraram na pequena rua, elas acharam o pai e Darryn, com o nariz colado na vitrine de uma loja.
Olhando para cima, a mãe viu o cartaz Larkspur Music
na entrada da loja. Ela e a filha se juntaram aos outros, e também grudaram o nariz na vitrine quando viram os instrumentos guardados lá dentro. Embora tudo estivesse muito empoeirado, a família ficou empolgada ao ver uma série de instrumentos musicais: um violoncelo, alguns violinos, violões, uma imensa bateria que ocupava quase todo o lado esquerdo da vitrine e muitos outros.
– Ora, vamos entrar – disse a mãe, reparando no aviso de aberto
colocado na frente da porta. Embora nem ela e nem o marido tivessem qualquer habilidade musical, Emily Houston sempre quis ser capaz de tocar alguma coisa. A família empurrou a porta e entrou, e ali estava, bem no centro da loja, o mais belo piano que eles já tinham visto.
Quase todo branco, ficava orgulhosamente com a tampa aberta, exibindo as teclas polidas que simplesmente pareciam gritar quando eram tocadas. Victoria, com três anos de aulas de piano, foi a primeira a correr seus dedos ao longo das teclas.
– Ora, mãe, é perfeito! Podemos comprá-lo, por favor?
O pai ficou chocado.
– Comprar, Victoria? Você não pode estar falando sério. Sabe quanto custa uma coisa dessas? Feche a tampa, depressa. Você sabe que não deve tocá-lo.
– Não seja tão duro com ela, querido – a mãe interveio. – Entendo perfeitamente como ela se sente. Esse piano é realmente muito bonito.
E ela também se aproximou do piano e correu seus próprios dedos ao longo das teclas.
Quando criança, Emily Houston quisera que seus pais a tivessem mandado para aulas de piano, mas infelizmente o dinheiro era sempre necessário para outras coisas, e ela nunca realizou esse desejo.
– Posso ajudar vocês? – perguntou uma voz do outro
