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Deus amor - Chiara Lubih
Sumário
Apresentação da coleção
Introdução
Uma chave de leitura
Um prelúdio
Observações
Agradecimentos
Ao leitor
1 Deslumbrada pelo amor infinito de Deus
1. A admiração
2. Um antes e um depois
3. Deus: a minha vida, o meu Ideal
4. A via principal para estar sempre em Deus
5. O aspecto fundamental
2 Se você soubesse como é grande o dom de Deus!
1. Amados desde sempre
2. Que eleição! Que escolha!
3 Quem ama conhece o Amado e os seus gostos
1. Amor e conhecimento de Deus
2. Os gostos do amado
3. Ele nos olha, escuta, espera
4 Por amor à verdade
1. Fugir das meias medidas
2. Feliz do próprio nada
3. Saber dar uma reviravolta no mundo
4. Querer ver a verdade frente a frente
5 Serviço à verdade
1. Deus é Aquele que é, a realidade
2. Acreditar no Seu amor
3. É esse Amor que nos torna irmãos
6 Uma contínua vida a dois
1. O que pedir a Deus?
2. Vos chamo amigos (Jo 15,15)
3. Uma troca admirável
7 Rumo ao encontro pleno com Ele
1. O motivo para se lançar rumo à vida verdadeira
2. A morte não é, Deus é
8 No Filho: viver como filhos
Apêndice
Fontes
Apresentação da coleção
Deixa a quem te segue apenas o Evangelho.
Chiara Lubich desdobrou esse Evangelho de muitíssimos modos, concentrados em doze eixos: Deus Amor, a Vontade de Deus, a Palavra de Deus, o Amor ao próximo, o Mandamento Novo, a Eucaristia, o dom da Unidade, Jesus Crucificado e Abandonado, Maria, a Igreja-comunhão, o Espírito Santo, Jesus presente em nosso meio.
Tais pontos são um clássico
escrito na alma e na vida de milhares de pessoas de todas as latitudes, mas faltava um texto póstumo onde fossem reunidos trechos, inclusive inéditos, que os ilustrassem por meio de:
– uma dimensão de testemunho pessoal, ou seja, como Chiara Lubich os entendeu, aprofundou e viveu;
– uma dimensão de penetração no mistério de Deus e do homem;
– uma dimensão de encarnação nas realidades humanas, com um cunho comunitário, em sintonia com o Concílio Vaticano II (cf. Lumen gentium, n. 9).
Esta coleção contém 12 livros úteis para quem deseja:
– ser acompanhado na vida espiritual por uma grande mestra do espírito;
– aprofundar o aspecto de comunhão da vida cristã e seus desdobramentos na Igreja e na humanidade;
– encontrar Chiara na vida de cada dia, conhecer o seu pensamento e descobrir pormenores autobiográficos dela.
Introdução
É muito urgente que a questão de Deus volte a ser central. E não se trata de um Deus que de certa forma existe, mas de um Deus que nos conhece, que nos fala e que tem a ver conosco, e que, além do mais, é também nosso juiz.
São palavras de Bento XVI no livro-entrevista Luce del mondo¹. Comenta assim aquilo que ele próprio havia afirmado, isto é, que os problemas do momento histórico atual são consequência do fato de que Deus não é mais ouvido. Para o papa, a questão Deus
não é apenas uma exigência que deve ser aprofundada intelectualmente, mas uma realidade que tem repercussões na vida de cada um de nós.
Chiara Lubich diz algo semelhante, com aquele estilo que lhe é peculiar; ela também avalia o risco que existe para o futuro da humanidade e, colocando o foco no fruto da própria experiência, ela a traduz em um desafio: Deus amor, crer no seu amor, responder ao seu amor amando, eis os grandes imperativos de hoje. São o essencial que a geração atual espera. Sem ele, o mundo ameaça correr para depois desgovernar-se, como um trem descarrilado. Descobrir, ou melhor, redescobrir que Deus é amor é a maior aventura do homem
².
Essa antologia de escritos ou discursos de Chiara Lubich, que pairam ao redor do tema de Deus, pode nos ajudar a aceitar o desafio e a nos lançar, ou a nos relançar, nesta aventura.
É uma aventura de outros tempos? Pode parecer que sim. Blaise Pascal, no século XVII, denunciou a miséria do homem sem Deus, mas o nosso século parece decididamente orientado a afirmar o oposto, isto é, a miséria do homem com Deus: já não está naturalizada, já não se capta no ar a ideia de que Deus é realmente inútil, que atrapalha a liberdade do homem, é um obstáculo para sua felicidade?
Mas qual Deus atrapalha a liberdade do homem? Certamente não o Deus de Jesus Cristo, mas o Deus que o homem forjou para si à própria imagem e semelhança, cuja atitude é modelada de acordo com a nossa, nós que buscamos poder, autonomia, vingança.
Certamente não é o Deus que Chiara Lubich conheceu. Na descoberta fundamental que foi uma espécie de detonador da sua experiência de Deus, um pequeno big bang para a vida dela e a de muitos, ela o conheceu como Aquele que ama, que a ama pessoalmente, de forma incomensurável, e que ama cada homem da mesma maneira. Para entrar nesta realidade, foi suficiente o simples anúncio feito por um padre: Deus ama você imensamente
.
Tal episódio, que poderia não ter sido determinante, está enxertado em um terreno preparado. Chiara, muito jovem, tem, como ela própria conta, um grande e único desejo: entender Deus, entender quem é Deus, como Deus é feito, o que Deus pensa, entrar em Deus
³. Ela espera poder satisfazer esse desejo estudando em uma universidade católica, mas as circunstâncias não permitem que ela se matricule. Eis, então, que enquanto percebe que o sonho desmorona, com a dor inconsolável de não poder mais conhecer quem é Deus, ela percebe em seu coração como que uma voz sutil que lhe diz: Eu serei o teu mestre
⁴.
Animado assim pelo desejo de Deus, o anúncio que lhe é feito – que Deus é amor e ama imensamente – desencadeia em Chiara o anseio de amá-lo e fazer com que Ele seja amado. A reflexão de Chiara sobre Ele não é intelectual; ela não o isola em conceitos. Recebeu um anúncio determinante para responder sem medo ao Amor: amando.
Nós, teólogos,
– escreve F. Varillon – para evitar ficarmos queimados [em contato com Deus], interpomos entre Ele e nós a tela do conceito. Ou melhor, secretamente nos alegramos que o conceito exista, opaco. Faz as vezes de proteção, de refúgio, de armadura. Mesmo se purificada, a ideia de Deus nos protege de Deus, uma vez que nenhuma purificação intelectual pode conseguir despojar a pessoa na própria raiz: para isso, é preciso a Presença ativa e transformadora
. Nos místicos, homens e mulheres sem nenhuma pretensão, ao invés, a conversão do coração, no sentido bíblico do termo, também é uma conversão da inteligência. Gosto por Deus e senso de Deus indissoluvelmente. Eles são mais teólogos do que o teólogo que convidaram para jantar; o Evangelho é interpretado de forma mais luminosa por eles do que por ele. Nele, as ideias atuam como uma tela, neles não. Ele veio armado de conceitos; retorna despojado de tudo, exceto da Presença irrefutável
⁵.
Neste volume, todo permeado por essa Presença, alguns textos atestam a centralidade de Deus na vida de Chiara Lubich, do início até o último suspiro (cap. 1). Outros destacam a magnificência dos dons de Deus para o homem e, consequentemente, o quanto ele é precioso aos olhos de Deus (cap. 2). Outros ainda colocam em relevo o que Chiara conseguiu perceber sobre os gostos e as atitudes de Deus (cap. 3). Como encontrá-lo, como estabelecer-se
Nele e não o barganhar por outros deuses é o tema dos capítulos 4 e 5. Os frutos desse estar
em Deus são ilustrados principalmente no cap. ٦, no qual Deus é conhecido de modo experiencial como amigo, irmão, pai, esposo. Nem a morte, a maior prova que o homem pode dar de sua fé no amor, podia passar em silêncio (cap. 7). O capítulo final (cap. 8) delineia o retrato daqueles que tiveram a graça e a coragem de acreditar no amor de Deus e viver de acordo com essa fé.
Não é um tratado, portanto, mas a oferta de uma vida marcada pela aventura de entrar em Deus pela porta do amor. E também pela porta estreita
da verdade, que a ela está conectada, porque Deus é amor e também verdade, como Chiara escreve ainda muito jovem, em 1948: Assim e somente assim: fazendo a verdade, amamos! Caso contrário, o amor é um sentimentalismo vazio, enquanto o verdadeiro Amor é Cristo Jesus, é a Verdade, o Evangelho!
⁶.
Sim, porque o Deus bíblico é ao mesmo tempo Ágape e Lógos: Caridade e Verdade, Amor e Palavra
⁷.
Uma chave de leitura
Precisamente por esse entrelaçamento entre amor e verdade, duas cartas da década de 1940, uma mais focada no amor e a outra, na verdade, guiaram-nos na seleção de textos que poderiam traçar o caminho de uma vida inteira no relacionamento com Deus Amor. Essas cartas, como também o restante dos escritos da década de 1940, devem ser consideradas particularmente importantes, de alguma forma paradigmáticas, porque é ali que o carisma
