O logos hermenêutico em teologia: de uma racionalidade hermenêutica a uma leitura plural da economia da revelação cristã
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O logos hermenêutico em teologia - Tiago de Fraga Gomes
1 A REVELAÇÃO CRISTÃ COMO EXPERIÊNCIA HERMENÊUTICA
Segundo Geffré, é possível falar de revelação em um sentido amplo, enquadrando nesse parâmetro muitas religiões que reivindicam para si a mensagem de um fundador ou Escrituras sagradas, e em um sentido estrito, referindo-se propriamente a uma revelação divina. Comumente, consideram-se as três grandes religiões monoteístas como religiões reveladas em sentido estrito. Nelas, a Escritura é a mediação pela qual a voz sem voz de Deus torna-se Palavra de Deus para a humanidade. O sentido estrito de revelação, iniciado com a religião de Israel, é algo peculiar na história das religiões. Seguindo nesse viés, o cristianismo nutrirá constantemente a consciência de uma tensão entre a autoridade da Palavra de Deus e a autoridade derivada da experiência humana como fides ex auditu que responde a uma Palavra inédita. Contudo, no contexto do racionalismo moderno, e especificamente durante a controvérsia antideísta, a teologia católica fomentou uma apologética supranaturalista, identificando a revelação com um corpo de verdades indemonstráveis que se somam às verdades acessíveis à razão[ 1 ], sem perceber, como afirma Costadoat, que a voz de Deus pronunciada nos loci theologici, precisa ser escutada e discernida.[ 2 ]
Geffré salienta que esse corte da revelação em relação à história e à experiência humana caracterizou a objetivação protagonizada pela crise modernista na teologia católica, com desdobramentos nas questões a respeito do método histórico-crítico e da autenticidade da consciência religiosa, ambas vistas pejorativamente pelo magistério eclesiástico, justamente pela compreensão de que as mesmas colocariam em xeque a transcendência da revelação. A insistência na contraposição ao imanentismo modernista e ao subjetivismo protestante retardará o empenho por uma conciliação necessária entre revelação e experiência histórica, optando-se, erroneamente, por uma concepção metafísica de revelação, e vendo a historicidade e a experiência de fé como brechas para a entrada do relativismo e do subjetivismo no fazer teológico. Felizmente, essas falsas oposições foram superadas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) e pela renovação da teologia fundamental. Atualmente, a partir de uma reflexão hermenêutica sobre a linguagem da revelação, compreende-se que, apesar da revelação ser fruto da iniciativa transcendente e gratuita do amor divino que se autocomunica, ela só pode ser percebida a partir da imanência das experiências humanas, no âmbito da historicidade, constituindo-se em um evento perpetuamente contemporâneo, superando-se, assim, a concepção de uma revelação como comunicação a partir do alto de um saber fixo uma vez por todas.[ 3 ] Costadoat sustenta que a consciência da historicidade caracteriza o giro antropológico e hermenêutico da teologia no século XX. O aggiornamento, o ressourcement e o desenvolvimento doutrinal fizeram a teologia direcionar o seu olhar, a partir das questões do presente, para as fontes do passado e para as perspectivas de futuro, a fim de lançar luzes para o diálogo com o tempo
