Tecnologia Social como viabilizadora de negócios de impacto sustentáveis: como o capitalismo e o socialismo podem caminhar juntos para o fomento da economia de propósito
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Sobre este e-book
O conceito de ideia-ação tem como objetivo promover e estimular pensamentos e ações com foco no empreender com propósito.
Já pararam para pensar como seria o mundo se os empreendedores, independentemente do quão "capitalistas" sejam, ganhassem dinheiro de forma meritocrática, mas com um propósito social?
Como transformar o modelo de economia capitalista em economia de comunhão, ajudando a desenvolver uma sociedade mais justa e equalitária? Este livro não mudará o mundo, mas, influenciando corações e mentes dos leitores, já teremos dado o primeiro passo.
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Pré-visualização do livro
Tecnologia Social como viabilizadora de negócios de impacto sustentáveis - Renato Guimaraes Rodrigues
AGRADECIMENTOS
Aos meus orientadores do Mestrado, pessoas extremamente capazes e inclusivas, que desempenham seu papel de educadores com maestria: Veronica Elói de Almeida, Alessandro Jatobá e Regina Célia de Moraes, que me estimularam a pensar diferente e disseminar minhas ideologias transformadoras e transformadas
com o público em geral.
Aos meus colegas, José Luiz Teixeira e André Machado que compartilharam ideias importantes para desenvolvimento deste livro.
À Lia Rossi, inspiradora deste trabalho, minha gratidão pelo incentivo, sugestões e energia.
À minha família maravilhosa Flavia, Felipe, Neuza e Bombom, sem os quais jamais teria perseverado para chegar até aqui.
Finalmente, a todos que, de alguma forma, colaboraram com a transformação de um propósito em algo tangível, esperando que o resultado desta obra estimule e inspire novos empreendedores sociais.
SOBRE O AUTOR E SEU DILEMA...
É com imensa satisfação e sentimento de realização que publico esta obra desenvolvida com muita paixão. Este livro é fruto de minha indignação com as disparidades sociais existentes. Vivemos numa sociedade conformada, muitas vezes, por pura comodidade, em que modelos econômicos existentes mostraram-se ineficazes e, sobretudo, antagônicos: o capitalismo, por definição, egoísta e o socialismo, em sua essência, retrogrado. Todo esse cenário é nocivo à construção de uma sociedade de comunhão. Mas antes de mergulharmos nesse tema, gostaria que você se conectasse comigo conhecendo um pouco da minha história.
Sou Carioca, nascido em Vila Isabel, filho de pai marceneiro e mãe professora; casado com Flavia, uma pessoa que me complementa em todos os sentidos. Como casal, somos um exemplo de uma sociedade heterogênea: pensamos de forma diferente, discordamos em muitos aspectos, mas, ao final, buscamos a melhoria contínua e o consenso da ideia divergente, por mais paradoxo que pareça ser. Não é fácil, e não deve ser fácil a conciliação. É preciso saber negociar, ceder e perseverar, sempre com respeito e ética. Não devemos ser hipócritas de achar que a vida é um conto de fadas. Em uma briga
por quem tem a razão, faz-se necessário o sustento de nossas teses com dados e fatos, de forma íntegra. E assim, já se vão 33 anos nessa jornada. Temos um filho único maravilhoso. Único não só pelo fato de não ter um irmão, mas também por representar tudo aquilo que tento transcrever nesta obra. Felipe é minha fonte de inspiração. É a prova de que o mundo tem cura.
No âmbito acadêmico, sou Mestre em Novas Tecnologias Digitais na Educação pela Associação Carioca de Ensino Superior (UNICARIOCA), com especialização em Gestão de Organizações e Negócios de Impacto Social, MBA em Controladoria pela Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET), pós-graduação lato sensu em Engenharia Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e graduação em Ciências Estatísticas.
Na esfera profissional, exerço, atualmente, a função de Gerente de Auditoria, com quase 35 anos de experiência no mundo Corporativo atuando em áreas de Gestão com ênfase em Gerenciamento de Projetos, Melhoria Contínua e Gestão de Mudanças. Fundador da empresa de consultoria em Transformação Social Ideia-Ação
.
Moro na Barra da Tijuca, bairro de classe média alta no Rio de Janeiro, cercado por mansões e carros ostentosos. Ao meu redor, é notório perceber que a situação, que já era difícil para uma população que vive em situação de grande pobreza, tornou-se ainda mais dramática com a chegada da pandemia de Covid-19. Nos cruzamentos da Av. das Américas, por toda sua extensão, são vistos diariamente dezenas de crianças e adolescentes, vendendo balas, fazendo malabares ou atuando como pedintes. Os motoristas, por sua vez, têm reações distintas: alguns desaceleram o carro para deixar o sinal abrir, outros fingem
que estão vendo o celular para desviar o olhar, alguns simplesmente ignoram, outros dão alguma moeda e uma minoria abre o vidro para uma conversa rápida, ou seja, sentimentos antagônicos de medo e piedade.
Nas minhas saídas da Unicarioca para almoçar, notava, de um lado, pessoas mendigando às margens do canal da Avenida Paulo de Frontin e, de outro, os transeuntes (como eu) caminhando próximos desses indivíduos de forma normalizada. Como foi possível chegarmos a um estágio como esse? Se não fizermos nada que transforme, de forma sustentável, as vidas dos jovens em situação de vulnerabilidade social, possivelmente, em um futuro breve, serão as próximas pessoas a viverem nas ruas.
Um documentário que ilustra minha inquietação é o Lixo Extraordinário (Walker, 2010). Nele é relatado o trabalho do artista plástico Vik Muniz com a comunidade que sobrevive de reciclagem no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O documentário mostra que cerca de 50% desses trabalhadores moram em barracos de madeira e papelão ou palafita, sem saneamento básico. Num trecho, Muniz cita que, em suas experiências com o fazer artes em projetos sociais, a principal conquista é tirar as pessoas, nem que por poucos minutos, do lugar onde eles estão e mostrar a essas pessoas um outro mundo, um outro lugar, pois isso pode mudar tudo. Muniz enfatiza, ainda, que é preciso estar próximo para notar o valor do seu humano, perceber o apetite para a mudança e se colocar no lugar do outro, demonstrando empatia, pois a percepção, à primeira vista, em uma visão estereotipada e distante fisicamente, é de que tudo parece ruim, sem solução.
Nesse documentário, em uma das falas, Vik Muniz supõe que: muitas pessoas de classe média baixa que conseguiram ter uma vida melhor como ele, poderiam por algum infortúnio da vida estar vivendo em condições de vida similares a daquelas pessoas [...]
.
Refletindo sobre meu início de vida, percebo que meu ciclo poderia ter tomado um rumo diferente, já que cresci numa família de classe média sem bens ou heranças, que enfrentou dificuldades financeiras em alguns momentos. O fato é que, apesar das inúmeras dificuldades, perseverei para chegar aonde cheguei. Possivelmente a cor de pele, meu endereço e o apoio familiar, contribuíram para que eu não fosse um ser invisível na sociedade. Reconheço meus privilégios e solidarizo-me com os que ainda não tiveram as mesmas oportunidades.
A primeira conquista que quero compartilhar baseado em minha experiência de vida é não se sentir diminuído ou invisível. É necessário elevar a autoestima e lutar para se fazer escutado e acreditado, superando a vontade de desistir quando ela
