O adolescente na virtualidade da psicanálise
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Sobre este e-book
Escrita com uma linguagem coloquial, a obra, porém, não perde seu caráter formal, de modo que todos possam desfrutar do conteúdo sem a necessidade de conhecimento prévio da área.
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O adolescente na virtualidade da psicanálise - Igor Alexandre Capelatto
O ADOLESCENTE NA VIRTUALIDADE DA PSICANÁLISE
IGOR ALEXANDRE CAPELATTO
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A clínica psicanalítica com adolescentes necessita, para constituir-se, saber fazer equivaler seu espaço a esses espaços por onde a confiabilidade possível de ser por eles dirigida a um adulto se ponha como minimamente estabelecida para a recepção de seu dizer.
Rodolpho Ruffino
AGRADECIMENTOS
Agradeço a todos os mestres que me ensinaram e ensinam, ao longo de minha jornada de estudos e de práticas. Agradeço aos meus pais, Ivan e Heloisa, e ao meu irmão Iuri, por seus sábios ensinamentos na área da psicanálise, da psicologia e afins. Agradeço o carinho e o companheirismo de minha namorada Jessica. E o apoio de todos, parentes, amigos, colegas e alunos, que sempre contribuíram com meus estudos e ensinamentos.
Agradeço ao Centro de Formação e Assistência à Saúde (Cefas) – instituição e professores –, pelas excelentes oportunidades oferecidas e pelo conhecimento proporcionado durante a minha formação em Psicanálise; aos departamentos de Educação, Linguagem e Artes, à Secretaria de Extensão da Unicamp, à instituição e a seus professores e pesquisadores, pela oportunidade de desenvolver trabalhos ligados a linguagem (linguística), artes (visuais e multimeios) e educação, tendo a psicanálise como meio de pesquisa, seja em trabalhos de disciplinas, seja no mestrado (dissertação), seja no doutorado (tese), ou trabalhando com grupo de pesquisa (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq) ou, ainda, ministrando aulas.
Por fim, agradeço a todos os que se dedicam a atender adolescentes, foco deste livro, principalmente por serem seres humanos em constante transformação, com lutos, perdas e aprendizados, com muitas angústias e desejos que precisam aprender a enfrentar e com os quais terão que lidar e conviver.
SUMÁRIO
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
Acolhimento das angústias, permitir dizê-las e ter quem as escute
A demanda do adolescente
O adolescente nos tempos atuais
1. O ADOLESCENTE EM ANÁLISE
O setting e o adolescente
O timing do adolescente
Acordo, reiterando a confiabilidade
A linguagem do adolescente
Múltiplos espelhos da adolescência
A colaboração da família: A relação das figuras parentais na busca de ideais novos
Um setting em constante arranjo
Escolhas de adulto, resquícios da infância: Uma confusão em adolescer
Angústia de ser humano
Subjetividade em crise: A individualidade em confronto com a demanda do grupo
2. ENFIM, O ADOLESCENTE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NOTAS
SOBRE O AUTOR
REDES SOCIAIS
CRÉDITOS
PREFÁCIO
A análise em tempos de virtualidade: Uma tarefa nova em um velho mundo de conceitos, preconceitos, mitos e tentativas
É com muito orgulho, honra e prazer que aceitei este gentil e carinhoso convite de meu filho, professor doutor Igor Alexandre Capelatto, para prefaciar esta inteligente e necessária obra no campo da psicanálise.
Nosso mundo viveu, de forma ansiosa e desarticulada, as experiências da Covid-19, cuja consequência mais extrema no sentido de atingir nossa saúde mental foi o isolamento e a necessária adesão ao uso e ao abuso da vida virtual, no trabalho, no ensino escolar e nos atendimentos médicos, psicológicos e psicanalíticos.
Observei, nos atendimentos, que adultos e idosos conseguiram dar conta desse período de quarentena, mas crianças (de 2 a 9 anos) e adolescentes tiveram prejuízos em seu desenvolvimento, pela falta de contato presencial tanto com os colegas quanto com os professores. Também observei um prejuízo psíquico ocorrido no intenso contato com os pais, em que as dificuldades de relacionamento afetivo se misturaram a extremas crises de intolerância e ausência de limites – um fenômeno que nomeei de "bullying doméstico, no qual pais e outros familiares próximos a essas crianças e a esses adolescentes se perderam em relação à maneira de cuidar, trazendo à tona o pior do que sobrou dos
restos" de sua infância e adolescência feridas.
No ano de 2018, fui convidado a prefaciar uma obra[1] de dois amigos sobre a relação entre pais e filhos. Nesse prefácio, coloquei a experiência de 50 anos atendendo crianças e adolescentes:
Hoje (...) ainda me dedico ao atendimento de crianças e adolescentes de risco, mas, surpreendentemente, não são mais os autistas e os esquizofrênicos. São pequenas crianças oriundas de escolas de alto nível, em muitas das vezes, com queixas que vão desde os transtornos de atenção, dificuldades na aprendizagem (o que abala de maneira agressiva a autoestima), dificuldades na relação social (muitas vezes despertada pelo bullying), transtornos depressivos (cujo primeiro sinal é ou o aumento da agressividade hetero ou autodirigida como também o isolamento, o silêncio e a ideação suicida) e transtornos chamados opositores-desafiadores (muito comuns).
A pandemia colocou os pais e cuidadores numa difícil situação de convivência, pois crianças, adolescentes e seus pais e professores precisaram inventar
uma nova forma de relação interpessoal: os pais tiveram dificuldades em colocar limites e desejos, muitas vezes pela ausência prolongada, mesmo estando no mesmo ambiente; os adolescentes se viram às voltas com o difícil contato presencial e com a facilidade dos contatos virtuais com colegas, nos jogos on-line e nas aulas, em que pouco ou nenhum aproveitamento tiveram.
Hoje, podemos voltar ao atendimento psicanalítico presencial, embora muitos de nossos clientes adolescentes aproveitem a facilidade do recurso on-line, pois moram em outros estados ou outros países. Sabemos que o recurso mais importante numa análise é a transferência, e, assim, sugiro que os atendimentos presenciais sejam feitos sempre no mesmo consultório, para preservar o setting, que faz parte dos recursos transferenciais. Nos atendimentos on-line, sugiro que o analista sempre atenda no mesmo visual, evitando borrar
o fundo de onde está e que peça ao adolescente que também não borre
seu cenário e nem o troque por outro (recursos que o computador oferece).
Esta obra
