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Eu, Uma Orquídea!
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E-book95 páginas1 hora

Eu, Uma Orquídea!

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Sobre este e-book

Neste livro, escrito em linguagem clara e acessível, descrevemos uma conversa informal, obviamente fictícia, entre uma pessoa e uma orquídea. Nele, a orquídea aborda alguns aspectos das plantas em geral, que julgamos interessantes, curiosos e capazes de despertar a atenção de muitas pessoas, embora tais aspectos sejam amplamente divulgados e reconhecidos pelo mundo científico. Mas, em alguns capítulos, a conversa envereda para a Neurobiologia das Plantas (NBP), um ramo relativamente recente da ciência, cujos defensores, resumidamente, defendem a ideia de que as plantas estão longe de se comportar como seres “passivos” no ambiente em que vivem. Ao contrário, admitem que elas possam sim ser dotadas de inteligência e até mesmo de consciência, à “moda delas”, é verdade, mas podem. A NBP tem despertado “conflitos” acalorados entre os seus defensores e os biólogos convencionais, por assim dizer. Não entraremos em detalhes em relação a esses “conflitos”. O que basicamente se pretende, é ratificar que as plantas são seres altamente complexos e que a “linha” que nos separa possa ser mais “fina” do que alguns imaginam. Se este livro puder contribuir, ainda mais, para o desenvolvimento de uma mentalidade de mais respeito com a Vida e com os variados ambientes naturais deste Planeta Azul, poderemos supor que ele atingiu seu propósito fundamental. Ou, pelo menos, como alguns possam preferir: “Valeu a intenção da semente”. Boa leitura!
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento2 de mai. de 2024
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    Eu, Uma Orquídea! - Wilson Roberto Paulino

    Eu, uma orquídea!

    (Inteligência e consciência)

    Sumário

    Prólogo.....................................................................3                                                                                                                                                   

    À Sombra das árvores..............................................10

    Vanda, muito prazer!...............................................14

    Água de beber.........................................................24

    Luz do sol que a folha traga e traduz.........................30

    E a vida continua!.....................................................47

    E que vivam as amizades! – parte 1...........................55

    E que vivam as amizades! – parte 2...........................67

    Conjecturas Preliminares.........................................81

    Neuras ou neuros?............................................94

    Despedida: abraços e beijinhos!.............................105

    Prólogo

    A Neurobiologia das Plantas (NBP) surgiu há alguns anos, um ramo relativamente recente da ciência em que grupos internacionais de pesquisadores apresentaram uma proposta revolucionária: um novo campo de pesquisas na biologia das plantas, buscando compreender como esses seres percebem, processam e respondem às circunstâncias e aos estímulos do meio ambiente em que vivem. Para tanto, foram considerados vários fatores, que incluem a combinação de moléculas e a sinalização elétrica, química e hidráulica entre as células vegetais, entre muitos outros aspectos.

    Os proponentes da NBP admitem que os recentes avanços científicos podem permitir a compreensão de que as plantas são seres ativos, sensíveis e altamente integrados com o meio ambiente em que vivem, interagindo com os mais variados fatores abióticos (luz, água, temperatura, etc.) e bióticos (não somente os seres vivos da sua própria espécie, mas também seres vivos de outras espécies).

    E vão além: consideram que as plantas podem sim ser inteligentes e dotadas de uma espécie de sistema nervoso.

    Mais ainda: elas poderiam também ser conscientes do que acontece em seus organismos e no meio ambiente ao seu redor. Não seriam, pois, organismos passivos, meros autômatos. Ao contrário, seriam seres capazes de aprender, memorizar e tomar variadas decisões diante das muitas situações com as quais se deparam no meio ambiente.

    Entre outras coisas, as plantas seriam dotadas de um sofisticado idioma químico que lhes permitem se comunicar com outros seres da própria espécie e, como se disse, com seres de espécies diferentes. O organismo das plantas seria formado por um complexo sistema integrado que permite a comunicação ao longo de todo o corpo vegetal.

    Não foram poucas as reações advindas de muitos pesquisadores em vários países. Complexidade é uma coisa, inteligência é outra!. Plantas não têm neurônios e muito menos cérebro!. As alegações de que as plantas são seres que pensam não é algo que possa ser levado a sério no meio científico!. Essas são algumas das variadas opiniões emitidas por cientistas diversos. A ausência de neurônios verdadeiros é mais do que alguns pesquisadores podem tolerar. Tais argumentos, contrários à NBP, são comumente utilizados, entre tantos outros.

    Desse atual conflito há alguns pesquisadores convencionais, digamos assim, que navegam nesses dois setores, tolerando certas convicções contrárias às suas, com base, quem sabe, e principalmente, na pressuposição de que ainda há muito o que se aprender. Alguns desses pesquisadores, talvez mais moderados, até admitem que possa haver uma espécie de inteligência vegetal, um tipo especial de inteligência, à moda delas, por assim dizer, mas consciência, aí já seria demais.

    Outros, mais radicais na defesa de suas ideias, emitem, e não tão raro assim, até mesmo opiniões pouco elegantes sobre o assunto, definindo o que os adeptos da NBP propõem como simples tolices, devaneios sem fundamentos, e por aí vai.

    Mas os defensores da NBP afirmam que em nenhum momento se disse que as plantas têm sistema nervoso como o dos animais. Mas elas têm uma rede de ferramentas biológicas, com sistemas extremamente refinados, que lhes permitem resolver situações de elevada complexidade, e, sob essa ótica, seriam sim organismos inteligentes.

    E, ainda, argumentam eles, é perfeitamente possível um comportamento inteligente se desenvolver na ausência de um sistema nervoso como o dos animais, não havendo, imperiosamente, a necessidade de um cérebro, de uma sede nervosa, ou seja lá qualquer outro nome que se possa dar a esse tipo de estrutura.

    O que é preciso é a presença de uma rede de percepção, transmissão, processamento, armazenagem de informações ambientais, por meio da condução de sinais elétricos, hidráulicos e químicos, constituindo uma intrincada e complexa rede de processamento de informação, o que lhes confere características cognitivas típicas de organismos inteligentes e conscientes, como memória, aprendizagem, previsão do futuro, análise custo-benefício, entre outras coisas, para a resolução de problemas e auto reconhecimento (Parágrafo adaptado de Neurobiologia das Plantas – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz,  Esalq – USP,  20 de setembro de 2020). E isso as plantas têm!

    Na verdade, não existe uma definição universal e consensual de inteligência, muito menos de Vida. Nesse debate acalorado entre os defensores da NBP e seus críticos, resolução de problemas e capacidade de decisão são expressões chaves. E como as plantas são dotadas de tais atributos, seriam sim seres inteligentes, segundo a NBP.

    Afinal, uma das concepções de inteligência, menos ligada ao cérebro, a define como a capacidade de reagir, da maneira mais adequada, aos desafios apresentados pelo meio ambiente e pelas circunstâncias, como afirma o pesquisador e neurobiólogo vegetal italiano Stefano Mancuso, uma das autoridades de maior renome mundial nesse campo da ciência e professor associado à Universidade de Florença (Itália). Aliás, muitos julgam que o comportamento inteligente é uma das propriedades da Vida.

    E se o termo consciência for definido como o estado de estar desperto e alerta para seu ambiente, algo como se estar online, então as plantas podem perfeitamente se qualificar como seres conscientes, afirma o pesquisador supracitado. Como era de se esperar, em ambos os casos, os estudiosos da neurobiologia vegetal jogam nesse campo.

    Nunca é demais lembrar, porém, que já foram identificados nas

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