Explore mais de 1,5 milhão de audiolivros e e-books gratuitamente por dias

A partir de $11.99/mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja
A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja
A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja
E-book151 páginas1 hora

A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja

Nota: 0 de 5 estrelas

()

Ler a amostra

Sobre este e-book

Esta obra tem como objetivo primordial levantar a questão sobre a importância do aconselhamento bíblico no ministério da igreja local. Em cada capítulo, procuro mostrar o quanto é importante e primordial que a igreja envolva em sua missão o ministério do aconselhamento. Destaco tal questão por entender que a igreja é uma comunidade terapêutica, e por isso, tem em sua missão a responsabilidade de propiciar a recuperação do ser humano. A leitura deste livro levará na reflexão sobre a importância deste ministério fundamental para o cuidado pastoral da igreja.
Interessado? Prossiga então na leitura!
IdiomaPortuguês
EditoraEditora Dialética
Data de lançamento29 de ago. de 2024
ISBN9786527035695
A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja

Relacionado a A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja

Ebooks relacionados

Cristianismo para você

Visualizar mais

Avaliações de A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja

Nota: 0 de 5 estrelas
0 notas

0 avaliação0 avaliação

O que você achou?

Toque para dar uma nota

A avaliação deve ter pelo menos 10 palavras

    Pré-visualização do livro

    A Importância do Aconselhamento Bíblico no Ministério da Igreja - Manoel da Silva

    1 ACONSELHAMENTO PASTORAL: MINISTÉRIO NA IGREJA LOCAL

    1.1 Definindo aconselhamento pastoral

    Desde tempos apostólicos, o aconselhamento tem ocorrido na Igreja como função natural da vida espiritual do corpo.² Jesus deixou um legado nesta área à sua igreja. Quando aqui esteve desenvolvendo sua missão, mantinha conversas individuais com várias pessoas, discutindo com elas sobre as suas necessidades pessoais.

    Nos anos que seguiram à sua ascensão, foi à igreja que deu continuidade ao seu ministério do ensino, da evangelização e do aconselhamento. No livro de Atos, vê-se que a igreja foi além de uma comunidade que se envolvia com a evangelização, o ensino e o discipulado, ela era também uma comunidade terapêutica.

    Como uma comunidade terapêutica, a igreja exercia o cuidado pastoral dos cristãos de forma integral. Ela não somente cuidava das necessidades espirituais do indivíduo, mas também, das necessidades físicas e mentais. Havia na igreja um envolvimento de todos. Cada indivíduo era assistido em suas necessidades, como também assistia aos que necessitavam.

    No Novo Testamento podem-se ver, claramente, instruções sobre este envolvimento do povo de Deus, à Igreja de Cristo, neste cuidado integral através do aconselhamento. ... admoestem-se uns aos outros (Romanos 15.14); ... exortai-vos mutuamente (Hebreus 3.13); consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1 Tessalonicenses 4.18); consolai-vos uns aos outros, e edificai-vos reciprocamente uns aos outros (1 Tessalonicenses 5.11); confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados (Tiago 5.16). E Paulo escreve em Gálatas 6.1,2 que como igreja, deve carregar as cargas uns dos outros, e assim cumpriremos a lei de Cristo.

    Fica claro nestes textos bíblicos que essas instruções são aplicadas à Igreja em todo tempo, e não somente a um grupo específico de pessoas. Assim o aconselhamento e, especificamente, o aconselhamento pastoral é um dever necessário da vida cristã e da comunhão, objetivando o resultado da verdadeira maturidade espiritual.³

    Mas tem sido a igreja orientada neste caminho? Aos servos e servas do Senhor têm se oferecido ensinamentos, nesta área, que os capacitem e preparem para que se envolvam e envolva a igreja neste ministério do aconselhamento pastoral? Nos seminários e faculdades de ensino teológico o que eles têm recebido, prepara-os para auxiliar as pessoas no enfrentamento de seus problemas e crises? Infelizmente, a resposta a essas questões, no geral, não tem sido satisfatória.

    O que se pode ver é que nos seminários e faculdades de ensino teológico, a maioria do ensino feito na área de aconselhamento pastoral, parte do princípio do que se tem por base e informação. Ou seja, aquilo que nos livros e experiências são extraídos pelos professores da disciplina. E na verdade apesar de terem essa disciplina, os alunos em sua maioria saem do seminário sem uma noção exata da profundidade e variedade de problemas que lhe serão trazidos pelas pessoas.

    Em seu livro O Aconselhamento Cristão edição século 21, Gary Collins compartilha a experiência de um jovem pastor, que havia terminado o seminário. A sua pequena congregação estava crescendo, e ele queria dar-lhe uma liderança de que ela tanto necessitava. A questão era que os seus dias e até as noites, algumas vezes, eram tomados por um fluxo contínuo de pessoas que o procuravam, trazendo-lhe os mais variados tipos de problemas. Esse jovem pastor afirmou que apesar de ter feito no seminário a disciplina de aconselhamento, não foi avisado de que havia tanta gente necessitada. Disse ele:

    Nunca nos disseram que um pastor podia encontrar casos de violência doméstica, incesto, medo, confusão, ameaças de suicídio, homossexualismo, alcoolismo, uso de drogas, depressão, ansiedade, culpa, crises familiares, distúrbios alimentares, estresse crônico e um monte de problemas. Tivemos uma matéria chamada aconselhamento, mas nunca imaginamos a profundidade e a variedade dos problemas que iríamos encontrar depois da formatura.

    No entanto, apesar do quadro acima parecer desolador e qual tenha sido a formação do servo de Deus, não parte deste escolher se vai ou não aconselhar. A questão é que ele terá que aconselhar, já que isso será quase inevitável. Pessoas, assim como o foi com o jovem pastor da história acima, procurar-lhe-ão, levando-lhe seus problemas em busca de orientação e de uma palavra de sabedoria. Como escreveu Wayne Oaste, sua opção não é entre aconselhar ou não, mas sim entre aconselhar de maneira organizada e competente, ou fazê-lo de forma caótica e incompetente.

    Mas são as instituições de ensinos teológicos, as maiores responsáveis pelo despreparo das pessoas no envolvimento do aconselhamento? Recai sobre elas a responsabilidade do preparo, que habilite os seus alunos para o enfrentamento das lutas de um aconselhamento? Não. E por que não? Pelo fato de se entender que o papel de uma instituição teológica é o de fornecer ao aluno as ferramentas que lhe sirvam de apoio para seu trabalho. E dar-lhe as orientações sobre o manuseio dessas ferramentas. É da responsabilidade do aluno procurar aperfeiçoar-se, a cada dia na eficiência do uso dessas ferramentas.

    Em um curso de um semestre não se tem como oferecer ao aluno tudo que ele precisa saber e experimentar sobre as questões pessoais e espirituais do homem. O que lhe oferece é a base da estrutura, na qual ele com sua dedicação e pesquisa irá construir sobre ela ação do seu aconselhamento.

    Albert Friesen em seu livro, Cuidando do Ser, faz essa observação ao escrever que apenas o estudo de livros não pode oferecer ao líder espiritual à segurança de que necessita para aconselhar de forma eficaz. Faz-se necessário que este tenha um treinamento, seja supervisionado e tenha por parte de colegas, reforços que o estimulem e corrijam quando necessário.⁶ Isto reduzirá sua angústia, possibilitando-lhe a prática de um aconselhamento em forma de roll-play⁷, onde se pode errar, sem consequências negativas ao aconselhamento.⁸

    Nesta dinâmica, que começa nos bancos de uma faculdade e prossegue no treinamento e na supervisão do dia a dia é que se obtém uma maneira organizada e competente, como orienta Wayne, e também uma noção clara do que venha a ser o aconselhamento pastoral, bem como o da importância do aconselhamento pastoral no ministério do cuidado pastoral da igreja local.

    Isso conduzira também no entendimento de que é necessário, urgente e importante o envolvimento, não somente de um grupo especializado, mas de toda igreja neste processo do aconselhamento pastoral, como se pôde ver nos textos bíblicos citados acima.

    A realidade, no entanto é que algumas igrejas, pela sua desinformação sobre a importância do ministério de aconselhamento pastoral na vida total da igreja, como auxiliador às pessoas e seus mais variados tipos de problemas, têm, infelizmente, negligenciado esse ministério, atribuindo-o ao pastor, e ou a alguns líderes, essa tarefa e que por sua vez, eles, pastor e líderes, não têm como, muitas das vezes, atender uma demanda tão intensa e extensa. Cabe lembrar a advertência que Jetro fez a Moisés: Vendo o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só [...]. Não é bom o que fazes. Certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo. O trabalho te é pesado demais; tu só não o podes fazer (Êxodo 18.14,17,18).

    Por outro lado é fato também que há nas igrejas, em seu rol de membros, pessoas que exercem em alguns momentos a função de aconselhamento. Baseando-se em suas experiências de vida e na maneira como, às vezes, resolvem seus conflitos, têm atraído pessoas para se aconselharem na busca de soluções para seus problemas e conflitos. Aqui reside uma ótima oportunidade e um campo fértil para o envolvimento da igreja. Um bom treinamento e preparo será importante para que essas pessoas e todo o restante da igreja entendam a dinâmica do aconselhamento pastoral bem como as ajude no exercício de um aconselhamento eficaz.

    É importante entender que o aconselhamento é mais que simplesmente aconselhar. É ter uma relação responsiva que se busca em um trabalho intenso, conduzir a pessoa no entendimento de seus problemas e como vencê-los, visando assim ao seu crescimento espiritual. É dar estímulo e orientação, para que a pessoa enfrente as suas perdas e desapontamentos e experimente em sua vida um crescimento espiritual. Isto nos revela que o aconselhamento pastoral traz para dentro dele as responsabilidades que são aferidas tanto ao conselheiro como ao aconselhado. Nos treinamentos e preparo da igreja para esse envolvimento, deverá ficar claro toda essa dinâmica do envolvimento no aconselhamento que visa ajudar e auxiliar as pessoas com seus problemas.

    Há uma citação que Mannoia faz em seu livro Aconselhamento Pastoral sobre a definição que Paul Johnson dá sobre o que é aconselhamento pastoral. Paul afirma que o aconselhamento pastoral é "uma relação responsiva emergindo da necessidade expressa de vencer trabalhosamente as dificuldades,

    Está gostando da amostra?
    Página 1 de 1