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A Indústria Cultural e o Consumo das Massas
A Indústria Cultural e o Consumo das Massas
A Indústria Cultural e o Consumo das Massas
E-book133 páginas1 hora

A Indústria Cultural e o Consumo das Massas

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Sobre este e-book

Esta obra, "A Indústria Cultural e o Consumo das Massas", faz uma analogia sobre a teoria crítica retratada no livro Dialética do Esclarecimento de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, fundadores da escola de Frankfurt, em uma época de intensa movimentação política e sublevação social. A Alemanha aparecia no contexto mundial, como o berço das inovações de grandes descobertas nas áreas das ciências sociais, nas artes cênicas e na música. A escola de Frankfurt apresentava uma nova interpretação ao marxismo, e os pensadores desta Escola acreditavam que o capitalismo era o responsável por alienar as pessoas sob a ótica do capital voltado para o lucro. Esta era uma ideologia imposta às pessoas a consumirem produtos de baixa qualidade e preço e, dessa forma, o crescimento exponencial da indústria e do capital era o que mais importava. "A Indústria Cultural e o Consumo das Massas" induz o leitor a pensar criticamente quando está adquirindo produtos para seu próprio consumo.
IdiomaPortuguês
EditoraEditora Dialética
Data de lançamento9 de jan. de 2025
ISBN9786527045557
A Indústria Cultural e o Consumo das Massas

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    A Indústria Cultural e o Consumo das Massas - Feliciano Costa

    Capítulo: I

    Indústria Cultural e Alienação: uma crítica Frankfurtiana

    A cultura se tornou uma mercadoria no âmbito da sociedade capitalista pautada na ideologia do consumo. Tudo deve ser consumido imediatamente. E na medida em que se desenvolve o espírito do consumismo na sociedade, ocorre o distanciamento dos indivíduos do espírito crítico e do uso crítico da razão.

    O consumismo mantém o capitalismo ativo, uma vez que seu objetivo é o lucro. No caso da cultura, quando assimilada por esse sistema, há uma finalidade determinada pela própria estrutura capitalista: alienar. A alienação por meio da cultura ocorre através da tentativa de homogeneizar os gostos, padrões e valores da sociedade.

    A cultura é uma mercadoria paradoxal. Ela está tão completamente submetida à lei da troca que não é mais trocada. Ela se confunde tão cegamente com o uso que não se pode mais usá-la. É por isso que ela se funde com a publicidade. (ADORNO; HORKHEIMER, 1985, p. 151).

    Isso tem se tornado mais evidente no século XXI: os realities shows, os talks shows etc. Tudo agora tem um alcance global e se torna uma tendência mundial. E esse alcance é de tal modo, que às vezes torna-se difícil ser indiferente a ele, sendo que somos bombardeados a todo instante pela publicidade intensiva que está presente não somente nos outdoors nas ruas, bem como na televisão e na internet. Desse modo, há todo um sistema que impõe e controla o que deve ser consumido e por quanto tempo o consumo deve acontecer.

    E ao ditar as tendências, o capitalismo também impõe o único caminho para fazer parte da moda, a saber, consumir. Os ídolos dos jovens e da maior parte da população são garotos propaganda de marcas para os quais se encontram produtos similares de outras marcas (até isso já foi calculado na equação capitalista de dominação ideológica).

    A dependência em que se encontra a mais poderosa sociedade radiofônica em face da indústria elétrica, ou a do cinema relativamente aos bancos, caracteriza a esfera inteira, cujos setores individuais por sua vez se interpenetram numa confusa trama econômica. (ADORNO; HORKHEIMER, 1985, p.

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