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Andorinhas: Guia Prático de Imigração: Edição Geral, #1
Andorinhas: Guia Prático de Imigração: Edição Geral, #1
Andorinhas: Guia Prático de Imigração: Edição Geral, #1
E-book156 páginas1 horaEdição Geral

Andorinhas: Guia Prático de Imigração: Edição Geral, #1

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Sobre este e-book

Imigrar vale a pena?

Esse livro te ajudará a contruir a resposta para essa pergunta. 

Leia e  entenda mais sobre o universo da imigração!

IdiomaPortuguês
EditoraCamila Borges
Data de lançamento27 de mar. de 2025
ISBN9798230037446
Andorinhas: Guia Prático de Imigração: Edição Geral, #1

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    Andorinhas - Camila Borges

    ​Apresentação Da Autora

    EU SOU IMIGRANTE DESDE 2007. Já morei em Portugal, Reino Unido, Noruega, Espanha e atualmente vivo em Luxemburgo.

    Desde que imigrei em 2007, já conheci mais de 20 países e neste momento estou aprendendo a sexta língua.

    Em Portugal, conquistei a licenciatura em Direito e a especialização em Criminologia. No Reino Unido tive uma curta temporada (pouco mais de um ano) onde realizei uma pós em Forensic Accountancy/AML. Na Espanha meu sonho de mestrado virou realidade, estudei um triplo de MBA. Na Noruega foram coisas do coração, lá eu encontrei e deixei um amor. Quando eu estava quase acabando de escrever este livro tive uma promoção inesperada que me empurrou para Luxemburgo e aqui estou eu, escrevendo sobre os primeiros passos da imigração ao mesmo tempo em que vivo intensamente cada minuto dela pela quinta vez.

    Bom, isso tudo é a história contada pela fada, a ponta de conquistas no iceberg. Nas profundezas existem tantas histórias que mereciam um livro dedicado, mas como dizia minha enteada Emma, Camiiiiila, ninguém vai ler.

    Por causa do sóbrio conselho da Emma, decidi deixar a minha história de lado para focar em uma outra história, a de como posso ajudar você a conquistar a sua própria história de fada. Ou pelo menos, te ajudar a passar por menos perrengue possível na sua história de imigração.

    Desde quando eu imigrei eu recebo inúmeros contatos de familiares, amigos de familiares, amigos dos amigos dos amigos dos familiares e por aí vai... a pergunta é sempre a mesma Vale a pena imigrar?.

    Por muito tempo na minha vida, o meu cérebro entendia essa pergunta como a coisa mais aleatória que podia existir. Ela estava no mesmo nível daquelas perguntas que o psicólogo faz no meio da sessão e que nos fazem perder o mínimo de organização de palavras na nossa mente.

    Com o passar de alguns anos, comecei a encarar essa pergunta de frente e comecei a perguntar a mim mesma: vale a pena?

    Tantos são os aniversários de família, os almoços na casa da dona Helena, o feijão da tia Ção, a risada da Tia Nadir, a construção dos meus sobrinhos, as resenhas com os primos e tios, tudo isso estou perdendo... Será que vale a pena?

    Essa pergunta já retumbou tanto e confesso que as vezes no inverno ela ainda me cutuca. Hoje a resposta está registrada, editada e reeditada no meu cérebro a cada larga temporada de frio e a cada chegada ou partida de um familiar. Ela não é nada simples e supostamente ia encher as páginas do tal livro que a Emma disse que ninguém ia ler.

    Todavia eu poderia resumi-la dizendo que, tudo o que fazemos se torna parte integrativa da nossa vida. Estou segura de que no meu caso tem sido uma escolha feliz. Eu não sei como seria a minha vida se eu não tivesse tomado e mantido essa decisão. Seguramente eu não poderia saber tudo o que sei hoje, mas o que importa é que, posso usar esse conhecimento adquirido para ajudar outras pessoas.

    É incrível pensar que somos hoje 8+ bilhões de pessoas na terra e que cada um de nós é irrepetível. Temos características únicas e uma forma exclusiva de pensar, analisar e agir. Temos gostos e preferências diferentes e a maneira como reagimos às situações difere drasticamente.

    Por isso mesmo, é impossível que alguém além de você próprio saiba qual é a melhor decisão a ser tomada na sua vida, essa não é a minha intenção com este livro, o que eu quero - e consigo - é te ajudar a navegar nesse grande mistério. Quero te dar ferramentas para que você tenha condições de tomar decisões sóbria e evitar perrengues.

    Saiba que as informações preciosas que vai encontrar nesse livro vai te ajudar a estruturar seu pensamento e a organizar as informações.

    Você verá que esse livro é a uma compilação de todo o conhecimento que fui adquirindo ao largo desses meus anos de imigrante. Este livro não busca te encorajar e nem te desencorajar, a missão dele é organizar as informações que considero valiosas para te ajudar a tomar decisões de maneira mais consciente e estruturada.

    Espero que essas linhas possam fornecer uma estrutura interessante e informativa sobre os aspetos emocionais, práticos e humanos envolvidos no universo da imigração. Leia, tire suas próprias conclusões e faça sua análise pessoal: Vale a pena imigrar?

    Motivações Do Livro

    NO VERÃO PASSADO UMA prima me perguntou se poderia passar meu contacto a uma conhecida que queria tirar umas dúvidas comigo. Eu achei burocrático perguntá-la a respeito de quê seriam as tais dúvidas, então eu simplesmente disse que sim.

    Isso já me aconteceu dezenas de vezes nesses últimos 18 anos, e por isso eu não fiquei nem um pouco curiosa. Eu já sabia que o assunto seria imigração e que, quaisquer que fossem as perguntas, elas seriam no sentido de entender se vale a pena imigrar.

    Eu não estava errada, no dia seguinte ela me contactou e começamos a trocar mensagens.

    Ela dizia o típico, que estava cansada do Brasil e sondava a possibilidade de sair de lá. As dúvidas dela eram muito vagas e, para cada pergunta que ela fazia, eu precisava devolver três.

    Ela perguntava:

    -É fácil arrumar emprego?

    Então eu tinha que perguntar:

    - No Brasil você trabalha com o quê?

    - Você tem estudos?

    - Que tipo de trabalho você buscaria?

    Ela perguntava:

    -Quanto dinheiro eu precisaria levar?

    Então eu perguntava:

    - Você viria sozinha?

    - Como pensa em se alojar nos primeiros dias?

    - Quais são seus hábitos alimentares?

    Ela perguntava:

    - É fácil legalizar?

    Então eu perguntava:

    - Você tem descendente estrangeiro na família?

    - Você pensa em abrir um negócio aqui?

    - Você pensa em tratar da documentação antes ou depois de vir?

    Depois de mais ou menos 2 horas trocando mensagens, ela me perguntou se poderia me ligar.

    Eu estava exausta e já tinha percebido que ela tinha pouca noção do que na realidade ela queria, então combinei com ela que eu enviaria uma lista de perguntas para ela refletir e que, no fim de semana, eu estaria disponível para uma conversa.

    Essa foi a mensagem que eu a enviei:

    O que me motiva?

    O que me incomoda no Brasil?

    O que eu busco fora do Brasil que aqui não tem?

    Por que estou pensando em imigrar?

    Quais são as conquistas que eu mais me orgulho?

    Estou disposta a mudar de ambiente, hábitos e pessoas?

    Tchau beijo e essa menina simplesmente desapareceu. Me bloqueou!

    Eu não tinha notado que ela havia me bloqueado até que minha prima me comentou:

    A fulana me disse que você desanimou ela.

    Minha primeira reação foi:

    - Oi? Ela é doida?

    Depois, como é da minha natureza ficar matutando as coisas, eu fiquei com curiosidade de revisitar as nossas quase 2 horas de conversa e entender em que momento eu havia desanimado a criatura.

    Revendo a conversa, eu notei que, depois de ela ter dito que, com muita luta havia recentemente acabado de se formar em administração de empresas, era sócia-proprietária de uma loja de bijuteria no centro de Belo Horizonte, tinha duas filhas menores, estava divorciada e os pais das meninas não eram a favor da mudança, eu havia ficado um pouco na dúvida de como eu poderia seguir ajudando.

    A realidade dela era totalmente diferente da minha, por isso, eu comecei a dirigir a conversa no sentido comum: "você tem que olhar documentação para as meninas, tem que ver como será a questão de escola, tem que ver se vai conseguir algo na sua área de formação, tem que pensar a questão da língua, tem que... tem que...  tem que...  Eu repeti este termo 27 vezes ao longo da conversa e em seguida enviei as tais perguntas que convidaram a coitada para um voo kamikaze para fora da casinha.

    Ela estava em um contexto um pouco complicado. Por um lado, quando a pessoa tem filhos, as decisões se estendem aos filhos e à família deles. Pedir a um filho que deixe de ver os avós, deixe de receber a presença dos tios, primos, amiguinhos e nesse caso até do próprio pai... tudo isso leva uma carga emocional e um esforço muito grande por parte deles. É claro que quando isso acontece, os pais estão buscando uma vida melhor para eles, mas ainda assim, tudo isso tem que ser analisado com muita atenção, faz parte do pacote. Por outro lado, ela já tinha alcançado uma fonte de renda razoável com a loja e tinha acabado de se formar em administração. Havia se divorciado há pouco tempo do segundo casamento e era a primeira vez que administrava a casa sozinha.

    Estabilizar-se com a casa e as crianças, manter a loja em paralelo, encontrar um trabalho na área em uma multinacional, fazer network dentro dessa empresa com a visão de depois pedir transferência ou referências poderia ser uma boa estratégia para conseguir imigrar de maneira estruturada. Mas não era isso que ela queria.

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