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O Caminho para a Liberdade Financeira - Bodo Schäfer
Título: O Caminho para a Liberdade Financeira
Autoria: Bodo Schäfer
Editor: António Vilaça
Esta edição © 2015 Self – Desenvolvimento pessoal
© 1998 Campus Verlag Gmb.
Tradução: Sónia Maia
Revisão: Idalina Morgado
Composição: Banian Design
Design da Capa: Banian Design
Design do Interior: Banian Design
Data de edição E-book: Novembro, 2015
Isbn: 978-989-8781-52-9
Self - Desenvolvimento Pessoal
Praça do Junqueiro, nº 3, Loja B, 2775-597 Carcavelos, Portugal
Facebook:facebook.com/selfeditora
Tel: 218 084 370
www.espacoself.com
Agradecimentos
Realizações extraordinárias são sempre resultado de uma interação fantástica entre diversas pessoas.
Tive o privilégio de aprender com pessoas excecionais. Infelizmente, é-me impossível nomeá-las todas aqui, mas gostaria de lhes expressar a minha mais profunda gratidão. Contudo, não posso deixar de mencionar algumas pessoas que me influenciaram, especialmente: o Reverendo Dr. Winfried Noack; Peter Hövelmann, o meu primeiro orientador, que não só me ensinou os princípios básicos do sucesso como também a beleza de uma relação baseada na confiança; Shami Dhillon, mestre da comunicação; e o multimilionário Daniel S. Peña Sr., que me iniciou no mundo da alta finança.
Este livro resultou tanto das minhas relações com estas pessoas como das críticas construtivas dos meus editores na Campus Publishing, a Sra. Querfurth e o Sr. Schickerling. Nunca me facilitaram demasiado as coisas, mas consta que essa postura beneficia o desenvolvimento pessoal.
Prefácio
O que impede a maioria das pessoas de viver a vida dos seus sonhos? A resposta é simples. Dinheiro! O dinheiro representa uma determinada atitude perante a vida; reflete o nosso estado de espírito. O dinheiro não nos chega às mãos por acaso. É uma forma de energia: quanto mais energia dedicarmos às coisas importantes da vida, mais dinheiro teremos. As pessoas muito bem-sucedidas têm a capacidade de acumular muito dinheiro. Algumas poupam-no, outras usam-no para ajudar os outros. O que todas elas têm em comum é a capacidade de continuar a fazer dinheiro.
Não devemos sobrestimar a importância do dinheiro. Quando se torna ele essencial? Quando precisamos dele e não o temos! Quando temos problemas financeiros, tendemos a pensar demasiado em dinheiro. Precisamos de redefinir a nossa atitude face ao dinheiro. Em vez de o deixarmos ditar todos os nossos atos, devemos apenas usá-lo para «sustentar» todas as áreas da nossa vida.
Toda a gente tem sonhos. Temos uma determinada ideia de como queremos viver a nossa vida e daquilo a que temos direito. No fundo, queremos acreditar que temos um papel específico a desempenhar, o qual fará do mundo um local melhor para se viver. Infelizmente, vejo demasiadas vezes a rotina diária e a «realidade» impedirem os sonhos de se realizarem. Cada vez mais, esquecemo-nos de que merecemos viver esses sonhos.
Lentamente, deixamo-nos convencer de que não podemos libertar-nos da nossa situação atual e começamos a fazer cedências. A «imagem» de como queremos viver a vida acaba por se desvanecer e, quando damos por isso, a vida já passou por nós.
Há mais de uma década que dedico o meu tempo e energia aos conceitos de dinheiro, sucesso e felicidade. Ao longo dos anos, aprendi a olhar para o dinheiro a partir de várias perspetivas diferentes, pois o dinheiro pode impedir-nos de aproveitar plenamente o nosso potencial, mas também pode ajudar-nos a sermos pessoas melhores.
Quero ser o seu consultor financeiro pessoal; quero ensiná-lo a criar a sua própria máquina de fazer dinheiro. Quero partilhar consigo aquilo que aprendi através da minha experiência pessoal. Ter dinheiro não traz apenas liberdade; traz também a possibilidade de se ter uma vida mais independente. Quando, por fim, cheguei a esta conclusão, senti a necessidade de transmitir esta informação a todas as pessoas que encontro e que anseiam pela verdadeira liberdade. Estou convencido de que cada um de nós pode tornar-se rico, tal como cada um de nós pode aprender a voar, a mergulhar ou até a programar um computador. Porém, há alguns conceitos básicos que é necessário aprender primeiro.
Existem vários métodos para fazer o seu primeiro milhão. Um deles é descrito neste livro e consiste em seguir as quatro estratégias enumeradas abaixo.
1. Poupe uma determinada percentagem do seu rendimento.
2. Invista as suas poupanças.
3. Aumente o seu rendimento.
4. Poupe uma determinada percentagem de qualquer aumento no rendimento.
Se fizer isto, terá acumulado — dependendo de onde se encontrar agora do ponto de vista financeiro — um a dois milhões de euros daqui a quinze ou vinte anos. Isto não é um milagre. Se, por exemplo, quiser ganhar esta soma em metade do tempo, por exemplo em sete anos, terá de aplicar tantas das estratégias descritas neste livro quanto possível. Cada estratégia que implemente ajudá-lo-á a atingir o seu objetivo mais depressa.
Como pode enriquecer em sete anos? Deve compreender que não estamos apenas a falar do dinheiro que terá acumulado, mas também da pessoa em que se terá transformado.
Não há dúvida de que não é uma proeza fácil, mas é muito mais difícil viver a vida que deseja com restrições financeiras. Todavia, se seguir os conselhos contidos neste livro, pode estar certo de que atingirá o seu objetivo. Nos meus seminários, já ajudei milhares de pessoas a encontrar o caminho para a liberdade financeira, e ainda fico maravilhado ao ver como estas informações mudam as suas vidas.
Não irá ficar rico por possuir este livro; também não irá ficar rico apenas por ler este livro; só terá êxito se implementar as estratégias aqui descritas e as incorporar na sua vida. Então, as suas verdadeiras capacidades revelar-se-ão.
Iniciemos agora este caminho juntos. O primeiro passo é avaliar a sua situação financeira atual. Na página seguinte, encontrará um questionário destinado a este fim. Continue a ler apenas depois de ter determinado onde se encontra do ponto de vista financeiro.
Espero que este livro não só o faça enriquecer mas também lhe traga alguns conhecimentos realmente valiosos. Não o conheço pessoalmente, mas sei que, se está a ler estas palavras, deve ser uma pessoa especial, que não pretende contentar-se com a sua presente situação. É uma pessoa que quer escrever o guião da sua própria vida. Quer moldar e desenhar o seu próprio futuro e tornar a sua vida única. Espero sinceramente que este livro contribua para a realização dos seus objetivos.
Bodo Schäfer
Nota do autor: neste livro, usei o género masculino apenas para facilitar a leitura; no entanto, dirijo-me tanto a homens como a mulheres e não pretendo com isso ferir qualquer suscetibilidade.
Análise: Qual é a sua situação financeira?
907.png916.png926.png936.png948.pngOs princípios básicos
1
O que quer realmente?
Já anda à procura há demasiado tempo
Agora, desista da busca e aprenda a encontrar.
Heinz Körner, Johannes
É um conflito clássico: existe uma diferença entre o que sentimos no nosso íntimo e a nossa vida real. Muitas vezes, a ideia de como deveríamos viver a vida e a realidade diferem tanto como o dia da noite. Todos queremos crescer e ser felizes. No fundo, todos desejamos mudar algo neste mundo para melhor. Todos queremos acreditar que merecemos uma boa vida.
Quais são as possibilidades de enriquecer?
Então, o que nos coíbe de realizar os nossos sonhos? O que nos impede de alcançar aquilo que mais desejamos? Claro que a maioria de nós vive em ambientes que não são os mais favoráveis ao enriquecimento. Nem mesmo o Estado dá um bom exemplo, ao afundar-se cada vez mais em dívidas, ano após ano, aumentando os impostos para poder pagar os juros.
O nosso sistema educativo não nos dá respostas a perguntas cruciais, tais como: «Como posso ter uma vida feliz?» e «Como posso enriquecer?» Na escola, aprendemos que Guilherme, o Conquistador, derrotou Haroldo na Batalha de Hastings, em 1066. Não nos ensinam como fazer o nosso primeiro milhão. Então, quem deverá ensinar-nos a enriquecer? Os nossos pais? A maioria de nós não tem pais ricos, por isso qualquer conselho que eles possam dar-nos acerca de riqueza será, provavelmente, ineficaz. Além disso, a nossa sociedade encoraja o consumo excessivo e os nossos amigos e colegas também não são exatamente inspiradores. E assim, muitas pessoas perdem aquilo que considero serem direitos inatos: a felicidade e a prosperidade.
Quando olho para a minha vida atual, sinto-me profundamente grato. Vivo exatamente a vida que sempre sonhei e sou financeiramente livre. Porém, não foi sempre assim. Como sucede com muitos de vós, houve tempos em que a insegurança e a confusão quase me paralisaram.
As experiências únicas moldam-nos
Todos tivemos já experiências que nos influenciaram durante muito tempo. São momentos fulcrais que nos levam a mudar a forma como encaramos as pessoas, as oportunidades, o dinheiro, o mundo e a nossa visão do mundo. Acontecimentos que alteram a nossa vida, seja para melhor ou para pior.
Quando fiz seis anos, ocorreu algo que deixou em mim uma marca indelével e definiu com firmeza a minha atitude para com o dinheiro. O meu pai foi internado no hospital com cirrose hepática. Teve de ficar hospitalizado durante um ano inteiro porque precisava de repouso absoluto. Recomendaram-lhe ainda que evitasse o mais possível a leitura.
Um dia, ouvi o médico dizer à minha mãe que nunca tivera um doente que recebesse tantas visitas. Todos os dias vinham seis pessoas visitar o meu pai, apesar de ele estar em repouso absoluto. Foi assim que descobri que o meu pai estava a trabalhar a partir da sua cama de hospital. Era advogado e, como atividade colateral, estabelecera o que ele chamava um «Gabinete para os Pobres». Dava aconselhamento jurídico gratuito aos necessitados. A minha mãe repreendeu-o de imediato e exigiu que ele parasse de trabalhar, ou não sairia vivo do hospital. Até os médicos tentaram convencê-lo a «ouvir a razão». Mas o meu pai era teimoso e continuou a fazer o que achava que estava certo.
Eu costumava sentar-me à sua cabeceira durante horas sem fim, ouvindo o que os visitantes lhe diziam. E sabe que mais? Tinha sempre a ver com dinheiro. Estavam sempre a queixar-se. Culpavam sempre as circunstâncias ou outras pessoas pelos seus problemas financeiros. Eu não compreendia a terminologia jurídica, por isso parecia-me que tudo girava à volta do mesmo assunto: dificuldades financeiras, dificuldades financeiras, dificuldades financeiras, etc. No início, pareceu-me excitante ficar ali sentado a ouvi-los falar, mas passado algum tempo tudo aquilo começou a irritar-me. Comecei a criar uma forte repulsa pela pobreza. A pobreza fazia as pessoas infelizes. Fazia as pessoas virem, curvadas, visitar o meu pai ao hospital para lhe suplicarem que as ajudasse.
O que vi naquele hospital incentivou-me a enriquecer e foi então que decidi que seria milionário aos trinta anos.
Decidir não chega
No entanto, aquele não foi o início de uma história de sucesso da noite para o dia. Na verdade, atingi o meu objetivo aos trinta anos, mas, cinco anos antes disso, tinha dívidas, dezoito quilos a mais e problemas de insegurança. O dinheiro tornou-se o ponto fulcral da minha existência devido à minha difícil situação financeira. O dinheiro tem apenas a importância que lhe damos. E, quando temos problemas financeiros, torna-se demasiado importante.
Mas eu tinha fé em que tudo melhoraria. De algum modo, sabia que tudo correria bem. Mas nada acontece se nos limitarmos a ter esperança. A esperança é um tranquilizante intelectual, um meio engenhoso de autoilusão. De quem estamos à espera? Do que estamos à espera? De Deus? Do destino? Deus não é uma ama cósmica que nos vá recompensar por não fazermos nada. É bem verdadeiro o provérbio: quem espera, desespera.
Os nossos valores têm de ser compatíveis com
os nossos objetivos
Eu estava desesperado: como podia estar ainda endividado quando ganhava um salário tão respeitável? Fiquei abismado quando, por fim, descobri a resposta a esta pergunta. No fundo, eu não acreditava realmente que o dinheiro fosse uma coisa boa. Era eu mesmo que estava a sabotar o meu próprio sucesso. O meu pai acabou por morrer, depois de oito anos de doença. E as pessoas continuaram a dizer que ele se matara a trabalhar. Eu não queria, de forma alguma, ter o mesmo fim. Contudo, por outro lado, também não queria ser uma daquelas pessoas pobres que visitavam o meu pai no hospital para lhe implorar um conselho jurídico. Queria ser rico, mas, ao mesmo tempo, queria fazer o mínimo possível por isso.
Após a morte do meu pai, a minha mãe procurou refúgio na religião. Acreditava firmemente que «é mais fácil a um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que a um rico entrar no Reino dos Céus». Por um lado, eu queria ser bom e pensava que ser pobre era ser bom. Por outro lado, queria ser rico porque abominava a pobreza.
Estes valores contraditórios puxavam-me em direções opostas. Enquanto mantivesse valores tão díspares, sabia que não iria a lado nenhum.
Quando muito, fiz uma tentativa para enriquecer. E, como geralmente acontece quando tentamos fazer qualquer coisa, essa tentativa impede-nos de agir em concreto. À cautela, mantemos uma porta aberta. Quem tenta está, na verdade, apenas à espera de que algo o impeça de ter êxito.
Esperamos pelos obstáculos porque não estamos convencidos de que aquilo que procuramos seja realmente bom para nós; não nos consideramos suficientemente bons para, de facto, atingirmos o nosso objetivo.
Otimismo e autoconfiança
Ponha todo o seu otimismo de lado por um minuto. Porquê? Vou explicar. O otimismo é, na verdade, uma característica positiva e ajuda-nos a ver tudo de forma positiva. Mas o otimismo é enganador se não estiver acompanhado de outros atributos e, muitas vezes, é confundido com autoconfiança. Enquanto o otimismo nos permite ver as coisas de forma positiva, a autoconfiança capacita-nos para enfrentarmos os aspetos mais difíceis da vida. A vida não é apenas uma sinfonia de notas belas e agudas, tem também notas sombrias e graves. Todavia, as pessoas autoconfiantes não têm de temer as adversidades.
Uma pessoa é autoconfiante quando sabe, com base na sua experiência, que pode confiar em si mesma. Nada nem ninguém podem deter uma pessoa autoconfiante, porque ela sabe que consegue lidar com quaisquer obstáculos que se atravessem no seu caminho. Já o provou a si mesma em diversas ocasiões. No capítulo 3, descobrirá como pode construir a sua autoconfiança num espaço de tempo muito curto.
Para construir a sua autoconfiança, é essencial ter uma boa situação financeira. As finanças deixam pouca margem para otimismos injustificados. Os seus extratos bancários são claros e diretos; não há lugar a enganos. Se quer aumentar a sua autoconfiança, precisa de pôr a sua situação financeira em ordem. A sua situação financeira tem de lhe provar que nada o pode deter.
Não pode deixar que a sua situação financeira lhe sabote a autoconfiança, porque sem autoconfiança estará a viver uma existência mínima. Nunca saberá aquilo que é capaz de alcançar. Não correrá riscos. Não crescerá como pessoa. Não estará a fazer aquilo que é capaz de fazer. Não explorará o seu potencial. Uma pessoa sem autoconfiança não faz nada, não tem nada e não é nada. Nada disto tem a ver com otimismo. A conta bancária tem de lhe provar que as suas finanças podem sustentar o seu modo de vida. As suas finanças têm de lhe dar confiança nas suas capacidades. E é sobre isto que versa este livro. É sobre compor a sua situação financeira de modo a que as suas finanças não funcionem contra si, mas a favor. O dinheiro pode tornar-lhe a vida mais fácil ou mais difícil.
Em que ponto se encontra?
Sente que está destinado a feitos mais elevados? Pensa que «a vida não pode ser só isto»? Merece mais do que aquilo que tem agora? É só uma questão de tempo até enriquecer?
Ponha todo o seu otimismo de lado por um minuto. Como evoluiu o seu rendimento pessoal nos últimos sete anos? Escreva no espaço abaixo quanto aumentou ou diminuiu o seu rendimento nos últimos sete anos.
___________ €
Este número é sóbrio mas eficaz. Se continuar assim nos próximos sete anos, é provável que obtenha o mesmo número. Esta tendência irá tornar-se ainda mais estável nos anos seguintes. Porém, se quiser obter um resultado diferente, tem de agir. Tem de se mover numa direção diferente e o primeiro passo é alterar a sua forma de pensar.
A sua forma de pensar fez de si aquilo que é hoje. Se continuar a pensar da mesma forma, não conseguirá chegar onde quer.
O que sente realmente em relação ao dinheiro? Tem um diálogo contínuo consigo mesmo. Se, no fundo, achar que o conceito de dinheiro é mau ou perverso, nunca enriquecerá. Por isso, o que sente realmente a esse respeito? Discutiremos esta questão em maior detalhe no capítulo 5. Descobrirá como encara o dinheiro no seu íntimo. E verá como pode alterar a sua atitude para com o dinheiro.
O dinheiro é bom
Aos 26 anos, conheci um homem que me ensinou os princípios básicos da riqueza. Apenas quatro anos depois, consegui viver dos juros do meu dinheiro. Isto aconteceu tão depressa porque os meus sonhos, valores, objetivos e estratégias passaram, finalmente, a ser compatíveis entre si.
Acredite ou não, o dinheiro muda muita coisa na vida. Pode não resolver todos os problemas e não há dúvida de que não é tudo. No entanto, as preocupações financeiras tendem a obscurecer a felicidade. O dinheiro permite-nos combater os outros problemas com mais elegância. Terá também a oportunidade de conhecer mais pessoas, de visitar lugares fascinantes, de se dedicar a um trabalho mais interessante, de ganhar autoconfiança, de obter mais reconhecimento e de aproveitar outras oportunidades.
As cinco áreas das nossas vidas
Para simplificar, vou dividir a vida em cinco áreas: saúde, finanças, relações, emoções e o objetivo de vida. Cada uma destas áreas tem a mesma importância. Se não conseguirmos controlar as emoções, não nos será possível, por exemplo, obter a motivação necessária para realizarmos aquilo que queremos alcançar. Boas relações são fundamentais. O objetivo de vida consiste em fazer aquilo que realmente gosta de fazer, o que corresponde à sua vocação e beneficia os outros. As finanças pertencem a esta área.
Nunca deve ocupar-se com atividades indesejáveis apenas pela recompensa financeira. Precisa daquilo a que chamo «liberdade financeira».
Pegue em cada uma destas cinco áreas e atribua-lhes um dedo da sua mão. Digamos que o dedo médio representa as finanças. Agora, alguém bate nesse dedo com um martelo. O que diria? «Não faz mal, é só um dedo. Ainda tenho mais quatro»? Ou dedicaria toda a sua atenção ao dedo dorido?
É importante que estas cinco áreas estejam em harmonia entre si. Tem de assimilar esta noção em relação a cada uma das cinco áreas. Uma pessoa com problemas financeiros não conseguiu equilibrar as cinco áreas. Os problemas financeiros ensombrarão sempre as outras áreas. O dinheiro é essencial para uma vida equilibrada e harmoniosa.
Porque enriquecem as pessoas em pouco tempo? Conseguem-no porque têm dinheiro suficiente a trabalhar a seu favor. Querem ter uma máquina de fazer dinheiro em vez de serem máquinas de fazer dinheiro. Querem ter dinheiro suficiente para viverem uma vida realmente harmoniosa.
Porque é que a maioria das pessoas não tem ocupações ideais? Simplesmente porque não tem dinheiro para isso. É um círculo vicioso. Muitas pessoas não podem dedicar-se à atividade da sua preferência apenas porque não sabem como ganhar dinheiro com ela. Contudo, é bem sabido que ninguém acumula muito dinheiro fazendo algo que não aprecia especialmente. Logo, não tendo dinheiro, a pessoa mantém-se na rotina de fazer o que não deseja e, como consequência, não consegue ganhar somas consideráveis.
A solução é transformar o seu passatempo preferido na sua carreira. Ganhe dinheiro com o seu passatempo. No entanto, só poderá fazê-lo se dedicar algum tempo a determinar o que realmente gosta de fazer e qual é a sua vocação.
Há muitos anos, conheci um homem muito rico em Nova Iorque, que tinha as seguintes palavras afixadas sobre a secretária: «Quem trabalha todo o dia nunca terá tempo de fazer dinheiro.» Obviamente, temos de tirar tempo para pensar. Quando lhe perguntei em que devíamos pensar, ele respondeu: «Conheça-se a si mesmo e descubra aquilo que gosta de fazer. Depois, pense em como poderá ganhar dinheiro fazendo aquilo de que gosta. De preferência, deverá fazer-se esta pergunta todos os dias e procurar uma resposta melhor a cada dia.»
Está a otimizar ou a minimizar?
Precisamos de tempo para pensarmos sobre nós próprios, de modo a descobrirmos o que realmente nos faz felizes. Só seremos realmente bons em algo que nos apaixone e entusiasme. Nesse momento, o dinheiro fluirá para nós quase por si mesmo. Precisamos de tempo para compreendermos quais são as nossas vocações e para desenvolvermos capacidades para as exercermos. Precisamos de tempo para nós, para escrevermos o guião da nossa vida e para o transformarmos numa obra-prima. Se não tirar o tempo necessário para fazer isto, estará a desperdiçar a sua vida. Precisamos de tempo para tomar decisões fundamentais e para nos obrigarmos a agir de acordo com as decisões que tomámos. Assim, nalgum ponto das suas vidas, todos tomarão a decisão consciente de otimizar ou minimizar.
Otimizar significa aprender como aplicar melhor o seu tempo, as suas possibilidades, os seus talentos, o seu dinheiro e as outras pessoas.
