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Patrística - Contra as Heresias - Vol. 4
Patrística - Explicação dos símbolos | Sobre os sacramentos | Sobre os mistérios | Sobre a penitência - Vol. 5
Patrística - Padres Apostólicos - Vol. 1: Clemente Romano | Inácio de Antioquia | Policarpo de Esmirna | O pastor de Hermas | Carta de Barnabé | Pápias | Didaqué
Series de e-book30 títulos

Patrística

Nota: 4 de 5 estrelas

4/5

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Sobre esta série

Fausto de Riez - abade, teólogo, bispo, convicto defen-sor e promotor da ortodoxia niceno-constantinopolitana - tem no equilíbrio o centro contínuo da verdadeira Tra-dição. Nesse sentido, chave fundamental para a leitura de suas obras é o conceito de Via régia: a arte do homem unificado, edificado espiritualmente, de coração indiviso. Ele usa tal conceito contra os excessos e imprecisões do arianismo e do macedonianismo, do pelagianismo e do predestinacionismo - heresias que circulavam pela Gália do século V. Embasado nas Escrituras, o bispo de Riez inteligentemente sustenta a colaboração entre o dom divino e o empenho humano em ambas as obras que o leitor tem em mãos. No Tratado sobre o Espírito Santo, ele defende a divindade da terceira pessoa da Santíssima Trindade em igualdade com as outras duas, das quais procede, e aponta nas experiências batismal e espiritual uma prova dessa divindade. Graças a sua divindade, o Espírito Santo é um antídoto contra antinomias e divisões. Já o Tratado sobre a graça é uma lúcida e pertinente extensão das decisões dos Concílios de Arles (473) e Lião (474) contra a doutrina pelagiana e suas consequências: a importância ou só das obras ou só da graça para a salvação. Fausto demonstra a eficácia e a debilidade da vontade, que permite ao ser humano, com a ajuda da graça, chegar à salvação pelas obras.
IdiomaPortuguês
EditoraPaulus Editora
Data de lançamento15 de abr. de 2014
Patrística - Contra as Heresias - Vol. 4
Patrística - Explicação dos símbolos | Sobre os sacramentos | Sobre os mistérios | Sobre a penitência - Vol. 5
Patrística - Padres Apostólicos - Vol. 1: Clemente Romano | Inácio de Antioquia | Policarpo de Esmirna | O pastor de Hermas | Carta de Barnabé | Pápias | Didaqué

Títulos nesta série (55)

  • Patrística - Padres Apostólicos - Vol. 1: Clemente Romano | Inácio de Antioquia | Policarpo de Esmirna | O pastor de Hermas | Carta de Barnabé | Pápias | Didaqué

    1

    Esta publicação traz os textos mais antigos da literatura cristã, produzidos logo após os escritos do Novo Testamento, permitindo um contato com as primeiras comunidades cristãs, os problemas que as envolviam, os conflitos que as atingiam. São escritos de caráter exclusivamente pastoral, despojados de qualquer especulação filosófica ou científica. São textos que brotam do cuidado pastoral, marcados pelo testemunho da fé mais que pelos argumentos.

  • Patrística - Contra as Heresias - Vol. 4

    4

    Irineu se propõe (em Contra as heresias), num primeiro momento, tirar a máscara sob a qual a gnose se dissimula e mostrá-la em plena luz do dia tal como é realmente. Em seguida, propõe-se a refutar, com argumentos da razão, a gnose dos valentinos e dos marcionistas, expondo a doutrina da Igreja sobre Deus e sobre Cristo. Por fim, o leitor encontrará uma longa dissertação sobre a ressurreição da carne, que os gnósticos negam.

  • Patrística - Explicação dos símbolos | Sobre os sacramentos | Sobre os mistérios | Sobre a penitência - Vol. 5

    5

    Gaulês e descendente de gregos, Ambrósio é um dos homens mais influentes do cristianismo e modelo do episcopado antigo. Defendeu com coragem inflexível a liberdade e a independência da Igreja diante dos poderes imperiais. As inúmeras atividades não o impediram de escrever muitas obras e em muitas áreas.

  • Patrística - I e II Apologias | Diálogo com Trifão - Vol. 3

    3

    Este volume traz as duas Apologias e o Diálogo com Trifão dirigidas ao imperador Antonino Pio e ao senado romano. As Apologias advogam a causa dos cristãos, pleiteiam seriedade e empenho pessoal do imperador no julgamento das causas e das acusações que levantam contra os cristãos. No Diálogo há o primeiro confronto entre o cristianismo e a filosofia grega, entre o cristianismo e o judaísmo.

  • Patrística - A Trindade - Vol. 7

    7

    As teses aqui apresentadas sobre o mistério da Santíssima Trindade foram assumidas por toda a Igreja do Ocidente e continuam a exercer forte influência pelos séculos afora. A obra nos introduz na vida íntima do Deus-Trino e na própria vida de nosso espírito. O desejo de Santo Agostinho é mostrar ser a vida divina particularmente semelhante à atividade íntima da alma que se pensa, se conhece e se ama. Ele almeja fazer a mente humana voltar ao Criador e levá-la a tomar consciência de sua dignidade de imagem de Deus.

  • Patrística - Sermões - Vol. 6

    6

    Este sexto volume da 'Patrística' reúne os melhores Sermões de São Leão I. Na sociedade de pouquíssimos recursos de comunicação do século V, Leão usava os Sermões para transmitir as discussões teológicas do momento, ora sobre o maniqueísmo, ora sobre os priscilianos, ora sobre os pelagianos. O presente volume reúne os Sermões mais representativos do pensamento teológico de Leão Magno, dos quais nasce um apelo veemente de conversão e penitência.

  • Patrística - Contra os pagãos | A encarnação do Verbo | Apologia ao imperador Constâncio | Apologia de sua fuga | Vida e conduta de S. Antão - Vol. 18

    18

    Esse volume da coleção Patrística dá a conhecer um dos mais ilustres padres e doutores da Igreja: Santo Atanásio de Alexandria, nascido em 295 e morto em 373. Foi o principal oponente do herege Ário no Concílio de Nicéia (325). Em 328 foi sagrado bispo, no entanto, seu episcopado foi turbulento: por cinco vezes foi exilado. Neste volume são apresentadas cinco das suas obras. Contra os pagãos é uma refutação dos erros dos pagãos; A encarnação do Verbo, sua obra mais significativa, sublinha, contra judeus e pagãos, a fraqueza humana e a iniciativa divina do Verbo. Apologia ao imperador Constâncio é uma resposta de Atanásio às acusações que seus inimigos levaram a este imperador; Apologia de sua fuga é um escrito em que defende-se de seus inimigos, que lhe chamaram de medroso e covarde. Aí ele cita seus inimigos e as atrocidades que cometeram; Sobre a vida e conduta de Santo Antão é uma biografia do pai do monaquismo, que apresenta as motivações iniciais deste ideal de vida.

  • Patrística - Dos Bens do Matrimônio | A Santa Virgindade | Dos bens da viuvez: Cartas a Proba e a Juliana - Vol. 16

    16

    Este Volume reúne três importantes obras de Santo Agostinho. A Primeira, Dos bens do Matrimônio, é a única síntese expressamente dedicada ao tema do matrimônio em toda a Patrística. Foi composta no ano de 401 como resposta à polêmica suscitada na época em torno da virgindade e do matrimônio: qual dos dois seria mais virtuoso? Agostinho aborda a questão em perspectiva de novidade em relação às outras opiniões vigentes: não denigre o matrimônio em favor da virgindade e mostra que ele pode ser mais vantajoso que a escolha ascética. Sintetiza essas vantagens, ou seja, o valor do matrimônio em três itens: o bem da prole, o bem da fidelidade recíproca e o bem da indissolubilidade. A segunda obra, A Santa Virgindade, dá continuidade ao debate em torno da mesma polêmica. O autor trata dos valores da virgindade como renúncia em favor do reino e busca de um bem maior. Entretanto, em harmonia com a primeira obra, esclarece que o casamento não é um mal e procura demonstrar que São Paulo não o condenou. Por fim, a terceira obra, Dos bens da Viuvez, cartas a Proba e a Juliana, coletânea de epístolas enviadas a duas mulheres: Proba, nobre senhora da influente gens Anicia, da Roma imperial, esposa de Probus, o eterno prefeito da cidade, e Juliana, sua nora. Essas cartas possuem rica temática, tratam também do valor da vida casta e consagrada e de outras virtudes, como a oração e reconhecimento da graça divina. Não são textos de interesse restrito às destinatárias; o tom geral é de gravidade solene, de medida doutrinal, refletindo o fulgor do gênio do autor e do zelo apaixonado que nutria pela Igreja.

  • Patrística - Padres Apologistas - Vol. 2: Carta a Diogneto | Aristides de Atenas | Taciano, o Sírio | Atenágoras de Atenas | Teófilo de Antioquia | Hermias, o filósofo

    2

    Os Apologistas eram homens cultos que, impressionados pelo evangelho ou pelo testemunho da vida cristã, se converteram do paganismo para o cristianismo. Convertidos, puseram suas inteligências a serviço da defesa e da promoção da fé cristã. Reúne as obras: - Carta a Diogneto - Aristides de Atenas - Taciano, o Sírio - Atenágoras de Atenas - Teófilo de Antioquia - Hérmias, o Filósofo

  • Patrística - Comentário aos Salmos (1-50) - Vol. 9/1

    9

    Os salmos têm sido e continuam sendo fonte riquíssima de inspiração de um dos legados bíblicos mais fecundos para a espiritualidade da civilização do Ocidente. Com o presente Comentário aos Salmos, Agostinho solidifica a tradição patrística, juntamente com Orígenes, Atanásio, Basílio, Ambrósio, Eusébio de Cesaréia, Jerônio... que se dedicaram ao estudo dos salmos: nenhum outro, porém, alcançou o êxito do comentário de Agostinho.

  • Patrística - Solilóquios e a vida feliz - Vol. 11

    11

    O leitor encontra neste volume duas obras célebres de Santo Agostinho: Solilóquios e A vida feliz. As duas são de cunho filosófico, redigidas em forma de diálogo. Neoconvertido, Agostinho se refugia com sua mãe, seu filho e alguns amigos em Cassicíaco, nos arredores de Milão. Meta primeira das preocupações de Agostinho: conhecer o Deus-Verdade-Sabedoria-Beatitude e conhecer a alma. A comovente oração inicial dos Solilóquios está inserida entre pérolas da literatura cristã de todos os tempos. Os Solilóquios servem de prelúdio das Confissões. Aqui Agostinho se submete como discípulo da razão que o instrui nas verdades de que está faminto: "Interrogo a mim mesmo e me respondo, como se fôssemos dois: a razão e eu... Donde o nome de 'Soliloquia' dado a essa obra". Já na obra A vida feliz, Agostinho se empenha na discussão sobre o problema da felicidade, reflexão que se prolongará por toda a sua vida. Todos os grandes filósofos da Antiguidade dedicavam-se à filosofia como caminho que conduz à felicidade. Para Agostinho, não há vida feliz a não ser no perfeito conhecimento de Deus. Ontem como hoje, quem não será impelido na busca da felicidade?

  • Patrística - Comentários ao Gênesis - Vol. 21

    21

    Nos primeiros anos após a conversão e o batismo (386-391), Santo Agostinho retira-se do mundo com seus amigos e realiza uma profunda revisão de vida e de pensamento, tendo agora como referencial a tradição recebida de Ambrósio e as Escrituras. Uma de suas preocupações é dar resposta às acusações dos maniqueus contra o caráter revelado das Escrituras judaicas. Surge então seu primeiro comentário aos primeiros capítulos do Gênesis. De caráter apologético e alegorizante, Sobre o Gênesis, contra os maniqueus é destinado a oferecer subsídios para o confronto com as interpretações de tendência maniqueísta; visa sobretudo a defender a bondade inerente à Criação e à Providência divina.

  • Patrística - Explicação de algumas proposições da Carta aos Romanos | Explicação da Carta aos Gálatas | Explicação incoada da Carta aos Romanos - Vol. 25

    25

    Nos séculos IV e V, tanto no Ocidente quanto no Oriente, houve grande interesse pelas Cartas do Apóstolo Paulo. A evidencia-lo é a quantidade de textos patrísticos compostos a propósito do corpus paulinum no referido período: só os comentários somam mais de 20. Esses comentários às Epístolas de Paulo ou buscavam apresentar a questão central de sua doutrina em determinada Carta, ou o ponto fundamental do todo de sua doutrina nas diversas Epístolas. Mas chegaram até nós obras patrísticas com explicações de passagens bíblicas de particular interesse, isto é, não como exposição completa do todo de um escrito; trata-se das questões, textos com forma se soluções a dificuldades específicas, no estilo de perguntas e respostas. São obras mais breves que os comentários e contêm somente aqueles versículos sobre as quais versavam dificuldades precisas. Os motivos que levaram ao interesse por São Paulo no referido período eram vários, abrangendo de controvérsias doutrinais a crescimento pessoal. Agostinho insere-se entre os comentadores do corpus paulinum, tendo presente esta vasta gama de possibilidades, sem focar nas controvérsias doutrinais.

  • Patrística - Comentário aos Salmos (101-150) - Vol. 9/3

    9

    Essa obra, em três volumes, traz ao público de língua portuguesa uma tradução das Enarrationes inpsalmos de Santo Agostinho. Nasce num ambiente litúrgico onde os salmos são lidos, cantados, apreciados, comentados e meditados. Por essa razão não se encontra no comentário uma elaboração teológica sistemática, mas sente-se nela a fala do pastor, o pregador popular e o catequista.

  • Patrística - O livre-arbítrio - Vol. 8

    8

    Esta é uma obra extensa, profunda e decisiva, de importância excepcional, pelos múltiplos e graves problemas estudados, sobretudo aquele fundamental a respeito da origem e causa do pecado, assim como a responsabilidade humana por seus atos livres. O tema principal é o da liberdade do ser humano e a origem do mal moral. Para Agostinho, a fonte do pecado está no abuso da liberdade, sendo, entretanto, o livre-arbítrio um grande dom de Deus.

  • Patrística - A Graça (I) - Vol. 12: O espírito e a letra | A natureza e a graça | A graça de Cristo e o pecado original

    12

    O presente volume traz em seu bojo três obras fundamentais de Santo Agostinho: O espírito e a letra, A natureza e a graça e A graça de Cristo e o pecado original. Elas fazem parte de um conjunto de obras que foram classificadas pela tradição teológica como escritos sobre a graça. Daí o título deste volume.

  • Patrística - A Graça (II) - Vol. 13: A graça e a liberdade | A correção fraterna | A predestinação dos santos | O dom da esperança

    13

    O presente volume traz quatro obras fundamentais de Santo Agostinho: A graça e a liberdade, A correção e a graça, A predestinação dos santos e O dom da perseverança. De fato, nestes livros e no anterior (A graça (I)), Agostinho expõe mais uma vez sua tese fundamental: a de que a natureza humana está radicalmente corrompida, cega e infeliz, incapaz por si só de um ato bom. Só a graça de Deus pode torná-la capaz de bons desejos, boas ações, de sair de sua enfermidade, alcançar a cura e a salvação. Só ela corrige, aperfeiçoa, enobrece, cura, eleva, santifica e salva o homem.

  • Patrística - Confissões - Vol. 10

    10

    Numa época em que estão na moda as biografias é mais do que atual a leitura desse clássico. Santo Agostinho faz uma autoacusação, sem atenuantes, ao contrário dos autores das biografias contemporâneas, que procuram se colocar em evidência e se comprazem no falar de si mesmo. Trata-se realmente de uma "confissão" no duplo sentido que o latim confere a esse termo: confessar a própria miséria e confessar a grandeza da misericórdia divina.

  • Patrística - Homilia sobre Lucas 12 | Homilias sobre a origem do homem | Tratado sobre o Espírito Santo - Vol. 14

    14

    Basílio é certamente o mais importante dos famosos "Padres capadócios". Personalidade fértil, atuante na reflexão filosófica, teológica e mística, na produção literária, no expor suas ideias através de cartas, sermões, tratados, na organização e na administração das comunidades de sua diocese, ganhou o título de "Magno". Nascido e criado na alta aristocracia latifundiária do século IV, não julgou conveniente reter para si e se enriquecer ainda mais, como faziam os ricos de sua época, mas, tocado profundamente pelo Evangelho, desprezou as glórias, pompas e riquezas do mundo, dedicando-se à meditação, ao recolhimento, às obras de caridade, vendendo seus bens e repartindo com os mais necessitados suas riquezas. Teve infância e juventude dedicadas aos estudos em sua terra natal, sob orientação de seu pai, e depois em Constantinopla, Antenas e Egito. Sacerdote, depois bispo de Cesaréia, enfrentou os piores períodos de seca, miséria e exploração do povo e a política hostil do imperador arianista. Com saúde muito frágil e com atividade incessante, aos 40 anos parecia um velho. Não se poupou. Despendeu suas energias e toda a sua vida para unir as Igrejas, instruir o clero, os religiosos, os fiéis e socorrer os pobres. De natureza tímida, experimentou muitas incompreensões e insucessos, mas nunca fugiu às responsabilidades de líder nem se fechou ao diálogo para a consolidação da paz e da ortodoxia.

  • Patrística - A doutrina cristã - Vol. 17

    17

    Esta obra é a carta magna de Santo Agostinho sobre a maneira de entender e pregar a Sagrada Escritura. Nela podemos sentir o imenso amor e conhecimento profundo de Agostinho pela Bíblia. De fato, ele deixou-se impregnar por ela, tornou-a "seu sangue, a medula de seus ossos". Ninguém como ele explorou tão a fundo e com tanto empenho e sutileza os profundos e obscuros recônditos da Bíblia, e nunca houve alguém que trouxesse de suas explorações tal abundância de preciosos achados. A doutrina cristã é um manual de exegese e formação cultural com finalidade didática e pastoral dirigido aos cristãos de sua época. As diretivas dada pelo zelo pastoral do Bispo de Hipona são originais e penetrantes, válidas ainda, em grande parte, para nosso tempo, tão ávido de estudos exegéticos e hermenêuticos.

  • Patrística - Tratado sobre a Santíssima Trindade - Vol. 22

    22

    Sabemos que o século em que viveu este Santo Padre foi marcado pelas grandes controvérsias trinitárias. Sua obra situa-se, portanto, no contexto da luta da ortodoxia contra a heresia ariana, que quase chegou a comprometer a Igreja inteira. O tratado de Trinitate reflete o momento em que o arianismo ameaçava a fé cristã em suas próprias raízes. Hilário sentiu esta ameaça como poucos. Trata-se de um tempo particularmente importante para a formação da teologia, quando a afirmação da verdade era vital para uma Igreja que via sua fé questionada tanto pelo arianismo como pelo ressurgimento das tendências sabelianas, pela gnose, sempre presente, e pelos diversos movimentos que se opunham violentamente à ortodoxia. Hilário esteve no centro do conflito, combatendo em duas frentes: de um lado, contra o arianismo, quase triunfante; de outro, contra o modalismo, que persistia reaparecendo sob novas formas sem deixar de pôr-se em guarda contra outras heresias que, segundo ele mesmo, venciam-se umas às outras com seus argumentos falaciosos e eram todas vencidas pela fé da Igreja.

  • Patrística - A verdadeira religião | O cuidado devido aos mortos - Vol. 19

    19

    Este volume contém duas obras de Santo Agostinho. A primeira, De vera religione, foi escrita entre sua conversão e sua ordenação sacerdotal com a finalidade de atrair ao catolicismo seu amigo Romaniano, que ele próprio havia levado ao maniqueísmo. A segunda obra deste volume é o pequeno, mas significativo, tratado De cura pro mortuis gerenda, acerca do cuidado devido aos defuntos, redigido por volta do ano 421 d.C. Trata-se de uma resposta à consulta feita por Paulino, bispo de Nola da Campânia, na península itálica. A questão que origina o opúsculo é se os fiéis tiram algum proveito de ter seu corpo inumado junto ao túmulo de algum santo. Agostinho responde que sacrifícios e orações pelos mortos só fazem sentido se os defuntos viveram de modo a merecer tirar proveito de tais atos. Além de responder a estas questões, o bispo de Hipona trata de outras questões relacionadas à morte, como a aparição dos mortos.

  • Patrística - Examerão - Vol. 26: Os seis dias da criação

    26

    A doutrina de Ambrósio de Milão forma um surpreendente sistema de verdades cristãs, bem equilibrado e completo no essencial. Seus textos são de grande beleza literária, muitas vezes poéticos, inspirados sobretudo nas descrições. O Examerão, isto é, o relato dos seis dias da criação do mundo, narrada no primeiro capítulo do Livro do Gênesis, é inspirado na obra homônima de Basílio. Em seu Examerão, composto de 9 homilias por volta 387/388, Ambrósio endossa a interpretação literal de que a cada dia de 24 horas corresponde uma ou várias ações criadoras de Deus, que finalmente descansou no sétimo dia, o sábado. Sua leitura desproblematizada da criação conforma-se com a intenção geral dos Padres de desfazer a contradição entre espírito e matéria, Ser absoluto e seres contingentes, característica da filosofia helenística. Sua aproximação da Escritura é sempre humilde e simples. A metodologia de Ambrósio no Examerão consiste quase sempre em partir do sentido literal da Escritura e dele tirar ilações teológicas e morais. A obra foi concluída na perfeição do homem; nele Deus descansou, porque, sendo misericórdia, tinha alguém para perdoar os pecados; estava assim prefigurado o mistério pascal de Jesus Cristo, que descansou na cruz, redimindo a humanidade. 

  • Patrística - Da incompreensibilidade de Deus | Da providência de Deus | Cartas a Olímpia - Vol. 23

    23

    João Crisóstomo foi um dos teólogos cristãos mais fecundos da Antiguidade. Em meio aos sermões bíblicos, que caracterizaram sua ação pastoral, deixou-nos tratados e cartas cuja importância transcende seu contexto histórico-cultural. Os sermões, de forte cunho escriturístico, versam principalmente sobre problemas de sua época. Sua preocupação constante foi a prática da justiça em todos os níveis da vida cristã, até pela purificação constante das práticas comuns da vida monástica, ideal que motivou a publicação de tratados, sermões e cartas. Sua mais ardente e constante preocupação foi a injustiça sofrida pelos pobres e marginalizados, nos quais via a próprio Cristo, em estrita coerência com o Evangelho. Por isso foi perseguido, banido e encontrou a morte longe de sua gente, certo, porém, de que, ao trilhar esse caminho, seguia atrás dos mártires, dos apóstolos e do próprio Cristo.

  • Patrística - Contra Celso - Vol. 20

    20

    Orígenes de Alexandria (185-254), catequista, teólogo e exegeta, é considerado o fundador da ciência bíblica. Marca fundamental de sua obra é a tentativa incessante de compatibilização das culturas cristã e clássica, que se mesclam em sua vida desde o nascimento: com o pai estuda as Escrituras e dele recebe a educação helênica; na juventude, dedica-se à catequese e ao ensino da gramática. Profudamente convencido da necessidade de tornar o cristianismo aceitável ao ambiente intelectual de sua época, empreende atividades que vão do estudo da filosofia ao ensino superior, passando pela arqueologia e pela crítica textual. Cria o Didaskaleion, centro de estudos dirigido a inserir o cristianismo no panorama cultural clássico; a partir dali difunde sua metodologia exegética, fundada na cuidadosa busca do sentido literal em função do diagnóstico mais preciso dos sentidos alegórico e tipológico do texto. Sua extensa obra literária - talvez a maior da Antiguidade - compreende a Héxapla, monumental obra de crítica textual do Primeiro Testamento, comentários escriturísticos e tratados sistemáticos, além de homilias e lições exegéticas. Na obra apologética Contra Celso (cerca de 248), Orígenes refuta as críticas deste filósofo pagão de cuja origem pouco se sabe, e de cuja obra só se tem notícia pela refutação que recebe. Movem-se ambos na mesma atmosfera eclético-platônica, e é a partir desta herança cultural que se esforçam cada qual para desbaratar ou justificar a herança judaico-cristã. Enquanto Celso explica a proximidade entre ambas por uma falta de originalidade de judeus e cristãos, agravada por sua pretensão no sentido contrário, Orígenes inverte o argumento e faz de Moisés o filósofo primigênio, cuja sabedoria (Logos) se manifesta secundariamente a todos os povos e nações, e em sua plenitude na vida de Jesus e de seus seguidores.

  • Patrística - História eclesiástica - Vol. 15

    15

    História Eclesiástica, obra indispensável a quem deseja compreender a história dos primeiros séculos do cristianismo, é, sem dúvida, a obra mais importante de Eusébio de Cesaréia, destacando-se como a mais conhecida e mais citada. Compreende 10 livros, escritos ao longo doa nos 312 e 317, nos quais o autor se propõe tratar "daqueles que oralmente ou por escrito, foram mensageiros da palavra de Deus em cada geração", iniciando com uma história sumária de Cristo, desde o seu nascimento, e encerrando com a dupla vitória do imperador Constantino: sobre Maxêncio em 312 e sobre Licínio em 324. Portanto, este volume abrange o período dos primeiros séculos e retrata a sucessão dos bispos, as dificuldades causadas à Igreja pelas perseguições, o diálogo e o enfrentamento verbal com os pagãos e os judeus, o surgimento das heresias e dos heréticos e o triunfo eclesiástico associado ao triunfo constantiniano. Esse conteúdo é de riqueza inestimável, sobretudo por ter sido elaborado junto a fontes seguras, trazendo à história posterior estas mesmas fontes em forma de extratos enriquecidos com muitas citações de escritos da época. Por meio dessas citações é possível conhecer textos e documentações em geral que se perderam ao longo do tempo e foram conservados nessa obra, que, por mais essa razão, é de grande importância no universo da patrologia e da história da Igreja.

  • Patrística - Apologia contra os livros de Rufino - Vol. 31

    31

    São Jerônimo, personagem eclesiástico eminente pela vida virtuosa e pela tradução da Bíblia para o latim, é uma figura severa, arcaica, pitoresca, ao mesmo tempo em que é um homem santo e asceta cheio de paixão humana, de saber e de prestígio. Entusiasmado por Orígenes, traduziu para o latim algum dos seus escritos. Mas, duzentos anos após o nascimento de Orígenes, a obra torna-se causa de controvérsia entre bispos e clérigos, provocando a inimizade de Rufino, seu amigo desde a juventude. Para defender Orígenes, Rufino traduziu para o latim o texto grego do Tratado sobre os Princípios, corrigindo pontos do texto para torná-los aceitáveis pela fé ortodoxa, falta grave segundo Jerônimo. Rufino endereçou uma apologia contra Jerônimo, acusando-o indiretamente por meio de elogios, dos quais Jerônimo denuncia a falsidade, acusando-o de incriminá-lo. Esta obra faz parte de um prolongado conflito entre Jerônimo e Rufino. É a resposta de Jerônimo, sua autodefesa, uma tarefa não fácil, pelo fato de dispor de quem defendesse sua causa e por ser ela complicada, uma vez que traduziu e estudou Orígenes, colocando Jerônimo numa posição de fragilidade em muitos pontos. A presente obra caracteriza-se como luta contra o estigma de heresia de que era acusado. A obra é instigante: apresenta o ser humano buscando a verdade da fé no furor de um debate com total engajamento.

  • Patrística - Regra Pastoral - Vol. 28

    28

    Conhecedor das necessidades materiais e espirituais de sua grei, administrador e reformador, Gregório mostrou-se como verdadeiro pastor. Não gratuitamente, tornou-se Magno (Magnus, Grande). Suas homilias e cartas apontam quão atento foi a seus fiéis, a seu povo, com os quais mantinha contato direto. Seu modo de atuar revela sua plena e humilde consciência de falar e agir em nome do único Pastor, com o qual os pastores devem se identificar. Sua preocupação pastoral é notável em muitos de seus textos. E a Regra Pastoral enquadra-se aí. A primeira, a segunda e a quarta partes da obra tratam do pastor em si, e a terceira – não desconexa das outras –, de sua atividade. A leitura atenta da obra, por isso, faz notar que Regra não se refere tanto a normas, a preceitos, mas, sim, a modo de vida. A Regra Pastoral é, portanto, uma descrição do dinamismo entre o ser e o agir do pastor – a quem foi destinada, mesmo se não exclusivamente –, o que a faz uma obra de grande atualidade e utilidade, não só para ministros ordenados, mas para todos os envolvidos em atividades pastorais. 

  • Patrística - Comentário às Cartas de São Paulo - Vol. 27/3: Homilias sobre as cartas: Primeira e Segunda de Timóteo, a Tito, aos Filipenses, aos Colossenses, Primeira e Segunda aos Tessalonicenses, a Filemon, aos Hebreus

    27

    Com as homilias de São João Crisóstomo (347-407) sobre as duas Cartas de São Paulo a Timóteo e a Carta a Tito, sobre a Carta aos Filipenses e a Carta aos Colossenses, sobre as duas Cartas aos Tessalonicenses e as Cartas a Filemon e aos Hebreus, conclui-se a obra, em três volumes, dedicada aos Comentários do grande doutor oriental ao Corpus Paulinum, isto é, às epístolas paulinas arroladas no cânon católico.

  • Patrística - Comentário às Cartas de São Paulo - Vol. 27/2: Homilias sobre a Primeira carta aos Coríntios | Homilias sobre a Segunda carta aos Coríntios

    27

    Depois dos comentários às Cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Efésios, neste segundo tomo dedicado aos Comentários de São João Crisóstomo (347-407) ao Corpus Paulinum, isto é, às quatorze epístolas paulinas arroladas no cânon católico, PAULUS Editora oferece ao leitor as homilias do grande capadócio sobre as duas Cartas aos Coríntios. Ao lado de Santo Agostinho (354-430), no mundo ocidental, São João Crisóstomo representa um dos maiores intérpretes do pensamento de São Paulo para o Oriente cristão, o que pode ser comprovado pela abundante documentação e pelas constantes citações de suas obras. Sua estupenda interpretação se reflete na extensão, na eloquência, na riqueza espiritual e na ortodoxia inquestionável de suas homilias, dedicadas a cada uma das epístolas, bem como a eminente categoria alcançada em muitos aspectos entre os grandes mestres espirituais da Igreja oriental.

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