Coração em dia: Identifique seus fatores de risco cardíaco e tenha um estilo de vida saudável
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Coração em dia - Alessandro Slhessarenko
PREFÁCIO
Desde muito cedo, na infância, a minha vontade começava a surgir para a Medicina. Queria ser médico e, digo mais, cirurgião cardíaco… e nem tinha entrado na universidade. Alguns me perguntavam se eu gostava de ver sangue e me falavam da carreira difícil e dura que teria pela frente. Talvez por dificuldades na área da saúde, que por vezes era precária em alguns setores, e por questões financeiras. No entanto, insisti, arrisquei, lutei e consegui me formar em medicina. Minha meta sempre foi fazer o melhor e da melhor forma. Durante a minha formação, por vezes lia nos livros e em estudos científicos sobre como deveríamos proceder corretamente a respeito de determinado assunto, mas via que, na realidade, o contrário acontecia. Ou por ausência de recursos ou de conhecimento do profissional, ou ainda por falta de atenção ou informação ao paciente. A caminhada foi longa e ela ainda continua.
Conheci muitos hospitais de várias partes do Brasil e do mundo, e tive contato com pacientes que não entendiam o básico, como a formação da doença aterosclerótica nas artérias do nosso corpo. Compreender todos os exames complementares que os médicos cardiologistas solicitam por vezes é complexo. Nestas páginas, então, numa linguagem mais acessível, baseada na revisão da literatura e na pesquisa com revisão de estudos recentes publicados, vou explicar como e por que infartamos, além de mostrar que é possível evitar o infarto do miocárdio. Isso, porém, só depende de você, e este livro é o caminho mais curto para o seu sucesso. Você pode construir um futuro diferente e melhor, saindo do seu conforto e evitando coisas básicas do seu dia a dia. Quero ajudá-lo nesta caminhada, leitor, e, ao final, salvar mais uma vida.
É difícil fazer as pessoas entenderem que, atualmente, por estarmos rodeados de comidas industrializadas e cheias de conservantes, elas precisam procurar um médico regularmente para avaliação, orientação e exames de rotina. A ideia sempre foi e sempre será a da prevenção. Não espere para, apenas aos 50 anos, aferir sua pressão arterial. Procure se cuidar ou entender quais fatores de risco podem aumentar suas chances de sofrer um infarto.
Alguns dizem: Doutor, eu nunca senti nada!
; Eu sempre fiz atividade física e dieta regularmente…
; Jamais tomei remédios. Minha saúde é de ferro!
; Meus pais não tiveram doenças
; ou então: Não sinto nada…
; Não tenho nada
. Essas frases feitas enganam, pois afirmo e comprovo que muitos indivíduos, mesmo os assintomáticos, apresentam risco cardiovascular elevado, seja por aumento na pressão arterial, seja por obesidade, tabagismo, predisposição genética, altos níveis de colesterol e diabetes (elevação da glicose).
É comum atender pacientes que nunca mediram a pressão em casa e, na primeira consulta, têm pressão arterial elevada. Há, também, aqueles com níveis altos de colesterol e obesidade, mas que achavam que estava tudo bem com sua saúde até então. Os fatores de risco cardiovascular ocorrem precocemente e devem ser investigados para uma correta prevenção, tendo em vista que o tabagismo, a obesidade, a hipertensão arterial e as dislipidemias afetam a população de todas as classes e idades, e quanto maior a idade, maiores serão os riscos.
As doenças do aparelho circulatório constituem a primeira causa de morte no Brasil há mais de três décadas. Embora conhecidos alguns dos fatores e comportamentos de risco, a redução da morbimortalidade cardiovascular não é uma tarefa fácil, em razão da complexidade e da necessidade de compreender os diferentes contextos da doença vascular para se iniciarem os cuidados precocemente.
O escopo de Coração em dia, portanto, é ajudar o leitor a identificar seus fatores de risco cardíaco (como a diabetes mellitus) para que, com isso, possa se cuidar melhor e evitar problemas futuros. Acredito que todo infarto agudo do miocárdio, seja ele fatal ou não, pode ser evitado desde que as pessoas sigam as orientações regulares dos seus cardiologistas. Nas páginas que seguem, o leitor entenderá por que os cardiologistas pedem determinados exames aos pacientes, aprenderá como certas doenças atuam no nosso corpo e aumentam os nossos riscos cardíacos, saberá a maneira correta de preveni-las e entenderá a respeito de alguns paradigmas sobre o risco cirúrgico.
Outro ponto importante desta obra é o de ajuda ao próximo, pois, em paralelo, a organização não governamental (ONG) Coração em Dia destinará todo o valor dos direitos autorais arrecadados com a venda deste livro para fins beneficentes, como a doação de desfibriladores automáticos para órgãos públicos com grande circulação de pessoas como escolas, praças e shopping centers, além de palestras e campanhas para divulgação de temática relacionada a doenças do coração em geral.
Os temas tratados a seguir se destinam ao público geral, sejam leigos nos assuntos da Medicina ou até estudantes mais experientes na área da Saúde. Quero ajudar quem mais precisa na luta pela vida: você!
10 dicas essenciais para você controlar mais e melhor sua pressão arterial
(você não pode ignorar a dica do item 8)
A hipertensão arterial é a comorbidade mais comum vista na cardiologia nos cuidados primários e está relacionada à possibilidade de ocorrência de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e até morte se não for detectada apropriada e precocemente. A hipertensão arterial sistêmica, também chamada de pressão alta, é definida pela pressão arterial sistemicamente igual ou maior que 14 por 9 (ou 140 por 90 mmHg), em pelo menos três ou mais medições. Essas medidas devem ser confirmadas por médicos e recomenda-se a realização de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa), de 24 horas, ou de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA), para confirmar ou excluir o diagnóstico.
1. Controle suas emoções
Mudanças do humor, seja por ansiedade ou por estado de estresse, podem acarretar variação da pressão arterial. Costumo dizer sempre aos meus pacientes que a aferição da pressão deve ser um ritual, e assim é descrito pela 7a diretriz brasileira de hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O paciente deve estar calmo, em repouso por pelo menos 5 minutos em ambiente tranquilo, e não falar durante a medição. É importante que o profissional que for fazer a medição se certifique de que o paciente não esteja com a bexiga cheia, não tenha praticado esportes nos últimos 60 minutos, não tenha ingerido bebidas alcoólicas ou café, não tenha fumado nos últimos 30 minutos e que não cruze as pernas. Além disso, deve estar sentado, relaxado e com o braço na altura do coração.
O estresse pode ser definido, do ponto de vista psicológico, como uma reação do organismo, com componentes psicológicos e orgânicos, causada por alterações psicofisiológicas quando estamos diante de uma situação que nos incomoda, amedronta, excita, confunde ou até mesmo nos deixa felizes ou tristes. O estresse deve ser encarado como um processo, e não somente uma reação, pois, quando expostos ao agente estressor, desencadeia-se de um processo biofisiológico que pode levar a palpitações, sudorese, tensão muscular, boca seca, sensação de alerta e alteração da pressão.
Os mecanismos de adaptação ao estresse descritos por Hans Selye em 1952 ficaram conhecidos como a Síndrome Geral da Adaptação
, que se desenvolve em três estágios:
Baseado em experimentos com animais, Selye notou que as reações eram sempre as mesmas, independentemente dos fatores estressores. Isso pode fazer você, leitor, entender certas situações em que reagiu inicialmente a um episódio ou a uma lembrança desagradável (reação inicial), sentindo-se com palpitações, mal-estar, pressão alterada (adaptação geral) e, por fim, às vezes indo parar no pronto atendimento do hospital para ser medicado ou tomar um calmante (exaustão).
O estudo do estresse e sua interseção com a hipertensão arterial é bastante complexo e ainda pouco conhecido, pois existem outras doenças e comorbidades que podem afetar a sua relação. O que se sabe é que o estado de estresse desencadeia importantes alterações fisiopatológicas em nosso organismo que influenciam e alteram a pressão arterial. Considera-se que o estresse aumenta o estímulo nervoso (estresse emocional), elevando a resistência vascular periférica em decorrência da vasoconstrição, com aumento do volume sanguíneo e com liberação de adrenalina, noradrenalina, corticoides e vasopressina, sendo que esses fatores, em conjunto, podem fazer a pressão arterial subir.
A dica para este item, portanto, é relaxar. Tente evitar situações que sobrecarreguem seu estado físico ou emocional; caso contrário, o estresse pode piorar o quadro de hipertensão arterial. Inclua mais lazer em sua rotina, ouça música, leia um bom livro, tenha mais amigos, pratique ioga e atividades recreativas como caminhadas e jogos.
2. Controle o sal
O sal representa um dos maiores inimigos do coração. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os brasileiros consomem duas vezes mais sal do que o recomendado. E, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% do sal consumido no Brasil é colocado no prato pelos próprios consumidores. O sal em excesso que consumimos atua nos rins, aumentando a reabsorção de água. Essa água adicional armazenada aumenta a pressão arterial e sobrecarrega outros órgãos como rins, coração, artérias e cérebro.
O exagero do consumo de sal eleva a quantidade de sódio na corrente sanguínea, destruindo o equilíbrio osmótico que existe no sangue, e reduz a capacidade dos rins de remover a água de nosso organismo. O resultado é o aumento da pressão arterial, por causa dos fluidos extras nos vasos sanguíneos, e da tensão sobre os rins, o que pode provocar lesão e insuficiência renal.
Para lidar com essa pressão extra, os pequenos músculos nas paredes das artérias se tornam mais fortes e mais grossos, diminuindo o espaço no interior das artérias e levando ao aumento da sua pressão arterial. Esse ciclo de aumento da pressão arterial ocorre lentamente, durante vários anos, o que pode ocasionar o rompimento ou estreitamento excessivo das artérias, com obstrução completa. Quando isso acontece, os órgãos do nosso corpo que recebiam
