SIMULAÇÃO REALÍSTICA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM: Percepção de Docentes e Discentes
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Sobre este e-book
Os objetivos deste livro são: 1. Verificar a percepção dos discentes e docentes frente à utilização do método de simulação realística na graduação em enfermagem; 2. Avaliar se o método da Simulação Realística contribui para a formação de um profissional de enfermagem mais seguro, dinâmico e comunicativo.
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SIMULAÇÃO REALÍSTICA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM - Renato Fábio Espadaro
Sumário
AGRADECIMENTOS
INTRODUÇÃO
Parte I – REFERENCIAL TEÓRICO
Parte II – SIMULAÇÃO REALÍSTICA NA FORMAÇÃO DE ENFERMAGEM. ÓTICA DE DOCENTES E DISCENTES
Parte III – DOCENTES E DISCENTES FALAM DA SIMULAÇÃO REALÍSTICA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
ANEXO I
APÊNDICE I
APÊNDICE II
APÊNDICE III
APÊNDICE IV
APÊNDICE V
ANEXO II
TRANSCRIÇÃO DAS ENTREVISTAS ALUNOS
Renato Fábio Espadaro
SIMULAÇÃO REALÍSTICA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM:
Percepção de Docentes e Discentes
São Paulo | Brasil | Julho 2019 – Ebook
1ª Edição
Big Time Editora Ltda.
Rua Planta da Sorte, 68 – Itaquera
São Paulo – SP – CEP 08235-010
Fones: (11) 2286-0088 | (11) 2053-2578
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Conselho Editorial:
Ana Maria Haddad Baptista
(Doutora em Comunicação e Semiótica/PUC-SP)
Catarina Justus Fischer
(Doutora em História da Ciência/PUC-SP)
Lucia Santaella
(Doutora em Teoria Literária/PUC-SP)
Marcela Millana
(Doutora em Educação/Universidade de Roma III/Itália)
Márcia Fusaro
(Doutora em Comunicação e Semiótica/PUC-SP)
Vanessa Beatriz Bortulucce
(Doutora em História Social/UNICAMP)
Ubiratan D’Ambrosio
(Doutor em Matemática/USP)
Ficha Catalográfica
ESPADARO, Renato Fábio. Simulação Realística na Formação em Enfermagem: Percepção de Docentes e Discentes. 152 pp. São Paulo: BT Acadêmica, 2019.
ISBN 978-85-9485-108-6 | 1. Educação. 2. Ensaio. 3. Pedagogia. 4. Enfermagem. I. Título
Produção Editorial
Editor: Antonio Marcos Cavalheiro
Capa: Big Time Editora Ltda.
Diagramação: Marcello Mendonça Cavalheiro
Revisão: Autor
Dedicatória
A dedicação deste trabalho é dirigida primeiramente a DEUS, que nos dá saúde e força para cuidar da família, trabalho e estudos.
Dedico-o também a minha companheira Michelle Aparecida Silva Espadaro que me inspira todos os dias a buscar o melhor de mim.
Aos meus pais Sandra Maria Espadaro e Waldir Francisco Espadaro e a minha avó Irene Pires Bovolenta, que me ensinaram a ser honesto, trabalhador e seguir em busca dos meus objetivos.
Ao meu irmão e cunhada Leandro Augusto Espadaro e Ana Paula Mancilla Espadaro.
Aos meus afilhados Matheus; Bruno e Rosa Maria.
Finalmente, aos meus sogros Margarida Maria Moreira Silva e José Benedito da Silva, que me deram de presente o meu amor, minha metade.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus, por me abençoar e me acompanhar em todos os meus passos.
A minha esposa e companheira Michelle Aparecida Silva Espadaro, que me fortalece e me inspira.
A meus pais, a quem eu devo toda a honra de viver com sabedoria e educação;
Ao meu irmão que me acompanhou em toda a jornada de estudos.
Ao meu querido orientador Prof. Dr. José Eustáquio Romão que, com muita sabedoria e paciência soube me orientar, apoiar e estimular para realização deste trabalho e para minha formação no mestrado.
Ao Reitor e à Pró-Reitora Acadêmica da Universidade Nove de Julho, Prof. Eduardo Storópoli e Profa. Maria Cristina Barbosa Storópoli que, com muito trabalho e dedicação, estão modificando, há cerca de 60 anos, histórias de vidas, como a minha e fazendo transformações sociais e intelectuais.
Aos membros da Diretoria do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Nove de Julho, que me apoiaram no desenvolvimento do curso de mestrado, Profa. Dra. Cinthya Cosme Gutierrez Duran, Prof. Ms. Michel Sant Anna De Pinho, Profa. Ms. Maria da Penha Monteiro Oliva e Profa. Dra. Renata Mahfuz Daud Gallotti.
A todos os coordenadores, docentes e discentes do curso de enfermagem da Universidade Nove de Julho, que contribuíram com a realização da pesquisa.
Aos queridos docentes do curso de Mestrado e Doutorado em Educação da Universidade Nove de Julho, que com muito brilhantismo contribuíram para minha formação.
Aos colaboradores e amigos do Núcleo Integrado de Simulação, Profa. Monica Madeira, Alcyone, Alan, Carolina, Fernando, Geovânia, Letícia Aparecida, Letícia, Kênia, Luana, Mariana e Nixon, a equipe dos novos estagiários, que são pessoas fundamentais para o apoio e desenvolvimento da metodologia de ensino Simulação Realística da Universidade Nove de Julho.
A todos os familiares e amigos pessoais, em especial Reginaldo Espuri Bento, símbolo de fortaleza, luta e exemplo de enfermeiro.
Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes
.
Paulo Freire
INTRODUÇÃO
Os homens são seres da práxis, São seres do que fazer, diferentes, por isso mesmo, dos animais, seres do puro fazer. Os animais não ad-miram
o mundo. Imergem nele. Os homens, pelo contrário, como seres do quefazer, emergem
dele e, objetivando-o, podem conhecê-lo e transformá-lo com seu trabalho. Mas, se os homens são seres de quefazer é exatamente porque seu fazer é ação e reflexão. É práxis (FREIRE, 2005, p. 70).
1. FUNDAMENTOS
Para Wanda de Aguiar Horta (1979), toda ciência fundamenta-se numa filosofia para a sua existência e sobrevivência. Na carreira profissional de enfermagem, a filosofia unifica as bases da profissão, deixando-a mais consolidada. As bases filosóficas da enfermagem são: o Ser, o Conhecer e a Linguagem.
A princípio, quando dos primórdios do exercício da profissão, no século XIX, a enfermagem desenvolveu-se de modo intuitivo. Mas, a partir da criação das escolas de formação profissional, a enfermagem vem acumulando conhecimentos e, nos dias de hoje, tem alcançado uma produção mais científica, a partir de pesquisas consolidadas, às quais este trabalho pretende se somar. Para esse desenvolvimento profissional contribuíram várias teorias, que fortaleceram a enfermagem como ciência. Dentre as teorias mais consolidadas destacam-se: do processo de enfermagem, da adaptação, do autocuidado, das relações interpessoais, da sinergística, da holística, da homeostática e das necessidades humanas básicas.
Entende-se que a enfermagem é também uma intervenção, cujos princípios fundantes e especificidade podem ser detectados no cuidado a ser dispensado ao ser humano, à família e à comunidade, de modo integral e holístico, desenvolvendo ações que visam a promoção da saúde, a prevenção, o tratamento e a reabilitação do doente. (HORTA,1979)
Fundamentalmente, para se promover a saúde, faz-se necessária a utilização da ciência como fundamento da enfermagem e a intervenção humanística como método de ação e desenvolvimento da assistência, ambas comprometidas com a vida. A prática de enfermagem deverá basear-se em técnicas e procedimentos seguros e eficazes, garantindo diretamente a qualidade do atendimento, o que quer dizer uma assistência livre de iatrogenias[1]. Para isto, é preciso treinamento contínuo e educação permanente nos serviços de saúde.
Historicamente, a Enfermagem iniciou-se com atividades desenvolvidas em campos de guerras, internacionalmente e pela primeira vez, na Criméia, e, no Brasil, na Guerra do Paraguai, onde senhoras donas de casa acompanhavam seus esposos e filhos durante os serviços militares para a prática clínica necessária. Por meio das necessidades locais, jovens mulheres e adultas solteiras eram selecionadas por aquelas mais velhas para participarem dos grupos de atendimento. A prática de enfermagem, nessa época, era totalmente empírica, mas reconhecia a necessidade de aprimoramento, de estudo sobre procedimentos e sobre a evolução das estratégias dos cuidados. A partir da Cruz Vermelha e outras entidades assistenciais, a enfermagem iniciou a produção de conhecimento, criou empoderamento sobre técnicas e procedimentos e evoluiu como ciência até os dias de hoje.
Hoje, são reconhecidas, no Brasil, três categorias profissionais na enfermagem: auxiliares, técnicos e enfermeiros. Os auxiliares e técnicos de enfermagem são profissionais do nível técnico, com formação secundária de aproximadamente dois anos de duração, cujo principal objetivo é operacionalizar a assistência de enfermagem diretamente junto ao paciente. Os auxiliares e técnicos de enfermagem realizam técnicas e procedimentos sob supervisão do profissional enfermeiro. Este, deve ser graduado com tempo mínimo de quatro anos de formação, de acordo com o determinado pelas normas que regem a educação superior no País. Suas principais funções são: gerenciamento do cuidar, execução de técnicas e procedimentos da alta complexidade, acompanhamento e desenvolvimento de assistência integral ao paciente, independentemente do nível de atenção. O enfermeiro também realiza treinamentos, consultorias, auditorias e atua como empreendedor em diversas áreas da saúde. Ao serem habilitados como auxiliares, técnico de enfermagem ou enfermeiros, os profissionais em foco exercem a profissão, que é fiscalizada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e pelos Conselhos Regionais de Enfermagem (CORENs).
Para Horta (op. cit.), o enfermeiro desenvolve três principais dimensões de trabalho: (I) a do cuidar, que é específica, é o eixo norteador; (II) a interdependência, em que a promoção e recuperação da saúde é fundamental e (III) por último, a social, que ensino, pesquisa e responsabilidades legais são características obrigatórias.
A prática de ensino na enfermagem deveria ser função do enfermeiro devidamente preparado para a docência. Sua formação, na graduação, não o habilita para a prática de ensino, sendo necessário um complemento como, por exemplo, a pós-graduação da área de práticas educacionais no ensino em enfermagem (Formação Docente para o Ensino Técnico e
