Graças ou Coincidências: Valores, Família, Trabalho
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Graças ou Coincidências - Luiz Cyrillo Fernandes
Graças ou Coincidências
Luiz Cyrillo Fernandes
Rio de Janeiro
2018
Edição do autor
Dedicatória
Aos meus pais e padres jesuítas,
a Carlos Moacyr e sócios,
a Mirian e minha família.
Prefácio
Segundo o dicionário Aurélio, prefácio é o texto ordinariamente breve, que antecede uma obra para apresentá-la ao leitor
.
Seguirei fielmente a definição, principalmente quanto ao ordinariamente breve
. Estarei, não apenas de acordo com a etimologia da palavra, mas também com o espírito do autor, para quem não se deve dizer em três palavras o que pode ser dito em duas, e nunca usar duas quando podemos nos expressar apenas em uma.
Graças ou Coincidências
poderia intitular-se também Valores que valem para a vida
. O autor nos demonstra, com a clareza que lhe é peculiar, que família, amor, educação e trabalho pavimentam o caminho da felicidade e do sucesso.
Constatamos ao lê-lo, que várias realidades nos passam despercebidas, tais como:
Os desastres felizes
e que partidas perdidas trazem em seu bojo um ganho de ensinamento que é o sucesso do insucesso
;
Que tudo na vida não vem por sorte, mas por trabalho e esforço. Não podemos acreditar apenas na sorte, mas fazer por merecê-la. O autor costuma dizer que tem sorte na vida, mas quem conhece sua vida sabe que ele fez por merecê-la.
Vou deixar para vocês, leitores, se deliciarem com outras pérolas e descobertas de Graças ou Coincidências
, essa pequena bíblia moderma
escrita com a mesma inspiração da antiga.
A apresentação está feita, descubram agora as outras joias e maravilhas deste tesouro; elas são inúmeras.
Kleber Gurgel Guede
Prefácio
Sempre gostei de ler e ouvir as histórias do Tio Luiz, recheadas de sabedoria e conhecimento útil. Considero-as as parábolas do século XXI
.
Curiosamente, sempre gostei igualmente de ouvir as histórias e estórias de seu pai Gustavo, meu avô materno.
Algumas delas são contadas aqui, com uma riqueza de esclarecimentos de quem estava lá
e que minha memória de então menino não me facultou os detalhes.
Este Livro é, portanto, ao menos para mim, uma feliz coincidência.
Ou seria uma graça?
Marcio Fernandes Guedes
Papai, mamãe e irmã. Caxambu, 1937. Todas as férias de verão viajávamos! Paraíba, Petrópolis, Caxambu etc.
Apresentação
O meu objetivo
Resolvi escrever este livro como testemunho de gratidão a Deus pelas graças recebidas durante minha vida.
Reuni aqui 23 episódios marcantes, que influenciaram o meu comportamento.
Com uma única exceção; todos são acontecimentos felizes que poderiam não ter acontecido ou episódios que começaram mal, porém tiveram desenlaces felizes.
O título do livro é uma pergunta. Os acontecimentos tomados em conjunto e não isoladamente, provam ou não, uma providência criadora atenta às necessidades de cada pessoa?
Pessoalmente, acredito que foram graças e portanto, tenho uma imensa dívida. Como pagar esta dívida à Inteligência
que me criou?
A melhor maneira é ajudar o próximo nas suas necessidades, porém dentro das minhas possibilidades.
Tenho a ambição de chegar o mais perto possível deste ideal. Eu não sou mais que um fiel depositário e administrador do meu patrimônio, construído em benefício da minha família e da sociedade. Como cumpri fielmente com minhas obrigações e obtive bons resultados com meu trabalho, acho justo cobrar honorários cabíveis pela minha administração, porém sem extravagâncias e dentro da ética. Com minha morte, este patrimônio, além dos herdeiros, é destinado a Charitas Brasil, fundação com finalidade beneficente, fundada por Mirian e por mim.
Os episódios são relatos de acontecimentos e sentimentos íntimos que quero compartilhar com meus amigos, como empresário católico, capitalista solidário e tendo minha referência em Deus no ideal cristão do Amor.
Nota sobre Economia
O preço do amanhã
Pretendo aqui explicar as motivações iniciais que resultaram na criação da Charitas Brasil.
Com a expansão da nossa firma para Nova York, conheci a mentalidade dos empresários americanos bem-sucedidos. Eles consideram obrigação moral contribuir com parte dos seus ativos para os empreendimentos com finalidades sociais e culturais.
Infelizmente, esta preocupação ainda não existe no Brasil. Quero fazer parte dos poucos empresários que já aderiram a esse compromisso. Esta é a principal motivação da criação da Charitas Brasil.
Com a evolução da mídia, cada vez mais presente em todas as sociedades do mundo, fica explícita as disparidades de renda entre as classes sociais que, frutos da nossa história, são ultrajantes.
Portanto, é absolutamente natural que em nossa sociedade, sobretudo nas classes C, D e E, exista um anseio impaciente pelas melhores condições de vida, exacerbadas pela evidência dos privilégios que o noticiário produz.
Assim, a ênfase nas comunicações de mídia em geral e sobretudo das políticas de distribuição de renda, é enfatizar a demanda pela igualdade e pela melhor distribuição de bens e serviços, porém sem mencionar os custos desta política, profundamente distributiva.
É impossível distribuir bens e serviços se os fatores de produção não são capazes de criá-los.
A impaciência pela distribuição (socialismo) tem que ser moderada e equilibrada com a criação da riqueza. Isto implica em grandes sacrifícios para todos.
Aí, surge o problema! As classes mais sacrificadas sentem que é injusto pedir mais sacrifícios para elas, enquanto os ricos continuam ricos, apesar de terem também sacrifícios.
Contudo, é impossível só penalizar os ricos que devem, porém, contribuir muito mais com perdas de privilégios repugnantes e com maior taxa de impostos sobre seus lucros. Eles constituem cerca de 5% ou menos do total da população. Torna-se, então, imperativo pedir sacrifícios às classes menos favorecidas, que também possuem algumas distorções a serem corrigidas.
Não é possível distribuir sem primeiro crescer ou, pelo menos, fazê-lo simultaneamente (embora o crescimento da riqueza será menor).
E o conflito é entre o presente e o futuro.
O crescimento maior no futuro implica em sacrifícios no presente.
A necessidade urgente do crescimento impõe um limite à distribuição de bens e serviços. Numa economia que necessita urgentemente de criação de riqueza, uma distribuição prematura cria o oposto do desejado: aumento da pobreza e a falta das necessidades básicas de uma nação: segurança, educação e saúde.
O capitalismo é a forma mais eficiente de criar riquezas. Porém, não distribui riquezas, pelo contrário, concentra riquezas.
Cabe ao Governo, políticas sociais corretas para mitigar este desequilíbrio.
