Fascismo à brasileira?: análise dos discursos de Jair Messias Bolsonaro
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Fascismo à brasileira? - Leila Milli Fernandes
CAPÍTULO 1 PARTICIPAÇÃO EM PROTESTOS DE RUA: EMERGE AS NOVAS DIREITAS
O momento é manifestar a indignação contra o governo. É só ver o que está acontecendo. Inflação e o país sem dinheiro.
⁵
Declaração dada por Renato Scatolin – Publicitário, na maior manifestação em junho de 2013 - SP
É bastante comum que de tempos em tempos os movimentos sociais urbanos e rurais, geralmente de uma forma mais amiúde nas grandes cidades, ocupem as praças e avenidas centrais e realizem protestos. São ações políticas que, apropriando-se da plenitude da palavra público, buscam certa dimensão participativa nas cidades, acreditando que suas ideias não podem ficar guardadas ou reservadas aos espaços privados da vida social (MAGALHÃES, 2013).
De acordo com Magalhães (2013), as manifestações fazem parte da modernidade. Isso, porque em diversos momentos significativos da história foram contados e cantados a plenos pulmões nas praças das cidades. Ontem e hoje, e porque não dizer amanhã, as ruas tornaram-se espaços significativos para a realização de atos públicos.
Observa-se que os protestos nas ruas são uma forma de manifestação consolidada no mundo inteiro. As ruas sempre foram espaços utilizados pelos sujeitos para se manifestarem politicamente. Podemos ilustrar com os protestos antiditatoriais que atingiu o norte da África, a chamada Primavera Árabe, derrubando ditaduras no Egito e Tunísia. Já nos EUA e na Europa, os protestos contra as políticas recessivas deram origem ao Occupy Wall Street
, nos EUA, mesma motivação dos Indignados, na Espanha. No Chile, o movimento estudantil realizou ações que repercutiram mundialmente, contra a privatização do sistema educacional. Podemos dizer que, no caso dos países árabes, o que houve foi uma indignação contra os regimes autoritários. Na Tunísia, movimento democrático abriu um novo espaço político e culminou com a realização de eleições em 2011. No Egito, a revolução alterou as relações de poder no país, derrubou a ditadura e continuou lutando contra a reencarnação da opressão sob a forma de um regime militar. (CARNEIRO.
