A prática docente e a avaliação escolar de Matemática no ensino médio
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A prática docente e a avaliação escolar de Matemática no ensino médio - Maria das Graças Arantes Vieira
1. CONCEPÇÕES SOBRE A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Neste estudo, a ação de avaliar é o ponto central, bem como as implicações desta para o processo de aprendizagem. Os dicionários da Língua Portuguesa, Scottini (2017), Bueno (2010), entre outros, trazem como sinônimos de avaliar os verbos: analisar, examinar, julgar e atribuir valor. Em se tratando de verbos significativos, de acordo com a classificação gramatical, ou seja, exigem complemento, indicam uma ação. Consideramos que avaliar subtende-se uma ação, o agir, ou ato de promover um movimento. E, no sentido dessa pesquisa, a avaliação não pode ser considerada como algo fixo e imutável. Entendemos que o conhecimento é algo individual e está posto à ação cognitiva de cada um, inclusive daquele que avalia e decide sobre o que e como avaliar.
A cognição é uma função psicológica atuante na aquisição do conhecimento e se dá por meio de alguns processos, como a percepção, a atenção, a associação, a memória, o raciocínio, o juízo, a imaginação, o pensamento e a linguagem. A palavra tem origem nos escritos de Platão (427-347 a. C.) e Aristóteles (384-322 a. C.), com base em Reale (1994). A cognição compreende um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno, pelo qual o ser humano interage com informações do meio externo.
O ato de avaliar, epistemologicamente, é um ato de investigar a qualidade da realidade, esclarece Luckesi (2018). Implica conhecimento, seja ele adquirido em atividades diárias no meio social ou em decorrência do uso de procedimentos metodologicamente consistente – em um ambiente de ensino, encerrando-se no momento em que revela a qualidade da realidade.
Braga (2011) define que avaliar uma pessoa é como julgar uma coisa como seus conhecimentos, o seu comportamento ou suas habilidades. Luckesi (2018) considera que avaliar é constitutivo do ser humano; assim, a ação de avaliar ou resultado desta ação analisa o merecimento ou o desempenho de alguém.
A avaliação torna-se um ponto de criar status
, como estabelece Perrenoud (1999), ao afirmar que avaliar é – cedo ou tarde – criar hierarquias de excelência, em função das quais se decidirão a progressão, a seleção no início de uma nova etapa educacional, a orientação para novos estudos, a certificação antes da entrada no mercado de trabalho e, frequentemente, a contratação. Nesse pensamento, a avaliação é o passaporte para o futuro do indivíduo. Para qualquer passo à frente somos avaliados, seja pelo senso comum ou por meios estruturados.
Quando transportamos o termo avaliar para o meio educacional, automaticamente configuramos nosso pensamento para a avaliação escolar. Para Gaspar e Levandovski (2008, p. 2), o termo avaliação nos remete automaticamente ao processo de ensino e aprendizagem porque se constituem em articulações indissociáveis e inquietantes na práxis pedagógica dos docentes
, e por assim dizer, os dois estão relacionados e interligados.
Nas diversas funções que a avaliação educacional pode assumir talvez essa seja a mais crucial ao que se propõe a educação atual, ou talvez a ideia mais plantonista
. Gasparini (2005) considera que a avaliação é um meio/recurso de averiguação de aprendizagem que está a serviço da prática pedagógica, como um mecanismo social para superar contradições na busca da autonomia do estudante.
Para Platão (428-347 a. C.), existe um mundo por trás do nosso mundo, o chamado mundo dos sentidos; existe uma realidade abstrata, chamada mundo das ideias, onde tudo é perfeito e eterno. Por assim dizer, a autonomia do estudante tende a ser uma aprendizagem perfeita e eterna, mas a teoria platônica, segundo Nielsen Neto (1985), tem como ponto de partida o senso comum, a opinião submetida a um exame crítico. Assim trataremos a avaliação, propondo um exame crítico da prática docente frente a esse mecanismo.
1.1 DO SENSO COMUM À AVALIAÇÃO ESCOLAR
O ato de avaliar está interiorizado no ser humano. Desde que nascemos somos avaliados por nossos pais, por nossos parentes, quer seja pela aparência ou pela consanguinidade. Atribuímos juízo de valor a tudo que nos cerca, baseados no senso comum.
Somos animais racionais, criamos padrões e, de acordo com estes, avaliamo-nos instintivamente e nos comparamos aos outros. Essas avaliações podem ser precisas ou não, mas, com certeza, respeitam padrões que, geralmente, se estabelecem entre o bom e o ruim. Luckesi (2018, p. 26) afirma: A tudo aquilo que nos cerca – seja pela via do senso comum, seja pela via da investigação intencional – atribuímos uma qualidade à realidade que nos cerca, variando entre o positivo e o negativo
.
No âmbito escolar, toma-se uma prerrogativa de Luckesi (2018, p. 28) como uma lei: Não há possibilidade de vivermos sem avaliar aquilo que nos cerca
. No entanto, avaliação não é um dogma, deve ser discutido filosoficamente, politicamente, e educacionalmente, por seus pares: professor, estudante, coordenação pedagógica, no intuito de promover o desenvolvimento cognitivo.
O desenvolvimento cognitivo é o processo do surgimento da capacidade de pensar e compreender. Considerando Piaget (1896 – 1980), a cognição consiste em um conjunto de habilidades mentais e cerebrais necessárias para a obtenção de conhecimento sobre o mundo, habilidades do pensamento, abstração, raciocínio, memória, linguagem, capacidade de resolução de problemas até mesmo a criatividade.
Os atos cognitivos relacionam-se ao processo de aquisição de conhecimento, envolvendo fatores diversos como o pensamento, a linguagem, a percepção, a memória, o raciocínio, que fazem parte do desenvolvimento intelectual. A avaliação faz parte de um dos três atos cognitivos universais do ser humano: conhecer fatos, conhecer valores e agir
. (LUCKESI, 2018, p.
