Desenvolvimento de competências para o manejo clínico de espiritualidade na psicoterapia: um manual para psicoterapeutas
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Desenvolvimento de competências para o manejo clínico de espiritualidade na psicoterapia - Milena Nardini Bubols
CONSELHO EDITORIAL EDIPUCRS
Chanceler Dom Jaime Spengler
Reitor Evilázio Teixeira | Vice-Reitor Manuir José Mentges
Carlos Eduardo Lobo e Silva (Presidente), Luciano Aronne de Abreu (Editor-Chefe), Adelar Fochezatto, Antonio Carlos Hohlfeldt, Cláudia Musa Fay, Helder Gordim da Silveira, Lívia Haygert Pithan, Lucia Maria Martins Giraffa, Maria Martha Campos, Norman Roland Madarasz, Walter F. de Azevedo Jr.
MEMBROS INTERNACIONAIS
Fulvia Zega - Universidade de Gênova, Jaime Sánchez - Universidad de Chile, Moisés Martins - Universidade do Minho, Nicole Stefane Edwards - University Queensland, Sebastien Talbot - Universidade de Montréal.
Conforme a Política Editorial vigente, todos os livros publicados pela editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (EDIPUCRS) passam por avaliação de pares e aprovação do Conselho Editorial.
© EDIPUCRS 2022
CAPA EDIPUCRS
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Jardson Silveira Corrêa
REVISÃO DE TEXTO Dos Autores
Edição revisada segundo o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
B917d Bubols, Milena Nardini
Desenvolvimento de competências para o manejo clínico de
espiritualidade na psicoterapia [recurso eletrônico] : um manual
para psicoterapeutas / Milena Nardini Bubols, Tatiana Quarti
Irigaray. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : ediPUCRS, 2022.
1 Recurso on-line (116 p.)
Modo de Acesso:
ISBN 978-65-5623-296-6
Psicoterapia. 2. Espiritualidade. 3. Psicologia. I. Irigaray,
Tatiana Quarti. II. Título.
CDD 23. ed. 616.8916
Lucas Martins Kern – CRB-10/2288
Setor de Tratamento da Informação da BC-PUCRS.
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MILENA NARDINI BUBOLS
TATIANA QUARTI IRIGARAY
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PARA O MANEJO CLÍNICO DE ESPIRITUALIDADE NA PSICOTERAPIA:
um manual para psicoterapeutas
logoEdipucrsPorto Alegre, 2022
Esta obra é dedicada a todos aqueles que cuidam do outro, escutam com a alma e agem com o coração.
Aos psicoterapeutas, que escolheram dedicar sua vida ao cuidado da saúde mental, emocional e espiritual.
Sumário
Agradecimentos
Prefácio
Apresentação
IContextualização do campo
IIConceitos básicos
IIIQuestões legais e éticas
IVDiagnóstico diferencial entre experiências espirituais e transtornos mentais
VA abordagem da religiosidade, da espiritualidade e das experiências anômalas na psicoterapia
VIAs principais competências para o manejo clínico
VIIOrientações e cuidados para a integração da espiritualidade na psicoterapia
VIIIExercícios para psicoterapeutas
Referências
AnexosInstrumentos de Mensuração de R/E
Sobre as autoras
Landmarks
Cover
Agradecimentos
Agradecemos a todas as pessoas que fazem parte da nossa vida e contribuíram de alguma forma para que esta obra fosse escrita.
Aos nossos familiares e amigos, pelos momentos que compreenderam e abdicaram da nossa presença para o estudo e a produção científica.
Aos mestres, que nos ensinaram por onde caminhar e nos incentivaram a seguir no estudo deste tema, que acreditaram nas nossas ideias e toparam nos acompanhar nesta jornada.
Aos pacientes, que através de suas histórias de vida nos oportunizam a prática do acolhimento integral e nos possibilitam crescer junto com eles como ser humano.
Nossa sincera gratidão!
Prefácio
É possível falar de espiritualidade na psicoterapia? De acordo com a Associação Americana de Psicologia (2003), a Religiosidade e a Espiritualidade são multifacetas culturais do ser humano, sendo importante que psicoterapeutas tomem conhecimento delas e se habilitem no seu manejo. Logo, ao percebermos o ser humano de uma forma integrada, em que todos os aspectos (físicos, emocionais e espirituais) estão interligados, não podemos ignorar tais aspectos ao realizarmos um diagnóstico ou planejarmos um tratamento (KOENIG, 2005). Em consonância a isso, pesquisas apontam para a importância das dimensões religiosa e/ou espiritual no processo de avaliação clínica de pacientes (BRAGHETTA, 2017; ROSMARIN; PIRUTINSKY; PARGAMENT, 2011), assim como no processo da psicoterapia (CAPTARI et al., 2018; HOFMANN; WALACH, 2011).
Apesar de inúmeras pesquisas na área da psiquiatria que representam um avanço no estudo das questões religiosas, espirituais e anômalas e saúde mental, no campo da psicologia o cenário é um pouco distinto. A pesquisa de Damiano et al. (2016) demonstra que a psiquiatria se encontra em primeiro lugar em número de publicações sobre Religiosidade/Espiritualidade (R/E) e saúde no Brasil, totalizando 28,8% das publicações científicas, enquanto a psicologia encontra-se em 17º lugar, com 1,6% das publicações acadêmicas sobre o tema. Assim, percebe-se que as questões religiosas e espirituais e as experiências anômalas praticamente não são contempladas academicamente e, por consequência, isso também ocorre na prática do(a) psicólogo(a). Essas questões se tornam quase inexistentes no que se refere à entrevista de anamnese, ao uso de instrumentos de mensuração deste âmbito em uma avaliação psicológica e, mais ainda, ao processo da psicoterapia.
Existem dificuldades por parte dos profissionais em abordar esse tema (BROWN; ELKONIN; NAICKER, 2013); ao mesmo tempo, os pacientes referem querer falar sobre isso (POST; WADE, 2009; PUCHALSKI, 2001; RUSSELL; YARHOUSE, 2006) e têm medo de como essas experiências serão interpretadas pelo(a) profissional (ROXBURGH; EVENDEN, 2016). Neste sentido, os estudos indicam a necessidade de treinamento profissional adequado (BARNETT; JOHNSON, 2011; BROWN; ELKONIN; NAICKER, 2013; FONTES, 2017; GONÇALVES et al., 2015; HAGE, 2006; HOFMANN; WALACH, 2011; OSÓRIO et al., 2017; PUCHALSKI; LARSON; LU, 2001; RUSSELL; YARHOUSE, 2006).
Assim, surgiu a ideia de elaborarmos este material, que visa apresentar orientações sobre o tema a psicoterapeutas. As diretrizes aqui recomendadas emergem de um estudo de doutorado das autoras realizado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A partir disso, o que indicam as pesquisas? Na prática, como se faz? Comento sobre isso? Escuto e não falo nada? Existem condutas estabelecidas? Há instrumentos para medir R/E e experiências anômalas (EAs)? Como lidar com essas questões de forma ética e adequada? Essas são algumas das perguntas mais comuns que ouvimos da categoria profissional, às quais buscamos responder neste manual.
Apresentação
Se você é psicoterapeuta, em algum momento
