Sobre este e-book
A confusão surge porque o woke é preenchido por emoções tradicionalmente de esquerda: o desejo de estar ao lado dos oprimidos e marginalizados, de lidar com crimes históricos. Mas essas emoções são minadas por suposições filosóficas generalizadas de origem reacionária. Como resultado, o wokeism entra em conflito com as ideias que guiaram a esquerda por mais de 200 anos: um compromisso com o universalismo, uma distinção firme entre justiça e poder e uma crença na possibilidade de progresso. Sem essas ideias, o woke continuará a minar seus próprios objetivos e a se desviar, inexorável e involuntariamente, para a direita.
Uma das principais vozes filosóficas do debate contemporâneo, Neiman apela com paixão e força para que a esquerda retorne aos ideais que construíram o melhor do mundo moderno.
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A esquerda não é woke - Susan Neiman
1. Universalismo e tribalismo
Vamos começar com a ideia de universalismo, que uma vez definiu a esquerda; a solidariedade internacional era sua palavra de ordem. Isso foi exatamente o que a distinguia da direita, que não reconhecia conexões profundas e só poucas obrigações reais com qualquer pessoa fora de seu próprio círculo. A esquerda exigia que o círculo abrangesse o globo. Isto era o que significava ser de esquerda: importar-se com mineiros de carvão em Gales, voluntários republicanos na Espanha ou lutadores pela liberdade na África do Sul, independentemente de pertencer a esses grupos ou não. O que unia não era o sangue, mas a convicção — em primeiro lugar, a convicção de que, por trás de todas as diferenças de tempo e espaço que nos separam, os seres humanos estão conectados de várias maneiras. Dizer que as histórias e geografias nos afetam é trivial. Dizer que elas nos determinam é
