Sobre este e-book
Esta é uma narrativa poética tecida em prosa que experimenta a linguagem – por vezes em versos, por vezes em frases– e desvela incertezas e esperanças, tão comuns a todos nós. Quem somos? por que sentimos? e o que nos transforma em nós mesmos? são algumas perguntas que carregamos na alma desde o nascimento – um evento inaugural de nossa existência que rasga, ilumina e também desalenta.
Viviane Mosé, prestes a completar sessenta anos, busca então ver-se no espelho. E, através da amálgama de sua filosofia e de sua poesia, ela pôde olhar a vida de frente e afirmá-la em todas as suas dimensões. As mágoas e os sofrimentos são compreendidos como parte de um todo, e com isso uma nova forma de amor a si e ao outro transborda. Este Meu braço esquerdo é, portanto, um presente a todos e a todas; é um brinde ao bem-viver. É um sim à vida.
"Já não abro os classificados. Me livrei dos infinitos anúncios. Os quartos. As salas. Fiz um lar em muitos deles. Coloquei móveis. Tapetes. Flores. Na tentativa de algum lugar que me coubesse.
Até que a casa caía totalmente. Havia muito teto e pouca base. Móveis e louças sem chão. Andava nas ruas sem anúncios nas mãos. Já não havia casa possível. Apenas esta ausência."
*
O amor não tem cabimento
O amor derrama pelos lados
O mais perto que pude chegar do sagrado
O amor torna o corpo aceso. Iluminado
Amar é muito mais do que ser amado
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Meu braço esquerdo - Viviane Mosé
preâmbulo
I
A lava que agora jorra
De um vulcão na Europa nasce
Do lado esquerdo do meu peito
E me aniquila
O que antes fervia o sangue
Aquecendo a alma em polvorosa agora
Destrói a superfície por onde atravessa
A cada pulso do peito uma estocada
Até não sobrar nada além do calor
Que um dia foi lava de bondade
Agora fere tudo o que toca
Aniquila aquilo que ilumina
II
Passei a vida com uma lâmina cravada do lado esquerdo do corpo.
Um rio turvo derramava do meu peito onde vive o coração.
E escorria para a mão. Que não escrevia.
Havia uma coisa estranha do lado esquerdo do meu corpo.
Um peso. E tudo era dor. Mas não doía. Não havia lágrima.
Havia uma lâmina cicatrizada na carne.
O peito sangrava. E o sangue estancado não corria.
Mal respirava para não desfazer aquela trama.
Não sabia se um dia arrancaria aquela faca.
III
Queria que conhecessem o meu ombro esquerdo
O meu braço esquerdo. E o meu peito
Que traz consigo o meu coração
Desde que me tornei amor o meu peito cresce
Sem limites. Se derrama até o chão
E chora a aridez do solo
O amor não nasceu para o chão
O fato é que o meu braço esquerdo foi estraçalhado
Com a mão direita recolho o que sobra
Tento colar os cacos do que ficou
Coloco o que agora é um tipo de feto para dormir
O cubro com cuidado. E o alimento de carinho
Na esperança de que cresça
Aos poucos percebo de volta o contorno dos
