Livro dos afetos
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Sobre este e-book
Neste pérfido mundo de hoje, minado pela ganância, pela busca de lucro incessante e pelo desamor, somos presenteados, com afeto, por ideias e palavras que nos tocam a alma e nos fazem refletir sobre as incompletudes e limitações humanas e, dialeticamente, sobre força e coragem, apontando para a necessidade de nos reinventarmos, com dignidade e generosidade. Diria, mesmo, que o amor é o sentimento que perpassa todo o livro: o amor pela poesia, pela escrita, pela liberdade, pelas pessoas, pela natureza, pela vida.
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Livro dos afetos - Sidney Lianza
Para Amanda e Eva.
[ CAPA ]
[ FOLHA DE ROSTO ]
[ DEDICATÓRIA ]
prefácio | VERA DE F. MACIEL LOPES
nota do autor
um dedo de prosa | escrever: ato de sistematizar a vida
poesia numa hora dessa?
desencontro
sentido da vida
um túnel interno
ruminações
explosão na paz
dever, paixão e loucura
pílulas poéticas
o remédio entra pelo ouvido
atitude no caos
morte no sonho
angústia e ansiedade
compaixão
ponto de exclamação colorido
fragmentos de identidade
três irmãos e a vocação
amor adolescente e eterno
vovô leonid
dona mila
a echarpe
dodô, meu pai
vila carioca
estoy enamorado
olha, meio quilo de jiló tá bom
o polegar e o rei bebê
dondeuvimprondeuvô?
moço, me dá seu ovo?
estação largo do machado
pica pau no mourão
do dragão ao ratão
tortura e traição
campanha eleitoral raiz!
um herói no trem de prata
legado de cesar
fado no chiado
diálogo com neta de 4 anos
esperançando
eu acabei concordando com a minha mãe
joan baez e mercedes sosa?
uma morada que vou chamar de minha
frutas
me safei
quero minha caixa de brinquedos
a calma é líquida
arrasto na praia de itaipu
casa grande queima rede de pescador
um corpo na estrada e o tapete voando
sabático em bogotá
matutando as coisas
agir e agitar!
o medo em meio ao pânico
eclipse
liberdade e cibernética
plano de invasão da minha normandia
futuro, passado e cotidiano
[ SOBRE O AUTOR ]
[ CRÉDITOS ]
prefácio
VERA DE F. MACIEL LOPES
USANDO UMA METÁFORA, podemos dizer que o Livro dos Afetos emerge e nos toca como ondas, oscilações eletromagnéticas variáveis, às vezes o impacto das ideias e das palavras vem com muita intensidade, às vezes de forma branda. Uma energia que se propaga e nos afeta, fazendo ressoar no vácuo do tempo as experiências vividas pelo autor. E, apesar de datadas — alguns escritos são da década de 1990 —, as reflexões são profundamente atuais.
Neste pérfido mundo de hoje, minado pela ganância, pela busca de lucro incessante e pelo desamor, somos presenteados, com afeto, por ideias e palavras que nos tocam a alma e nos fazem refletir sobre as incompletudes e limitações humanas e, dialeticamente, sobre força e coragem, apontando para a necessidade de nos reinventarmos, com dignidade e generosidade. Diria, mesmo, que o amor é o sentimento que perpassa todo o livro: o amor pela poesia, pela escrita, pela liberdade, pelas pessoas, pela natureza, pela vida.
Sidney Lianza é assim: um fogo que arde. Fogo que, como disse Galeano (1995), incendeia a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para ele sem pestanejar
; fogo que contagia, que nos envolve, que nos aquece e aglutina, e como aglutina! Nos anos da juventude, os amores, os amigos e as aventuras, com suas calças de tergal e vincos; nos tantos anos de militância política, a dedicação e o compromisso com a justiça social, cercado por valiosos companheiros e pelos trabalhadores; depois, na vida acadêmica, como professor da UFRJ, são incontáveis as gerações distintas, amigos, pesquisadores, estudantes, trabalhadores das mais diversas categorias que se aglutinaram em torno de suas ideias. Sidney Lianza é fogo que nos faz querer ficar juntos, sempre em grupo, à sua volta. Fogo de acalanto e de inquietude, que não nos deixa ficar inertes e indiferentes às injustiças do mundo.
O Livro dos Afetos inicia com uma conversa franca, um dedo de prosa
com o autor, que apesar de ter vivido boa parte da sua existência imerso no mundo acadêmico, mundo da razão científica, no livro deixou emergir o que de fato é: poeta, navegante, mas não de qualquer água, um navegante de mar bravios — das águas dos que elegem o compromisso com o conhecimento e a sabedoria como base para a libertação individual, social e humana
.
No segundo e no terceiro capítulos somos invadidos pela poesia: fogo, paixão, meteorito da vida, acalanto, no sofrimento do planeta
, nos tornamos parceiros, tocados por ondas eletrizantes — por vezes mais intensas, outras muito suaves.
O quarto capítulo é uma explosão de energia, em fragmentos da identidade
nos tornamos íntimos, nos deliciamos, passamos a compartilhar memórias que, apesar de pessoais, particulares, se generalizam: nas imagens da cidade, nos personagens
da vida real, no doce café preparado pelo avô, na ternura da vivência familiar. Somos sacudidos pelos relatos da militância, da prisão, da tortura da cela fria; pelas memórias dos tempos de chumbo da ditatura civil-militar no Brasil, uma história dolorida, porém necessária, que precisa ser repassada e denunciada, por tudo de ruim que representou, pelas tantas vidas interrompidas. Em meio à dureza dos fatos narrados, somos invadidos pelo acalanto, pelo carinho com que Sidney fala dos companheiros da prisão, com uma generosidade imensa, pleno de amor. Neste capítulo, o resgate da memória nos propicia
