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Nós entre nós
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E-book200 páginas2 horas

Nós entre nós

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Sobre este e-book

Nós entre nós é uma coleção cativante de minibooks que mergulham nas complexidades da existência humana e nas intrincadas conexões que compartilhamos conosco e com os outros.
A coleção desvenda temas como luto, inveja, conselhos, preparativos para a chegada de um bebê, e até mesmo a luta contra o patriarcado. Com franqueza e reflexão, cada minibook oferece uma perspectiva única sobre questões cotidianas e profundas da vida adulta, da maternidade, das memórias e das incertezas que habitam nossas mentes.
IdiomaPortuguês
EditoraPormenor
Data de lançamento1 de nov. de 2024
ISBN9786560575974

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    Nós entre nós - Malu Poleti

    PORMENOR, 2024

    Autora: Malu Poleti

    Revisor: Vinícius Rizzato

    Arte de capa: Deborah Mattos

    Diagramação: Carol Dias

    Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISBD

    P765n

    Poleti, Malu

    Nós entre nós [recurso eletrônico] / Malu Poleti. - Guaratinguetá : Editora Pormenor, 2024.

    ePUB.

    Inclui índice.

    ISBN: 978-65-6057-597-4 (Ebook)

    1. Literatura brasileira. 2. Romance. I. Título.

    CDD 306.8743

    2024-884

    CDU 392.34

    Elaborado por Vagner Rodolfo da Silva - CRB-8/9410

    Índice para catálogo sistemático:

    1. Maternidade 306.8743

    2. Maternidade 392.34

    Sumário

    Início

    Apresentação

    Capítulo 1

    Capítulo 2

    Capítulo 3

    Capítulo 4

    Capítulo 5

    Capítulo 6

    Capítulo 7

    Capítulo 8

    Capítulo 9

    Capítulo 10

    Capítulo 11

    Capítulo 12

    Capítulo 13

    Capítulo 14

    Capítulo 15

    Capítulo 16

    Capítulo 17

    Capítulo 18

    Capítulo 19

    Capítulo 20

    Capítulo 21

    Capítulo 22

    Capítulo 23

    Capítulo 24

    Capítulo 25

    Capítulo 26

    Capítulo 27

    Capítulo 28

    Capítulo 29

    Capítulo 30

    Capítulo 31

    Sobre a Pormenor

    Apresentação

    Bem-vindo!

    Por Malu Poleti

    Oi! Aqui é a Malu Poleti, autora do livro Nós entre nós. Espero que esteja tudo bem por aí. Por aqui, tudo vai caminhando conforme a música: uns dias melhores que outros. Apesar disso, não tenho do que reclamar. Espero que você também não tenha. Não sei se você me conhece, se já viu meu trabalho em algum lugar ou — por que não? — se nos esbarramos pessoalmente em algum canto desse mundo. Independente de qualquer coisa, peço licença pra me apresentar.

    Eu sou a autora desses capítulos e, embora trabalhe com escrita e edição de livros e texto há muitos e muitos anos, essa série é a minha primeira publicação como autora, com direito a nome na capa e tudo. E eu não poderia estar mais feliz e mais grata por isso. Obrigada de novo, Pormenor!

    Os textos que você vai ler em Nós entre nós surgem junto com um projeto, a minha Newsletter que leva o mesmo nome desse livro. E, claro, tem muito de mim em cada um deles. Eu vinha amadurecendo a ideia de colocar uma coisa autoral no mundo há muito tempo, mas sempre acabava adiando por qualquer motivo — qualquer mesmo. Até que no ano passado fui atravessada por uma série de nós inesperados e avassaladores que me fizeram experimentar os mais diversos sentimentos. Fui do nó na garganta à gargalhada até doer a barriga, do choro inconsolável à tranquilidade de quem acaba de sair do mar depois de um mergulho, da paciência infinita à irritação extrema em um dia caótico de trânsito em São Paulo.

    Foram tantos os nós que eu não dei conta de segurá-los somente dentro de mim. Nasceu, então, a Newsletter. Eu precisava compartilhar tudo isso, pra ver se a palavra escrita me ajudava a desatar ou atar todos esses nós. No fundo, eu sabia que queria encontrar em você, que me lê aí do outro lado, um pouco do que aparece em mim. O que esses nós entre nós podem significar? O que eles fazem com a gente? Como conseguimos lidar com eles? É possível encontrar um caminho que faça sentido em meio a tantos nós? Eu me perguntava sem parar.

    Por isso, há muito de mim nesses capítulos. Há tanto que, em alguns momentos, cheguei a me perguntar se estaria mesmo pronta para tornar tudo isso tão público e chegar a tantos leitores. Entendi que era o momento certo quando me dei conta de que, sim, esses textos me escancaram, me mostram sem filtro, medo ou vergonha, mas também existem porque sei que todos esses nós não são só meus. Eles também estão em você.

    Desejo que esse encontro entre nós seja leve e tranquilo. Mas peço também que você se deixe atravessar pelas palavras que, antes de chegar a essas páginas, me atravessaram. Foi preciso muita paciência e muita entrega para que tudo o que está aqui se tornasse realidade. Nem sempre, afinal, digerir o que está dentro da gente é fácil.

    Que esses textos te levem a atar e a desatar os nós que existem dentro de você. E que sejam, na medida do possível, uma boa companhia.

    Vamos juntos passear por esses nós?

    Capítulo 1

    Uma revolução em mim

    Você nem sabe, mas desde que chegou causou uma revolução em mim. Mudou tudo por aqui, feito furacão que chega sem avisar ou pedir licença. Ou até avisa, mas há gente como eu que duvida até que a tempestade venha. E eu custei a acreditar que a sua existência era verdadeira, mesmo diante de todos os sinais, mudanças no meu corpo, no meu jeito de agir ou raciocinar. Eu sentia que estava diferente, mas custava a olhar para isso tudo.

    Será mesmo real? Você existe? Está aqui? Dentro de mim? Repetia infinitas vezes como quem entoa um mantra e quanto mais eu repetia, mais eu me convencia da dúvida, me afastando da certeza que era você em mim. Foram necessárias cinco provas, todas positivas. Não suficiente, consultei um especialista. A minha leitura tão acostumada a avaliar originais não servia para esse caso: minha visão crítica exigia um especialista, só um CRM resolveria essa questão.

    A resposta certeira, com provas, evidências e explicações baseados em dados veio com uma pergunta retórica: qual é mesmo a sua dúvida?

    Não respondi, marquei logo uma consulta.

    Você existia, era real e ponto. Não havia mais espaço para dúvidas. Eu precisava encarar a realidade e enfrentar o que estava diante de mim. Era você ainda tão pequeno, quase imperceptível, se mostrando e me dizendo: há coisas que não se escondem embaixo do tapete, que não se podem esconder.

    E eu não podia te esconder, nem queria, mas precisava entender pra mostrar pra mim e pro mundo. Não me entenda mal, eu te pedia um pouco mais de paciência, calma. O meu tempo ainda não estava acostumado a acompanhar o seu, eu precisava de um pouco mais de dias, horas, talvez semanas ⎯ eu viria a descobrir que essa era uma marcação melhor para sinalizar tudo o que estava se passando em mim ⎯ para me dar conta de tudo o que estava por vir.

    Calma. Eu me repetia sem parar a cada novidade ou medo que aparecia na minha cabeça. Fique sabendo que nunca experimentei tantos sentimentos em tão pouco tempo com uma única novidade. Você era a novidade, a mais desejada, mas também a mais inesperada. Como havia acontecido tão rápido? Foi preciso apenas desejar e já acontecer? Chegou de supetão, nem tanto de surpresa. Já estava nos planos, isso é certo, mas eu custei a acreditar que seria tão rápido, tão no seu tempo e não no meu.

    Perceber que haveria, a partir dessa descoberta, um tempo que seria bem diferente do meu revirou a minha ideia de controle. O que estava em jogo desde o dia um da sua chegada à minha vida fugia das regras que eu tanto gostava (ou gosto) de inventar. Essa era a realidade e aceitá-la era um desafio. Não havia, no entanto, espaço para negociação. Era assim e ponto, uma nova realidade era tudo o que eu tinha e seguir com ela, apesar de assustador, era a ideia mais maravilhosa do mundo.

    Cinco semanas era o tempo da sua existência em mim e, para mim, já não havia mais negociação: era para ficar ou eu não saberia mais o que fazer de mim, da minha história sem você.

    Não nego que custei a acreditar, mas até isso foi diferente. Entre o tempo de acreditar e tornar isso a única verdade possível a partir da aceitação nunca houve espaço para negar ou querer voltar atrás. Medo, sim. Angústia também. Ansiedade, nem se fala. Mas a certeza era uma só: você tinha de continuar existindo em mim pelas tantas semanas que estavam por vir.

    Cinco. Seis. Oito. Dez. Doze. Semanas. Um novo jeito de contar o tempo, um novo jeito de entender que a partir do número doze tudo seguiria relativamente mais tranquilo. Os riscos diminuiriam e a ideia da sua existência passaria a ser mais próxima da certeza. Alívio misturado com alegria e um desejo imenso de te ver logo, mais vezes, para cada vez mais ter a certeza de que tudo estava indo bem.

    Você chegou assim, me transformando, me colocando em movimento e me fazendo acreditar que até o que eu achava não ser possível era possível, sim, e acontecia. Na melhor das hipóteses, do jeito que tinha de ser, sem que eu controlasse ou definisse a ordem das coisas. O seu tempo importava mais do que o meu — era o que eu tinha de aprender, entender e aceitar. Não adiantava querer mudar isso, nem podia.

    Você chegou e mudou tudo, até a ordem das coisas e o meu poder de decisão ⎯ a gente tem algum, afinal?

    Você chegou sendo você. Me colocou à prova. E eu aceitei, em alguns momentos, com um medo tremendo dentro mim. Um medo que eu nunca pensei ser possível existir. Você era você além de mim, mas totalmente dentro de mim. Como seria de agora em diante? O que era preciso fazer para fazer dar certo? Eu podia ainda definir as regras? Ainda bem que entendi no meu tempo, nem rápido e nem devagar demais, que tudo fugiria das minhas mãos e eu não controlaria mais nada.

    Começo a me questionar enquanto te vejo e te sinto crescer dentro de mim. Esse amor que cresce e se transforma a passos largos e que eu jamais pensei um dia viver. E você veio, assim, do seu jeito, no seu ritmo. Escolhendo tudo e ditando as regras, as suas regras, deixando as minhas de lado. E o mais engraçado: pela primeira vez, eu que gosto tanto de controlar, estava em paz ao sentir que alguém me desafiava e fazia tudo como bem entendia.

    Será que vai ser assim do lado de fora? Começo a me perguntar e me calo diante de expectativas que são só minhas. Um dia de cada vez, sem pressa, no tempo certo, fico repetindo enquanto sinto a sua (r)evolução dentro de mim.

    Você chegou e me movimentou. Mudei de casa, roupa, trabalho, interesse. Em tão pouco tempo, eu já havia mudado tanto que o espelho já não refletia quem eu costumava conhecer tão bem. Tudo traçado, planejado e, de repente, revirado, transformado, com um novo sentido — bem mais bonito, mas bem distante do que eu costumava imaginar. Saí de lugares que já não cabia mais sem que eu sequer soubesse disso. Inventei uma nova morada, você em mim, eu do lado de fora fazendo de uma casa nova um lar, um lugar quente para te receber, te ver crescer.

    Sua chegada me fez reavaliar certezas tão absolutas e mudar a rota de um jeito que eu não supunha fazer tanto sentido. Me fez conhecer sentimentos desconhecidos para mim, e que medo isso me deu! Me fez sorrir diante de conquistas tão pequenas, mas tão importantes, que agora é preciso muito mais pra me fazer achar pouco das coisas. Me fez movimentar ideias que estavam adormecidas dentro de mim. Me trouxe de volta a palavra, o sentido do amor e a coragem para encarar o medo.

    Pensando bem, tudo estava no lugar, mas seu espaço já estava marcado para ser ocupado há muito tempo.

    Você.

    Tão pequeninho e tão gigante ao mesmo tempo.

    Você.

    Só você,

    e mais ninguém,

    me transformou assim,

    numa revolução de afetos e medos e alegrias,

    me fez querer parar o mundo e, ao mesmo tempo,

    acelerar tudo.

    Você aqui dentro.

    Imagine quando estiver do lado de fora?

    Que as mudanças continuem a girar, é o meu desejo para mim e para você, e que seja leve. Na medida do possível, leve e tranquilo. E que a gente invente o nosso jeito de fazer essas pequenas-grandes revoluções que só acontecem nas certezas inesperadas do dia a dia. Que você me traga essas mini e grandes mudanças, mas que faça as suas próprias revoluções independentes das minhas. Que a gente saiba, juntos, entender que nem sempre a normalidade é o melhor caminho a ser seguido. E que o tempo, bom… que o tempo continue a correr como tem de ser, nem devagar demais, nem depressa demais, mas no equilíbrio dessa corda bamba que tem sido descobrir você dentro de mim.

    Tem sido uma jornada e tanto crescer ao seu lado, com você, a cada semana e a cada fase do meu corpo. Que eu aprenda a ser diversas versões de mim, do que eu costumava ser para poder nascer o que você precisar que eu seja, o que eu tiver que ser para mim. Para nós. Nesse nosso novo jeito de viver e de conviver.

    Por enquanto, só te peço uma coisa: não solte a minha mão, filho.

    Capítulo 2

    E se...

    Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é lista. Lista de tudo e qualquer coisa. Lista de coisas a fazer. Lista de compras. Lista de viagens que fiz, viagens que ainda quero fazer. Lista de desejos em sites de compras. Lista de livros para ler. Lista de livros que li. Lista de coisas que gosto, não gosto. Lista de ideias furadas, ideias boas. Lista de sonhos. Lista de coisas aleatórias que aparecem na minha cabeça.

    Se me deixarem, passo dias fazendo listas. Mas o que eu gosto mesmo é de fazer lista de coisas que ainda estão para acontecer (ou não) só para tentar criar os melhores e piores cenários. Na minha cabeça, criar essa coleção de palavras me ajuda a colocar sentido na bagunça que, às vezes, o meu pensamento organiza.

    Nessa brincadeira, já me via diante de dificuldades que só aconteceram

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