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O Assediador
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E-book113 páginas1 hora

O Assediador

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Sobre este e-book

Como os laços de vidas passadas se manifestam despretensiosamente em nossas vidas? Horácio, um honrado médico e pai de família, desperta uma admiração doentia em Douglas, um jovem paciente. A relação, que inicialmente era uma inocente amizade, rapidamente transforma-se em um complexo caso de obsessão. Determinado a ter o objeto de desejo, Douglas se converte em um perseguidor implacável que ultrapassa todos os limites da sanidade. Em uma trama de mentiras, perseguição e chantagens, o espírito Lebeau demonstra como os laços de vidas passadas podem se converter em complexos casos de assédio, perseguição, violência e morte. Permita-se aprender e evoluir por meio do Amor! São mais de cinquenta obras dedicadas ao crescimento espiritual e expansão da consciência. Leia a prévia, adquira o seu exemplar e não esqueça de avaliar o conteúdo. A sua opinião é muito importante. BOA LEITURA!! ATENÇÃO Como aviso esclarecemos que a história desse livro é baseada em fatos reais e pode apresentar temas adultos, abusos de substâncias, mortes brutais, descrições perturbadoras, palavras ofensivas e violência contra animais. Tenha cuidado com menores de 16 anos.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento18 de out. de 2022
O Assediador

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    O Assediador - Lilian Campos

    INTRODUÇÃO

    Imagine-se em um estado de constante felicidade! Você está tomado (a) pela certeza de que encontrou a pessoa perfeita! É alguém muito especial que vai suprir seus anseios mais íntimos! Essa inexplicável euforia comanda todos os seus pensamentos, atitudes, planos e interesses! Seu mundo gira em torno desse ser maravilhoso e insubstituível! Nada mais importa! Você está apaixonado (a)! O que manda é a convicção do amor! Não existem dúvidas, a pessoa certa chegou e para tê-la não existem limites, qualquer sacrifício é válido! 

    Mas… E se dentro desse frenesi de emoções você encontra um enorme muro de indiferença? Seu precioso tesouro está ameaçado! Você vai perder todos os seus sonhos! Não restará nada além do imenso vazio! O mais profundo, atemorizante e doloroso vazio! 

    Dentro desse turbilhão de emoções carregadas de carências afetivas, sentimentos de rejeição e abandono, traumas infantis, e reminiscências de vidas passadas, nascem os desvios comportamentais. 

    Convencidas de que precisam e podem ter o objeto de desejo, muitas pessoas seguem pelos caminhos obscuros dos relacionamentos unilaterais e sem reciprocidade! Transitando entre sentimentos de amor e ódio tornam-se obsessivas e irracionais. 

    Nessas condições a capacidade de discernimento é afetada, pois frequentemente perdem-se entre a realidade e a fantasia, acarretando enormes prejuízos psíquicos e emocionais, que se convertem em dolorosos transtornos. 

    O quadro acima mostra a dor do perseguidor, que carrega uma pesada carga emocional, sérios traumas e distúrbios psicológicos. A condição dispensa críticas, julgamentos e preconceitos, tendo em vista, que exige tratamento psicológico e psiquiátrico adequado. 

    Mas… E o que dizer do assediado? Do perseguido? Da pessoa que tem sua privacidade invadida? 

    Se por um lado vemos o drama do perseguidor, há de se considerar seriamente os profundos abalos emocionais da vítima. A síndrome do estresse pós-traumático ocupa o primeiro lugar na lista das pessoas que vivenciam essas experiências. 

    Para ter um breve vislumbre basta imaginar-se caminhando na rua e ter a impressão de que está sendo seguido! Ter palpitações ao ouvir o telefone tocar, ou estremecer ao olhar pela janela e perceber o vulto próximo ao portão!

    Submetidas a constantes perseguições, ameaças e manipulações, a vítima sente-se invadida e encurralada, indo de encontro ao medo, o isolamento social, a angústia, os ataques de pânico e a depressão. 

    Dentro dessa complexa dinâmica é importante pontuar, que para o senso comum muitas vezes o quadro é visto como uma manifestação de paixão, amor, proteção ou determinação! Compreensões distorcidas que alimentam uma prática destrutiva. 

    Somos educados para perceber e associar o amor como um símbolo de propriedade, ou seja, aquilo que eu amo, é meu!

    Dentro dessa percepção costumeiramente damos ao doentio a característica de saudável. Confundimos seguir com perseguir, proteção com possessão, acompanhar com vigiar!

    Simplesmente parece natural bisbilhotar o celular, revirar a carteira, examinar as roupas, espicular os amigos, ligar várias vezes por dia, mandar mensagens de hora em hora, passar longos períodos em redes sociais investigando um perfil, controlar horários, novos amigos, onde foi, com quem falou… Obviamente a curiosidade faz parte da condição humana, mas quando essas atitudes se tornam constantes e ocupam a maior parte do tempo,  estamos falando de características obsessivas, que devem ser cuidadosamente examinadas!

    Em uma época em que a internet e as redes sociais viabilizam a especulação, os métodos de perseguição ganharam novas modalidades, em muitos casos um perfil falso, com o pretexto de investigar, é o suficiente para desencadear a mania compulsiva.

    Deve-se considerar que, em última instância, a inocente admiração pode se transformar em um distúrbio, levando os envolvidos pelos caminhos da violência e do crime passional. 

    Para aqueles que consideram as múltiplas existências torna-se evidente que a manifestação de tais obsessões está intimamente ligada às experiências pretéritas. 

    Cabe ao espírito encarnado se observar diante dos próprios sentimentos, desejos, idealizações e atitudes. Negligenciar desequilíbrios e excessos dificilmente ajudará na estabilidade psíquica, emocional e no caminho evolutivo.

    Acima de tudo deve-se compreender a importância da aceitação, o respeito pelo livre arbítrio e buscar incansavelmente as raízes mais profundas que nutrem os hábitos nocivos! Nunca é demais ressaltar! Muitas vezes os hábitos mais mórbidos se escondem e cobrem-se com rótulos bonitos, mas enganosos e ilusórios.

    Por fim… A história a seguir vai expor as consequências dos intrincados processos obsessivos, que diariamente comprometem o avanço espiritual de vários encarnados. 

    Por meio de Douglas e Horácio, o Espírito Lebeau¹  apresenta um panorama que permite ao leitor perceber a diferença entre admiração e obsessão. 

    Que o exemplo desses irmãos nos ensine a ver e compreender com mais clareza a diferença entre o salutar e o nocivo. 

    A Escritora. 

      1 Nota da Escritora: A história do Espírito Lebeau é contada no livro Contos de Guardião.

    Capítulo 1

    A Chegada do Varão

    Em meados do século XIX, Isabel e Bernardo aguardavam com ansiedade a chegada do quinto filho.

    Ciente de que o esposo desejava ardentemente um varão, Isabel suplicava a Deus por um menino.

    As quatro meninas eram as joias preciosas do marido, mas as expectativas frustradas sempre geravam dores profundas e a insatisfação era como um fantasma que assombrava a família.

    Submetida ao casamento arranjado, com um homem vinte anos mais velho, constantemente Isabel se entregava aos períodos de depressão.

    A vida marcada pela submissão, pelas humilhações e abusos sexuais, vistos como normais na época, causavam profundas amarguras que lentamente matavam a vontade de viver. 

    No final de 1841, Bernardo sentiu a alegria de segurar Douglas, o varão tão desejado, no entanto, a felicidade foi encoberta pelo manto do luto, pois após as complicações do parto, Isabel desencarnou e finalmente encontrou o descanso para a alma exausta.

    Os anos de sofrimento ao lado do marido bruto, a resignação e fé inabalável, renderam à Isabel a vitória espiritual, o fim dos ciclos cármicos e a possibilidade de reencarnar em condições muito melhores.  

    Assolado pela perda da esposa, Bernardo entrou em processo de revolta e todo o afeto paterno se transformou em repúdio.

    Para ele, o belo garotinho com grandes olhos negros se converteu em um símbolo da morte, que prolongava o luto, espalhava tristeza pela casa e submetia as filhas a profundos sofrimentos.  

    Enquanto Bernardo se entregava ao alcoolismo tentando

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