E Se A Injustiça Que Nos Sobreveio For A Causa Da Justiça De Deus?
De Marcela Mota
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E Se A Injustiça Que Nos Sobreveio For A Causa Da Justiça De Deus? - Marcela Mota
Marcela M
a
Í N D I C E
Prefácio .............................................................. 09
Introdução ........................................................... 11
Por que os maus parecem permanecer impunes na terra, enquanto a vida dos justos é ceifada? ........................................................ 13
Como aceitar uma colheita que não foi semeada? .................................................... 31
Por que Deus utiliza o sofrimento como um meio para conhecê-lo de maneira mais profunda? ..................................................... 55
Vale a pena ser fiel até o fim, sem negociar princípios? .................................................... 67
E se atender ao chamado de Deus te custar tudo, inclusive o conforto e os privilégios da terra? ........................................................... 77
Como lidar com as calúnias, perseguições e invejas simplesmente por servirmos a Deus?
..................................................................... 99
Como compreender que alguém teve um fim trágico por executar à vontade divina? ...... 109
E se a sua amizade com Deus te expôr a grande desafios? ......................................................... 115
As injustiças da terra e a justiça dos céus ... 123
E se você for escolhido para glorificar a Deus em seu sofrimento, independente dos erros cometidos? ................................................ 129
E se a extrema dor e sofrimento fizerem parte do plano de salvação? ........................................... 137
O porquê dos acontecimentos ..................... 153
Como está o seu senso de justiça? ........... 161
Oração ............................................................. 169
Agradecimentos ................................................173
P R E F Á C I O
O material a ser analisado indica um assunto frequentemente questionado e incompreendido em nossa sociedade. Por meio dele, seremos instruídos como a soberana vontade de Deus pode nos surpreender e nos conduzir a situações desafiadoras e aparentemente injustas.
Também serão discutidos vários temas relacionados a um único tópico: A injustiça humana dentro da justiça divina.
O conteúdo exposto transformará nossa visão sobre o sofrimento e os obstáculos da jornada cristã.
Após se inteirarem sobre o assunto, perceberão a importância de não murmurar diante de certas injustiças, nem tentar alterar o seu curso.
Aqueles que não sabem lidar com injustiças aprenderão a não considerar como injustas as circunstâncias que são agradáveis aos olhos de Deus.
Com o auxílio do Espírito Santo, aprenderemos por meio das Escrituras a como nos comportar diante dessas situações, já que a nossa reação terá um grande impacto no nosso resultado. Sim, a
resposta que daremos ao Senhor determinará o sucesso da nossa jornada.
Serão apresentados exemplos de personagens bíblicos que passaram por situações consideradas injustas e desumanas atualmente, mas que, na realidade, estavam em harmonia com os planos divinos e com o futuro planejado para eles.
As pessoas empregadas para ilustrar o cerne da mensagem incluem: Abel, José, Jó, Sacerdote Zacarias, Nabote, Jeremias, Oséias, Sadraque, Mesaque, Abedenego, Daniel, Estevão, Lázaro (amigo de Jesus e o descrito na parábola, juntamente com o rico), João Batista, cego de nascença e o Amado Jesus.
No final da obra, haverá uma oração, perguntas frequentes nos tempos atuais e um teste realizado para avaliar o nosso senso de justiça.
Apreciem o que foi relatado e, sempre que enfrentarem uma situação semelhante, lembrem-se de tudo que foi mencionado e sejam bem-sucedidos em suas reações.
I N T R O D U Ç Ã O
A narrativa bíblica foi composta por uma série de eventos vivenciados por indivíduos classificados como justos e inocentes.
Como as histórias bíblicas não são um conto de fadas, aqueles que obtiveram a aprovação divina também passaram por sofrimentos, injustiças e tiveram desfechos trágicos. O que os distingue dos demais é o seu destino final
, ou seja, para onde suas almas irão após a morte e o que eles se tornaram diante do Rei dos reis.
Aceitar a vontade divina quando ela é favorável a nós é muito fácil. Desafiador é se submeter quando ela não faz sentido, nos causa dor e nos afasta da nossa zona de conforto.
Em um matrimônio, após o sim
, são proferidas as seguintes palavras: Prometo estar ao teu lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.
Se prometemos isso aos homens, que dirás a Deus? Sim, reflitam comigo: por que nos separamos de Cristo quando não compreendemos o que está acontecendo? Como podemos desistir
do noivo só porque as coisas não saíram conforme o planejado ou porque interpretamos de forma errônea?
Não podemos classificar alguém pelo que pensamos, mas sim pelo que realmente é. No entanto, quando não se tem conhecimento sobre o assunto, é complicado chegar a conclusões assertivas. É o mesmo com Deus, não podemos colocá-lo numa caixa e supor que, por sermos seus filhos, tudo deve ser perfeito, sem dor, injustiças ou qualquer tipo de sofrimento.
A trajetória de Cristo na terra nos mostrou que o evangelho não é uma colônia de férias, nem uma vacina contra qualquer eventualidade.
É evidente que cada pessoa possui sua missão específica, porém, foi através do sofrimento e injustiças que a vida de muitos indivíduos foram transformadas. No caso do Amado Jesus, por exemplo, as escrituras declaram que ele aprendeu a obedecer através do sofrimento (Hebreus 5:8). Jó também afirmou que conheceu Deus após sua árdua provação (Jó 42:5). Da mesma forma, o escritor do Salmo 119:71 afirmou que foi bom ter sido afligido porque resultou no seu aprendizado aos estatutos.
Convido o estimado leitor a enxergar o sofrimento que vem de Deus como uma oportunidade de evolução espiritual e física, pois um verdadeiro guerreiro não é forjado no conforto, mas sim nos desafios das batalhas.
POR QUE OS MAUS PARECEM
PERMANECER IMPUNES NA
TERRA, ENQUANTO A VIDA DOS
JUSTOS É CEIFADA?
Nem sempre o desfecho da história determina quem ganhou ou perdeu. Sim, o modo como concluímos nossa trajetória na terra não determina nosso sucesso nos céus.
Nas escrituras, há exemplos de homens e mulheres de Deus que tiveram fins trágicos, e ainda assim agradaram ao Senhor.
A maneira como terminamos aqui (terra) não pode definir como estaremos lá (céus).
Quando um homem justo finaliza seus dias na terra com dor e sofrimento, a humanidade interpreta isso como algo negativo. Em contrapartida, quando o ímpio prevalece, eles veem isso como injusto.
Qual é o pior: padecer na terra e desfrutar de uma vida eterna com Jesus, ou viver no conforto terreno e depois ser consumido pelo fogo do inferno?
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É necessário que a nossa mentalidade seja renovada pelo Espírito Santo. Caso contrário, nos limitaremos apenas a essa vida. Veja o que Paulo afirmou a respeito:
1 Coríntios 15:19 Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
Não se pode medir o sucesso de uma pessoa somente pela sua trajetória terrena. Certamente, existirão homens com belas trajetórias tanto nos céus quanto na terra, mas nem todos experimentarão isso.
A Bíblia nos conta a história de alguém que foi morto só por agradar a Deus. Eu me refiro a Abel, um dos filhos de Adão e Eva.
Ele era visto como um homem reto perante Deus, enquanto seu irmão Caim representava a semente do mal (1 João 3:12).
Certo dia, ambos optaram por oferecer uma oferta ao Senhor. Caim recolheu os frutos do campo, pois era agricultor, enquanto Abel entregou as primeiras crias do seu rebanho, uma vez que era pastor (Gênesis 4:3-5).
Note que cada indivíduo ofertou conforme sua ocupação. No entanto, Deus só aceitou a oferta de uma única pessoa. Sim, somente Abel recebeu a aprovação divina através do fogo.
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Mas por que Deus permitiu tal coisa?
Primeiramente, para nos ensinar que ele não aceita qualquer coisa e, em segundo lugar, para nos fazer compreender que antes de oferecermos a oferta, precisamos nos tornar essa oferta. A evidência disso está no próprio texto, que declara que o Senhor primeiro se atentou para eles antes de considerar suas ofertas.
Deus é justo e, antes de avaliar as obras das nossas mãos, ele sempre avaliará a intenção do nosso coração.
Ao notar que a oferta de Abel foi aceita, enquanto a sua
