Arte da Crônica
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Sobre esta série
Títulos nesta série (7)
- Esse inferno vai acabar
1
Nesta coletânea de crônicas, o escritor e jornalista Werneck reúne uma galeria de tipos difíceis de esquecer: Solange, a prima que adora falar difícil; Dona Alzira, que bolou um escudo de eucatex para se defender de um tarado munido de raio laser; e Samuel, que está de novo com a conversa de que o mundo vai acabar. Werneck é um contador de histórias como poucos. Ele narra com o ritmo preciso e o humor refinado que o tornaram conhecido como um dos melhores textos do jornalismo brasileiro. Como cronista, alia a capacidade de observação ao talento com as palavras. O resultado, que pode ser conferido nas 44 crônicas deste livro, é uma conversa que revela a humanidade dos personagens e do próprio autor.
- Nós passaremos em branco: Luís Henrique Pellanda
2
Nas crônicas de Luís Henrique Pellanda, o centro de Curitiba é o cenário de histórias quase invisíveis, flagrantes do cotidiano que revelam o que há de perverso – e também de encantador – nas ruas anônimas de uma metrópole. O que pode escapar à percepção da maioria de nós é retido na memória do cronista. Assim nasce uma galeria de situações e personagens bastante particular: a prostituta que joga pétalas de rosas sobre a menina que dorme na praça; a alucinada estreia do filme The Doors no antigo Cine Plaza; um assassinato – cinco tiros na cara – bem debaixo da janela do autor; a macaca dançarina que hipnotiza o músico; a mocinha com o canivete, lembrança de um verão distante.
- Certos Homens: Ivan Angelo
3
Casos bem-humorados e outros nem tanto, retratos de tipos humanos, relações amorosas, cenas urbanas, crítica social e de costumes, alguma poesia. Quase tudo o que cabe numa crônica está neste livro. Ficcionista premiado e jornalista não menos reconhecido, Ivan Angelo estabelece em suas crônicas a cumplicidade com o leitor que é um dos trunfos do gênero. Histórias aparentemente prosaicas ganham sabor quando narradas por um exímio cronista. Nas 50 crônicas deste livro, um assunto puxa o outro, e o que emerge desse conjunto é um panorama muito pessoal da vida brasileira, de hoje e de antes.
- Antes não era tarde
9
Pedro Gonzaga é dos poucos autores de hoje que não se deixam pautar por esses dias que mais parecem um desfile do sanatório geral. E é assim, autodefinido um "anacronista", o que fala dos rumores que o tempo não logra de todo apagar, que ele honra a mais fina tradição da crônica, a que faz do lirismo o material das suas bem traçadas. "Antes não era tarde" são memórias, as de vinte, trinta anos, junto com as de ontem mesmo e as de agora de manhã. Estrepolias de criança, família, o exemplo sempre presente do pai. A praia, a escola, os amigos, os amores ingênuos que não excluem um projeto de safadeza com a Jane Fonda reprisada à exaustão nas madrugadas da TV aberta. Viagens com a banda pelas estradas da vida. Sendo Pedro Gonzaga também poeta, suas crônicas rimam com uma de suas crenças: a de que o riso e a poesia estão entre as poucas vitórias da nossa triste espécie. Uma reflexão que leva a tanta outras – não menos agridoces.
- Asa de sereia
A cidade, talvez a melhor das invenções humanas, é o palco no qual os personagens de Luís Henrique Pellanda ganham vida. Ali se desenrolam as mais inesperadas tramas, muitas delas cercadas de silêncio e mistério, em que caminhos e olhares se cruzam para revelar novas possibilidades. Há um bocado de lirismo, e outro tanto de fantasia. E há, sobretudo, uma profunda humanidade. Quando observados pelo cronista, a cidade e seus habitantes podem ser tudo, menos ordinários. O pelicano de Curitiba, as sereias da Praça Osório, a velha em viscose de onça, o cantor sem dentes, os fantasmas da geada e os sacrificados do verão, o sabiá enterrado vivo, uma dupla sertaneja milagreira. Nas crônicas deste livro, Pellanda nos apresenta uma metrópole em eterna reconstrução, morrendo aos poucos para reviver mais adiante – e que é aqui transformada em literatura.
- Sonhos rebobinados
Duas esbarradas com Sartre em Paris e os defuntos do Facebook. O crepúsculo da Kombi e um encarceramento de 17 dias no DOPS de Belo Horizonte. O nome do algodãozinho que se acumula no umbigo. Encontros e reencontros com Fernando Sabino, Pedro Nava, Hilda Hilst e outros grandes personagens. Neste livro, temas variados ganham um registro sempre original pelo olhar de um dos maiores cronistas do país. Tudo é assunto para uma boa – e sempre bem-humorada – conversa. Humberto Werneck brinca com as palavras e retrata pessoas e situações inesquecíveis. São narrativas infalivelmente divertidas, mesmo que às vezes produzam um riso levemente melancólico. Werneck ainda lembra os descobrimentos da infância e as primeiras ferrugens da juventude, a farta vivência da carreira jornalística e o capital afetivo dos bons amigos. Rebobinando suas memórias, produz uma arqueologia sentimental de rara beleza.
- Detetive à deriva
Nas crônicas de Detetive à deriva, as belas estranhezas do dia a dia – como uma família de urubus nas alturas de um prédio, um par de botas abandonado, um solitário bebê chinês na calçada e um enigmático rastro de pétalas – estabelecem a relação entre o flâneur e o investigador, entre os observadores da poesia cotidiana e os autores policiais. Fugindo da tendência atual de transformar o espaço da crônica na imprensa em tribuna de opinião, Luís Henrique Pellanda, grande renovador e um dos principais autores contemporâneos do gênero, inspira-se nas ruas e nas janelas de sua Curitiba. Em pistas que só o cronista vê, o mistério das coisas pequenas se revela ao leitor com a leveza e o encanto de uma história bem contada.
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