A dor que não tem nome: Relato de uma mãe diante da partida prematura de seu filho
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Sobre este e-book
De maneira comovente e esperançosa, "A dor que não tem nome" mostra-nos a importância genuína da fé e orienta os leitores na recuperação de si mesmos após a perda de uma pessoa querida
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A dor que não tem nome - Maria Eugênia de Azevedo
A dor que não tem nome
Escolhi como título para este livro A dor que não tem nome pelo fato de não existir frase mais correta para uma dor tão complexa, quando ocorre a inversão na ordem natural da vida.
No velório do nosso amado filho, Sérgio e eu recebemos inúmeras manifestações de amor de parentes e amigos que compartilhavam conosco o maior sofrimento de nossas vidas até então.
Entre tantos presentes, uma prima muito querida, Ana Maria, em um determinado momento abraçou-me e disse:
– Mogênia, (é assim que ela me chama) a dor que você está sentindo é a dor que não tem nome, sabe por quê? Quando se perde pai ou mãe ficamos órfãos, ao perder o marido ou a esposa ficamos viúvas ou viúvos, mas quando se perde um filho a dor é tamanha que o mundo ainda não inventou um nome.
Realmente, a profundidade da dor sentida neste momento inviabiliza qualquer tentativa de defini-la.
Não existe palavra alguma capaz de exprimi-la, somente quem sente sabe como é.
A dor que não tem nome retrata a minha experiência de mãe no processo de reconstrução interior.
O antes e o depois…
Quando neste mundo chegamos, trazemos somente uma certeza: a de que um dia partiremos.
As reflexões diante dessa afirmação variam de acordo com as experiências de cada um. Alguns são mais conscientes, outros mais iludidos, mas, mesmo estes, terão de atravessar a ponte, crendo ou não.
E nós, mães, certamente já fazemos parte do grupo dos conscientes. Carregamos no coração a saudade de nossos filhos queridos que partiram antes de nós. Se não fosse ela
que insiste em nos angustiar até que seria menos doloroso nosso caminhar.
Já que a realidade que se estabeleceu diante de nós é um fato do qual não temos como escapar, nada mais sensato do que aproveitarmos esta dor como uma grande oportunidade de evolução.
Por meio desta conduta estaremos sendo gratas a nossos filhos queridos, que nos precederam, e a Deus que nos mostrou no presente o que certamente só descobriríamos no futuro.
Recebemos da Providência Divina o conforto e a compreensão que nenhum ser humano seria capaz de nos dar mesmo que desejasse, pois nesse momento necessitamos do ilimitado, do que transcende a nossa realidade, de algo que nos convence, elevando-nos a outros valores que não são deste mundo. Um pedaço de nós foi junto com ele e esse pedaço nos elevou, afetando diretamente todo o resto que aqui ficou.
A ligação com a continuidade da vida foi conectada dentro de nós e com isso percebemos como o medo da morte desaparece instantaneamente, como em um passe de mágicas; e com ele, consequentemente, todos os nossos medos deixam de existir, pois já enfrentamos o maior deles e os demais passam a ser insignificantes.
Passamos a ver na simplicidade as nossas necessidades, o lado material não nos ilude mais e nem tampouco o desejamos, já percebemos a sua efemeridade.
Esses sentimentos novos, que passam a fazer parte integrante de nós, são responsáveis pela nossa transformação interior, garantindo-nos o equilíbrio e a liberdade de ser, em contraposição com o que estávamos envolvidas, a escravidão do ter.
A convivência com nossos filhos neste mundo nos trouxe inúmeras alegrias e inesquecíveis recordações: o primeiro sorriso, as primeiras palavras, a primeira escola, enfim, todos os belos momentos que guardamos em nosso coração para sempre. Cada um de nós viveu, antes de tudo acontecer, com facilidade essa fase, que não exigia de nós grandes esforços, uma vez que estávamos envolvidos pelas ilusões do mundo.
Nossa vida passou a ser dividida em duas partes: antes e depois do acidente com meu filho.
A solidariedade dos amigos
Os primeiros dias que sucederam a partida de meu filho foram repletos de solidariedade, por meio de telegramas, telefonemas, cartas, visitas das mais diversas pessoas: parentes, amigos, conhecidos e até mesmo com quem nunca havíamos tido contato.
Naquele momento sentia a grandiosidade do amor existente no coração de cada um. Parecia que todos se despiam das ilusões do mundo e viviam por alguns instantes somente a centelha divina de seus corações.
Como seria gratificante se a minha dor tivesse contribuído para a reformulação de cada um, mas, infelizmente, o ensinamento maior estava reservado à minha família.
Aos poucos cada um foi voltando à sua rotina normal, mas nós, pais, que vivemos esta dor, nunca mais seremos os mesmos, o ensinamento chegou ao fundo de nossos corações, limpando-nos de nossas ilusões, aparando as arestas, alterando nossos objetivos, dando-nos maior compreensão de nossa missão no
