Arteterapia e Gestalt: Contribuindo Para o Resgate de Potencialidades em Adolescentes Abusadas Sexualmente
5/5
()
Sobre este e-book
Leia mais títulos de Taíse Dos Anjos Santos
Búzios Que Instigam, Percepções Que Comunicam Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPartilhas: Sugestões de atividades para atuação com grupos no CRAS Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Relacionado a Arteterapia e Gestalt
Ebooks relacionados
Recursos criativos em Gestalt-terapia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSituações clínicas em Gestalt-Terapia Nota: 5 de 5 estrelas5/5O ciclo do contato (9ª edição revista e atualizada): Temas básicos na abordagem gestáltica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasIntervenções grupais: O psicodrama e seus métodos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSobre a Psicologia dos Grupos: uma Proposta Fenomenológica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA clínica gestáltica com crianças: Caminhos de crescimento Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPráticas na Formação em Psicologia: Supervisão, Casos Clínicos e Atuações Diversas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Clínicas gestálticas: Sentido ético, político e antropológico da teoria do self Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTerapia Famíliar: Múltiplas Abordagens com Casais e Famílias Nota: 4 de 5 estrelas4/5Processamento simbólico-arquetípico: pesquisa em psicologia analítica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPsicologia favelada: Ensaios sobre a construção de uma perspectiva popular em Psicologia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasClínica de Orientação Psicanalítica: Compromissos, sonhos e inspirações no processo de formação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSupervisão clínica em psicologia analítica: Teorias e reflexões no contexto brasileiro e de formação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPensando a arteterapia vol l Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCorpomovimento: Vivências em arteterapia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasArte-terapia e loucura: Uma viagem simbólica com pacientes psiquiátricos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA clínica, a relação psicoterapêutica e o manejo em Gestalt-terapia Nota: 5 de 5 estrelas5/5Adolescência na clínica gestáltica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEnfrentando crises e fechando Gestalten Nota: 5 de 5 estrelas5/5O suporte para o contato: Gestalt e infância Nota: 0 de 5 estrelas0 notasArteterapia: um novo campo de conhecimento Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO tear da vida: Reflexões e vivências psicoterapêuticas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasArteterapia e Parkinsonismo:: Um Estudo de Caso na Associação Parkinson Paraná Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSol da Terra: O uso do barro em psicoterapia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPsicoterapia psicodramática com crianças: Uma proposta socionômica Nota: 5 de 5 estrelas5/5Infância na Gestalt-Terapia: Caminhos terapêuticos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEntre Materialidades e Afetos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasModalidades de intervenção clínica em Gestalt-terapia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGestalt-terapia – Por outros caminhos Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Psicologia para você
A gente mira no amor e acerta na solidão Nota: 5 de 5 estrelas5/5Como Convencer Alguém Em 90 Segundos Nota: 4 de 5 estrelas4/5Toda ansiedade merece um abraço Nota: 5 de 5 estrelas5/510 Maneiras De Manter O Foco Nota: 0 de 5 estrelas0 notasVencendo a Procrastinação: Aprendendo a fazer do dia de hoje o mais importante da sua vida Nota: 5 de 5 estrelas5/535 Técnicas e Curiosidades Mentais: Porque a mente também deve evoluir | 5ª ed. Nota: 5 de 5 estrelas5/5Autoestima como hábito Nota: 5 de 5 estrelas5/5Minuto da gratidão: O desafio dos 90 dias que mudará a sua vida Nota: 5 de 5 estrelas5/5Eu controlo como me sinto: Como a neurociência pode ajudar você a construir uma vida mais feliz Nota: 5 de 5 estrelas5/5A interpretação dos sonhos Nota: 4 de 5 estrelas4/5Não pise no meu vazio: Ou o livro do vazio - Semifinalista do Prêmio Jabuti 2024 Nota: 4 de 5 estrelas4/5Terapia Cognitiva Comportamental Nota: 5 de 5 estrelas5/5Psiquiatria e Jesus: transforme suas emoções em 30 dias Nota: 5 de 5 estrelas5/5Como Falar Com Todos: 92 Dicas Para o Sucesso nas Relações Interpessoais Nota: 0 de 5 estrelas0 notasContos que curam: Oficinas de educação emocional por meio de contos Nota: 5 de 5 estrelas5/5Vou Te Ajudar A Fazer As Pessoas Clicar No Seu Link Nota: 5 de 5 estrelas5/5Cartas de um terapeuta para seus momentos de crise Nota: 4 de 5 estrelas4/5Tipos de personalidade: O modelo tipológico de Carl G. Jung Nota: 4 de 5 estrelas4/5O amor não dói: Não podemos nos acostumar com nada que machuca Nota: 4 de 5 estrelas4/5O sentido da vida: Vencedor do Prêmio Jabuti 2024 Nota: 5 de 5 estrelas5/5Avaliação psicológica e desenvolvimento humano: Casos clínicos Nota: 5 de 5 estrelas5/5O Poder das Cores: Um guia prático de cromoterapia para mudar a sua vida Nota: 5 de 5 estrelas5/5Ostra feliz não faz pérola Nota: 4 de 5 estrelas4/5Cuide-se: Aprenda a se ajudar em primeiro lugar Nota: 5 de 5 estrelas5/5O poder dos mantras: Descubra como ativar o poder infinito que existe em você Nota: 5 de 5 estrelas5/5
Avaliações de Arteterapia e Gestalt
1 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
Arteterapia e Gestalt - Taíse dos Anjos Santos
INTRODUÇÃO
A Gestalt-Terapia é uma abordagem da Psicologia que traz sua história no Brasil há cerca de 20 anos e na Bahia, ainda não tão difundida, constrói a cada tempo seu espaço nos diversos locais de atuação das psicólogas e dos psicólogos. A partir da figura de Fritz Perls, sua história se difundiu por vários países da Europa, Oriente e Ocidente com fundamentos filosóficos e psicológicos pautados no entendimento do ser humano como inteiro, englobado em suas dimensões sensoriais, afetivas, cognitivas, sociais e espirituais. De acordo com Ginger (1995), a Gestalt-Terapia ultrapassa sua aplicabilidade nos processos psicoterapêuticos, sendo concebida como a arte de viver que permeia nas relações do humano com seu campo vivencial.
A Gestalt integra e combina de forma original um conjunto de técnicas variadas verbais e não-verbais, tais com despertar sensorial, trabalho com a energia, a respiração, o corpo ou a voz, expressão da emoção, trabalho a partir dos sonhos, criatividade (desenho, modelagem, música, dança, etc.). (Ginger, 1995, p. 18)
A estas técnicas, referidas acima por Ginger (1995), inclui-se o recurso da Arteterapia, compreendida como uma mola propulsora ao fortalecimento do indivíduo como um todo, a partir do desenvolvimento e amadurecimento do senso de identidade. Conforme Kramer (1971 apud Ciornai, 2004), sua função básica consiste em cooperar para uma organização psíquica resistente às pressões e frustrações ocorrentes, sem deixar, assim, o indivíduo fragmentar-se ou recorrer a medidas disfuncionais e/ou prejudiciais para si.
A Arteterapia define-se como um processo do fazer artístico de potencial transformador, desenvolvido em diferentes contextos terapêuticos. Sendo assim, pode ser aplicada dentro da sua especificidade, em diferentes contextos, desde consultórios a comunidades. De acordo com Ciornai (1994), foi observado que populações menos favorecidas socioeconomicamente se expressam significativamente por meio da arte. Ela é algo que faz parte do cotidiano das pessoas, seja nas igrejas, corais, nas organizações, associações de bairro, comunidades, dentre outros espaços onde se identifiquem mais facilmente por meio de recursos expressivos.
Assim desperta o interesse em dar ênfase ao entendimento da Arteterapia e Gestalt aplicada num trabalho psicossocial. Neste sentido, o texto tem o objetivo de articular teoria e prática sobre o olhar do trabalho com adolescentes institucionalizadas em Salvador que sofreram abuso sexual.
No campo da Psicologia, Salvador vem apresentando abertura de mais espaços no âmbito social para prática de psicólogas e psicólogos, a exemplo de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Clínicas Populares para atender comunidades, Abrigos de Criança e Adolescentes, dentre outros. Desta forma, demandas que se referem à violência e maus-tratos são temas que aparecem com frequência nesta seara, em destaque a violência sexual de crianças e adolescentes, sendo assim justificada a necessidade de profissionais que trabalhem com os aspectos emocionais de experiências traumáticas.
Em acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA, 2005) – com base no Artigo 87, inciso III, que faz referência à política de atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência, maus-tratos, exploração, abuso e crueldade –, diversos órgãos públicos têm implantado espaços que oferecem acolhimento e atendimento a esta clientela vitimizada, a exemplo do abrigo, que é um espaço provisório de proteção. Então, lança-se o desafio às/aos profissionais de Psicologia, incluídos no planejamento e quadro da equipe colaboradora à assistência deste público para o desenvolvimento de trabalhos que possam dar suporte e auxiliá-las no processo de transformação e superação destas vivências. E, entendendo este contexto numa perspectiva da Gestalt-Terapia, pode-se perceber o recurso da Arteterapia como facilitador para o desenvolvimento pessoal deste público institucionalizado. No processo grupal, trabalhos com dança, recorte e colagem, argila, desenho, expressões corporais, incluindo movimento, montagem de peças teatrais, facilitam no processo de desenvolvimento e autoconhecimento destas adolescentes.
A presente pesquisa nesta perspectiva buscou: aprimorar os conhecimentos dentro da Gestalt-Terapia; mostrar a aplicação da Arteterapia na perspectiva da Gestalt-Terapia nos contextos sociais e comunitários; evidenciar como as adolescentes se sentem implicadas no trabalho com Arteterapia nesta abordagem; compreender como este trabalho repercute e influencia no processo restaurador destas adolescentes que sofreram abuso sexual e ainda, demonstrar a importância da construção artística no processo da reorganização interna das adolescentes. Além disso, traz como método a análise de relatos e estudo de caso para percepção da aplicabilidade e repercussões da técnica neste contexto.
1. ADOLESCÊNCIA
A adolescência, de acordo com Campagna (2005), é compreendida como uma fase de muitas modificações no âmbito externo, envolvendo as relações interpessoais e no âmbito interno, envolvendo mudanças fisiológicas e psicológicas. É importante se compreender a diferença entre a puberdade e a chamada adolescência. A primeira consiste numa etapa basicamente fisiológica, distinguindo-se da última, que é um fenômeno social. A adolescência pode ser assim melhor definida, por se tratar de um período não determinado pela idade do sujeito, mas pela sua maturidade perante a vida
