Sem Revoluções: Os Dilemas das Democracias Neoliberais Andinas
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Sem Revoluções - Renata Peixoto de Oliveira
Editora Appris Ltda.
1ª Edição - Copyright© 2019 dos autores
Direitos de Edição Reservados à Editora Appris Ltda.
Nenhuma parte desta obra poderá ser utilizada indevidamente, sem estar de acordo com a Lei nº 9.610/98.
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COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO CIÊNCIAS SOCIAIS
Aos meus amados pais, a meus ancestrais, à espiritualidade e à luta por justiça social dos povos desta nossa América.
AGRADECIMENTOS
Agradeço imensamente a meus queridos pais, Maria de Lourdes Peixoto de Oliveira e Antônio Francisco de Oliveira (in memoriam), por todo o apoio e pelo exemplo de dignidade, honestidade e solidariedade que sempre me deram.
Aos meus professores e professoras, mestres e mestras, de incansáveis lutas pelo saber e por justiça.
Aos amigos e amigas de todas as horas, por acreditarem em mim e por sua presença amorosa em minha vida.
Aos meus alunos e alunas, aos orientandos e orientandas, por nossa caminhada, pela confiança depositada e por me permitirem aprender sempre.
Aos companheiros e companheiras de pesquisa do extinto Região Andina em Foco e dos grupos Cespi-América do Sul e Dalc-Alacip, por todo o conhecimento compartilhado.
Aos colegas do Ilaesp-Unila, e, em especial, do curso de Relações Internacionais e Integração, do PPG-ICAL e do PPG-PPD.
APRESENTAÇÃO
O projeto de pesquisa (Re)configuração geopolítica hemisférica no início do século XXI: América Latina e a falta de ‘consenso’ (2012-2014)
, que desenvolvi logo do meu ingresso na Unila, foi um passo fundamental para o surgimento desta obra, anos mais tarde. Na ocasião, criei o grupo de pesquisa Região Andina em Foco, que de maneira exitosa, em 2013, realizou a organização e publicação da obra América Andina: Integração Regional, Segurança e outros olhares (Eduepb). Naquele momento, já seria possível destacar que findo o período que marcara o consenso imposto pelo neoliberalismo, nos idos dos anos 1980 e 1990; ingressamos em uma era marcada pelo dissenso e uma dicotomia que sinalizava um sentido de novas alternativas políticas e econômicas ou um caminho de manutenção do modelo neoliberal e de uma visão minimalista e procedimental da democracia. O peso da variável democracia em minhas investigações também foi ganhando maior destaque a partir de minha maior inserção, na condição de coordenadora (2015-2018), e ainda membro, do grupo de pesquisa Democratização na América Latina em perspectiva comparada da Associação Latino-Americana de Ciência Política, o Dalc-Alacip.
Em 2016, buscando aprofundar as análises do eixo neoliberal, abandonei, por um momento, as reflexões sobre o eixo refundador e de esquerda, exemplificado pelas experiências venezuelana, boliviana e equatoriana. Seria agora o momento de me dedicar às análises das experiências que representavam a via não revolucionária, em termos democráticos, e de resistência quanto à manutenção do modelo neoliberal.
Assim sendo, a investigação primou por avaliar o contexto sócio-político de três outros países da região pacífico-andina-amazônica. E, para essa nova empreitada, o estabelecimento de um novo grupo de pesquisa, o Centro de Estudos Sócio-Políticos e Internacionais da América do Sul (Cespi-América do Sul) e um novo projeto de pesquisa intitulado Modelos de Desenvolvimento e densidade democrática: um exercício comparativo entre Chile, Peru e Colômbia
.
Os capítulos apresentados nesta obra são fruto da primeira fase desse projeto de pesquisa. Segue-se, assim, três artigos originalmente apresentados nos encontros da Associação Latino-Americana de Ciência Política (Alacip), em 2015 em Lima e 2017 em Montevidéu, e um artigo apresentado em 2018, no encontro da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) em Curitiba. Além disso, uma publicação datada de 2013, na Revista Sul Americana de Ciência Política da UFPel, também inspirou discussões no último capítulo.
O objetivo da obra é o de abarcar o público universitário brasileiro, pouco familiarizado com as experiências políticas, sociais e econômicas de nossa América andina. Sua leitura propiciará uma aproximação quanto à história política recente desses países sul-americanos por meio de seus modelos políticos e econômicos. Além disso, este livro visa contribuir com reflexões sobre o próprio processo de integração regional e seus modelos e perspectivas, a partir desses dissensos e diferentes giros democráticos regionais.
Renata Peixoto de Oliveira
Foz do Iguaçu, 25 de março de 2019.
PREFACIO
En SEM REVOLUÇÕES. OS DILEMAS DAS DEMOCRACIAS NEOLIBERAIS ANDINAS, Renata Peixoto de Oliveira nos presenta un estudio de la política latinoamericana en la perspectiva comparada, dividido en tres secciones. La primera examina la dinámica política regional en términos de la dicotomía izquierda-derecha. El actual giro a la derecha es contrastado al giro a la izquierda de la primera década del siglo XXI, en la cual gran parte de los países sudamericanos fueron gobernados simultáneamente por coaliciones centro-izquierdistas y populistas, para dar paso a una reacción de centro-derecha y populismos derechistas. Esta oscilación es simultánea, a la vez, al estancamiento del progreso democrático observado al comienzo de este siglo.
La segunda parte del estudio aborda la política en la Era Neoliberal, en tres países andinos: Chile, Perú y Colombia. Las políticas neoliberales se han abocado a liberalizar la actividad económica y a reformar la actividad de los gobiernos, especialmente a rediseñar las políticas sociales. En esta perspectiva, puede hablarse de dos grandes coaliciones políticas típicas, la centro-derecha y la centro-izquierda. La segunda dimensión es la institucionalización del régimen democrático. En esta matriz conceptual, los regímenes democráticos pueden ser examinados no solo por la calidad
de sus instituciones, sino en base a la polarización y la articulación de las coaliciones dominantes y su capacidad de impulsar las reformas neoliberales y democráticas.
En el contexto regional, Chile ha sido señalado con frecuencia como el modelo de éxito de la combinación de institucionalización neoliberal y democrática. En Chile se ha reinstalado un bipartidismo entre un polo centro-derechista y centro-izquierdista. El primero propugna por las políticas de liberalización económica y el segundo, además de esto, con políticas sociales distributivas. El primero tiene su origen reciente en las fuerzas políticas que la dictadura militar logró articular en una serie de partidos políticos y la segunda es la fusión entre los restos del Partido Socialista y el partido Democracia Cristiana, que constituyeron los ejes de la política pre-Pinochet. La observación central de Peixoto es que el régimen político, lejos de ser una arena neutral de competencia electoral, nació sesgado por las preferencias políticas de la Dictadura y los partidos centro-derechistas. La coalición centro-derechista ha mantenido poder de veto legal y factual sobre la trayectoria de la democratización chilena. Cuando la coalición de centro izquierda ha logrado victorias electorales, ha buscado promover políticas distributivas limitadas con relativo éxito. Es importante observar que la política de la dictadura no logró erradicar las instituciones sociales desarrolladas en el Estado chileno en el siglo XX, sobre todo en las instituciones de educación
