A arte de ser pais
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Sobre este e-book
Sempre me perguntei: Haverá no mundo uma atividade que exija maior responsabilidade do que ser pai ou mãe? É claro que em tempos tão conflituosos e contraditórios como o nosso os pais enfrentem a tarefa de educar seus filhos como uma aventura de risco.
É por isso que trago ao alcance dos pais uma série de temas que os ajudam a refletir sobre a tarefa de educar. É difícil, e eu diria ainda mais, impossível querer abraçar toda a empreitada de educar um filho por meio de um livro. Porém, creio que os temas propostos nestas páginas, somados ao diálogo entre os esposos que surgirá a partir da leitura, serão uma boa ocasião para avaliar, consolidar ou reorientar a relação entre os pais eos filhos no que diz respeito à tarefa de educar.
A arte de ser pais, nos relembra justamente que a função de educar os filhos não é para qualquer um, mas sim para verdadeiros artistas, verdadeiros pais. Educar é uma arte. É ir moldando no filho o projeto de homem que o pai e a mãe se propuseram alcançar.
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A arte de ser pais - Ricardo E. Facci
Ricardo E. Facci
A arte de ser pais
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(Santa Fe)- Argentina
e-mail: info@hogaresnuevos.com
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©Associação Hogares Nuevos
Zona Urbana S6106XAE - Aarón Castellanos
(Santa Fe) - Argentina.
Com as licenças adequadas. O depósito exigido pela lei 11.723 é feito
Novembro 2020
Industria Argentina.
laimg_2643_9789874756565.jpgCOLEÇÃO
Por um Lar novo
1. Construindo o amor conjugal
3. A arte de ser pais
7. O mistério do amor matrimonial
*A meus pais que foram moldando em mim o homem que sou.
* A todos os pais que a cada dia enfrentam o desafio de educar.
* Aos filhos, em especial aos Filhos de
Hogares Nuevos" (Novos Lares), que espelham em suas vidas os ensinamentos de seus pais.
Prólogo
A ARTE DE SER PAIS é um pequeno livro que surgiu da ação pastoral que há muitos anos venho realizando com casamentos.
Sempre me perguntei: Haverá no mundo uma atividade que exija maior responsabilidade do que ser pai ou mãe? É claro que em tempos tão conflituosos e contraditórios como o nosso os pais enfrentem a tarefa de educar seus filhos como uma aventura de risco.
É por isso que trago ao alcance dos pais uma série de temas que os ajudam a refletir sobre a tarefa de educar. É difícil, e eu diria ainda mais, impossível querer abraçar toda a empreitada de educar um filho por meio de um livro. Porém, creio que os temas propostos nestas páginas, somados ao diálogo entre os esposos que surgirá a partir da leitura, serão uma boa ocasião para avaliar, consolidar ou reorientar a relação entre os pais eos filhos no que diz respeito à tarefa de educar.
A ARTE DE SER PAIS nos relembra justamente que a função de educar os filhos não é para qualquer um, mas sim para verdadeiros artistas, verdadeiros pais. Educar é uma arte. É ir moldando no filho o projeto de homem que o pai e a mãe se propuseram alcançar.
É engrandecedor trabalhar este livro em grupos de pais. Deus abençoe todos os casamentos em seu compromisso de educar e de formar os seres humanos que se projetarão no futuro.
RICARDO ENRIQUE FACCI
I
Os filhos: projeto dos pais
Os filhos: Projeto dos pais
Geralmente os pais se projetam nos filhos. Por isso, às vezes, desejam para eles algo que eles mesmos não conseguiram, ou ainda, esperam que eles tenham os mesmos objetivos. No ciclo da vida, os filhos, mesmo que sejam diferentes dos seus predecessores, também são uma prolongação da geração anterior.
Através deste capítulo vamos percorrer diversos pontos de vista da relação entre a paternidade e a filiação, temas estes básicos para um diálogo profundo sobre esta realidade tão importante para os pais, que são os filhos.
I. Os filhos são frutos do amor conjugal
O casamento, naturalmente, é a fonte da vida. É a união mais profunda do homem e da mulher, pois implica na criação e na fecundidade. O casamento é o fundamento da família, sua base. A família é uma comunidade que surge do casamento. Por isso, podemos dizer que os filhos são o que coroa um casamento. São o dom mais precioso de um matrimônio. O casamento e o amor conjugal são orientados para a projeto e a educação da prole, na qual se encontra sua exaltação (CFR Familiaris Consortio N° 14).
Quando uma criança nasce, todos fazem festa. Um clima de alegria inunda a família. A casa se enche de visitas. Isso porque o amor dos esposos tomou corpo e se fez criação. Os esposos, além de se entregarem a si mesmos, se entregam à realidade do filho, que é:
a- Reflexo vivo do seu amor.
b- Sinal permanente da união conjugal
c- Síntese viva e inseparável do pai e da mãe (FC 14).
Reflexo vivo do seu amor. O filho é uma vida que espelha o amor de seus pais. Por isso, durante o processo educativo do filho, quando ele não percebe o amor entre seus pais, perde o sentido da existência e começa a experimentar em si a solidão. É esta a causa de muitas rebeldias, de desvios de rumo ou da falta de modelos nos quais se espelhar. Em contrapartida, quando veem o amor de quem os concebeu crescer, se identificam, aprendem e crescem com ele, mas, acima de tudo, são testemunhas deste amor.
Sinal permanente da união conjugal. Cada ser humano que chega a este mundo clama fortemente pela união entre seus pais. O filho é um sinal muito concreto da união entre o homem e a mulher, esposos que, ao se unirem no amor, geram a vida. Assim, quando alguém olha para seus pais e não encontra neles uma unidade, ou porque eles não se uniram em um amor estável ou porque destruíram o compromisso dado em vida, veem-se deslocados e desorientado frente à vida. O filho experimentará a necessidade de se afirmar de outra forma e correrá o risco de ficar marcado por um trauma irresoluto, que põe seriamente em perigo o projeto de felicidade que ele houver traçado.
Síntese viva e inseparável do pai e da mãe. Quando um casamento se rompe, tudo pode se separar: um leva a cama, o outro o guarda-roupas; um fica com a cozinha, o outro com a geladeira; vende-se a casa e o dinheiro é repartido; mas na hora dos filhos: Qual é o seu e qual é o meu?
. O filho é uma síntese indestrutível do pai e da mãe. É muito interessante para um filho se, em matéria de crescimento e educação, ele puder ir aperfeiçoando essa síntese partindo das virtudes do pai e da mãe. Mas e se sua vida for uma síntese dos vícios e os defeitos dos seus pais, que tipo de criança ele será?
Pois bem, ao dizermos que os filhos são fruto do amor conjugal, devemos imediatamente destacar algo importante. A esterilidade física não deve frustrar a paternidade e não implica em um amor conjugal sem frutos pois dá aos esposos a ocasião para que seus frutos se aproveitem em outros serviços (adoção, obras educativas, ajuda a outras famílias, aos pobres, aos necessitados, etc.).
Um casamento sem filhos é um chamado para que o amor não seja infecundo, pois muitos precisam dele... Jamais caiam no perigo de fecharem-se em si mesmos! A fecundidade se dá em doar-se aos outros desinteressadamente. Quantos são carentes de carinho, formação e, principalmente, de Deus!
A fecundidade do amor conjugal não resume somente à geração de filhos, ela é um testemunho vivo da entrega plena e recíproca dos esposos. O amor se enriquece com todos os frutos da vida moral e espiritual que o pai e a mãe dão aos seus filhos e, por meio deles, à Igreja e ao mundo. O testemunho é o fruto e o sinal do amor conjugal.
II. O amor conjugal como fundamento do amor paternal
Em muitas conferências sobre a família que conduzo, costumo começar com uma pergunta: O que é mais importante, amar mais o esposo/esposa ou os filhos? A resposta mais comum é, os filhos
. O mesmo
