Bíblia: Comunicação de Deus em Linguagem Humana
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Bíblia - Luiz Alexandre Solano Rossi
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Como ler a Bíblia
Existe hoje, mais do que em qualquer momento da história, uma necessidade dos cristãos se nutrirem mais assiduamente da palavra de Deus registrada nas Escrituras. A partir do momento em que nos aproximamos da Bíblia para nela meditar, colocamo-nos em relação pessoal com Deus.
Por que estudar a Bíblia? Não poucas vezes vamos à Bíblia com a impressão errada. Pensamos que ela se ocupa, antes de mais nada, da moralidade correta, da piedade correta ou, ainda, da doutrina correta ou de descrever qual é a igreja mais certa. Fixamos nossos olhos exatamente no que não é de interesse dos textos. O interesse da Bíblia se encontra nas relações fiéis que se estabelecem entre Deus e o povo, entre os irmãos e irmãs que integram a comunidade de Deus, e entre essa comunidade e o mundo que Deus criou. A resposta à pergunta inicial poderia ser:
1. A Bíblia possui em si mesma uma grandeza e uma beleza que a tornam uma obra imortal da literatura. Ela, por séculos, encanta corações e desafia milhões de pessoas a se pensar e a viver de forma diferente.
2. A Bíblia é indispensável como texto de história. Nela nos deparamos com os movimentos históricos de grandes impérios do Antigo Oriente Próximo (Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma). Embora a história não seja o objetivo primeiro da Bíblia, diversas informações sobre estes povos encontram-se somente na Bíblia.
3. Do ponto de vista linguístico, o Antigo Testamento constitui o monumento supremo do hebraico clássico. E, além disso, o Novo Testamento vem a ser o único exemplar escrito no grego popular que se falou durante o primeiro século. Quando Alexandre Magno conquistou o mundo antigo, levou consigo a língua grega que, obviamente, não podia ser o grego clássico da Idade de Ouro. Tratava-se de um dialeto simplificado chamado koiné , isto é, grego comum, que normalmente não teria lugar na literatura helênica.
4. A Bíblia é indispensável como um tesouro de sabedoria ética.
5. A Bíblia é o lugar privilegiado para encontrar e conhecer Jesus Cristo. Não existe nenhuma outra fonte de informação tão importante sobre a vida, palavras e ensinamentos de Jesus.
A Bíblia pode ser compreendida como a memória coletiva do povo de Deus. Ao longo de sua história, pessoas do povo de Deus iam registrando alguns fatos concretos, datados e, algumas vezes, detalhados das experiências que viviam e que consideravam ser merecedoras de ser contadas de geração em geração. Podemos afirmar que os primeiros escritores(as) da Bíblia só raramente eram escritores(as). O mais comum é que se tratava de pessoas que somente se expressavam de forma oral. As sociedades antigas tinham mecanismos e momentos especiais, como os rituais e as festas, para transmitir suas histórias, e havia nelas muitos contadores e contadoras de história.
No mundo antigo, a escrita somente aparece tardiamente. Apenas algumas pessoas, chamadas de escribas, sabiam escrever e ler. A transmissão do saber era antes de mais nada feita de forma oral. Eram os adultos, pais, mães, matriarcas, anciãos, sacerdotes, que contavam as histórias que haviam ouvido muitas vezes em sua infância e em sua adolescência. Isto possibilitava um grande desenvolvimento da memória; as pessoas ouviam muitas vezes as histórias e, quando adultas, mesmo as pessoas mais simples eram capazes de recitar quase sem nenhuma falha relatos ouvidos uma só vez. As histórias ouvidas faziam parte de seu jeito de ser, de sua identidade pessoal e comunitária. Ao contrário do que a maioria acredita hoje, porque pouco se recorre à memória, a transmissão oral era tão segura quanto a transmissão por escrito. Até porque a transmissão oral da memória acontecia em um contexto comunitário, e a memória coletiva ajudava a controlar a transmissão. A comunidade era a guardiã de suas tradições. No entanto, chegou um momento em que as tradições orais foram colocadas por escrito.
Ao nos aproximar da Bíblia não devemos considerá-la como se fosse um manual de história, um texto de ciências naturais, um livro de história universal ou um curso sistemático de religião e moral. Nela encontramos, sim, um livro de experiências. Por isso, é correto dizer que os relatos bíblicos nos informam
