Morangos Ingratos
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Morangos Ingratos - Antônio Pereira da Costa Júnior
MORANGOS INGRATOS
Tudo parecia normal naquele dia frio. Nelson acordou cedo para ir na feira de frutas, como de costume. Sempre que podia comprava frutas frescas para o seu desjejum de fim de semana. Todos os sábados era assim. Ele, um solteirão de meia-idade, já vivera o suficiente para saber que na vida nem tudo são flores e nem todas as frutas são frescas. Solteiro mesmo, na definição mais crua do termo, não era, estava. Já havia se separado há alguns anos e não tivera filhos. Vivia sozinho na casa da mãe, já idosa. A vida para ele era uma sucessão de rotinas sem graça. Ser professor de filosofia numa cidade em que ninguém gostava de filosofia, era um martírio. Mas ele precisava ganhar a vida. Ou aquilo que chamava de vida. Nada de emoções ou transgressões de quaisquer níveis. Nem na juventude fora assim. Ele sempre fora bem-comportado. Daquele tipo de jovem bem-educado e instruído que não desperta paixões e arroubos em ninguém.
Sua ex-esposa, Maria Rosa, não aguentou
uma vida de rotinas fatigantes de leituras, provas e tarefas escolares. Achava que vivia uma vida sem brilho e sem cor. Ela tinha um espírito livre. Gostava do sol, de praia, de correr sob o luar. em contra partida, Nelson não era de sair. Achava que a diversão era perda de tempo e desperdício de dinheiro. Preferia ficar em casa lendo em silêncio, assistindo TV ou ouvindo músicas clássicas. Maria Rosa gostava de Rock, de barulho, de qualquer agitação. Até que um dia não aguentou e pediu o divórcio. Queria viver a vida, arriscar-se. Preferia, ela disse a ele quando falou da separação, cometer erros que morrer de tédio. Mesmo assim passou 15 anos casada com. Nelson. Os primeiros anos foram até bons, mas com o tempo sentiu a alma cansada e percebeu que estava desperdiçando a vida. O próprio Nelson não estranhou quando ela quis se separar. Ele sabia que ela não estava feliz. Pelo que se sabe, hoje em dia, ela está feliz. Casou-se com um instrutor da academia que passou a frequentar logo depois do divórcio. Um rapaz mais novo e viril. O que fez Nelson pensar que também não era um bom amante na cama.
Naquela manhã, depois de caminhar por alguns minutos olhando as bancas com as mais diversas atrações para seus cansados olhos, viu, ao longe, uma vendedora que parecia ser nova naquela feira de frutas. Não costumava ficar olhando mulheres, contudo, naquele instante seu olhar deteve-se por alguns segundos naquela simples vendedora. Sua pupila chegou a dilatar e ele quase se engasgou com um pedaço de abacaxi que estava experimentando. Era raro algo lhe chamar a atenção, além de livros nas livrarias que costumava frequentar de vez em quando. Essa tinha sido sua maior paixão até então. Ela não parecia ser uma mulher qualquer. Apesar do vestido rústico, a moça parecia uma chinesinha linda, daquelas dos filmes antigos de artes marciais.
Ela tinha uma pele branca, cabelos compridos, pretos e lisos. aparentava ter por volta de 25 anos. Era magra. Mas não tão magra daquelas sem atributos, tipo só pele e ossos, ela tinha um corpo bonito. Parecia ter pernas longas e grossas, ele imaginou, bem torneadas. Nelson não pôde deixar de olhar para o bumbum redondinho e os seios pequenos dela.
Quase ficou corado de tão grande atrevimento. E pelo que deu pra notar, os olhos dela era um pouco puxados. Quase orientais. Claro que não era chinesa, apenas parecia. Quando ela sorria fechava os olhos. Ele ficou paralisado por alguns instantes contemplando aquela gueixa. Que sorriso encantador
– pensava com seus botões. Num ímpeto, caminhou lentamente até ela.
tom.
Nelson ficou encantado com aquela voz
doce e suave. E quase sem
