Devocionário Juvenil Mariano: "Eis aí tua mãe!" Jo 19, 26-27
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Devocionário Juvenil Mariano - Pe. Mário Roberto
Sumário
CAPA
FOLHA DE ROSTO
PREFÁCIO
APRESENTAÇÃO
1. História do rosário
2. Como surgiu a ave-maria?
3. A origem da salve-rainha
4. Maria e os papas
5. Maria nos documentos da Igreja
6. Maria na piedade popular
7. Dogmas marianos
8.Maria e os concílios ecumênicos
9. As aparições de Maria
10. Passo a passo de como rezar o terço
11. Outros tipos de terço
12. Ofício da imaculada conceição
13. Antífonas de Nossa Senhora
14. Angelus
15. Consagração a Nossa Senhora
16. Escapulário de Nossa Senhora do Carmo
17. As sete dores de Maria
18. As sete alegrias de Maria
19. O que é mariologia?
20. Maria e a liturgia
21. Lectio divina com Jesus ecom Maria
22. Orações e pensamentos para Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe
23. Cantos marianos
FICHA CATALOGRÁFICA
Landmarks
Cover
Title Page
Table of Contents
PREFÁCIO
A figura de Maria, na Igreja, é sempre um alento. Inspira ternura, cuidado e santidade, ou seja, intimidade com Deus. Em todo o mundo, Nossa Senhora, venerada com diferentes nomes, é sinal também de confiança em Deus: a ela, elevamos preces pedindo que interceda por nós junto ao seu Filho Jesus, certos de que nossas preces serão atendidas. Eu cresci sob o manto de Nossa Senhora Aparecida, devoção querida de minha avó Olinda. Ainda hoje, a juventude católica aprende desde criança a amar Maria, a ser devoto. Mas o que é a devoção?
A devoção pode ser entendida como um conjunto de práticas religiosas, como a oração do terço, as novenas, entre outras. Alguns, tomando a origem da palavra latina devotio, entendem que devoção
é a dedicação incondicional a algo ou alguém. Outros pensam, ainda, que ser devoto é ser carola
, de religião de fachada. As possíveis interpretações do termo nos fazem questionar o que significa ser devoto de Maria no tempo em que vivemos, em que devocionismos
e indiferentismos
andam praticamente juntos.
Ao propor um devocionário, penso que o mais importante é entender que a devoção a Maria é uma relação filial, de afeto, com aquela que é modelo de cristã para cada um de nós. Ser devoto de Maria, dirigir a ela nossas orações significa olhar para seu exemplo de jovem que se decide por Deus, que escolhe como seu projeto de vida o projeto de Deus e persevera até o fim. Olhamos também para Maria mãe, disposta a defender seu Filho, a acompanhá-lo em todos os momentos, inclusive na cruz, compartilhando com ele a fé e esperança em Deus que é Pai. Mãe de Jesus e também nossa Mãe, que assume, com ele, o projeto de salvação de toda a humanidade e se faz também servidora, intercessora, mestra, apontando o caminho do seguimento de Cristo. Nossas novenas e orações nos conduzem a ver em Maria a mulher forte, de oração e busca constante da vontade de Deus em sua história e na história da humanidade. Assim, ser devoto de Maria é comprometer-se, como ela, com o projeto de amor de Deus, que quer salvar-me e a toda a humanidade, é colocar-se a caminho como e com ela a serviço dos irmãos, sempre tendo nos lábios um canto de louvor e gratidão a Deus.
Querido jovem, querida jovem! Que, ao tomar nas mãos este devocionário, que traz um lindo resgate de orações que nossa Igreja dirige a Maria, seu coração possa inspirar-se para, como ela, buscar a santidade que é fazer em tudo a vontade de Deus, discernindo, a cada instante, a partir do jeito de ser e fazer de Jesus. Que, a partir e para além das fórmulas de oração, você possa cultivar sua amizade com o Senhor, com a Mãe, e dispor-se cada vez mais a servir, a ser gerador e geradora de vida e sinal de salvação. Que este devocionário seja um marco para a redescoberta das práticas de oração do povo de Deus e que nos ajude a amar este mesmo povo que busca a salvação prometida.
Irmã Valéria Andrade Leal
Assessora da Comissão Episcopal
Pastoral para a Juventude da CNBB
APRESENTAÇÃO
Este pequeno devocionário nasce da nossa experiência com Maria. Somos devotos, ou melhor, nos consideramos amigos de Nossa Senhora e desejamos que os jovens e todos que tiverem a oportunidade de adquirir este devocionário cresçam na amizade com Maria. Na cruz, Maria nos foi dada por Jesus como nossa mãe. Quando Jesus viu sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho
. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe
. E desde essa hora o discípulo a recebeu em sua casa (Jo 19,26-27). Nosso convite é para que você receba Maria no seu coração e não tenha medo de amá-la.
Ela nunca exigiu adoração, e não existe nenhuma passagem bíblica em que Maria se apresenta maior que Deus ou no lugar de Jesus. Pelo contrário, ela se torna discípula de Jesus; podemos imaginar que, depois da crucificação, os discípulos estavam com medo, e ela estava no cenáculo junto com eles, assegurando que eles não estavam sós, e cuidou deles como Mãe. Da mesma forma com que cuidou de Jesus e dos discípulos, ela quer cuidar de você e conduzi-lo ao seu filho Jesus, para que você também seja amigo dele.
Nós também tivemos a graça de inúmeras experiências com Nossa Senhora. Mario nasceu numa comunidade mariana que tem como padroeira a Imaculada Conceição. Recorda momentos fortes que, nos festejos de sua paróquia, o fizeram entender a presença de Maria na história da salvação. Eduardo, por sua vez, vem da experiência do Círio de Nazaré de Belém do Pará. E reconhece que não tem como não sentir a mística que envolve os dias de círio e as manifestações de carinho a Nossa Senhora de Nazaré.
Como membros da congregação dos padres e irmãos paulinos, caminhamos sob o olhar da Rainha dos Apóstolos, o título venerado pelos padres e irmãos paulinos por inspiração do nosso fundador Pe. Tiago Alberione. Na nossa espiritualidade, Maria, Rainha dos Apóstolos, é aquela que indica seu Filho como caminho, verdade e vida.
Agradecemos à irmã Valéria, que acolheu nosso convite de prefaciar este devocionário. Que Nossa Senhora seja sua companhia nesta missão de levar Jesus aos corações dos jovens do nosso amado Brasil.
Nós desejamos que este devocionário seja útil para o seu crescimento na fé e para o despertar de uma amizade com Nossa Senhora, na certeza de que ela indicará a amizade com Jesus Cristo.
Pe. Mario Roberto, ssp
Eduardo Maciel
1
História do rosário
O rosário é uma das expressões do amor de Deus para com os seus filhos. O sentido daquilo que rezamos durante cada mistério é a contemplação dos acontecimentos da vida de Jesus e de Maria. Com a jovem Maria, buscamos compreender e mergulhar no mistério do amor de Deus – em cada passagem bíblica do rosário –, meditando-o no coração e contemplando-o na beleza da vida. Por meio do rosário, estabelecemos uma relação mais íntima com Jesus e com Maria. Sobre tal prática de devoção, nos diz São João Paulo II: Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor
(Rosarium Virginis Mariae, n. 1).
O que quer dizer rosário
?
Significa, no sentido original, coroa de rosas
, mas encontramos outras expressões ao longo da história da Igreja. Vejamos: breviário de todo o Evangelho
, mística coroa
, guirlanda de rosas
, hino de louvores
, reza doméstica
, resumo do Evangelho e da vida cristã
. São diversas as expressões de amor e carinho dirigidas a Nossa Senhora.
A oração do rosário tem sua origem entre os séculos III e IV, sendo inicialmente uma simples repetição de fórmulas de oração. Naquele tempo, a maioria da população não sabia ler e não tinha acesso à instrução da língua latina. O clero recitava os 150 salmos da Bíblia, como forma de elevar preces e louvores a Deus. A recitação do rosário, constituído da recitação de 150 Ave-Marias, servia como oração para o povo mais simples.
Saltério e origem do saltério mariano
Saltério é o livro que contém os salmos, contendo 150 dessas orações. Com o tempo, foram incluídas outras orações, como o Pai-nosso e a Ave-Maria, dando origem ao saltério mariano
. Os saltérios marianos tiveram início por volta do século XII, em algumas comunidades cistercienses (ordem monástica). Logo se espalharam e ganharam espaço, principalmente, entre os leigos.
Com a finalidade de contar as Ave-Marias recitadas, os fiéis começaram a carregar consigo 150 pedrinhas, em bolsas pequenas de couro; logo depois, passaram a utilizar cordinhas, como uma espécie de barbante, contendo 50 pedacinhos de madeira, dando
