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Skruvenger - Giu Zambot
RAGHNEIHEIN
Existiu um reino próspero nas terras férteis da Amatasia, chamado de Raghneihein, em sua época áurea era governado por Péricus, com muita sabedoria e benevolência.
Todos os cidadãos eram tratados com respeito e os impostos eram justos. Coisa surpreendente de se pensar, se considerarmos os reinos do Norte e do sul.
Depois das guerras sangrentas contra o tirano sul, Amosteu, livres de sua perseguição, o reino atingiu seu auge, os cidadãos conseguiram uma boa vida, é verdade que ninguém tinha luxo, mas nem o rei abusava.
O castelo era forte, bem guardado, rústico e não ostentava nenhuma pompa.
Era uma comunidade unida, se alguém precisasse de um pão ou uma coberta, o secretário do rei recorria ao tesouro do reino para ajudar tal pessoa enquanto as pessoas faziam o que podiam para dar abrigo e ensinar algum oficio.
Ninguém abusava dessa ajuda, pois não era considerado honroso e quanto mais cedo podiam, mais cedo deixavam a ajuda do reino e seguiam com as próprias pernas. Mas sempre há uma exceção, nas contas do secretário havia apenas uma pessoa que por anos não conseguia seu próprio sustento.
Os sobrenomes das pessoas, no passado, eram de acordo com suas profissões, mas com o passar do tempo, as famílias se misturavam, algumas profissões novas surgiam e outras desapareciam.
Era o caso de Skru, na língua antiga significava Aventura, uma família que se dedicava a investigar o mundo atrás de lendas ancestrais e trouxeram para o reino maravilhosos tesouros. Com a última guerra, muito do que havia para ser descoberto já tinha sido achado e o que sobrava estava enterrado tão fundo que jamais poderiam achar. Assim, a família Skru, geração após geração foi decaindo em fama e fortuna, até que o último Skru dependesse sua vida toda do favor de seu reino, este era Fencyam Skru.
Fencyam vivia sentado no banquinho feito de tronco, que ele mesmo fizera, na taverna da cidade, sempre no mesmo local do balcão, bem perto do tonel é claro. Enquanto tomava um bom vinho, com dinheiro do reino e reclamava e se desculpava por seus insucessos dizendo sempre as mesmas coisas:
– Vocês riem de mim! Não sabem o quanto é penoso ser sustentado, ter tudo o que se precisa sem precisar trabalhar! Mas o mundo já foi descoberto, todos têm mapas e todos aqueles equipamentos para ver as estrelas, o que mais um aventureiro tem para ver nesse mundo? Mas eu sinto em minhas entranhas que existe algo me procurando, um tesouro tão grandioso que poderia sustentar mil Skrus por toda eternidade! E quando eu colocar as mãos nesse tesouro vocês ainda vão me pedir perdão! Ah sim, vão sim.
Um de seus amigos, com boa intenção, sempre tentava o incentivar...
– Sim Fency, pode ser que exista tal tesouro, mas ele não tem pernas, pois nunca vi um tesouro com pernas procurando por seu aventureiro, você precisa ir procurar!
Outros camaradas balançavam a cabeça em sinal de reprovação.
– Meu amigo, quando eu achar minha fortuna não vou dar nenhuma moedinha a você. Aliás, eu já contei para vocês da vez que quase peguei o pote de moedas de ouro de um duende?
– Já! –Todos responderam unânimes, como para impedir que ele contasse mais uma vez tal terrível história!
– Fency! Deixa disso, você correu loucamente para chegar ao fim do arco-íris, mas eu vi que você chegou até o limite da cidade e não teve coragem de passar um único passo além! – Disse o taverneiro, um homem forte, fazendo cara de mal, cerrando as sobrancelhas e puxando a barba grossa e longa.
– É, mas se não fosse por isso eu teria conseguido! – Suas bochechas ficaram rosadas.
– Em falar em moedinhas de ouro, você não me deve umas dez? – Cruzando os braços.
Fencyam começou a gaguejar e quase cair do banquinho:
– É claro, sim, sim, dez, não é? Eu acho que deixei a bolsa em algum lugar, eu tenho sabe, eu... Por enquanto é... Faz assim... Põe aí... Põe na...
Põe onde? Fency, eu acho que não entendendo! – Cínico, querendo obrigá-lo a completar a frase.
Meu nome é Fencyam! Não me chamem mais de Fency! É põe na conta do rei. Pronto! Passar bem.
Todos na taberna fizeram um coro erguendo seus copos num brinde:
– FENCY!
E assim, deu-lhes as costas e com o nariz empinado marchou até a porta.
Como não estava olhando, alguém pôs a perna a sua frente e lá estava o ele no chão, novamente, todos rindo e caçoando dele. Não era maldade, as pessoas gostavam dele, porém não podiam se aguentar com seu jeito atrapalhado.
Com toda a dificuldade que o vinho lhe proporcionava, levantou-se nos tropeços e partiu dali furioso e decidido a fazer algo. Mas logo, a tontura que sentia, abafou seu ímpeto. O emissário do rei o agarrou pelo braço dizendo:
– Fencyam Skru! O Rei solicita sua presença.
– Mas eu não fiz nada, quer dizer eu faço alguma coisa, não me jogue no fosso dos crocodilos! Pelo amor de Deus! Ai hoje eu morro!
– Fency! Você está bêbado! Que negócio é esse aí. Nós nem temos um fosso, quanto mais crocodilos.
– Ai, graças a Deus!
O emissário o ajudou a chegar até a sala do trono.
– Senhor, Fencyam Skru! – Anunciou o guarda real.
Fencyam deu alguns passos, queria não parecer bêbado, tentando caminhar
