Dos Púlpitos Para As Mesas
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Dos Púlpitos Para As Mesas - Wesley Santos
Dos púlpitos para as mesas
Os traumas, as crenças e os relacionamentos Wesley Santos
1ª Edição
Carta do autor
Esse livro tem um significado muito intenso para mim, enquanto pregador, pois acredito que o lugar em que consigo ter mais tranquilidade para falar acerca de assuntos complexos, seja em uma mesa.
Já tive a oportunidade de falar à igreja defronte a púlpitos de vidro, madeira, ferro e todos têm algo em comum: do outro lado, normalmente, estão pessoas que nem sempre querem de fato ouvir algo, mas cumprir um protocolo. Na mesa encontrei diferença, pois ainda que as pessoas não queiram ouvir, elas não estão presas a protocolos que as impeçam de se ir.
Nesse contexto (de mesa), posso ser o mais claro possível, sem que seja necessário um linguajar rebuscado ou decoro solene, claro que, não exagero na informalidade, mas falo e escuto com atenção e sensibilidade.
A mesa é lugar de alimento, conversas, aconselhamentos e, me perdoe o trocadilho: colocar as cartas
. Então escolhi este lugar, para simbolizar o que construo acerca de assuntos, muitas vezes difíceis, mas que merecem uma atenção e um tempo gasto.
Como sempre proponho em meus livros acerca de temas complexos: não estou tentando revolucionar nada, no máximo, trazer uma visão, hora diferente, hora repaginada.
Quando decidi escrever esse livro, já havia sido procurado por muitos jovens e até adultos que tiveram (ou ainda têm) alguma dificuldade em relação à homossexualidade, pessoas que amam Jesus, mas estavam confusas em relação aos seus sentimentos e suas escolhas.
Essas pessoas ou eram pais, mães e outros parentes de pessoas que se identificavam como homossexuais, ou eram as próprias que se viam dessa forma. Cristãs, essas pessoas estavam passando por um dilema terrível: não ter controle de suas vontades
e afeições e o entendimento moral de que tal prática seria errada diante das pessoas e de Deus. Ouvi muitos termos como: fico triste por decepcionar meus pais
, o que me moveu a pensar e pesquisar a respeito.
Como percebi que a sociedade de modo geral e meus irmãos, cristãos têm historicamente uma resistência aos pecados de natureza sexual, especialmente a questão da homossexualidade, o que não tem tanta lógica, já que todas as pessoas convivem com diversos tipos de pecados todos os dias e para várias dessas pessoas, está tudo bem, que pessoas estão passando por um período de restauração, mas quando encontram alguém cujo pecado está exposto, no jeito de o jovem agir e falar (trejeitos) é de natureza sexual e a pessoa não está disposta a fingir
que não tem essa dificuldade, essas pessoas não conseguem lidar com isso e começam a atacar ou obrigá-los a se esconder, o que logicamente não resolve a situação.
Quero propor aqui uma nova forma de abordagem com aqueles que lutam contra essa questão, mas também convido aqueles que são homossexuais e não consideram ser algo necessariamente ruim diante de Deus ou não ligam para o que Deus ou a religião pensa a esse respeito, leiam e após a experiência tentem tirar algo de bom, garanto que não é meu objetivo ofender qualquer pessoa.
Nós precisamos de restauração ao seu estado de cura espiritual, ele precisa de um relacionamento intenso e real com Cristo, assim como todos nós.
Outro assunto que busco destacar nessa obra, trata-se da pornografia, algo que vem roubando a vida, a autoestima e a capacidade de se relacionar de muitos jovens e adultos, faremos um levantamento histórico acerca da história de práticas como consumo de pornografia e masturbação, veremos os riscos envolvidos nelas e proporemos uma solução para ajudar àqueles que sofrem com tais males.
Wesley Santos
Sumário
A fé em relação aos problemas emocionais
11
Primeiros traumas e mentiras
11
O que há de errado conosco, humanidade?
31
Optamos por esconder
34
O que fizemos das discussões?
37
Niilismo e fé, opositores?
41
Os traumas da convivência
45
Há restauração
48
A violência da realidade
51
Diferenças que agravam?
54
Lamentos do inferno
56
Leve daqui sua felicidade
61
Relacionamentos e seus desafios
64
Tudo por causa do medo
69
Por trás do apego aos pets
72
A vida é movimento e multiplicação
77
Ela descobriu
78
Pastores ateus
79
Fragilidade humana, ante a perda de controle
83
Talento da miséria
86
A luta para reassumir o controle
89
O vírus que aproxima os traumas
95
Não é solução, mas faz parte do processo de cura
101
O propósito e a necessidade
107
Agentes de propósito
114
Lidando com o desconhecido: Gêneros em pauta
117
O ser coletivo e questões delicadas
122
Consequências internas
126
Construção histórica e incertezas
130
Um peso compartilhado
135
Paliativos gerados pelo descaso
141
Um convite ao confronto
147
Aos pais
149
Aos filhos
151
Pornografia e a modernidade
155
Verificando o histórico (Ctrl+H)
155
Contexto histórico da pornografia
156
Intrínsecos e inseparáveis
158
Um vício social
162
Prejuízos visíveis
164
A pornografia hoje
166
A realidade nos termos mais procurados
168
Transtornos de compulsões
170
Os resultados de uma alma dilacerada
179
Depressão e suicídio: caminhos diante de quem sofre
182
Do que realmente precisamos?
185
A cura começa em nossas atitudes
187
A todos aqueles que foram feridos ou tratados como escória, por quem não teve maturidade de entender que o amor precede a cura da alma.
Também, aos que procuram e não encontram motivos para continuar lutando contra aquilo que lhe prejudica, que desejam continuar firmes, mas encontram pouca força em si.
Resistam!
Dos púlpitos para as mesas, por Wesley Santos 10
Dos púlpitos para as mesas, por Wesley Santos A fé em relação aos problemas
emocionais
Primeiros traumas e mentiras
O que entendemos por verdade no contexto de sociedade é sempre ligado à área jurídica ou filosófica, essas áreas sempre contam com uma resposta inteligente e subjetivamente pronta: o famoso depende. A verdade no contexto religioso, por sua vez, é mais condicionada à vontade e aos desígnios soberanos de Deus.
Desde os primórdios da humanidade, até onde sabemos, a mentira faz parte da vida das pessoas, seja por uma necessidade de encobrir falhas, omitir informações
para
adquirir
vantagem
ou
simplesmente a vontade de que o outro não conheça a realidade de uma situação específica, mentimos.
Jesus é o nosso modelo mais perfeito de caráter e de ser verdadeiro, nosso mestre faz uma declaração importantíssima sobre a mentira, que ela tem um pai:
Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. (João 8:44).
11
Dos púlpitos para as mesas, por Wesley Santos Essa afirmação é muito esclarecedora, quando nomeamos um pai de alguém, sinalizamos o progenitor, ou seja, aquele que deu origem àquela pessoa. Ao afirmar que o diabo é pai da mentira, Jesus está dizendo que nós carregamos em nossa natureza algo do diabo, pode ser algo claro para alguns, mas se analisarmos profundamente isso, teremos um incentivo ainda maior para evitar práticas como estas.
De fato, a narrativa de Gênesis quando fala acerca do pecado, a serpente seduziu e enganou a mulher de Adão com uma afirmação sutil, mas carregada de mentira:
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: "Foi isto mesmo que Deus disse:
‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?
Respondeu a mulher à serpente:
Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’ ".
(Gênesis 3:1-3).
Pense
a
respeito
disso:
a
serpente
aparentemente fez uma pergunta inocente
, mas por trás dessa pergunta havia uma mentira escondida, que só é revelada mais adiante. É como se você morasse na casa de alguém e essa pessoa dissesse a você: "você andar por toda casa e entrar em qualquer cômodo que quiser, exceto um pequeno quarto no 12
Dos púlpitos para as mesas, por Wesley Santos meio da casa", então alguém viesse a você e dissesse:
"Ué, você não pode andar pela sua própria casa? ", percebe a diferença? A serpente transformou a única limitação para o ser humano, em uma prisão, colocando Deus como alguém injusto que prendeu o ser humano lá.
A mulher explica que a afirmação da serpente está equivocada, que Deus na verdade permite que o casal coma de qualquer árvore, exceto uma, para justamente evitar que um mal venha sobre eles (a morte), então a serpente gera no entendimento da mulher a sua mentira:
Disse a serpente à mulher: "Certamente não morrerão!
Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal". (Gênesis 3:4,5).
Conhecemos a história, o casal aceitou a proposta/sugestão da serpente e desde então, mentimos. Isso se dá nos versículos seguintes e no restante da história da humanidade até os dias de hoje. Mas a mentira também se disfarça em algumas formas distintas das que já estamos acostumados: as desculpas, não falo dos pedidos de perdão,
mas
da
terceirização
de
nossas
responsabilidades, para outras situações, coisas e até pessoas, quando não assumimos nossas falhas, colocando
as
causas
em
outros,
estamos
manifestando a mentira, assim como a serpente, que diz:
13
Dos púlpitos para as mesas, por Wesley Santos
Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal
(Gn 3:5).
A serpente dá uma desculpa de porque a ordenança de Deus não tinha qualquer propósito de proteção do casal, mas privação de algo bom: ser como Deus. O que aconteceu logo após o pecado, quando Deus visitou o casal e perguntou se eles tinham comido do fruto?
Disse o homem: Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi
. O Senhor Deus perguntou então à mulher: Que foi que você fez?
Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi
. (Gênesis 3:12,13).
Sim, as desculpas também começaram no Éden, fruto do pecado juntamente com a mentira (nunca mais olhei as minhas desculpas da mesma forma), precisamos entender que a sinceridade e a confissão são características de pessoas verdadeiras, que agradam a Deus.
Essas, por acaso, são características muito visíveis no rei Davi, ao estudar sobre esse homem, percebemos que ele não era o tipo de pessoa que sabia esconder muito bem o que pensava, ou não fazia questão de esconder, mas que também era muito verdadeiro em seus atos, que nem sempre eram bons. O rei foi chamado pelo próprio Deus, de 14
Dos púlpitos para as mesas, por Wesley Santos sanguinário, mas mesmo assim, ele ainda é descrito sobre ele ser um homem segundo o coração de Deus, por quê?
Davi era sincero, rápido para se arrepender: sempre que era confrontado acerca de um pecado que tinha cometido, confessava estar em débito, se arrependia e suplicava o perdão de Deus. Focado com todas as suas forças em estar com Deus, seja em oração, adoração ou em batalhas, alguém que priorizava Deus a ponto de não buscar esconder suas
