Liberdade e Determinismo na Arte Trágica em Schelling
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Liberdade e Determinismo na Arte Trágica em Schelling - Thaís Bravin Carmello
1 AS CARTAS DE 1975 E O INTERESSE PELO TRÁGICO
Somos dependentes apenas enquanto seres sensíveis; enquanto seres racionais, somos livres.²
Em 1795, enquanto finaliza seus estudos no Instituto de Tübingen, o jovem Schelling escreve as Cartas sobre o Dogmatismo e o Criticismo³. São dez cartas, sem remetente real, iniciadas com a certeza de que não há sublimidade se existe o Deus moral⁴, isto é, só é sublime quando nos deparamos com o imensurável – isso já nos adianta o que virá em sua última Carta: que importa apenas a luta contra a potência superior, ainda que seguida da derrota.
[...]. Certamente essa luta contra o imensurável não é somente o mais sublime que o homem pode pensar: é, no meu entender, o próprio princípio de toda sublimidade. Mas eu gostaria de saber como Você encontraria, no dogmatismo, a possibilidade de explicar a própria potência com a qual o homem faz frente ao Absoluto, e o sentimento que acompanha essa luta. O dogmatismo consequente não leva à luta, mas à submissão, não à derrota violenta, mas à derrota voluntária, ao calmo abandono de mim mesmo no objeto absoluto: [...].⁵
A partir disso, Schelling desenrola uma crítica aos sistemas dogmático e criticista – sendo a principal delas o fato de ambos oporem sujeito e objeto de modo que estes suprimam um ao outro, i.e., no dogmatismo objeto suprime o sujeito e no criticismo sujeito suprime o objeto. Além disso, ele também acredita que seus contemporâneos criticistas cometem um uso equivocado do Deus moral no que diz respeito à relação entre o sujeito e o objeto.
[...]. Aquela ideia de um Deus moral não tem absolutamente nenhum lado estético; mas vou ainda além: nem sequer tem um lado filosófico; não somente não contém nada de sublime, mas não contém, de modo geral, nada; é tão vazia quanto qualquer outra representação antropomórfica [...].⁶
Ela [tese criticista] quer um Deus. Com isso, não leva nenhuma vantagem sobre o dogmatismo. Não pode limitar o mundo com esse Deus sem dar a ele aquilo que toma ao mundo; em vez de temer ao mundo, tenho agora que temer a Deus.⁷
Entre a primeira e a décima Carta, Schelling se dedica à importante relação entre uno e múltiplo, visto que é a partir disso que se pode compreender como o sujeito e o objeto se complementam em uma relação de interdependência. Dito isto, inevitavelmente se chega à síntese, fazendo-se mais do que necessária a retomada da Crítica kantiana – o que chama ainda mais a atenção para os problemas enfrentados pelo dogmatismo e pelo criticismo. É evidente que ambos os sistemas possuem diferenças, mas Schelling demonstra que, no que diz respeito à síntese do absoluto, elas são semelhantes e enfrentam a mesma dificuldade. A partir disso, fica mais evidente como ele desenvolve uma solução para este conflito que, como já adiantamos, encontra seu refúgio na arte trágica. Além disso, segundo ele, constrói-se erroneamente um novo dogmatismo sob os alicerces do criticismo – a causa disso seria a má interpretação do espírito
da Crítica da Razão Pura⁸, que leva ao enfraquecimento de ambos os sistemas em relação ao que eram
