O Processo De Atribuição De Sentidos Na Leitura De Guimarães Rosa
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O Processo De Atribuição De Sentidos Na Leitura De Guimarães Rosa - Mary Costa Bueno
O PROCESSO DE ATRIBUIÇÃO DE SENTIDOS NA LEITURA DE
GUIMARÃES ROSA
[ ]
MARY COSTA BUENO
O PROCESSO DE ATRIBUIÇÃO DE SENTIDOS NA LEITURA DE
GUIMARÃES ROSA
Cambuí - Minas Gerais
2023
Revisão de texto: Mary Costa Bueno
Diagramação e Capa: Adriana Costa Bueno
1a edição
2023
Todos os direitos reservados.
Nenhuma parte do conteúdo deste livro pode ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma sem a expressa autorização da autora.
Contato: marycbueno@yahoo.com.br
Ficha Catalográfica
OEBPS/images/image0002.png"...digo. Esta vida está cheia de ocultos caminhos.
Se o senhor souber, sabe; não sabendo,
não me entenderá".
(Grande sertão: veredas
, pag. 132, João Guimarães Rosa)
Dedicatórias.
Gael, meu netinho.
José Aparecido Bueno, meu esposo,
Gabriel e Adriana, meus filhos.
Agradecimentos.
A Deus, pela graça da vida.
Ao esposo, José Aparecido Bueno, aos filhos Gabriel e Adriana, pela constante ajuda.
Aos colaboradores do Projeto L.E.I.A. e aos alunos leitores da Jornada de Leitura da E.E.A.F.S.
Às alunas Aline, Eliane, Érica, Jaqueline, Sara, Tamires, Tatiane e ao aluno Dângelo, pela participação na Roda de Leitura.
À Professora Dra. Maria Onice Payer, orientadora no mestrado, por me fazer perceber que, quando pensamos ter chegado, é possível ir mais além.
Aos defensores dos Livros.
Apresentação.
Atribuir sentidos é uma tarefa que nós fazemos o tempo todo quando interagimos com o mundo ao nosso redor. E muitas vezes até usamos a palavra leitura
para referir a essa atividade e só não damos conta dos processos envolvidos e da relação desses termos entre si. Exemplos: a minha leitura
daquela situação/daquele filme ou ele tem a capacidade de ler
a mente…
Assim, tocamo-nos de que atribuir sentidos é ler e ler é atribuir sentidos, senão seria apenas uma decodificação mecânica das palavras.
Essa obra nos convida então a refletir sobre a magia da linguagem em nossa vida. De como nos tornamos sujeitos em um processo de atribuir sentidos e da importância da leitura nessa construção. E o mais interessante é compreender o objetivo final. de como precisamos do próprio objeto da análise, um texto para
Durante a leitura desse livro não ficamos restritos apenas a publicação de uma produção. É possível também acompanhar todo o processo de construção e condução, desde o projeto de pesquisa, o texto da dissertação do mestrado até sua aplicação na sociedade como todo fim acadêmico se preza a ser.
Aos interessados em literatura, a autora mergulha com maestria na análise de um renomado escritor brasileiro, João Guimarães Rosa, que faz uso como ninguém dessa dança com as palavras e construção de sentidos. Aos investigadores da análise do discurso e demais pesquisadores em linguística ou sociologia também se tem uma preciosidade em referências no assunto e um material rico de recortes para serem analisados e discutidos.
E para concluir, como a linguagem perpassa todo o sujeito, não é possível apresentar somente a obra e sua autora sem contar com a bagagem prévia como leitora que já carrego. Confesso que acompanhar os bastidores da produção dessa obra devido a minha relação de filha com a autora por si só já enrique essa apresentação, mas ouso ainda ultrapassar a formalidade para registrar o amor, o orgulho e a bênção de ter a própria mãe como uma inspiração. E não há outra forma a não ser honrar e agradecer ao Universo pela oportunidade.
Afinal,
Sorte é isso’. Merecer e ter.
(Grande sertão: veredas
, João Guimarães Rosa)
Adriana Costa Bueno
Belo Horizonte, 21 de novembro de 2023.
Sumário.
Prólogo. 15
1ª. Parte.
1. O projeto de pesquisa. 23
1.1. Introdução. 24
1.2. Tema e Objeto. 24
1.3. Histórico. 27
1.4. Questão e Hipótese. 31
1.5. Quadro Teórico Metodológico. 34
1.6. Corpus. 43
1.7. Justificativa. 46
1.8. Cronograma. 49
1.9. Conclusão. 50
2ª. Parte
2. A dissertação de conclusão do curso de mestrado. 53
2.1. Introdução. 54
2.2. Capítulo 1: Teoria, Objeto, Metodologia. 69
2.2.1. Teoria. 69
2.2.2. Objeto. 102
2.2.3. Metodologia, corpus e condições
de produção da leitura. 108
2.3. Capítulo 2: Guimarães Rosa, um autor na
história de leitura dos leitores. 119
2.4. Capítulo 3: A atribuição de sentidos na
leitura de Guimarães Rosa. 155
2.4.1. Investigando a história da leitura e as
histórias de leituras dos leitores 159
2.4.2. Compreendendo a interpretação. 166
2.4.3. A incompletude e a não-transparência
da linguagem. 172
2.4.4. O efeito da antecipação no processo
da leitura. 175
2.4.5. A indeterminação do sujeito. 180
2.4.6. O discurso oral e o discurso escrito. 183
2.5. Capítulo 4: A roda de leitura: de frente
com os leitores. 187
2.5.1. Modificando as condições de produção
da história da leitura dos leitores. 187
2.5.2. A memória da/na língua. 192
2.6. Considerações finais. 207
2.7. Referências. 213
2.8. Anexos. 221
2.8.1. O texto: Famigerado
de J.G. Rosa 221
2.8.2. Investigando as histórias de leitura dos leitores. 228
2.9. Fotos. 237
3ª. Parte.
3. O Projeto L.E.I.A.
(ler, entender, investigar, interpretar, aprender…) 241
3.1. Introdução. 241
3.2. Tema. 242
3.3. Problematização/Objetivo. 243
3.4. Estratégia metodológica. 246
3.5. Considerações finais. 249
3.6. Anexos. 253
3.7. Fotos 258
3.8. Referências. 261
4. Notas. 265
Prólogo.
Junto de meus livros de estimação, na minha sala de leitura, pensei: é no correr da vida que as teias do fado se (des)ajeitam, enquanto o saber, o aprender e o prazer entrelaçados acontecem. Então, peguei o livro de Rubem Alves Conversas com quem gosta de Ensinar
(1) e, na pag. 9, li o seguinte: Prefácio, não vou escrever. A gente começa e a coisa voa. Conversas não devem ser prefaciadas
. Em seguida, reli o prólogo do livro A vida Imortal de Henrieta Lacks
(2).
Ao devolver os livros na estante, notei que dois de aritmética e um de geometria trocaram olhares. Olhei para eles e vi que não estavam tristes, afinal, sempre lhes pergunto alguma coisa não os deixando em paz. Um deles, de 1878(3), foi do Sr. Benjamin Bueno de Moraes que deu de presente a seu irmão Sr. João Bueno, pai de meu sogro José Bueno que, mais tarde, deu ao seu filho José Aparecido Bueno, meu esposo; um outro, de 1919(4), pertenceu a minha avó materna, Helena Ribeiro e Silva; o de 1939(5) foi de minha mãe, que, com a cartilha do be-a-bá, ensinou seus filhos e muitas crianças a ler e a escrever na sala de nossa antiga casa erguida nas terras que foram de meus pais onde moramos por décadas e, que, ainda, uma boa parte é de propriedade de alguns filhos.
As crianças, todos os dias, depois do almoço, iam para a casa de meus pais para assistirem às aulas junto com meus quatro irmãos (Inho, Nena, Zoza e Teia); o irmão caçula, Armandinho, não fez parte desse grupo por ter nascido anos depois. Em volta de uma mesa, acomodavam-se como podiam. Andando de um lado para o outro, minha irmã mais nova (Zuca) e eu ficávamos por ali até a aula terminar. Para não atrapalharmos as crianças que faziam as atividades com seriedade, mamãe nos colocava sentadas no chão com a cartilha nas mãos. Era o que mais nos prendia a atenção e ficávamos um bom tempo soletrando e passando o indicador em cima de cada sílaba.
Os anos se passaram, e meus pais alugaram uma casa na cidade para continuarmos os estudos até o quarto ano primário. Na escola, aprendi que a Leitura e Aritmética desenvolvem o raciocínio, dão entendimento às coisas e desenvolvem as ideias – e a palavra Matemática só vim a conhecê-la mais tarde, quando recebi das mãos da madre superiora do Colégio Santa Ângela/Paraisópolis-MG, a relação das disciplinas que iria estudar no curso ginasial.
O aprender a ler e escrever e resolver as quatro contas me empurraram para os livros. Muitos anos depois, essas memórias mexeram com os meus sentidos e me levaram a refletir sobre a função leitor-autor-escritor e texto. Não é nada fácil essa compreensão, quando se pensa em oralidade e escrita mesmo que sejam distintas, intrinsecamente, estão ligadas na/pela língua(gem). Por essa razão, decidi escrever este texto em três partes.
Na 1ª. parte, apresento o texto do projeto de pesquisa escrito em 2003 para a minha inscrição no curso de Mestrado na Universidade do Sul de Minas-UNIVAS/Pouso Alegre/MG; na 2ª. parte, trago a dissertação defendida para a conclusão do curso em 2006; na 3ª., mostro mais uma experiência de aprendizagem, o Projeto LE.I.A. desenvolvido na Escola Estadual Antônio Felipe de Salles (E.E.A.F.S), em Cambuí-MG/2007-2009, onde exerci o magistério por um bom tempo.
Prosseguindo, observa-se que, das experiências de magistério e de mestrado até o momento desta escrita, há um espaço considerável de tempo, não pela falta de interesse, mas por razões no percurso pessoal. Desse modo, no período de 2020 a 2022, para me atualizar a respeito da teoria da Análise do Discurso (AD), a linha de pesquisa do mestrado, fiz releituras e lancei mão de vídeos/palestras pela Internet com as Professoras Dra. Maria Onice Payer, Maria Cleci Venturini e Verli Petri, incansáveis pesquisadoras e amantes da linguagem.
A minha proposta de pesquisa foi refletir sobre o efeito do estranhamento em alguns leitores diante de escritos de Guimarães Rosa. Esse estranhamento também me ocorreu durante o curso Normal na E.E.A.F.S(1968 a 1970), quando um professor indicou a leitura desse escritor-autor mineiro reconhecido mundialmente, comentando, antecipadamente, de que a leitura seria dificílima e, por isso, aconselhava, primeiro, a leitura do livro Sagarana
. Ao ouvir aquela opinião, aumentou a minha dificuldade quanto à compreensão e interpretação de textos, pois, o acesso aos livros era raro nas escolas por onde passei por não possuírem biblioteca.
Como a minha proposta para a pesquisa era refletir sobre o estranhamento de alguns leitores a respeito da língua(gem) literária de Guimarães Rosa, então, para interferir na suposta inferioridade da realização da leitura deste escritor, quando não se tem uma história de leitura construída e para mudar a imagem que eu tinha de leitor-texto-autor-escritor, primeiro, procurei entender a capacidade de formar arquivos
.
Em vista disso, dois entendimentos me ajudaram a clarear as ideias; um é de Foucault (2002) que afirma que arquivo é aquilo que define o que merece ser memorizado - e o que merece ser esquecido; é aquilo que determina o que deve ser conservado - e o que deve ser abandonado; é o sistema de discursividade que separa o que merece ser arquivado como história e o que deve ser esquecido
; e outro, da professora Orlandi(1987), pesquisadora do IEL (Instituto de Estudos Linguísticos/Unicamp), diz que lendo os
arquivos se chega ao
interdiscurso pelo qual se conhece novas maneiras de ler, abrindo a compreensão do leitor para os sentidos possíveis de um texto, até mesmo os irrealizados, para entender que o ato de ler não é simples como se pensa, pois, os textos mostram que caminhar por eles e neles, do princípio ao fim, não é tranquilo
.
Dessa maneira, compreendi que o leitor esbarra com diferentes sentidos da palavra, porque a língua não é transparente; que, para a Análise do Discurso, a função da leitura não é apenas tornar inteligível um texto ou entender o que já está dado nele, mas levar o leitor à compreensão dos processos de significação e do modo de funcionamento da língua na/pela linguagem.
Na época, lembrei que a Análise do Discurso não fez parte da grade curricular na minha formação em Letras (1972/1975) e Direito (1992/1996). Além disso, tinha na mente recentes críticas não muito favoráveis ao Projeto de Intervenção Pedagógica criado pelo sistema educacional e aplicado nas escolas de ensino fundamental e médio, os quais estavam deixando o corpo docente inseguro quanto ao processo ensino-aprendizagem. Também me recordo que a decisão de frequentar o curso foi um tanto repentina, pois tomei conhecimento do fato numa manhã, na sala dos professores da escola onde fui professora de 1997/2015, quando um colega comentou que o curso seria na área da Linguística - Linguagem e Sociedade - cuja linha de pesquisa seria a Análise do Discurso, e as aulas seriam ministradas por professores da UNICAMP/SP na Universidade do Sul de Minas-UNIVAS/Pouso Alegre, localizada próxima da cidade de Cambuí/MG onde moro.
Daquele momento em diante, com pouco tempo para montar o projeto, pesquisei alguns estudos sobre Guimarães Rosa e reli os livros Primeiras Estória e Sagarana. Feito isso, busquei informação
