Explore mais de 1,5 milhão de audiolivros e e-books gratuitamente por dias

A partir de $11.99/mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno
De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno
De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno
E-book20 páginas1 horaExpressão

De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno

Nota: 0 de 5 estrelas

()

Ler a amostra

Sobre este e-book

De devedores a amigos de Deus é o quinto volume de volume de uma série sobre o Antigo Testamento, com estudos bíblicos expositivos que abrangem os livros de Levítico, Números e Deuteronômio. Este volume proporciona uma compreensão da jornada de Israel desde a legislação levítica até os preparativos para a entrada na Terra Prometida, destacando a constante fidelidade e provisão de Deus.

O estudo de Levítico revela a importância da expiação e da santidade, mostrando como os rituais e sacrifícios apontam para a obra redentora de Cristo. Os temas de expiação e santidade são explorados em detalhes, evidenciando a necessidade de pureza e consagração para o povo de Deus.

Em Números, o foco está nas peregrinações de Israel no deserto, ilustrando a rebeldia humana e a disciplinadora graça de Deus. Este livro destaca a provisão divina em meio às murmurações e dificuldades, mostrando como Deus, em sua soberania, cuidou de seu povo, fornecendo liderança, sustento e correção.

Deuteronômio, por sua vez, é um apelo para a obediência e a fidelidade à aliança de Deus. Este livro reitera a lei, enfatizando a importância da obediência para a vida e prosperidade em Canaã. Por meio de discursos solenes, Moisés exorta o povo a amar e temer ao Senhor, lembrando-os das maravilhas que Deus realizou e das promessas que ele cumpre.

De devedores a amigos de Deus é um convite para refletir sobre a jornada espiritual do povo de Deus, desde a escravidão no Egito até a preparação para a vida na Terra Prometida. Este volume fortalece a fé e encoraja os leitores a viverem em santidade e obediência, reconhecendo a provisão constante e o cuidado amoroso de Deus em todas as fases da vida.
IdiomaPortuguês
EditoraEditora Cultura Cristã
Data de lançamento5 de jul. de 2024
ISBN9786559893102
De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno

Outros títulos da série De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno ( 30 )

Visualizar mais

Leia mais títulos de Wendel Lessa

Relacionado a De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno

Títulos nesta série (30)

Visualizar mais

Ebooks relacionados

Cristianismo para você

Visualizar mais

Avaliações de De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno

Nota: 0 de 5 estrelas
0 notas

0 avaliação0 avaliação

O que você achou?

Toque para dar uma nota

A avaliação deve ter pelo menos 10 palavras

    Pré-visualização do livro

    De devedores a amigos de Deus - Revista do aluno - Wendel Lessa

    Parte 1

    Estudos bíblicos no livro de Levítico

    A santidade que resulta da expiação é fundamental para a comunhão com Deus

    1

    A importância da expiação

    Para ler e meditar durante a semana

    D – Lv 1.1-17 – A oferta queimada; S – Lv 2.1-16 – Ofertas sem sangue; T – Lv 3.1-17 – Sacrifícios pacíficos; Q – Lv 4.1-12 – Sacrifícios pelos pecados; Q – Lv 5.1-13 – Sacrifícios pelos pecados; S – Lv 5.14–6.7 – Sacrifícios pela culpa; S – 1Co 4.1-13 – Consagração de corpo e alma

    INTRODUÇÃO

    Os estudiosos liberais têm negado a autoria mosaica de Levítico, mas os conservadores identificam Moisés como seu autor e afirmam que o livro é uma unidade literária e parte do Pentateuco. Evidências internas e externas apoiam a autoria mosaica.

    Externamente, mais de dois mil anos de tradição creditam a autoria a Moisés. Isso tem sido confirmado por várias razões. Primeira, Cristo confirmou Moisés como o autor ou originador da lei (Lc 24.44). A lei (heb. Torá) era conhecida como a coleção dos livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Além disso, o Novo Testamento se refere a leis em Levítico como sendo dadas a Moisés (Mt 8.4, referindo-se a Lv 14.2-3; Lc 2.22-24, citando Lv 12.8; Jo 7.22-23, referindo-se a Lv 12.3).

    Segunda, há uma forte conexão literária e teológica entre Êxodo e Levítico. Êxodo termina com a construção do tabernáculo e a glória de Deus vindo se estabelecer no Santo dos Santos. Por uma perspectiva literária, parece coerente que Levítico comece com as regulamentações do culto dentro do tabernáculo e as ordenanças a serem observadas por Israel. Há boa evidência interna para a autoria mosaica de Êxodo (cf. Êx 24.4) e, devido à estreita conexão, muito provavelmente Moisés simplesmente retoma de onde tinha parado, continuando a apresentar os estatutos e os mandamentos do Senhor ao seu povo.

    Terceira, Moisés (com Arão) certamente é o mediador dominante entre Deus e Israel. Lemos 39 vezes que o Senhor falou com Moisés (cf. 1.1; 4.1; 5.14; etc.). Similarmente, há outras formas de falas de Deus com Moisés. Como grande parte deste livro é composta daquilo que Deus disse e do que ele ordenou revelar ao povo de Israel, é provável que o autor primário de Levítico tenha sido Moisés.

    I. DEUS NO MEIO DO SEU POVO

    A data de Levítico está inseparavelmente ligada à data do êxodo. A evidência bíblica de 1Reis 6.1 e Juízes 11.26 (e outras) aponta para meados do século 15 a.C. Êxodo 40.17 indica que o tabernáculo foi construído no primeiro mês do segundo ano depois do êxodo. Levítico 1.1 indica que o tabernáculo estava de pé, e Números 1.1 indica que Israel planejou deixar o Sinai no primeiro dia do segundo mês do segundo ano depois de sair do Egito. Tudo isso sugere a data, então, de 1445 a.C. para a composição de Levítico.

    Deus ensina ao seu povo como ter comunhão com ele. Levítico começa com Deus chamando Moisés da tenda da congregação. Em Êxodo, Deus ficava no monte Sinai e ninguém se atrevia a se aproximar dele (Êx 19.21). Agora, contudo, ele habita no meio do seu povo para benefício dele. E isso é possível graças aos sacrifícios messiânicos, com os quais o livro começa. Por meio deles, Deus pode receber o povo graciosamente, tanto em sua jornada pelo deserto quanto na terra de Canaã.

    II. LEVÍTICO E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

    Os judeus chamavam o livro simplesmente por suas palavras iniciais em hebraico, E chamou (1.1). A palavra tem a ideia de clamar ou pregar para alguém. Deus chama a atenção de Moisés e lhe dá as leis e cerimônias desse livro. O título Levítico vem da Septuaginta [Tradução grega do AT, 3º séc. a.C.] e significa relacionado aos levitas. Esse título é apropriado porque os sacerdotes levíticos são centrais para o livro. O Senhor, por meio de Moisés, confia as leis e cerimônias aos sacerdotes levíticos (e aos levitas, seus auxiliares), e instrui o povo a observar os princípios da verdadeira adoração.

    Êxodo mostra Deus criando um povo redimido. Levítico mostra-o fazendo um povo santo. Dois grandes temas dominam o livro: expiação (mencionada 43 vezes) e santidade (77 vezes). Elas não podem ser separadas. Na expiação, nossa culpa é coberta e apagada; com a santidade, somos separados para Deus e tornados santos. A expiação é feita pelo oferecimento de sacrifícios e pela intercessão dos sacerdotes, que apontam para o Messias vindouro. A santidade é efetuada por nosso contato com Deus, pela obra de seu Espírito Santo e pelo nosso andar na luz de suas leis — isso nos torna consagrados a Deus (Sl 4.3).

    Esses temas podem ser vistos em Levítico por meio do uso de tipos. Nossa palavra tipos significa exemplo, modelo ou figura (1Co 10.6,11). Isto é, as leis e cerimônias são profecias que encontram seu cumprimento em Cristo e no evangelho. Deus estava ensinando ao seu povo por meio desses auxílios visuais, mas a realidade seria conhecida quando Jesus Cristo viesse na plenitude do tempo. O evangelho, naquela época, era o mesmo que temos hoje, mas o meio usado para declará-lo era diferente — naquele tempo, era declarado por meio de figuras visíveis que acompanhavam a explicação de Moisés; agora é declarado pela pregação da revelação completa de Deus na Escritura. Aqueles que viam Cristo nos sacrifícios eram salvos e abençoados com o mesmo fundamento sobre o qual somos salvos e abençoados — a obra consumada de Cristo. A cruz olha para trás, ao longo dos tempos, porque Cristo era o Cordeiro morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8).

    Levítico também é apresentado como sombra, como vemos em Hebreus 10.1, sombra dos bens vindouros (Hebreus é a contraparte de Levítico no Novo Testamento). Sombra significa uma imagem projetada por um objeto que representa sua forma. Imagine alguém vindo em sua direção em um dia ensolarado. O sol está por trás dessa pessoa, e sua sombra o alcança primeiro. A sombra é uma forma ou esboço rude do ser e da substância dessa pessoa que vem em sua direção. Assim acontece nas páginas do Antigo Testamento, inclusive em Levítico. Nosso Senhor e seu evangelho, com muita luz por trás, lançam sombras à medida que a plenitude do tempo se aproxima. Essas sombras nos falam de sua pessoa e obra. Levítico dá aos bens vindouros seu esboço e forma. E suas bênçãos eram para aqueles que, por meio delas, esperavam o Redentor prometido.

    III. CRISTO EM LEVÍTICO

    Por meio de seus símbolos e ritos, Levítico apresenta uma descrição do caráter de Deus que é pressuposta e aprofundada na mensagem do Novo Testamento sobre Cristo. Esse livro ensina que Deus é a fonte da vida perfeita, que ele ama seu povo e quer habitar no meio dele. Vemos nisso uma prefiguração da encarnação, na qual o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Levítico também mostra claramente a pecaminosidade humana: tão logo os filhos de Arão haviam sido ordenados, eles profanaram seu ofício sacerdotal e morreram, numa demonstração terrível de julgamento divino (cap. 10). Aqueles que sofriam de doenças de pele e fluxos, bem como aqueles que possuíam imperfeições morais, eram proibidos de participar do culto, pois suas imperfeições eram incompatíveis com o Deus santo e perfeito (caps. 12−15). Por meio desse simbolismo, Levítico ensina a universalidade do pecado humano, uma doutrina afirmada também por Jesus (Mc 7.21-23) e Paulo (Rm 3.23). Preso entre a santidade divina e a pecaminosidade humana, a maior necessidade do ser humano é receber expiação.

    É nesse ponto que o livro se mostra mais instrutivo para o cristão, pois seus conceitos se cumprem na obra expiatória de Cristo. Ele é o Cordeiro sacrificial perfeito que tira o pecado do mundo (Lv 1.10; 4.32; Jo 1.29). Sua morte é o resgate por muitos (Mc 10.45) e seu sangue purifica de todo pecado (Hb 9.13-14; 1Jo 1.7). Acima de tudo, Jesus é o sumo sacerdote perfeito que entra não no tabernáculo terreno uma vez por ano no Dia da Expiação (Lv 16), mas no templo celestial para sempre.

    Está gostando da amostra?
    Página 1 de 1