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O Humano do Padre
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E-book100 páginas58 minutos

O Humano do Padre

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Sobre este e-book

Neste livro você encontrará um entendimento melhor sobre o Humano do Padre: seus desafios, anseios, sua entrega por este grade ministério e pela Igreja. Alguns estudos mostram que parte da desistência ministerial de alguns sacerdotes vêm por uma desintegração do próprio homem a partir da falta de identidade, aridez espiritual, relativização do ministério, ativismo, funcionalismo. O padre é, antes de tudo, um homem; um homem que se modela sua vida à de Cristo. Ao entender a profundidade e a raiz seus desafios, que os mesmos possam ser superados.
IdiomaPortuguês
EditoraPalavra & Prece Editora
Data de lançamento5 de out. de 2024
ISBN9786599639173
O Humano do Padre

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    O Humano do Padre - Joacir D'Abadia

    I Parte

    Introdução

    Inicio com esta pergunta: como deve ser a vida de um presbítero? A vida do presbítero não é sua vida. Ela é a vida de Cristo. O presbítero é um Alter Christi, um outro Cristo. Seu ser não é mais de si próprio é, antes, um ter seu ser em outro: em Cristo. O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós, diz o Santo Cura d’Ars. O sacerdote é sacerdote por participar do único sacerdócio de Cristo como reflete toda a leitura de Hebreus.

    Para configurar sempre mais a sua vida à de Cristo o sacerdote, segundo o Papa Bento XVI, na CARTA DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI PARA A PROCLAMAÇÃO DE UM ANO SACERDOTAL POR OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DO DIES NATALIS DO SANTO CURA D’ARS , precisa seguir quatro passos: encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica; o segundo ponto é a total identificação com o próprio ministério; um outro passo é coincidir pessoa e missão e o último passo é colocar-se diante do Pai em atitude de amorosa submissão à Sua vontade.

    O padre diante de Cristo é despersonificado. A pessoa do padre é abarcada pela Pessoa de Cristo fazendo do padre um Alter Christi. Isso é expressão do seu ‘Eu filial’, como nos fala Monnin. O sacerdote fica despersonificado para ansiar por esta identificação, como ensina o Pontífice.

    O filósofo alemão do século XIX, Nietzsche já dizia pela boca do seu personagem Zaratustra: tenha cuidado com os sacerdotes, pois eles mudam as consciências das pessoas. No entanto, a

    Igreja nos exorta dizendo: toma consciência do que vais fazer e põe em prática o que vais celebrar (Promessas da Ordenação).

    Isso, sim, é o que eu quero para toda minha vida: ter consciência do que fazer e por em prática o que vou celebrar. A mudança das consciências ficará com o próprio Cristo, o qual somente nos disse: Ide por tudo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura (Mc 16,15). Antes de ir pregar o Evangelho devo responder a pergunta feita no início: Como deve ser a vida de um presbítero?. Respondo que deve, antes de tudo ser de oração e depois uma vida agradecida, antes a Deus e depois aos homens que compõe a sua história. Sem esquecer, contudo, que o padre é humano, tem suas coisas. Desta humanidade que tratarei neste livro. Um sacerdote humano que deseja consagrar, apesar de suas quedas diárias, sua vida por Cristo, com Cristo e em Cristo.

    O primeiro capítulo, Por Cristo: sermão espiritual foi escrito em três dias quando eu estava fazendo o retiro para a ordenação Diaconal. O restante do livro foi escrito durante meus dez anos de vida sacerdotal, deste modo, é fácil perceber as várias fases que vivi nestes anos. Meu décimo ano sacerdotal foi marcado pelo início da pandemia do Coronavírus no ano de 2020, mas pensei

    por bem não colocar nada a respeito desta pandemia neste livro. Espero que esta reflexão a respeito do sacerdote possa lhe ajudar a ver nestes homens escolhidos por Deus a figura de Jesus Cristo,

    um Homem que caiu por três vezes, mas que levantou e seguiu carregando Sua Cruz.

    O Autor

    C A P Í T U L O I

    A vida do presbítero

    Como coloco na introdução, a vida do presbítero não é sua vida. Ela é a vida de Cristo. O presbítero é um Alter Christi. Seu ser não é mais de si próprio é, antes, um ter seu ser em outro, em Cristo. O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós, diz o Santo Cura d’Ars. O sacerdote é sacerdote por participar do único sacerdote de Cristo como reflete a leitura de Hebreus. Deste modo, veremos as três ações sacramentais que Cristo realizou: Penitência, Eucaristia e Ordem.

    Para configurar sempre mais a sua vida à de Cristo o sacerdote, segundo o Papa Bento XVI1, precisa seguir quatro passos:

    1. Encarnar a presença de Cristo

    Encarnar a presença de Cristo, testemunhando a Sua ternura salvífica. Primeiramente, encarnar a presença de Cristo. Ou seja, viver de acordo com a vida de Cristo sem se deixar levar

    por exemplos à crísticos. O repúdio pelas vestes eclesiásticas se dá pela falta de encarnar a presença de Cristo!. Os sacerdotes perderam, em certo sentido, sua identidade configurada com o

    Cristo seu paradigma. O que é próprio do sacerdote é aquilo que é próprio de Cristo: suas ações sacramentais com suas devidas correspondências.

    Testemunhar a Cristo já não é somente um apelo da Igreja, mas Seu clamor. Nas culturas onde não se deixa o cristianismo entrar, o testemunho é que ganha seu lugar. Os cristãos que ali se encontram devem antes de qualquer coisa testemunhar Cristo nas suas vidas e ser, como vários santos

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