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O Mal - Sidney De Souza Guimarães
PREFÁCIO
Infelizmente o mal faz parte da vida da humanidade. Ele está inserido na existência da vida humana. E o que desola e traz desalento é que esse homem, algumas vezes, tem se valido do mal como uma regra de vida e prática na humanidade contra o próprio semelhante. Deveria o homem mostrar compaixão e simpatia para com o seu próximo e viver em ajuda mútua com o seu semelhante. O que aconteceu?
Encorajamos ao leitor a aventurar-se a entender sobre o mistério do surgimento do mal na humanidade e desvendar os enigmas da maldade em torno do ser humano. Como o mal chegou até nós? Por que a maldade cresce a cada geração? Como evitá-lo e não ser presa de suas armadilhas?
Nas páginas desse livro o leitor poderá reconhecer o que tem acontecido ao redor do mundo e por que a maldade impera na vida do ser humano. Permita-se ir até ao fim desta obra e identificar que o bem sempre vence e por mais que alguns tenham conquistas temporárias praticando o mal, no fim o bem sempre triunfará.
INTRODUÇÃO
O mal em si e por si só é egoísta, egocêntrico e individualista em níveis que talvez nem mesmo seja possível descrever. Torna-se indizível, inenarrável e indescritível. É um nível que fere e foge a todo conceito de boa moral, bons costumes, uma boa ética e bons valores.
Todo ser humano tem em si a ‘programação e configuração’ para ser ‘social’, empático, simpático, caridoso e fraterno ao semelhante, porém por que não é o que se vê em todos? Porque o mal habita ali. O mal reside ali. O mal domina ali. Não se trata mais de um ‘ser humano’ puro ou natural, não se trata de um ‘humano direito’ para um ‘direito humano’.
É como o filme do ‘alien’ que já entrou na pessoa e ela é apenas um hospedeiro, um zumbi, sem personalidade, sem identidade é apenas um usuário do mal. Ou com a personalidade alterada, comprometida, com a identidade corrompida e com perversão no caráter e nas práticas e ações cotidianas. Pode parecer ficção, mas não faz sentido à maldade no ‘ser humano’. Não tem lógica o ‘ser humano’ fazer tanta maldade assim. Como se explica tanta crueldade que certas pessoas são capazes de fazer? Como justificar humanamente e de forma civilizada o que alguns realizam que nem mesmo entre os animais irracionais se vê?
Vamos dar um exemplo. O grande engodo, engano e erro de um ser humano, supostamente ‘normal’ e ‘natural’, é querer dialogar natural e normalmente com um assassino psicopata, ‘serial killer’, desejando que ele, mesmo através de fala, discurso, argumento ou diálogo, torne-se do ‘bem e do amor’ da noite para o dia. E porque ele respondeu algumas questões de forma racional, julgar que ele não é mais aquele ‘monstro’. Ou seja, julga-se que pelo fato de haver comunicação, certo grau de diálogo, certa conversa entre perguntas e respostas, que não habite o mal naquele ser. Ele continua sendo um ‘monstro’. Ainda que a fala seja argumentativa, sólida e ‘inteligente’. Por trás daquela fala mansa e suave há um nível de maldade que a mente humana simples, comum e natural não consegue perceber.
Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. As palavras do intrigante são como doces bocados; elas descem ao mais íntimo do ventre. Como o caco de vaso coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno. Aquele que odeia dissimula com seus lábios, mas no seu íntimo encobre o engano; Quando te suplicar com voz suave não te fies nele, porque abriga sete abominações no seu coração, Cujo ódio se encobre com engano, a sua maldade será exposta perante a congregação.
(Provérbios 26:21-26) (Grifo nosso)
As pessoas simplórias, simples e ingênuas são presas fáceis do mal. Por lhe faltar instrução, conhecimento, inteligência, entendimento, juízo, justiça, equidade, amor e, principalmente sabedoria, não conseguem distinguir a presença do mal e nem sempre suas ações manifestas. Não dizemos isso para desmerecer, nem menosprezar, pelo contrário, para ressaltar sua pureza em detrimento daquele que lhe faz maldade. Por ser simples, ou seja, não má, não do mal, acaba por se tornar vítima do mal e de quem é do mal. Porque a pessoa do mal se aproveita da inocência do semelhante para praticar todo o tipo de maldade e crueldade. A pessoa ingênua tende a ver tudo de forma pura e inocente e não consegue perceber a maldade em outras pessoas. Infelizmente é tão comum e natural que muitos caem em golpes e muitas vezes em fatalidades. Como a pessoa pura não é capaz de fazer a maldade pensa que outros não a farão.
E principalmente, a maioria da humanidade, uma gigantesca parcela dos homens, não tem temor ao Senhor. Isso as desqualifica, revela seu despreparo e desclassifica para distinguir entre bem e mal e as incapacita para se livrar das mazelas da maldade e das armadilhas do mal. Falta-lhe sabedoria para discernir entre o certo e o errado entre o bem e o mal entre o justo e o injusto entre o puro e o impuro.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.
(Hebreus 5:13,14) (Grifo nosso)
Quando o mal entrou na humanidade? Quando pela primeira vez temos o registro de um ser humano sendo ativo do mal? Como o mal se instalou na humanidade e por que ela se rendeu a ele? Por que boa parte das pessoas não consegue distingui-lo e nem percebê-lo? O que aconteceu?
Há os que pensam que tão suficiente quanto necessário é tão somente ter argumento e diálogo. Julgam e pensam, em sua limitação, que esse é o máximo de um ‘acordo’, ou mesmo ‘disputa’ ou ‘acerto de cavalheiro’ entre dois seres. O que isso significa? No conceito primário e raso destas pessoas, é só conversar e tudo está resolvido. É só chegar a um acordo e tudo bem. É só dialogarem e colocarem o ‘pingos nos is’ e se chegar a um denominador comum. Porém, a verdade é muito mais profunda do que alguém poderia imaginar. É como acreditassem que tem acordo do bem no mal e do mal no bem, ‘no preto para o branco’ e o ‘branco para
