O xeque e a noiva grávida
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Sobre este e-book
Maggie Collins tinha ido para o exótico reino de Deharia, situado no meio do deserto, para restaurar o antigo veículo do príncipe Qadir, não para se casar. A atraente mecânica já sofrera a sua quota devido ao amor. Por isso, o casamento, mesmo que fosse com um sedutor xeque, não estava nos seus planos. Foi então que Qadir lhe fez uma proposta que deveria ter recusado.
Ia ser um compromisso temporário… até que ela descobriu que estava grávida, e a honra levou Qadir a dar a Maggie e ao filho a protecção do seu nome.
Susan Mallery
Die SPIEGEL-Bestsellerautorin Susan Mallery unterhält ein Millionenpublikum mit ihren herzerwärmenden Frauenromanen, die in 28 Sprachen übersetzt sind. Sie ist dafür bekannt, dass sie ihre Figuren in emotional herausfordernde lebensnahe Situationen geraten lässt und ihre Leserinnen und Leser mit überraschenden Wendungen zum Lachen bringt. Mit ihrem Ehemann, zwei Katzen und einem kleinen Pudel lebt sie in Washington.
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O xeque e a noiva grávida - Susan Mallery
Créditos
Editado pela Harlequin Ibérica.
Uma divisão da HarperCollins Ibérica, S.A.
Avenida de Burgos, 8B
28036 Madrid
www.harpercollinsportugal.com
© 2011 Susan Mallery
© 2025 Harlequin Ibérica, uma divisão da HarperCollins Ibérica, S.A.
O xeque e a noiva grávida, n.º 1304 - setembro 2025
Título original: The Sheik and the Pregnant Bride
Publicado originalmente pela Harlequin Enterprises, Ltd.
Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial.
Esta edição foi publicada com a autorização da Harlequin Books, S.A.
Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos comerciais, acontecimentos ou situações são pura coincidência.
Sem limitar os direitos exclusivos do autor e do editor, é expressamente proibido qualquer uso não autorizado desta edição para treinar tecnologias de inteligência artificial (IA) generativa.
® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas pertencentes à Harlequin Enterprises Limited.
® e ™ são marcas registadas pela Harlequin Enterprises Limited e pelas suas filiais, utilizadas com licença.
As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.
Imagem da capa utilizada com a permissão da Harlequin Enterprises Limited.
Todos os direitos estão reservados.
I.S.B.N.: 9791370171278
Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.
Sumário
Portada
Créditos
Prólogo
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Epílogo
Prólogo
Jake McCabe cerrou o punho. Estava tão zangado que precisava de descarregar a sua fúria numa parede ou em qualquer coisa que estivesse à mão. Acabar com os nós dos dedos ensanguentados e magoados seria um preço pequeno em troca de um pouco de alívio.
No entanto, tranquilizou-se o suficiente para pegar numa caneta e abrir o diário. Só continha uma anotação, escrita há dois meses, quando o psiquiatra do departamento lhe recomendara que apontasse os seus pensamentos e emoções. Dizia assim:
Isto é uma estupidez. Não vejo como é que escrever as coisas pode ajudar-me.
Apesar disso, escreveu as palavras que não se atrevia a pronunciar em voz alta. Não se sentiu melhor, mas o psiquiatra acertara ao afirmar que precisava de uma válvula de escape. As palavras fluíram num corrente amarga que encheu dois parágrafos inteiros.
Quando acabou de escrever, Jake baixou a cabeça e chorou. As lágrimas borraram a tinta e humedeceram o papel de tal maneira que a primeira frase ficou ilegível.
Mas não importava. Era uma frase que recordaria muito depois de se ter acalmado:
Miranda abortou hoje.
Capítulo 1
O carro bateu com tanta força contra um monte de neve que o airbag saltou imediatamente, mas, pelo menos, parou depois de dar voltas e mais voltas numa estrada de duas faixas que, além disso, estava ladeada de árvores.
Caroline Franklin Wendell afastou os dedos do volante e passou uma mão trémula pelo cabelo. Não fora a sua vida que passara à frente dos seus olhos durante aqueles momentos de terror, mas a vida do seu filho. Se ela morresse, Cabot teria ficado sem mãe e teria tido de crescer com o seu pai e com a sua avó, uma ideia que lhe causava calafrios.
Olhou pelo pára-brisas. A parte dianteira do carro estava enterrada sob a neve. Mas Caro sabia que a sua vida mudara muito antes de o seu veículo patinar numa placa de gelo. Estava há quatro anos fora de controlo, desde que cometera o erro de se casar com Truman. E, no entanto, recusara-se a admitir a verdade. Recusara-se a acreditar que fora um erro sem solução.
Mesmo naquela manhã, depois de assumir a sua derrota e decidir voltar para ele, albergara a esperança de encontrar uma saída para aquele pesadelo. Não por ela, mas por Cabot. O seu filho era a única consequência positiva do seu casamento com o herdeiro de uma das famílias mais poderosas e influentes de Nova Inglaterra.
Só agora, ainda trémula e com o coração acelerado, é que assumia finalmente a verdade. Truman tinha razão. Não havia saída.
– Estou a fazê-lo pelo teu próprio bem, Caroline. Precisas de mim – dissera-lhe.
Caro não sabia há quanto tempo estava no interior do carro, só sabia que o habitáculo arrefecera ao ponto de conseguir ver o bafo da sua respiração. Os dedos estavam intumescidos, apesar das luvas, quando pôs a mão na mala e procurou o telemóvel.
Em algum momento, teria de telefonar ao seu marido para lhe dizer que ia atrasar-se e talvez para lhe pedir que lhe desse mais tempo. Quando o bem-estar do seu filho estava em jogo, Caro era perfeitamente capaz de suplicar. Mas antes devia chamar um reboque e encontrar um lugar onde se alojar enquanto reparavam o carro.
Ligou o telefone e ficou a olhar para a fotografia do seu filho que usava como protecção de ecrã. Estava sorridente, feliz, livre de preocupações, como qualquer criança da sua idade.
Passou um dedo pela sua cara de querubim e franziu o sobrolho. O telefone não tinha rede. Preocupada, empurrou a porta com todas as suas forças e abriu-a. No exterior havia tanta neve que lhe chegava aos joelhos.
Mas o telefone continuava sem funcionar.
Amaldiçoou a sua sorte e guardou o telemóvel no bolso do anoraque.
Pensou que podia ficar ali e esperar, embora lhe parecesse improvável que outro condutor tivesse cometido o erro de conduzir por uma estrada em tão más condições. Afinal de contas, ela escolhera-a por desespero, porque não tinha outro remédio.
Olhou para um lado da estrada e recordou que, mesmo antes de tomar a decisão de sair da auto-estrada, passara à frente de uma bomba de gasolina. Ficava a uns cinco ou seis quilómetros de distância, mas tinha umas botas de salto e pele fina que não eram as mais adequadas para andar pela neve.
Olhou para o lado contrário e questionou-se o que haveria mais à frente. Com a sorte que tinha, podiam ser quilómetros e quilómetros de bosques vazios.
Os seus olhos encheram-se de lágrimas e começou a sentir medo. Não sabia o que fazer. Era fundamental que chegasse a tempo ao encontro com o seu marido. E estava perdida, no meio do nada.
Nesse momento, pensou ouvir umas campainhas ao longe, mas pareceu-lhe que devia ter imaginado ou que seria o vento.
Mas enganava-se. Um minuto depois, apareceu um homem a cavalo. Tinha um chapéu coberto de neve e um casaco escuro que enfatizava a largura dos seus ombros. Ao princípio, pareceu-lhe saído de um sonho, mas, mais tarde, quando se aproximou e pôde distinguir os seus traços, tão atraentes como duros, pensou que escapara de uma fantasia erótica.
De repente, perdeu a força nas pernas e já não viu mais nada.
Caiu na neve e perdeu os sentidos.
Jake esfregou os olhos quando a viu ao longe. Não podia ser real. Nenhuma pessoa no seu juízo perfeito teria saído para o bosque com aquele clima. Na verdade, ele só estava ali porque precisava de se acalmar um pouco e, em qualquer caso, saíra com uma égua que conhecia o caminho de regresso tão bem como ele.
Quando a mulher desmaiou, saltou para terra, avançou tão depressa como pôde entre a neve e ajoelhou-se ao seu lado, resistindo ao impulso de pegar nela ao colo.
«Proteger e servir.» Num passado remoto, aquelas palavras tinham feito parte da sua existência diária. Mas esse passado estava morto.
– Sentes-te bem?
Ela reagiu alguns segundos mais tarde. Entreabriu os olhos e olhou para ele com uma mistura de horror e repulsão, mas Jake não se considerou insultado. As pessoas costumavam reagir assim quando o viam.
Então, a mulher fez uma coisa que o perturbou por completo. Levantou uma mão trémula, acariciou-lhe a cara e perguntou:
– És um anjo?
Jake demorou a responder. Tinham-lhe chamado muitas coisas ao longo da sua vida, mas nunca tinham pensado que era um anjo.
– Nada disso – respondeu.
– Pensava que…
– Como estás? Partiste alguma coisa?
Ela pestanejou e franziu o sobrolho.
– Não, penso que não.
– De certeza que não bateste com a cabeça?
Jake olhou para o carro enterrado na neve e percebeu que o airbag se activara, evitando danos maiores. Mas, apesar disso, a mulher podia ter sofrido feridas graves.
– Estou bem, a sério – insistiu.
Para o demonstrar, levantou-se. Jake imitou-a e descobriu que era mais alta e também mais delicada do que pensara ao chegar. Na verdade, a sua aparência era bastante frágil.
Era um pouco mais baixa do que ele e, embora não conseguisse ver-lhe os pés porque estavam enterrados na neve, soube que tinha sapatos de saltos muito altos e extremamente inadequados para a situação. Era uma sorte que a tivesse encontrado. Não teria durado mais de uma hora.
– Mas o meu carro é um caso à parte… – continuou ela. – Não sei se os danos que sofreu são importantes, mas preciso que o levem para uma oficina.
Jake olhou
